segunda-feira, maio 15, 2006

13 de Maio - Caminhada Espiritual!


Quem lá vai a pé…volta diferente!!!
Várias vezes ouvi isto antes de partir…e na verdade, sempre me recusei a aceitar essa afirmação como totalmente verdadeira, pensando sempre que era mais uma maneira de me convencer ou então uma ideia feita por quem já tinha ido simplesmente para vincar e justificar ainda mais a viagem realizada. Agora admito, aiiii o quanto eu estava errado!!!
Sim, é verdade, fui a Fátima … a pé!!!
Trago muita coisa comigo, mas principalmente uma experiência de vida inesquecível, mil historias para contar e uma visão diferente daquela que tinha sobre as pessoas, os limites humanos, a força de vontade e a força psicológica do ser humano quando está concentrado num objectivo.
Antes de mais, tenho de vos esclarecer que não fui a Fátima a pé, por ter feito qualquer tipo de promessa religiosa ou outra, como acontece com a maioria das pessoas que faz esta viagem. Fui, por varias razões, mas principalmente porque queria ter mais esta experiência de vida, porque queria provar mais esta “aventura” espiritual, porque queria sentir e viver, nem que fosse uma vez na vida, o que era afinal ir a Fátima a pé!!!
Embora tenha a tal fé e acredite em algo superior ao ser humano, nunca me passou pela cabeça fazer uma “troca” daquelas: fazes-me isto e eu vou a Fátima a pé. Do género “toma lá e dá cá”. Não, sempre me recusei e recusarei a fazer uma coisa desse género. Ao contrario, fui com os meus pensamentos, com as minhas convicções e com o meu “interior” cheio… embora respeite e não condene quem vá com a tal promessa, pois cada um sabe de si.
Assim, mal surgiu a oportunidade de fazer esta viagem com um grupo de 44 pessoas do Porto, muitas delas já experimentadas neste género de “caminhada espiritual”, não tive duvidas e aceitei o desafio logo na primeira abordagem.
Éramos 44 pessoas, dos 25 aos 75 anos, todos com experiências de vida, com histórias e com motivações diferentes e das mais variadas possíveis. E, ao contrario do que se imagina, são muitos, mesmo muitos os jovens que fazem esta caminhada, afastando assim aquela ideia errada que isto é coisa de velhinhas muito religiosas do Portugal de outros tempos…enganam-se meus amigos…e nem imaginam quanto!!!
O grupo com quem tive o prazer de caminhar, tinha 2 “guias”, o Fernando e o Artur, a quem “tiro o meu chapéu” por toda a organização e empenho. Tanto um como outro, são homens dos seus 40 e poucos anos, habituados desde há muito a estas andanças, homens que durante o ano, fazem 1 trabalho incrível com os sem abrigo do Porto e que por estas alturas do 13 de Maio organizam, como eles gostam de chamar: “a caminhada à Mãe”. Depois, e não podia deixar de referir, tínhamos a Antonieta, senhora do seu nariz, também ela na casa dos 40 que fez um trabalho absolutamente extraordinário com a carrinha de apoio aos peregrinos do nosso grupo. Alias, se não fosse ela, não sei se teria conseguido chegar até ao fim...o resto do grupo era maioritariamente jovem entre os 27 e os 40 anos, sendo que os restantes membros ultrapassavam essa idade mas apenas no B.I.. Por falar nisso, aproveito para dar os parabéns a D. Rosa e ao Sr. Ferraz, que do alto dos seus 60 e muitos anos, caminharam com mais força e vigor que muitos dos “xavalos” que lá iam. Principalmente a D. Rosa, avó, moradora e filha da Ribeira do Porto, como ela gostava sempre de vincar, era uma coisa impressionante, pois desde que saímos do Porto, tomou sempre a dianteira, sem nunca sequer sofrer de uma única bolha nos pés (coisa banal neste tipo de caminhada), sem nunca precisar de uma única massagem nos músculos das pernas ou outros (a Antonieta era perita neste tipo de massagem relaxadora), e mais inacreditável ainda é que a D. Rosa chegava a ter mais de 1h30m de avanço nos pontos de chegada em relação ao resto do grupo!!!
Eram cerca das 00h30m do dia 6 de Maio de 2006, quando partimos da Igreja de Nossa Senhora de Fátima na Boavista (Porto), começando assim a nossa “aventura espiritual”. Logo na 1ª etapa foram 37km durinhos, com paragem para pequeno-almoço e descarga de resíduos lá alcançamos a meta por volta das 10h30 com as minhas 3 primeiras bolhas nos pés! Coisa normal para 1 caloiro que não sabia os truques da escolha adequada de calçado, cremes para os pés e etc…sim porque fica já aqui o aviso, não é por ter umas sapatilhas "XPTO" que se vai mais confortável, bem pelo contrario, sandaliazinha ou sapatilha da mais velha e usada que há lá em casa, é do melhor!!! E quando se vê na estrada pessoas com mais de 60 anos a caminhar com chinelinho de quarto como se nada fosse, acho que está tudo dito.
Apesar de puxada, a 1ª etapa estava concluída e depois de furar as bolinhas, de 1 bom banho relaxante e de 1 sono tranquilizante, estava pronto para outra… as partidas eram sempre por volta das 03h00 e as chegadas por volta das 13h00, pois assim só caminhávamos de madrugada e de manha, com o sol não era tão incomodativo e o transito era menos intenso. Durante a madrugada escura, caminhávamos sempre juntos, com os nossos coletes luminosos e acompanhados pelas estrelas e pela lua, cantando, conversando, trocando amizades e apoios amigos. A partir da paragem do pequeno-almoço, depois do sol raiar, cada um era livre para caminhar ao seu ritmo, sempre com o apoio da carrinha da Antonieta, e com a paragem nos locais previamente estipulados.
Albergaria-Mealhada, sem duvida a minha 1ª etapa de confronto e de teste físico e principalmente psicológico. Numa etapa com 40km, muitas coisas nos passam pela cabeça…e tenho de admitir que me foi deveras difícil chegar a “meta”! Mas ir a Fátima a pé, não é só caminhar e chegar ao fim, é mais que tudo encontro connosco mesmos, apoio e amizade de ser humano com ser humano…e com 1 massagem “milagrosa” de voltaren em gel, feita pela Antonieta, lá consegui atingir mais 1 meta, onde nos esperava um reconfortante e merecido leitãozinho e umas belas de umas garrafinhas daquela espumante tinto que só sabe daquela maneira na Bairrada.
Pela estrada fora, são muitos os postos da cruz vermelha e do exercito da cruz de malta que fazem apoio médico aos peregrinos, mas felizmente tínhamos a Antonieta e não precisamos de lá entrar, a não ser a 1 caso mais grave de uma senhora do grupo com 1 veia mais teimosa, mas que ficou prontamente resolvido.
Águeda, a minha 1º dose de droga (Voltaren) para aguentar as dores provocadas pelo inchaço nos pés, muito devido a escolha errada do calçado! Mudanças de sapatilha para umas belas de umas sandálias daquelas típicas de viajante, que a partir dai me acompanharam até ao fim…
Já depois dos 100km percorridos cruzamo-nos com 2 peregrinos a caminho de Santiago de Compostela, estes já experimentados de mochila as costas e umas impressionantes botas de montanha!!! Cumprimentos, desejos de boa viagem e lá seguimos em direcções opostas mas com o mesmo principio…
Pelo caminho, são vários os grupos que se juntam ao nosso, que nos acompanham, nos ultrapassam ou simplesmente estão encostados a recarregar baterias, com autenticas “mesas de casamento”, com pic-nics que mais parecem manjares de deuses, camiões e carrinhas que servem para dormir, transportar agua e fruta, ou simplesmente para ter o rádio ligado enquanto cá fora se dança e canta como se não se tivesse já caminhado mais de 100km… o corpo humano tem mesmo muitos segredos!!!
Entre muitas peripécias, encontros e desencontros, que me demorariam horas a descrever aqui, lá chegou a esperada última etapa, Pombal-Fátima. Para quem não conhece, as retas da estrada nacional nº1, elas são na zona do Pombal, mais longas que em qualquer outra parte do pais. Assim, quando se começa 1 daquelas rectas e se vê o seu fim lá no fundo, caminha-se e caminha-se e parece nunca mais acabar a dita!!! É desesperante…aqui, mais 1 truque dos “velhos” da estrada: Sr. Fernando tenho de parar, ainda falta muito?! – Não…Não, é mesmo já ali!!! São mais 10m para parar. É como quem engana 1 criança, não por maldade, mas antes porque tem de ser assim, e pronto, lá fazemos nós mais 2 horinhas até a prometida paragem sem nos darmos conta disso.
Já agora deixem-me dizer-vos que o pior da viagem são mesmo as estradas, completamente impróprias para peões, perigosas, com bermas que nem 30cm têm em algumas partes do percurso e onde os camiões passam a altas velocidades a cm dos nossos corpos!
No Barracão, essa bela localidade, saímos finalmente da estrada nacional e tomamos o caminho dos peregrinos pelo meio dos montes, um “corta-mato” de cerca de 20km até Fátima, que todos os peregrinos vindos do norte atravessam, pois para além de ser mais curto, é o caminho em que encontramos o Monte de Santa Catarina e a respectiva Via Sacra com cerca de 8km mesmo antes de entrar em Fátima.
Nestes últimos km deparamo-nos com milhares e milhares de peregrinos, vindos dos mais diferentes e inimagináveis locais deste nosso Portugal, mas todos eles com 1 mesmo objectivo. Também aqui surgiu a nossa peregrina quase desistente…mas ao fim de mais de 1h de conversa e descanso lá a convencemos que quem chega até ali, chega até ao fim…
Depois da Via Sacra, vemos Fátima no horizonte e o nosso coração começa a palpitar cada vez mais rápido e mais forte, juntamo-nos em grupo, vestimos as t-shirts da luta contra o cancro, chapéu igual na cabeça, o Fernando toma a dianteira do grupo e levanta a bandeira do grupo (Aldoar – Porto) a mesma que usam no apoio aos sem-abrigo e estamos mesmo a chegar.
Finalmente, por volta das 15h30 do dia 11 de Maio de 2006, entramos no recinto e a emoção e os sentimentos estão a flor da pele, é indescritível o que se sente ao entrar naquele recinto depois de uma viagem destas! Em frente a Capelinha das Aparições, abraçamo-nos uns aos outros, cumprimentamo-nos, choramos, libertamos o que nos vai cá dentro…é reconfortante e inexplicável esta sensação, as dores que trazíamos no corpo desaparecem por minutos, a paz interior e a alegria apodera-se de nós e sentimo-nos bem, muito bem.
Depois é tempo de descanso, de tratar de bolhas e de dores musculares, de reconfortantes almoços, jantares e dormidas nas Irmãs Vicentinas (Grupo de Freiras muito simpáticas e que fazem o bem de Fátima), que albergam por estes dias vários grupos de peregrinos e que deles cuidam como se de filhos se trata-se.
Procissão das velas com mais de 200 mil pessoas e Procissão do Adeus com mais de 300 mil, nem sequer vale a pena falar, pois só lá estando se pode sentir, é-me impossível descrever-vos.
Já era religioso, embora não praticante, mas sempre com a minha fé muito própria e que só a mim diz respeito, com muitas dúvidas e opiniões muitas vezes diferentes sobre muitas das coisas que a igreja católica defende e preconiza. Continuo igual, com as mesmas opiniões diversas em muitas questões, continuo igual, com a minha fé interior, mesmo sem ir a missas e afins…
Mas no entanto, venho diferente, realmente diferente, sobretudo no que diz respeito à maneira de encarar situações e comportamentos, de aprender que cada um é o que é e faz aquilo com que se sente melhor logo que não “pise” ninguém, que o amor ao próximo, a inter-ajuda entre seres humanos e o braço ou a palavra amiga entre nós, vale mais que muitas coisas banais do dia-a-dia.
Se cada um de nós, mesmo não sendo religioso, não tendo fé ou acreditando numa qualquer outra religião ou forma de fé, e há que respeitar isso como tudo o resto, der o melhor de si em prol dos outros e em prol de uma harmonia entre todos, o mundo será melhor, mais fácil, mais humano e sobretudo mais livre.
Foi sem duvida alguma, uma experiência de vida, não sei se para algum dia repetir ou não, mas que me ajudou a fazer algo que há muito não fazia…discutir, pensar e reflectir comigo mesmo!

