Como o maior problema do globo e simultaneamente o que mais envergonha a humanidade foi novamente levantado neste espaço, aqui deixo mais uma vez as 5 medidas que considero fundamentais e urgentes para, de uma vez por todas, atacar o problema do subdesenvolvimento de frente:
- perdão da dívida aos países democráticos mais pobres (ainda bem que esta já foi em parte tomada);
- liberalização imediata dos produtos agrícolas; esta medida é fundamental e é essencialmente por causa disto que combato a PAC.
- boom de investimento em infra-estruturas básicas como vias de comunicação, saneamento, água potável, hospitais e escolas;
- oferecer condições para que todas as crianças possam frequentar a escola (livros, material escolar, envio de professores). A educação é meio caminho andado para a auto-suficiência. Se apostassemos forte na educação, daqui a 2 décadas o problemas estaria praticamente resolvido.
- combate efectivo à sida. Urge disponibilizar medicamentos e tratamentos mais baratos que possibilitem o acesso a todos os doentes. Estes são os números do continente africano em 2003: 3.2 milhões de novos infectados, 2.3 milhões de mortos, 26.6 milhões de vítimas infectadas.
Quando penso que existem milhões de crianças sem nada para comer e sem água para beber, sinto vergonha de pertencer a esta espécie.
Macau que se vai perdendo
Há 4 anos
2 comentários:
Julgo serem essas 5 medidas que, muito bem, preconizas, um catalizador muito potente para a atenuação das desigualdades no globo.
Se o que defendes, fosse posto em prática, talvez a pobreza passasse a ser uma miragem longíqua do passado.
No entanto, julgo que com essas medidas só de per si, não conseguíamos ter um Pib per capita equivalente do nosso, por parte das populaçãoes dos países mais carenciados. Julgo que a revolução e a submissão do ocidente perante o terceiro mundo, seriam um caminho mais conciliador de realidades tão antípodas.
O PIB viria depois...a qualidade de vida, especialmente nos países subdesenvolvidos, implica, não acções para o incremento das contas nacionais, mas acções reais e estruturais, e daí a 20 anos sim, a repercussão já seria visível no Produto!
Quanto ao "ónus da acção" acho que ela não é exclusiva aos países pobres, e muito menos com revoltas em massa das populações. Acho que o grande problema, não está nos países desenvolvidos, mas nos políticos corrompidos do 3º. mundo, que fazem uma vida de lordes à custa das populações dos seus países! Este parece-me ser o "dark side" das medidas do Miguel.
As coisas nunca serão idílicas, como já disse, isto é um campeonato mundial...e os clubes mais pobres, têm que apostar na formação e obter o empréstimo de jogadores em excesso nos grandes, diagnosticarem por que ala é que são fortes e jogarem com paciência por aí...
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