quarta-feira, maio 10, 2006

O NORTE É A NOSSA VERDADE

Embora não aprecie o autor em questão, nem como pessoa, nem como escritor, e sendo adversa quanto à partilha de “forwards” neste blog, não posso deixar de partilhar convosco o seguinte texto de Miguel Esteves Cardoso, que me foi remetido por uma amiga. Desde já peço desculpa pelo espaço ocupado tal a imensidão do texto, uma vez só ter sido capaz de excluir dois fragmentos, na esperança que aproveitem este esplêndido Louvor até ao fim:


”Primeiro, as verdades.
O Norte é mais Português que Portugal.
As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.
As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. (…)
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia.
Estas são as verdades do Norte de Portugal.
Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.
Não haja enganos.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.
Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.
Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.
Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.
Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular.
É esta a verdade.
Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.
No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.
O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.
O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho.
Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

O Norte é feminino.
O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher
portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.
As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança.
Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade.
Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem.
As mulheres do Norte deveriam mandar neste país.
Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. (…) Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.
Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.
Só descomposturas, e mimos, e carinhos.
O Norte é a nossa verdade.
Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.
Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte".
Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente.
No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto.
Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.
O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?"

quinta-feira, maio 04, 2006

Silêncio privado!


Por falar em arte...
Desculpem mas tive de partilhar esta tela da minha autoria com todos! por várias razões, mas sobretudo porque ela me diz muito...
E já sabem, se quiserem podem saber todos os promenores sobre esta e outras telas em: www.galeriarenato.blogspot.com

quarta-feira, maio 03, 2006

A arte da sanita


Fountain

Já que entramos na onda da sanita, aqui deixo a obra de arte de Marcel Duchamp, um dos fundadores do Dadaísmo, cujo trabalho ultrapassa de modo inconvencional e humorístico as fronteiras da arte!

As latrinas ao ar livre tornam o ar irrespirável :)


Eu descontraí e sorri! Mais desses Renato!

sábado, abril 29, 2006

Alguem me explica?!?

Será que alguem me pode explicar como e porquê o meu post com o titulo: "Wc Perfeito", desapareceu?!?
Alguem o apagou?! Se sim gostava de saber as razões...
Penso que não era de todo ofensivo, pelo contrário era uma mera brincadeira, para descontrair e suscitar 1 sorriso...

Mulher- Labirinto

A emoção que veio vermelha
virou saudade branca
e ficou a lembrança cor-de-rosa
do teu olhar azul
do meu sorriso amarelo
e daquele nosso desejo
tão cor-da-pele.

Gravei a tua voz no meu tímpano.
as vezes labirinto
faço que sinto, as vezes minto
vinho tinto, amor rosé.
tu
de vez em quando instinto.

sexta-feira, abril 28, 2006

Liberdade Sempre

Ainda relativamente ao 25 de Abril, mais concretamente a um comentário que fiz a um post do Renato, que pelos vistos lhe deixou dúvidas, quero apenas dizer o seguinte:
- Se alguém tem dúvidas sobre se eu preferia ainda viver em ditadura é porque não leu os meus posts anteriores com atenção. Considero-me apenas o mais liberal de todos os cósmicos. Sou liberal em todos os aspectos transversais à sociedade. LIBERDADE SEMPRE.
- Tenho dúvidas que, se não fosse através de uma revolta militar, alguma vez o povo português se insurgisse contra semelhante regime. Digo até mais, se em 1974 houvesse eleições livre em que Marcelo Caetano pudesse concorrer, arrisco 9 em 10 como o déspota ganharia. João Jardim, Avelino Ferreira Torres, Narciso Miranda, Mário de Almeida, Mesquita Machado e tantos outros só saíram ou saem do poleiro quando quiserem porque o povo legitima, através do voto, o poder daqueles que vivem arragados a ele.
- O povo português é averso à mudança e ao risco. A culpa de sermos pobre é do povo português, da sua elite, dos seus políticos, dos seus mestres, de todos nós. A inquisição e o Estado Novo expulsaram do país a maior parte daqueles que tinham empreendorismo no sangue. Os que cá ficaram sempre viveram e sustentaram o seu negócio à sombra de proteccionismo estatal.

Este estado da nação não se altera em 25 anos, mas pode-se alterar em 50. Ao dizer isto estou a colocar toda a responsabilidade, de mudar para melhor o nosso país, na nossa geração. SOMOS NÓS, que temos que saber escolher melhor os nossos governantes; SOMOS NÓS, que temos que exigir formas de responsabilização política e descobrir novas formas de intervenção; SOMOS NÓS, cada um de nós, que tem que se sustentar (chega de anos consecutivos de andar uns a manter a boa vida dos outros). À sociedade cabe proteger as crianças, os idosos e os incapacitados. Àqueles que falte vontade de trabalhar, a sociedade nada tem a dar.
Já estive mais convicto da capacidade da nossa geração mudar este estado de coisas. Mas, como bom sportinguista, a esperança é sempre a última a morrer.

Um desvio ao assunto principal. O discurso de Cavaco Silva não me agradou. Demasiado esquerdista e utópico. Pactos de regime no que diz respeito a políticas de igualdade social?
Por favor Sr. Presidente, mas onde é que andou nestes últimos 25 anos? Tratou-se de um discurso inútil, sem consequências absolutamente nenhumas, que daqui a uma semana estará completamente esquecido por todos.
Do meu ponto de vista, caberia ao presidente relembrar aos outros poderes consagrados na legislação (especialmente o poder legislativo, isto é, a assembleia da república constituída por deputados e ao poder judicial na pessoa dos magistrados) a importância que têm na sociedade e formular propostas que visassem a melhoria da sua credibilidade. A consagração dos quatro poderes foi uma vitória do 25 de Abril. É imperioso que todos funcionem em pleno, para bem da democracia. Ora, o que nós vemos no parlamento e na justiça é uma verdadeira vergonha.
ACTUALMENTE, SINTO VERGONHA DA NOSSA DEMOCRACIA, DA NOSSA REPÚBLICA. SINTO VERGONHA DE SER PORTUGUÊS.

P.S. - Desculpem a minha ausência prolongada. Esta ficou-se a dever a motivos profissionais mas também a uma fase de menor motivação para escrever.

quarta-feira, abril 26, 2006

25 de Abril não se comemora, vive-se a cada dia!

Essa é a maior comemoração que se pode fazer ao 25 de Abril. Viver a Liberdade que nos foi proporcionada nesse já longinquo dia de 1974.

Não é por ir para a rua no dia 25 de Abril, com um cravo na lapela, que se é adepto da Liberdade.

Até porque os cravos que então simbolizaram iconograficamente a Revolução (e não a Liberdade) foram "apossados" por diversos partidos políticos cujos conceitos democráticos são, no mínimo, estranhos e cuja Liberdade, mormente a de expressão, não é práctica corrente. E não sendo hoje o cravo um simbolo da Liberdade, que foi aquilo que de melhor herdamos da Revolução, não faz qualquer sentido hoje ter de se andar com um na lapela. Até porque, esteticamente, é discutivel a validade de tal coisa...

Eu que nesse dia de 1974 tinha 1 ano, 7 meses e 6 dias de idade, sou por assim dizer, um filho da Revolução. Sempre vivi em Liberdade. Nunca soube o que era não poder expressar a minha opinião ou fazer aquilo que entedesse dentro da tolerância devida que um acto tenha perante os outros: a minha Liberdade termina onde começa a do vizinho! Por isso, para mim a Liberdade é tão banal que não a comemoro; vivo-a!

Restava-me então comemorar a Revolução. Coisa que não o faço. Não porque não concorde com ela, mas porque ela foi apenas o principio do processo que nos trouxe a Liberdade. Que apenas se concluiu no 25 de Novembro de 1975, um ano e meio depois... Ou talvez mais tarde ainda, já nos anos oitenta, quando foi extinto o Conselho de Revolução...

Para mim, o 25 de Abril significa o inicio do processo que nos deu a Liberdade. De agir, de sermos, de pensarmos, de falarmos. A melhor forma que sei de comemorar é a cada dia fazer tudo isso. Como escrever isso aqui. Sem cravos na lapela.

terça-feira, abril 25, 2006

25 de Abril ... SEMPRE!!!


Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

.................................................
Sinceramente, gostava de ter nascido uns anos mais cedo, apenas e só por uma razão!!! para ter podido participar, naquele dia... talvez o dia mais feliz da história de Portugal.
Penso que, por razões obvias, não presiso de escrever aqui um texto massador sobre o que foi o 25 de Abril, muito menos o que ele significou e significa para todo um povo, para toda uma cultura...
Assim, simplesmente quero dizer-vos: NÃO SE ESQUEÇAM!!! porque um povo e uma nação que não tem memória, está condenado a morte...
25 de Abril ... SEMPRE!!!
LIBERDADE ou MORTE!!!

segunda-feira, abril 24, 2006

sábado, abril 22, 2006

sexta-feira, abril 21, 2006

Curiosidade!!!

Não podia de modo algum deixar de partilhar com todos esta preciosidade que me veio parar à caixa de mail, e à falta de melhor que pensar acabou por ser um momento de reflexão muito pertinente....
Partilho com vocês, na espectativa que todos tenham tido uma boa páscoa e etecetera...

Na quarta feira , 4 de Maio, 2006, 2 minutos e 3 segundos depois da 1:00 AM da manhã, as horas e o dia serão assim:

-----> 01:02:03 04/05/06
Isto nunca mais vai acontecer na vossa vida...ja pensaram nisso?!?

quarta-feira, abril 19, 2006

Autismo

Cheguei hoje à conclusão que o nosso Ministro das Finanças é autista, tem um mundo seu onde vive e uma linguagem prórpia com a qual tenta comunicar, mas da qual o comum cidadão não consegue perceber patavina!

Então o senhor vem todo contente anunciar o défice de 6% para 2005, quando em 2004 o défice foi de 2,8% (ou de 5% antes de aplicar receitas extraordinárias).

Então o senhor vem constantemente certificar a boa saúde da nossa economia após os esforços por ele tomados e vem agora o Banco de Portugal traçar um cenário negro que se resume a TAXA MÁXIMA DE DESEMPREGO EM 20 ANOS, ESTAGNAÇÃO DO EMPREGO, MENOS EXPORTAÇÕES pois perderam quota de mercado, MAIS IMPORTAÇÕES, ENDIVIDAMENTO A CRESCER, INVESTIMENTO QUE NÃO CRESCE e DÉFICE EXTERNO VOLTA A SUBIR, para além do aumento do petróleo para valores superiores a 72 dólares/barril que podem invabilizar qualquer crescimento económico face à total dependência crónica que temos e ao constante subir de preços de tudo que isso vem acarretando!

Hello! Is there anybody out there?

terça-feira, abril 18, 2006

Limiar da pobreza



Segundo a União Europeia, é considerado pobre aquele que ganha 60% do salário médio do seu país. Como em Portugal a média dos salários é de 645 Euros (129.311$), o nosso limiar de pobreza é o mais baixo de toda a U.E.
Dá que pensar não dá?!?

sábado, abril 15, 2006

Deputados Faltosos

Os deputados mais faltosos nos primeiros oito meses de Parlamento....Ver a divulgação do Expresso

A Ler

POLÍTICAS PARA FAZER OPOSIÇÃO - Pacheco Pereira no Público

Deslocou-se o PS para o "centro", onde tradicionalmente habitava o PSD, ocupando um espaço político que o asfixia? Como se pode fazer oposição contra um governo que parece realizar com mais determinação as reformas que sempre foram defendidas pelo PSD? Não é possível, ou é difícil, tomar uma posição distinta, que demarque o PSD do PS? Todos os dias é possível encontrar este tipo de afirmações, que me levam a uma reacção do género: tretas, bullshit. Quisesse o PSD e todos os dias se perceberiam claras e distintas as diferenças, onde há diferenças. O problema, também tão claro e distinto, está no "quisesse".

Continua no Abrupto......Ver Aqui

sexta-feira, abril 14, 2006

Novas Telas

Amigos...se tiverem 1 tempinho, passem no meu blog de pintura...tenho NOVAS TELAS:

www.galeriarenato.blogspot.com

quinta-feira, abril 13, 2006

Pecador eu?

O cardeal americano James Francis Stafford, o penitenciário-mor do Vaticano, revelou esta terça-feira, na Basílica de S. Pedro que pode ser considerado pecado com a obrigatoriedade de ser confessado:
- demasiado tempo a ler jornais,
- demasiado tempo a ver televisão,
- demasiado tempo a navegar na Internet,
- o excesso de velocidade
- a fuga aos impostos.

Recomendou ainda a leitura da bíblia, uma prática, aliás, que a Igreja Católica poderá aconselhar para substituir qualquer penitência mais tradicionalista.

PS 1: Despois da Pascoa, deixarei de ler Jornais, Ver TV e navegar na Internet.
PS 2: Vou cumprir os limites de Velocidade
PS 3: Nunca fugirei aos impostos (se jogar ao Sobe e Desce, vou declarar no IRS)
PS Ultimo: Espero que com o pecado da fuga aos impostos seja conseguido combater o defice, afinal somos um pais de catolicos, ou não?

"Onde estava o Sr deputado no dia 12 de Abril?"

Para aumentar ainda mais a desacreditação nas politicas e nos políticos, os ex.mo Srs. deputados foram de férias mais cedo impedindo assim de se realizar a normal secção de votações semanais na Assembleia da República.

A falta de quórum impediu as votações, porque dos 230 deputados, 119 não compareceram na secção, ou melhor, a maioria destes assinaram o livro de ponto e foram embora....uma vergonha

Não deveriam ser estes senhores um exemplo para o pais?
Para quando a diminuição do nº de deputados?
Para quando uma verdadeira responsabilização dos políticos?

quarta-feira, abril 12, 2006

Voltei a ganhar ao sobe-e-desce

Memorável!

Após duas lerpas iniciais, foi um passeio até a vitória.

Para mim, é o facto do ano. Foi uma longa travessia no deserto.

Com o dinheiro amealhado penso que já posso jantar com a malta cósmica. Não tenho impedimentos nas datas faladas.

Espero que este jantar efectivamente se realize e que reuna à mesa o máximo de membros deste ilustrissímo blog.

Como membro assumidamente preguiçoso e reactivo aguardo o panfleto com o programa das festas.

terça-feira, abril 11, 2006

Digníssimos/as

Proponho um jantar de cravos no dia 24 de Abril, perdurando até o dia seguinte, claro! Aceitam-se sugestões para local de encontro.

segunda-feira, abril 10, 2006

Ponte Pedonal (Gaia/Porto)



Antes de mais, peço desculpa a todos os cósmicos pela minha ausência durante todo este tempo, mas na verdade, estes dois últimos meses foram “de loucos” para mim, dai não ter podido contribuir como desejava, com novos textos para o nosso blog. No entanto fui passando por cá e gostei de ver que o observador continua, como sempre, concorrido e a suscitar o debate sobre os mais variados temas entre todos os que nos visitam. Fico contente por isso.
Uma breve nota também para vos pedir desculpa pela “não organização” do nosso jantar/convívio cósmico!!! Agora como estou novamente mais disponível, fico a vossa disposição para levar em frente e de uma vez por todas o nosso adiado encontro no Porto, basta que assim o desejem e me avisem.

Sobre o tema de hoje:

Gaienses e Portuenses, sobretudo aqueles que vivem nas duas ribeiras, voltaram na semana passada, a receber a antiga promessa de uma ponte pedonal a ligar as duas margens.
Ficou mais uma vez prometido que dentro em breve, uma nova passagem para a outra margem surgirá, evitando assim as longas e maçadas caminhadas pelo tabuleiro inferior da ponte D. Luiz (com Z como verdadeiramente ela se chama).
Quando mais não fosse, já neste ponto começo a estar de acordo, pois todos temos de concordar que não é de todo em todo fácil a um qualquer noctívago, que depois de ingerir umas belas bejecas no cais de Gaia o obriguem a ir “dar a volta” pela ponte D. Luiz para poder ir beber um traçadinho à ribeira do Porto.
No entanto, e porque ao contrario de outros, a minha memoria não é curta, lembro-me que já em Janeiro de 2001, o líder da Câmara de Gaia, fez uma promessa idêntica, apresentando com a pompa e circunstancia que já lhe é habitual, um projecto da uma ponte pedonal, desenhada exactamente pelo mesmo Eng.º Adão Fonseca, e a verdade é q até hoje nem sequer estaleiros lá vi!!!
Desta vez, para que a festa não fosse repetitiva, esperava que o líder da Câmara de Gaia, tivesse, pelo menos, convencido o seu companheiro partidário e seu homologo da Autarquia Portuense a estar presente no apoio ao projecto, uma vez que uma ponte, se não me engano, precisa de duas margens para que se possa chamar ponte!!! Mas uma vez mais, o Presidente da Câmara de Gaia ficou sozinho a falar sobre o assunto…estranho, no mínimo…
Ficou prometido a todos os santinhos que dentro de 3 anos existirá naquele local uma ponte pedonal, transparente e ultramoderna, construída pela módica quantia de pouco mais de 10 milhões de euros. Sendo que metade desse valor será a cargo da Autarquia Portuense, mesmo que nada se saiba da vontade politica do autarca da outra margem…nem interessa, pelos vistos!!!
Em tempos de “vacas magras”, sou forçado a elidir que o ruidoso silêncio do Presidente da Câmara do Porto, se deve ao facto de este estar mais preocupado em resolver os elementares problemas das gentes do Barredo, da Sé, de Miragia e de São Nicolau, do que em assistir a mais um “foguetório” lançado pelo Presidente da margem esquerda.
A zona do Cais de Gaia, bem como toda a zona do centro histórico, desde a ponte D. Luiz até à ponte da Arrábida, tem realmente sido pródiga em promessas, desde escadas rolantes, teleféricos, reabilitação habitacional, construção de habitações estudantis, parques de estacionamento, Centro Cultural, etc…etc…etc….um sem numero de projectos ilusórios e sem qualquer tipo de execução à vista (pelo menos desarmada)!!! E não fosse o Governo do Eng.º António Guterres e a direcção da APDL e com certeza nem sequer o tão famoso Cais de Gaia ainda existia.
É de certa forma preocupante, mas ao mesmo tempo humorístico, como sempre que existe no horizonte a possibilidade de eleições internas no P.S.D, logo é assumido e anunciado ao Concelho de Gaia um chorrilho de promessas, nunca concretizadas, com a clara intenção de distrair os Gaienses e de impressionar o País, fazendo crer que somos um Município de sucesso.
Desta vez foram ao fundo da gaveta e ressuscitaram o velho projecto da ponte pedonal…a ver vamos como tudo estará daqui a mais 3 anos!!! Quase que aposto que já sei a resposta, infelizmente…
Há dias, um amigo com boa dose de ironia, dizia-me: “meu caro, o que é preciso é dar-se a ideia de que se está a fazer, os jornais publicitam e o povo até acredita que se faz mesmo”.

Será a velha lógica de que uma mentira contada muitas vezes se torna verdade?!?!

domingo, abril 09, 2006

A Ler..




Quando o ultra-secreto e invencível descriptador da NSA, o Crivo, se depara com uma mensagem indecifrável criada por um "anjo caído" da própria agência, o director de operações recorre à brilhante criptógrafa Susan Fletcher e ao seu noivo, um professor de Literatura, para o ajudarem a desvendar o mistério. Qual será a natureza do terrível código que tomou a NSA como refém? E terá David Becker êxito na sua demanda por um misterioso anel? Apanhada numa vertiginosa rede de secretismos e mentiras, Susan tenta desesperadamente salvar a agência em que acredita e, mais tarde, a própria vida e a do homem que ama. Mas será essa a resposta para a segurança universal? Chegando o momento da verdade, "quem guardará os guardas"?

Reservas Aqui

sexta-feira, abril 07, 2006

To or not to be...

"Para que alguém desejasse ser um Shakespeare teria de ter já altura para o desejar ou ser bastante imbecil para o parecer. Já todavia será compreensível que alguém deseje ser um Rostchild ou Onassis ou na nossa medida, Champalimaud ou Belmiro não sei quê. Porque o capitalismo é mais sociável para a ambição comum. E, no entanto, não ambicionar ser Shakespeare ou Rostchild devia ser consequência de razões paralelas. Simplesmente “ter dinheiro” é pressupostamente compreensível para toda a gente. E ser um grande génio, nem por isso. Isto porque a imbecilidade é a inferioridade humana mais razoavelmente partilhada. Desejar ser Shakespeare sem lhe poder imaginar a altura é ser um imbecil mais acima do que o outro. Somente para esse outro, é uma imbecilidade mais abaixo."
Virgílio Ferreira in “Escrever”

Mulher Nocturno

sensual.
macia.
densa.
transpirando sexo.
a tua derme.

Seios latinos.
Língua de calígula.
olhar felino.
Rosto sarauí.

Libertas e escondes,
mistérios transcendidos,
de sons que ninguém ouviu,
de maresias, de luares,
de telas que ninguém viu.

Na tua pele
houve murmurios de homem,
sintaxe pictóricas de pinceis
que lambiam a volúpia da noite.

Foste Anais Nin
e Catherine Millet.
Foste adaggio, sonata,
nocturno e traviata.

Portugal no Feminino - Mulher executiva vs. Mãe de sucesso


Caros amigos cósmicos,

Uma vez, que estamos numa de debater o papel da mulher na sociedade, encontrei um site que foca esse tema e decidi partilhar algumas coisas convosco. Espero que apreciem.
Mulher executiva vs. Mãe de sucesso
"Com mais de 92% das mulheres com formação superior empregadas, Portugal possui uma das taxas de emprego feminino mais elevadas da União Europeia. Contudo, os números escondem a escolha radical que as mulheres portuguesas são obrigadas a fazer mais tarde ou mais cedo nas suas vidas: a carreira ou a família. Tudo por causa da ausência de uma política de conciliação entre o trabalho e a família e a necessidade de afirmação num mundo profissional ainda dominado pelo sexo masculino. "
(...)
"Ana Isabel, investiu na vida familiar em detrimento da carreira. Natural da ilha da Madeira, veio estudar para a faculdade de farmácia da Universidade de Lisboa, cuja licenciatura na área terminou com média elevada.
Embora as portas para uma carreira aliciante e sedutora em várias multinacionais farmacêuticas estivessem abertas, Ana Isabel recusou empregos com salários mais elevados e melhores condições de trabalho e optou pela família. Agora com 31 anos e casada há sete, dois filhos de um e quatro anos respectivamente, Ana Isabel desenvolve actividade como farmacêutica no hospital Pulido Valente. Gosta do seu trabalho e está realizada a nível familiar. Mas sente que passou ao lado de uma hipotética carreira de renome.
«É um facto que uma mulher para não ser discriminada no mercado de trabalho, tem que abdicar da família», ressalva. «Numa grande empresa não se pode dar ao luxo de constituir uma família, porque não há política, nem mentalidade enraizada para a conciliação da vida familiar com a profissional», observa. «Mas a vida é feita de escolhas e eu tinha necessidade de ter a minha família»

quinta-feira, abril 06, 2006

Sexo vs. Género

"Os sexos enganam-se mutuamente: e isso porque no fundo só se estimam e amam a si próprios (ou ao seu próprio ideal (...)). Assim, o homem quer que a mulher seja pacífica, – mas precisamente a mulher é essencialmente conflituosa como a gata, por mais habilidade que tenha em atribuir-se aparências pacíficas."
Nietzsche in Para Além de Bem e Mal

Mulheres na Política 5 - em virtude do ponto 4



Como mulher vejo-me obrigada a dar a minha humilde opinião.
As mulheres são sem dúvida um "bicho" raro, ninguém as entende. Talvez isso se deva ao facto de vivermos demasiado das nossas emoções. Somos um ser emocional e vivemos um pouco em função disso, nunca deixando de equacionar os pós e contras das nossas decisões. Acredito piamente, que se houvessem mais mulheres no governo, concerteza teríamos uma politica mais equilibrada. Gostaria muito de ver uma mulher concorrer à Presidência da República, ou então, como há quem diga que quem governa é o Primeiro-ministro, então que uma mulher se candidatasse a esse tão cobiçado posto.

Partindo agora para outro ponto do post anterior, não acho que a nossa sociedade viva para o trabalho, antes pelo contrário. Eu, por exemplo, não entendo como há trabalhadores a queixarem-se dos salários que não aumentam, e que no entanto, querem ver reduzidas as horas de trabalho semanal para 35 horas, sinceramente, não acho que haja consenso nisto. Além disso, já viste bem a quantidade de pessoas que estão no desemprego??!! Muitas pessoas acredito que não consigam arranjar trabalho, ou pela pouca formação ou então pelo factor idade. Mas temos de admitir, porque infelizmente é uma realidade, que a taxa de desemprego se deve muito ao facto do governo, cheio de boas intenções, ter criado tantos subsídios. As pessoas não sabem lidar com estas situações. Queixam-se que a vida está cara, que temos muitos impostos (é um facto), mas no entanto não ajudam nada ao receber subsídios indevidamente, como faz a maioria. É muito triste!"Escravos" são aqueles que, como eu, trabalham o ano inteiro e pagam os impostos todos pra meter, e desculpem-me a expressão, no cú dessa gente que não quer fazer nada. Todos os dias nos jornais, nos centros de emprego e nas empresas de trabalho temporário vêem-se imensas vagas, porque será? Será que está tudo empregado? Não! As pessoas é que não querem trabalhar, nem se sujeitar ao que há mercado. Grave seria é se não houvesse oferta de trabalho, isso sim, seria caótico!

E é claro e evidente, que se queremos um país minimamente evoluído, e que nos preste serviços, mesmo não sendo da melhor qualidade, temos claro que trabalhar, mas isso não faz de nós “escravos” mas sim de ferramenta essencial à evolução.

Beijo, abraço e mais uma vez Parabéns Rui!


P.S.: E as mulheres não são obstinadas pelo trabalho, apenas quando trabalham gostam de o fazer com profissionalismo e perfeição (embora a última não exista).
A imagem retrata a "Mulher" apenas como ser :)))

Mulheres na política 4 - Desde que não nos façam trabalhar mais... sou a favor!

Caros camaradas cósmicos,

Em primeiro lugar, permitam-me dizer que o vocábulo "camarada" é a única expressão fraterna e igualitária sem género determinado.

Se todos fossemos camaradas, irmãos, fraternos e se todos juntos sonhássemos um mundo justo e perfeito, a diferença entre homens e mulheres, mais não seria que um desiderato necessário entre lençois.

Gosto de mulheres. Gosto de putas. Gosto de castas. Gosto de cabras. Gosto de deusas. Gosto de dissimuladas. Gosto de mulheres verdadeiras e frontais. Gosto de mulheres especiais. Gosto de mulheres sem especialidade nenhuma.

Gosto de conversar com elas, de foder com elas, de fazer amor com elas, de não fazer nada, mas, sobretudo, gosto de observar a beleza particular de cada uma delas.

Gosto tanto de mulheres, que escrevi uma peça sobre elas. O elogio que lhes fiz, levou uma jornalista da RTP, numa reportagem sobre a peça, a chamar-me feminista militante.

Em relação à política, preconizo a efectivação dos direitos políticos e cívicos das mulheres. Honestamente, acho que a ideia das quotas é redutora e mesmo ofensiva, tornando o género feminino numa espécie de grupo de pressão, que ab initio são naturalmente diferentes mas a evolução civilizacional reenvindica uma equalização de direitos, género homossexuais.

Todas as mulheres são iguais em direitos, sendo as quotas uma opressão ridícula e uma ofensa à sua dignidade.

O grande probelma deste país e desta sociedade global em que respiramos, é o facto de vivermos numa sociedade que vive para o trabalho, uma autentica economia parasitária, em que o ser é feito exclusivamente para trabalhar.
Considero parasitas, todos aqueles que trabalham, porque apenas contribuem para alimentar a infelicidade das gerações vindouras.

Infelizmente, uma das características das mulheres é a sua obstinação pelo trabalho. Muito sinceramente, tanto me faz, ter homens como mulheres à frente do destino de um país, desde que não nos obriguem a trabalhar mais... Os portugueses trabalham demasiado, são autênticos escravos! Se ao poder chegarem mulheres, tecnocratas e economicéfalas, que considerem que produzimos pouco, e que só trabalhando podemos competir, eu digo e repito:

POR FAVOR, DEIXEM-NAS ESTAR EM CASA OU NO BORDEL, QUE NÃO INCOMODAM OS TRABALHADORES NÃO LABORAIS, COMO EU!!!!

Ps: Hoje faço anos :)

quarta-feira, abril 05, 2006

Mulheres na Política 3

De facto, a Salomé tem razão no que toca à necessidade de mudar algo na política e a participação maior das mulheres poderá ser importante para se mudar um pouco a mentalidade do nosso governante "comum".

Sou à partida contra qualquer imposição de quotas do que quer que seja, mas de vez em quando até entendo que só assim é possível mudar algo. Por exemplo, a concorrência desleal que a China faz à Europa só pode ser minorada com a introdução de quotas às importações europeias à China.

Também da mesma forma entendo que poderíamos experimentar a introdução de quotas no caso único e excepcional das mulheres nas listas - e nunca de religiões, por exemplo, já que o Estado é laico mas não é assexuado! - de forma a obrigar os políticos a adaptarem-se às políticas... Como disse muito bem a Salomé, nos países nórdicos que têm uma mentalidade muito mais moderna que a nossa só depois de introdizida essa quota é que as mulheres - e os homens e os países - se habituaram à ideia e de tal forma que agora se a quota fosse lá retirada com toda a certeza ninguém daria por ela...

Desta vez, e excepcionalmente, concordo com a introdução obrigatória da participação de pessoas na política. Porque normalmente acho que deve ser de forma voluntária que a participação deve ocorrer, como é o meu caso.

Mulheres na Política 2

Comentário à opinião de Pessoa:
Igualdade virtual = desigualdade. E desigualdade implica subordinação.
Houve um pequeno-grande aspecto esquecido neste comentário. É que a maioria dos nossos políticos são homens de raça branca, católicos, heterossexuais, pertencentes à classe média-alta. O que é lógico, porque os/as portugueses/as são maioritariamente caucasianos, católicos e heterossexuais pertencentes à classe média. Mas também é certo que as mulheres constituem 51% da população portuguesa (e mais a nível Europeu e mundial). Por isso, quando se fala em impor quotas por ”cor da pele, religião, orientação sexual, região ou classe social de origem” entendo com isso a inclusão das MINORIAS e não da maioria como é o caso. A Lei da Paridade é um meio de justiça social e não de reconhecimento das minorias!
Imaginemos um país onde 90% dos/as seus/suas habitantes são de uma certa raça ou religião. Seria legítimo que esse país fosse governado por políticos/as na sua maioria de outra raça ou religião? Não, pois não? Por isso o alargamento da participação de mulheres no processo democrático constitui um princípio de democracia. E se as quotas produziram efeitos positivos nos países nórdicos, porque não seguir o exemplo?
Argumenta-se que a paridade não respeita a liberdade, é antidemocrática e que impõe candidatas. Mas pensando bem, a participação equilibrada de ambos os sexos não dará lugar a uma melhoria do mundo da política, mais diversidades de talentos, mais competências de saberes, experiências, perspectivas?
Argumenta-se de que ao atribuir-se quotas será em detrimento das pessoas competentes. Eu pergunto-me se em milhares de mulheres não haverá bastante competência! E os homens que estão lá? São competentes?
Só haverá Democracia quando houver Democracia Paritária, ou seja igual participação, representação e decisão de homens e mulheres na vida política. Homens e mulheres não estão numa situação de igualdade na sociedade, de facto, mas tal se deve à falta de oportunidades, porque estão numa situação de igualdade de direito.
O que deveria ser a normalidade da vida em democracia tem sido apenas uma excepção, por isso lamento esta cegueira geral, que encara esta Lei com cepticismo, como se tratasse de um apoio absurdo à causa feminista.

sexta-feira, março 31, 2006

A Ler: Peter Drucker


O essencial sobre a vida e a obra do homem que inventou a gestão

Dos autores, Jaime Fidalgo Cardoso e Jorge Nascimento Rodrigues
«Não há países subdesenvolvidos.Há países subgeridos.»
«Saiba gerir-se a si próprio.O departamento de recursos humanos não é responsável por cuidar de si.»
«A maneira mais eficaz de gerir a mudança é criá-la.»

Mulheres na Politica

Sem querer fomentar a discussão entre os sexos,..como no passado... :), aconselho apenas a leitura da opiniao que eu também defendo...Aqui

quarta-feira, março 29, 2006

Justiça - Casa Pia

O Tribunal arbitral decidiu que o Estado Portugês vai pagar em regra 50 mil euros em indemnizações a antigos alunos da Casa Pia, vítimas de abusos sexuais.

Estando provado que existiram vítimas de abusos na Casa Pia, espero que sejam apurados os responsáveis, pois pelo que conheço dos nossos tribunais, da nossa Justiça, ainda teremos uma absolvição de todos os suspeitos.

Repatriados do Canadá II

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, na sexta-feira, afirmou que pretendia debater o problema da expulsão de portugueses ilegais no Canadá com o seu homólogo canadiano na reunião da NATO (final de Abril) Ver Aqui mas afinal decidiu e bem, meter pés ao caminho e ir ao Canada resolver e/ou remediar a situação dos nossos irmãos portugueses.

Continuo a achar estranho o silêncio das forças partidárias relativamente a este assunto, ????

Será que o Freitas do Amaral conseguirá convencer o governo canadiano que existe refugiados de Portugal? Talvez relembre os dois mediáticos refugiados portugueses, o Guterres e Durão?

Encerramento de Escolas e Maternidades II

(...)
Depois vem o problema das maternidades. Há quem diga que as maternidades não podem encerrar pois como é que vai ser quando a mulher entrar em trabalho de parto e tiver que ir correndo para o hospital. Bom, há que dizer que se isso acontecer nessas maternidades que estão indicadas para encerrar, a possibilidade de ser imediatamente atendida não é assim tão grande. Depois há o problema da distância, e fala-se de Trás-os-montes, mas neste caso será o Conselho Administrativo daquela região a decidir como será feito, não serão "os de Lisboa". Por fim, existem os problemas bairristas de que ir nascer a outra terra é terrível para os meninos e para as mães.
Ainda que com algum receio de ser espingardado, falarei da tomada de posição de Manuel Alegre. Sim, porque um militante do PS e (defeito dos defeitos) apoiante de Sócrates a críticar Alegre é como um homem ser publicamente contra as quotas femininas, é logo apelidado pelas líderes como um machista, e um porco que é conra a emancipação das mulheres. No caso, serei acusado de ter mau perder e de opressor ao verdadeiro e único defensor da liberdade, mas não tem mal.
Alegre referiu que os pais e as mães (perdoem-me o preciosismo feminista) de Elvas devem poder ter os seus filhos e filhas (está-se a tornar cansativo...) em Portugal. Este é o argumento chave, aquele que nos faltava. Isto deixa-nos boqueabertos, não é verdade? Que rasgo, hem?
Como é que uma pessoa que tem a dita responsabilidade de um milhão de votos, consegue cair no populismo nacionalista? Então não somos pró-europeus? Todos a favor do espaço comunitário europeu? Parece que não, parece que mesmo os arautos da boa política são fervorosos nacionalistas que têm medo de ver crianças puras portuguesas a nascer em Badajoz (que diga-se, é mesmo ali ao lado) e a vírem infectados com o vírus hispannicus. Já nem argumento contra a (im)possível hipótese de, contra a vontade dos pais, o bebé ter nacionalidade espanhola.
Mas calo-me contra o Alegre, que ainda sou queimado vivo.

Bom, espero ter provocado o suficiente. Voltarei em breve.

Abraços e beijinhos a todos e a todas.

terça-feira, março 28, 2006

Marcelo e a Comunicação Social

o Conselheiro do Presidente da Républica, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu em Guimarães que "os jornais, as rádios e as televisões devem assumir as suas orientações em estatutos editoriais claros".

Ver aqui

Página rasgada de um diário

"Fazes-me sorrir...
E esse sorriso que se desenlaça equipara-se ao contentamento crescente dentro de mim.
Muitas das tuas dúvidas são as minhas, muitas das minhas incertezas fazem equipa com as tuas. Às vezes, mais vale não sabermos de nada... basta-nos sentir tudo e buscar aí, nesse sentimento, muitas das respostas que a razão desconhece.
O amanhã não existe.
O que existe é o presente e esse é que tem de ser vivido, gozado. O amanhã ainda está longe, nem sabemos se vem. Sabemos é que agora estamos aqui, para o que der e vier, formando um muro altivo e seguro, digno da muralha Oriental.
Tudo o que temos é nosso.
Não é so meu, nem teu... foi construído em uníssono com todas as vicissitudes que lhe são inerentes. Foi e tem sido, será sempre, um processo moroso, complicado e por isso tão a nós pertencente. Nada caiu do céu! Quanto muito, ao chegar a solo terrestre, planou. Não chegou a ser dado.
Conquistado sim.
Trabalhado e extremamente conflituoso.
Talvez, por isso, nem a maré alta nos faz ter medo do afogamento, nem a maré baixa nos faz avançar, sem temer a facilidade que, de modo falacioso, parece que a acarreta. Existe um equilíbrio. Esse equilíbrio é perfeito. E tu sabes do que falo. Mesmo quando a balança tende mais para um lado, desprezando o outro, o equílibrio... esta osmose perfeita... que nós temos, não nos deixa desleixar na capacidade empática que nos uniu.
Ela persegue-nos e, como tal, torna-se no fulcro central da nossa relação.
A simplicidade torna-se complexa mas não passa de um teste, de uma motivação para não pararmos, nos acomodarmos mas sim seguirmos em frente.
Com a vontade ímpar inicial de batalha para continuar a querer o que quando desce nao cai...

Mas plana!"

K

Encerramento de Maternidades e Escolas I

Agradeço desde já todos os elogios que me deram, mas não sei serei merecedor de tão rasgados adjectivos. Veremos.

A minha primeira reacção quanto ao encerramento de escolas e maternidades foi, obviamente, negativa. Para quê fechar-se? Para onde vão estas pessoas e estes alunos? Terão que andar km por sua própria conta e risco? E as grávidas terão que andar km a meio do parto? Parece-me que a reacção de toda a população foi esta.

Depois reflecti um pouco, e ainda que eu não seja parte implicada nesta medida (nem sou aluno de uma escola que vá encerrar, nem tão pouco estou a pensar ter filhos) comecei a perceber as razões. Primeiro as escolas. Como sou professor e neste momento lecciono a meninos do primeiro ciclo, compreendo que há escolas que devem fechar. Podemos pegar no exemplo da Assembleia Municipal de Guimarães, a EB1 do Paraíso (não, o professor não é S. Pedro). A EB1 do Paraíso tem perto de uma dúzia de alunos, divididos mais ou menos irmamente pelos diferentes anos. Agora, nesta escola só existe uma turma com um professor e estão todos a ter aulas ao mesmo tempo, na mesma sala. Se acham que não há problema pensem que um professor, infelizmente, não tem o dom da obiquidade e que por isso só pode acompanhar um grupo de cada vez. Tal impedirá uma progressão mais ligeira na aprendizagem, pois o que os alunos numa turma de 20 (no mesmo ano) são capazes de assimilar ali não é possível, pois um dia de trabalho tem que ser repartido pelos 4 anos. Agora digam-me, parece-vos bem que pelo argumento populista do tudo em todo lado e para todos se sacrifique futuros membros activos da nossa sociedade? Claro que assim podemos ir lá fazer campanha e dizer: vêem que lindo, uma escola só para vós os cinco? Há um benefício, o recreio torna-se bem mais do que suficiente para todos.
(...)

segunda-feira, março 27, 2006

A ouvir

Transmissão Directa - Antena 2
"Inauguração" da Teatro Maria Matos

25 de Abril

Para quando um Revolução na Madeira? Uma vergonha nacional não celebrarem o 25 de Abril.

Viva a Democracia.

:(

Repatriados do Canadá

Os emigrantes portugueses no Canadá começaram a chegar hoje ao aeroporto da Portela, depois de repatriados pelo Governo canadiano por estarem ilegais naquele país.

Começo a achar estranho o silêncio das forças partidárias relativamente a este assunto.

sexta-feira, março 24, 2006

Os presidentes II

Caro Nuno,

Talvez soubesse que estava a convidar os dois futuros lideres, nem tudo na vida são coincidências..... :) ......, conheci os dois antes de serem presidentes e acho que posso até ter contribuído para responsabilidade que assumem hoje.

Mas independentemente de os dois terem ideologias diferentes da minha, o Xana à direita e o Despertador à esquerda, acredito vivamente nos dois, são pessoas/políticos com carácter, são políticos como eles que fazem falta à política, acredito neste geração, parabéns aos dois e continuação de bom trabalho.

Brevemente, acredito que no nosso seio haverá outros presidentes, é tudo uma questão de tempo, vamos esperar.........

PS (com D e sem D): continuem.......

quinta-feira, março 23, 2006

Os presidentes

Há coisas engraçadas nesta vida... O Luís Pires convidou o Xanaer (Alexandre) e ao Despertador (Xavier). E mal ele sabia que estava a convidar os dois líderes juvenis de Guimarães. Isto é, ele sabia que estava a convidar um, o Despertador que é nada mais nada menos que o líder da JS. O engraçado é que o nosso Xanaer vai ser o candidato único às eleições do próximo sábado da JSD em Guimarães!

Julgo, por isso, que poderemos contar com o blog mais participado e central da blogosfera regional... Espero que os dois cumpram bem as funções, um talvez em fim de mandato, o outro ainda com algum tempo para trabalhar, mas que são essenciais para o normal funcionamento democrático local. Espero também poder ler aqui algum confrontos de ideias entre ambos, bons escrivas como eles são...

Apenas e só pelo facto de no sábado ser eleito presidente, os meus parabéns ao Xanaer!

terça-feira, março 21, 2006

Aceitar o Nada - Última exibição



Caros camaradas cósmicos,

Tenho o prazer de vos convidar para o último fim de semana de exibição da peça "Aceitar o Nada", da minha autoria.

A entrada é gratuita, mas sujeita a convite. Para reservas, contactem-me.

sexta-feira, março 17, 2006

Regresso

"Sossega. Sai do meio do turbilhão em que te envolveram quando te puseram a viver e se torna insuportável aqui e além quando a vida é a dobrar como se já não fosse bastante. Repousa. É a filosofia maior porque é a definitiva depois de todas as outras. Tudo é agitação e isso cansa tanto. Há mais sossego na simples melancholia do que em todas as as alegrias muito altas. Tudo cansa menos dormir - dormir?Os teus nervos são um inferno porque queres viver mais do que a vida.Que coisa inútil essa coisa nervosa na economia de se ser homem. Deus estava nervoso quando nos fez.Que pena não teres sabido para lhe dares um calmante. Assim és tu que tens que estar sempre a tomá-lo agora."
Virgílio Ferreira - Pensar

quinta-feira, março 16, 2006

3ª Conferência "Crianças em Risco" - FV-AAP com o Dr. Laborinho Lúcio

Caros amigos,

venho em nome da Associação Fórum Vimaranis, por este meio, convidá-los e estar presentes na próxima 6ª feira, dia 17 de Março pelas 21h30 no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor para a

3ª CONFERÊNCIA - CRIANÇAS EM RISCO
Tema - Crianças em Risco ou o Risco de ser Criança
Orador: Dr. Laborinho Lúcio


Organização:
Associação de Apoio à Criança
Fórum Vimaranis

Conto com a vossa presença e divulgação do evento, sendo este tema tão sensível na nossa sociedade nos dias de hoje e com tão prestigiado orador, julgo que não poderemos deixar de contribuir com a nossa presença nessa sessão.

sábado, março 11, 2006

A Ler...

......no Abrupto, Coisas de Sábado, Aqui, "Os que andam por aí (Paulo Potas)"

sexta-feira, março 10, 2006

Mau Perder

Mario Soares abandonou hoje a Assembleia da República sem cumprimentar o empossado novo chefe de Estado, Cavaco Silva, e recusando-se a prestar quaisquer declarações . ...... Aqui

Cooperação Leal e Frutuosa

No sua intervenção na tomada de posse, Anibal Cavaco Silva garantiu ao primeiro-ministro empenhamento numa "cooperação leal e frutuosa" e pediu para "não percam tempo e energias em recriminações sobre o passado".

Definiu ainda os 5 desafios "cruciais para abrir caminhos consistentes de progresso":
1 - criação de condições para um crescimento mais forte da economia portuguesa,
2 - refere-se à recuperação dos atrasos em matéria de qualificação dos RH.
3 - criação de condições para o reforço da credibilidade e eficiência do sistema de justiça,
4 - sustentabilidade do sistema de Segurança Social,
5 - a credibilização do sistema político.

Acho e espero que teremos Presidente

quinta-feira, março 09, 2006

+ um dia Cósmico

Ontem dia 8 de Março, foi festejado mais um dia cósmico, o dia de aniversário do colaborador "pintor", RENATO RIBEIRO

Mesmo atrasado, espero que aceite os meus parabéns.

quarta-feira, março 08, 2006

Aceitar o Nada

Há um cósmico em alta...com direito a tempo televisivo e tudo!

Hoje ao ver o telejornal ao almoço, vejo a Sónia Araújo a comentar uma peça de teatro na qual participa, e na sua ligação ao dia de hoje (dia da Mulher).

Logo a seguir tenho o prazer de constatar que o autor da peça é o grande Rui Damas cósmico. a peça chama-se "Aceitar o Nada" e pelas imagens e comentários parece-me de ir ver:


Aceitar o Nada
de Rui Damas
com Micaela Cardoso, Fatucha Overacting, Sónia Araújo e João Cabral
na Câmara Municipal de Matosinhos, de 8 a 12 de Março, às 22h.


Damas, agradecia que nos falasses um pouco sobre a peça, e de como fazer para obter o teu convite:)

Boa Sorte e votos de uma grande carreira!

segunda-feira, março 06, 2006

Angola - o paraíso desperdiçado

Saio do avião e um ar quente e abafado inunda os meus pulmões. Cheguei a Angola. À minha direita o pequeno aeroporto internacional 4 de Fevereiro apresenta-se em mau estado de conservação e à minha esquerda vejo uma rede com 3 metros de altura enferrujada a delimitar a área do aeroporto de uma zona habitacional (quatro paredes, quando o tecto não é em palha, erguidas com blocos de cimento) de Luanda.

Chego à zona de check-in e sou imediatamente rodeado por mosquitos, desejosos de darem as boas vindas aos visitantes mais ou menos indefesos que todos os dias aterram em Luanda.
O funcionário que carimba o nosso visto pede-nos uma gasosa (dinheiro). Demos 20€ de gasosa. Na zona de recolha das malas somos abordados por funcionários alfandegários a dizer que tinhamos que lhes dar dinheiro, pois caso contrário teriamos problemas com as nossas malas (desta vez não demos e os problemas não surgiram).
À saída do aeroporto somos abordados por uma multidão em luta a querer pegar nas nossas malas para as levarem para o carro. Para quê? Para receberem a gasosa.
Luanda e Angola é assim. Gasosa para tudo e para nada. Desde que chegaram os telemóveis, o termo utilizado com mais frequência passou a ser "saldo", o que equivale a 900 kwanzas, ou seja, aproximadamente 9€.

A viagem do aeroporto até ao hotel foi uma aventura inesquecível. O primeiro contacto com o trânsito e com os condutores angolanos deixa-nos boquiabertos. Como é possível? Estes tipos são loucos. Na estrada impera a anarquia. É o salve-se quem puder. Inimaginável.

Outra coisa que me surpreendeu pela negativa foi a quantidade de lixo que se encontra em qualquer sítio. Não acredito que Luanda, com 4,5 milhões de habitantes, tenha mais contentores e camiões de recolha do lixo do que o concelho de Vila do Conde. Não vislumbrei fome nas pessoas, mas sim uma pobreza enorme em termos de higiene, saúde e condições sanitárias. Neste campo, foi muito pior do que aquilo que estava à espera. Curioso é que todos os residentes me diziam que a cidade se encontrava incomparavelmente mais limpa do que há um ano atrás.

Luanda é uma cidade exageradamente cara. Seguramente ao nível das mais dispendiosas em todo o mundo. A estadia varia entre os 150 e os 200 dólares por noite, e as refeições variam entre os 40 e os 60 dólares por pessoa.

Os dias foram de trabalho, mas fiquei a compreender porque é que lá o trabalho é para se ir fazendo. A temperatura é uma tosta.
O clima e o mar são, nos dias de hoje, o melhor que Angola tem para oferecer.

domingo, março 05, 2006

quinta-feira, março 02, 2006

Piu! Atchim!

Esta noticia é delirante, pelo menos no que toca ao seu título. É por isso que eu adoro a nossa imprensa local...

Reparem bem, uma galinha foi encontrada esta manhã inanimada em Sande Vila Nova.

A isto, normalmente, chama-se Sande de Galinha! Neste caso, acho que chamaram o médico a ver se era gripe... Ainda me estou a rir... Inanimada!!! Em toda a Europa têm aparecido patos e cisnes mortos. Aqui, pelo visto, o melhor que temos para oferecer à histeria colectiva é uma galinha "inanimada"! Lindo... E dentro do espirito cómico da noticia, a foto do Vereador a enquadrar a noticia da galinha inanimada também tem o seu lado cómico...

domingo, fevereiro 26, 2006

Mulher Virtual

A menina que fala tudo que se escreve!
Podem ainda escolher entre várias línguas e sotaques.

Aqui:
http://vhost.oddcast.com/vhost_minisite/demos/tts/tts_example.html

sábado, fevereiro 25, 2006

ja que toda a gente o faz...

nao quero ser imitador, mas ja que toda a gente "posta" um poeminha, tambem "posto" um meu! é uma singela homenagem a uma das mais bonitas cidades do mundo, escrito no tedio de uma viagem de autocarro ao encontro da bela senhora que "canto" em verso.aqui vai:

"vejo ao fundo,
por entre o espesso nevoeiro
que é a noite,
pequenos sóis,
pequenas luas,
que nao sao mais
que todos os olhos
da milenar Lisboa
a ser minha."

o que tem a ver "indonesia" com direitos humanos?!

tudo a proposito das declaraçoes do presidente indonesio acerca das caricaturas de maome. fez-me rir a personagem quando fala nos direitos humanos relativamente às questoes religiosas. ele ja era nascido quando a indonesia massacrava em timor, nao era? e sera que a NOSSA liberdade tem que ser condicionada pelo fanatismo DELES...?

isto devia ser como naquele filme "à boleia pela galaxia": nesse filme quando alguem tinha uma ideia (num planeta onde era proibido ter ideias), levava logo com uma pa na cara; assim devia acontecer com este tipo de situaçoes, que envergonham a memoria colectiva da Humanidade.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

domingo, fevereiro 19, 2006

Matematicamente me expresso

A menor distância entre dois pontos está na conjunção dos nossos corpos que se atraem na razão inversa da razão e do verso.
Beija os meus senos
Percorre a minha hipotenusa
Perde-te no triângulo molhado, nos meus co-senos e descobre as minhas incógnitas
Abrindo-me com o teu cateto.
Encaixa o teu cilindro no meu cone
Procura
Usa e
Abusa.
Acha o meu vértice G...

Encontra a quadratura do círculo na curvatura dos meus quadris.


K

sábado, fevereiro 18, 2006

Mulher Stranger








És uma mulher madura
que ás vezes anda de baloiço.
És uma criança insegura
que às vezes usa salto alto.
És uma mulher que balança.
És uma criança que voa .

Não tenho testemunhas
ninguém viu...
aquela stranger atropelou-me
e sorriu.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Cordão humano

Depois de uma deriva espiritual na passada semana (que mesmo assim aparentemente foi mais forte que aquela promovida pela claque do Maritimo antes do jogo...) esta semana os adeptos do Vitória Sport Clube (vulgo Vitória de Guimarães) vão levar a cabo nova iniciativa tendente a demonstrar aos jogadores e aos adeptos do futebol em geral até que ponto vai a paixão local pelo clube.

Sábado vamos fazer um cordão humano para acompanhar o autocarro do nosso Vitorinha desde o Hotel de Guimarães até ao nosso Estádio!

O percurso é o seguinte:

Hotel de Guimarães --- Av. D. João IV --- Campo da Feira --- Alameda --- Toural --- R. Santo António --- R. Gil Vicente --- Av. S. Gonçalo --- ESTÁDIO D. AFONSO HENRIQUES

Não se juntem em grupos, mas espalhem-se ao longo das ruas para que o cordão percorra o percurso completo entre o Hotel de Guimarães e o Estádio. A concentração começa às 15h.

Os membros do blogue que não são de Guimarães estão também eles convidados a visitar a cidade e participar neste momento que será, com toda a certeza, único. Os de cá nem preciso de convidar...

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

+ 1 X

Mais uma vez os adeptos do Vitória mostram até que ponto a doença do futebol pode denegrir as imagens dos vimaranenses e dos vitorianos. Um adepto, acompanhado de mais meia dúzia, decidiu ir a pé até ao Sameiro, a benzer-se, com uma cruz de um metro e tal, na qual estavam pendurados cachecóis do VSC. E tem direito a televisão.

A inauguração do Centro Cultural de Vila Flor não teve tempo de antena...

CARNAVAL - CONVITE



CONVITE - Festa de Carnaval

Amigos, vou passar musica numa MEGA FESTA de Carnaval, no Dia 27 de Fevereiro, a partir das 22h30, no Centro Cultural do Olival, à face da estrada 222, junto ao Centro de Estágio do F.C.P. em Gaia.

Prémios para as melhores máscaras e muitas surpresas!

Tá tudo convidado...

Entrada: 2 Euros

Informações: renatoribeirogaia@msn.com / 91 491 10 60

Arte ou talvez não!!!

É pena, mas ultimamente não se tem falado de arte neste "nosso" Blog!!! Sem ela o mundo não teria tanto interesse...
A arte é tudo, está em todo o lado, mas é para mim principalmente aquilo que sinto cá dentro.
Não sou, nem pretendo ser um "artista"...mas amo libertar os meus sentimentos e pensamentos... e tento faze-lo das mais variadas maneiras!
Convido-vos a partilhar algumas das minhas novas telas, fazendo uma visitinha ao blog da "minha suposta" arte, exprimentando assim, quem sabe, alguns dos meus pensamentos e sentimentos!

www.galeriarenato.blogspot.com

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

HIPOCRISIA MUÇULMANA

O meu amigo Fernando Pessoa diz que o limite para a liberdade de expressão é a colisão com as crenças religiosas de outrem, o que é, para mim, uma verdade insofismável. Parece-me, contudo, que a questão está mal colocada. Não é (pelo menos só) uma questão de crenças religiosas, é muito mais e muito menos do que isso. Se assim não fosse, que se poderia dizer do grande Sheik Munir, esse grande homem (que admiro muito, embora não partilhe das mesmas crenças religiosas), das justas, elevadas, conscientes e correctas posições que tem assumido e da comunidade muçulmana portuguesa, em geral?

A este propósito, gostaria de vos convidar a ler um texto de Janer Cristaldo, que é, para mim, senão um quasi tratado sobre este assunto, pelo menos uma interessante reflexão sobre o mesmo.

“Tudo começou em 1989, quando o indiano Salman Rushdie publicou Versículos Satânicos. Neste livro, Rushdie reproduziu os versículos Gharanigh, não aceites pelos canonistas do Corão. Trocando os queijos de bolso - ou mutatis mutandis, como preferem os juristas - é como se no Ocidente fossem publicados os evangelhos apócrifos ou gnósticos, não aceites pela Igreja Católica, que aliás são publicados em várias línguas do Ocidente. Embora fosse indiano com nacionalidade britânica, Rushdie foi alvo de uma fatwa do aiatolá Khomeini, então todo-poderoso da "revolução" no Irão.

Eu informo o orgulhoso povo muçulmano do mundo inteiro que o autor do livro Os Versículos Satânicos, que é contrário ao Islão, ao Profeta e ao Corão, assim como todos os implicados em sua publicação e que conhecem seu conteúdo são condenados à morte. (...) Apelo a todo muçulmano zeloso a executá-los rapidamente, onde quer que eles estejam. (...) Todo aquele que for morto nessa empreitada será considerado mártir.

A Europa aceitou tranquilamente a sentença do aiatolá. Em vez de isolar o Irão, o Reino Unido passou a dar proteção a Rushdie. Os demais países da comunidade se mantiveram em silêncio obsequioso. Sem atinar que não se tratava apenas de proteger um escritor perseguido. Mas de repudiar a pretensão megalômana de um padre persa, que pretendeu legislar inclusive no estrangeiro. A apostasia, ou crime, segundo os muçulmanos, havia ocorrido em Londres, com a publicação do livro. Do alto dos minaretes de Teerã, Khomeiny ordenou não só a condenação à morte - como também a execução da sentença - de Rushdie, assim como de todos os implicados na publicação do livro - em território europeu ou onde quer que estes "criminosos" estivessem. Em 1991, o tradutor do livro para o japonês foi assassinado e em 1993 o editor de Rushdie na Noruega foi atacado quando saía de casa.

Só a apatia dos países europeus, na época, pode explicar a reação desmesurada dos árabes às caricaturas anódinas de um obscuro jornal do sudoeste da Dinamarca. Se as democracias ocidentais cortassem relações com o regime do aiatolá naqueles dias, provavelmente não estaríamos vendo hoje as fogueiras histéricas em toda a Europa e países muçulmanos, onde se queimam bandeiras da Dinamarca e Noruega.

Reação tardia, diga-se de passagem. As doze caricaturas de Maomé foram publicadas dia 30 de setembro do ano passado, no Jyllands-Posten, e reeditadas no 10 de janeiro passado pelo jornal norueguês Magazinet. Jornais que não circulam no mundo árabe e muito menos na Europa, mas apenas na Dinamarca e Noruega, dois países de minorias lingüísticas. A reação muçulmana revelou-se uma estratégia de jerico. As charges publicadas no jornal da Jutlândia estão hoje reproduzidas na Internet e nos principais jornais do Ocidente.

Embora uma das charges mostre a cabeça de Maomé formada por uma bomba, não é isto o que preocupa os muçulmanos. Seria absurdo protestar contra caricaturas, um recurso rotineiro do jornalismo desde priscas eras. Alegam então que a religião islâmica proíbe imagens do profeta ou de Alá. O que não passa de um esfarrapado pretexto para agredir a Europa. Iconografia sobre Maomé é o que não falta no Ocidente e inclusive no mundo árabe. Enciclopédias, livros e jornais publicaram desde sempre imagens de Maomé e só hoje, em 2006, os muçulmanos houveram por bem manifestar indignação. Hipocrisia deslavada.

Sem ir muito longe, dou dois passos até minhas estantes e apanho o Diccionario Literario Bompiani, editado em Barcelona, 1963. No segundo volume de Autores, no verbete Mahoma, há nove gravuras do profeta, na maioria da Universidade de Edimburgo, desde seu nascimento até a colocação da pedra negra na Caaba e o encontro com o arcanjo Gabriel. Estas duas últimas gravuras estão em miniaturas de manuscritos árabes. Há também uma miniatura persa do século XV, na qual Maomé monta um camelo ante sua mulher Khadigia. Ou seja, mesmo em universo muçulmano a imagem do profeta já era reproduzida. Este soberbo dicionário (15 volumes) está publicado nas principais línguas da Europa e nunca vi muçulmano algum condená-lo por blasfêmia. A julgar-se pela escalada da violência, vão acabar pedindo a proibição da Divina Comédia, onde Dante joga o profeta no oitavo círculo do Inferno, destinado aos semeadores de discórdia.

Em vez de protestar contra os jornais, os muçulmanos queimam bandeiras e embaixadas dos países envolvidos na affaire. Dirigem-se não aos jornalistas, mas aos Estados. Para um muçulmano, é óbvio que todo Estado tem controle da imprensa. Esta é a norma nas teocracias árabes, onde não há liberdade alguma de expressão. Estes senhores precisarão de mais alguns séculos para entender que, em países democráticos, a imprensa é uma instituição que limita inclusive os desmandos do Estado.

Se criticar religiões ou deuses fosse proibido no Ocidente, a Europa ainda chafurdaria nas trevas da Idade Média. O Ocidente sempre foi crítico em relação a seus deuses, e mesmo Jeová, o único, teve de ouvir poucas e boas de pensadores e poetas como Voltaire, Diderot, Guerra Junqueiro ou Nietzsche. Ainda há pouco, eu escrevia: na Europa de hoje você pode dizer o que quiser até mesmo da mãe do Cristo. Só não pode criticar Maomé.

Y a las pruebas me remito, como dizem os espanhóis. Ano passado, terminei a leitura de La Virgen María - Biografia no autorizada, do jornalista britânico Michael Jordan. Neste gordo ensaio de 400 páginas, com base nos evangelhos apócrifos, o autor sustenta a tese de que Maria teria sido uma das prostitutas sagradas. A tradução que tenho em mãos foi publicada em Barcelona e o texto original em Londres. Escândalo algum no Ocidente. Ora, na escatologia cristã Maria tem quase o status de uma deusa. Nem por isso alguém saiu a queimar embaixadas ou livros em protesto contra o autor. Imagine o leitor se alguém afirmar que Maomé seduziu e violou Zainab, a mulher de um pupilo. Ou que casou-se com Aisha, quando esta tinha nove anos.

Que a religião islâmica proíba imagens de Maomé, nada temos contra. Mas não venham estes cortadores de clitóris pretender que países não islâmicos proíbam a seus jornais, enciclopédias e bibliotecas publicar as ditas imagens. Os alaridos do mundo árabe não passam de mera farsa. Que acesso têm à imprensa habitantes de um universo majoritariamente analfabeto? Que acesso tem o mundo árabe a dois jornais da Escandinávia? A onda de protestos não passa de uma agressão planejada à Europa, fruto do ressentimento de habitantes e imigrantes do Terceiro Mundo muçulmano.

Chefes de Estado europeus estão se desmanchando em salamaleques aos árabes, pedindo desculpas pelas ofensas ao Islão. No fundo, negam - ou propositadamente esquecem - o acórdão de Handyside, reconhecido pela Corte Européia de Direitos do Homem, em 1976. Que reza: "A liberdade de expressão vale não apenas para as informações ou idéias acolhidas com favor, mas também para aquelas que ferem, chocam ou inquietam o Estado ou uma fração qualquer da população. Assim o querem o pluralismo, a tolerância e o espírito de abertura, sem o qual não existe sociedade democrática".

Mas de nada adianta falar de democracia para brutos.”

E nem vale começar aqui a falar de verdadeira religião, de xenofobia, de direita e de esquerda, etc – não neste caso - , senão apenas se terá encontrado um pretexto e não uma causa (pelo menos do lado do ocidente), nem vale a pena (eu não o faço) começar a pedir desculpa – talvez devêssemos ouvir era um pedido de desculpas. Os únicos que devem pedir essas desculpas e penitenciarem-se são os extremistas, religiosos e políticos, de um lado e de outro, os que dão palha à população e comem lagosta, trocam petróleo e gozam com as civilizações, alimentando-se do ódio e ignorância alheias.

Para finalizar, proponho-vos, também, a leitura do artigo que aqui encontrarão: Opinião: Caricaturas de Maomé e caricatura da democracia. Podem não gostar do Delgado, mas desta vez ele esteve bem.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Sporting de Classe

O SPORTING ESTÁ EM GRANDE. Quer dizer, nós grandes sempre fomos e seremos...
O Sporting prepara-se para ser campeão nacional. Com muito querer, garra e determinação, este objectivo está perfeitamente ao alcance do maior e melhor clube do mundo.

O Porto e o Benfica são as desgraças do costume. Os seus actuais dirigentes espelham bem a mentalidade associada a cada um dos supra citados e ambos deviam participar no campeonato dos insultos, correndo o risco de ser uma maratona sem fim, pois ambos têm um reportório alargadíssimo de calúnias. E ainda a roupa suja não começou a ser lavada.

O presidente da nossa liga de futebol foi ou vai ser acusado de mais de 20 crimes de corrupção. Alguém o questionou acerca da demissão do cargo?

O presidente do Nacional vai fazer uma queixa crime em tribunal contra o grande Ricardo Sá Pinto. Não sei porquê, mas tudo o que lhe possa ter dito, foi com certeza bem dito. Olé Sá Pinto, Olé...

O Sporting destaca-se dos outros pela forma superior de estar no desporto. Somos um clube de classe ímpar em Portugal.

RUMO À VITÓRIA NO CAMPEONATO JOGADO DENTRO DAS QUATRO LINHAS E AO CAMPEONATO DO SABER ESTAR.

P.S. - Vitorianos, o que se passa?

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Liberdade de Expressão

“O limite para a liberdade de expressão é a colisão com as crenças religiosas de outrem"

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Tic tac Tic tac

Tic tac Tic tac...
como me irrita o barulho do relógio que está mesmo aqui do lado, na mesinha de cabeceira. Nem assim, deitada, sozinha e no escuro me livro dos ruídos estridentes do mundo.
Tic tac Tic tac...
Ainda por cima está uma fila enorme no caminho da imaginação que me deixa cansada por estar tanto tempo em pé. Ai uma vassoura voadora e um ar frio na cara... gostava de ser uma bruxinha e fazer click com os dedos. Puff! Toda eu me transformo em nevoeiro. Tanto fumo à minha volta! Não vejo nada, nem a nadar no vazio como se estivesse a sacudir migalhas do ar!
Tic tac Tic tac...
Irra! Que tu me irritas. E ainda por cima me gozas, pois quando te fito com a sensação de ter passado uma vida, transformas-me esse tempo num minuto.
Tic tac Tic tac...
Dá-me mais tempo. Ali no nevoeiro que me serviu de máscara quero encontrar a forma do banco do meu descanso. Olha para o fundo e vejo o vazio. Xiiii, o vazio numa fila tão grande!! Nunca mais chego à frente. A linha está interrompida. Alguém cortou o fio da ligação. A chamada caiu e o recall falha constantemente. Enfim, a imaginação anda concorrida!! E a realidade parece cada vez mais distante.
Tic tac Tic tac...
Já te calavas oh sininho da consciência.
Tic tac Tic tac...
Serves-me de banda sonora nesta espera que nunca acaba. Mesmo assim, eu espero pois o nunca há-de ter fim também. Aaah ser o eco da natureza, o vento que voa e o grito mudo do abismo. Ser a rainha do tempo, a cor no arco íris e a chuva no deserto. Ser o que faz falta. Acreditar no impossível e viver na possibilidade de não o concretizar. Assim ressalta-me com maior veemência a sua concretização.
Tic tac Tic tac...
Não, não é um jogo de antíteses nem palavras figuradas para parecer o que não é, sendo-o. É esse barulho que me arrepia os dentes pois afia-me o pensamento. Dás-lhe um ritmo. E se não o sigo, perco-lhe a meada. E depois, perco-me eu no meio deste novelo que já lhe perdi a ponta.
Tic tac Tic tac...
Irra que tu és chato!!
Tic tac Tic tac...
Está bem, desisto do esforço de não te ouvir. Ganhaste mas só desta vez. Agora, e porque estou cansada e o bilhete não dá para mais, vou-te usar. Já que não te venço, junto-me a ti.
Tic tac Tic tac...
Isso, continua. És a minha 5ª sinfonia e através de ti vejo os pássaros a bailar e os sininhos a tocar. As estrelinhas brilham e a lua faz o sol sorrir.
Tic tac Tic tac...
Eu já estou a dormir!

domingo, fevereiro 05, 2006

Orgia das palavras

Há esta urgência, esta necessidade das palavras...
Como se escrever fosse fazer amor com as letras e o palpitar que se sente na pele fosse a palavra ecoada naquele grito que não se contém, naquela angústia que se solta no momento de grande tremer, da simbiose do gemido e do prazer!

E depois...

Depois fica a paz, o gozo no espanto
Do grito que soltei,
Dos pensamentos a que me entreguei,
Das viagens que vivi,
Das sensações que senti...

Das palavras que escrevi!


K

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

A secreta de Sócrates??


O Governo desmente, mas a revista "Visão"reafirma notícia,

Ver Aqui

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Bill Gates em Portugal

A Microsoft assina parceria com o Governo Português para formar um milhão de pessoas em Portugal.

Este projecto vem no seguimento da iniciativa da maior fabricante de software do mundo, em criar 20 milhões de novos postos de trabalho e para isso "criar estas parcerias e vamos trabalhar todos juntos".

Contra a atitude do governo não tenho nada a apontar, acho muito bem que continue a aproveitar todas as oportunidades como esta.

Mas, não estará a empresa milionária de Bill GAtes a semear o monopólio? Será bom uma empresa lider de mercado continuar a tentar desmantelar a concorrência (por muito pequena q seja)?

segunda-feira, janeiro 30, 2006

AVISO URGENTE

Caros Amigos Cósmicos:

É com muita pena e desilusão que tenho de vos transmitir que por motivos de força maior não poderei de forma alguma comparecer ao Jantar/Tertúlia Cósmica!!!
Acontece que tenho um familiar gravemente doente em Lisboa e este fim-de-semana ficou decidido em família que na próxima Sexta-Feira dia 3 de Fevereiro partimos para Lisboa para lá passar o fim-de-semana junto desse mesmo familiar e só voltarei no Domingo dia 5.
Assim, peço-vos mil desculpas, mas como compreendem para além de não ter culpa deste imprevisto de ultima hora, é completamente impensável eu não me deslocar a Lisboa por este motivo.
Informo que o Jantar estará na mesma combinado e o Restaurante falado com o dono, que é meu amigo, se esse for o vosso desejo!
Por conseguinte peço que com o máximo de urgência me informem se mesmo com este contratempo de ultima hora pretendem realizar o Jantar na data prevista (dia 4 Sábado), ou se o pretendem adiar para fim-de-semana a combinar mais a frente.

Mais uma vez as minhas sinceras mil e uma desculpas.

Email- renatoribeirogaia@msn.com
Tlm- 91 491 10 60

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Jantar - ACTUALIZAÇÃO!

Por muito chato que seja e por muito que possa custar a alguns tem mesmo de ser...

DIA 4 de FEVEREIRO de 2006
RESTAURANTE “O MURO”
Concentração na PRAÇA DA RIBEIRA do PORTO às 20h00

Presenças CONFIRMADAS:
- Renato Ribeiro
- Xanaer
- Miguel V. Carvalho
- Fernando Pessoa
- Johny
- Rui Damas
- Despertador
- Bequitas

Presenças A CONFIRMAR:
- Nuno Silva Leal
- Lou Andreas-Salomé
- Manuel Fernandes Silva
- Carlos Morgado
- "Amiga" da Bequitas (eheheh)

FALTAS Confirmadas:
- Macedo
- Cokeina

Visão RAIO X

Para ser sincera, nunca fui muito selectiva no que concerne a amizades pois acredito que, sendo nós seres humanos, temos que nos dar com os nossos pares da melhor forma possível. Mesmo que isso nos faça, por vezes, engolir alguns sapos para que tudo fique bem e não ocorram situaçoes de conflito. Mas confiava que este esforço era recíproco e as outras pessoas, em determinadas situaçoes, também o faziam e, assim sendo, a compreensão e paciência cresce e desenvolve-se nas duas partes pois ninguém é perfeito.
"Eu entendo-te porque reages assim e tu também entendes porque reajo desta maneira".
Comecei a sentir, com uma frequência que me deixava angustiada, que quem tinha de entender sempre tudo era eu. A empatia ocorria maioritariamente num sentido unidireccional. Sempre apelando à minha paciencia, que é bastante diga-se de passagem, chamava a mim mesma uma espécie de personificação do verbo de encher. E fui assim durante muitos anos. Mas felizmente as pessoas crescem, experimentam situaçoes diferentes e conhecem outros sentimentos.
Através do recurso a monólogos interiores, muito do escuro se torna claro e, quando nos afastamos das situaçoes concretas numa tentativa de análise do nosso comportamento, tendo sempre presente as nossas respostas aos comportamentos dos outros - e vice versa - comecei a ver que me punha sempre em 2' plano. Que nao me importava de apanhar por tabela se isso fizesse com que o outro se sentisse bem. Assustei-me pois aí apercebi-me que os meus niveis de autoestima estavam muito aquém do que era suposto. Não, nem pensar numa coisa destas... As pessoas que me desculpem mas antes de gostar muito de alguém ou ajudar alguem tenho que gostar imenso de mim e ajudar-me a mim mesma. Caso contrário, nada funciona ou ha sempre qualquer coisa que falha. E era isto que estava a falhar. Eu fazer notar a minha posiçao, ao invés de encolher os ombros e, sorrindo, mostrar que estava sempre tudo bem! Tendo habituado muitas pessoas a este comportamento, ao me tornar mais EU (e, se fosse preciso, dar dois berros para que se lembrassem que eu estou ali) criei algumas inquietaçoes em quem não estava à espera desta mudança de atitude.
Ao ver estas reacçoes, sou sincera... sinto-me a pessoa mais feliz do mundo. Nao por, para determinadas pessoas, me ter tornado uma espécie de persona non grata (o que nao é motivo de felicidade para ninguem) mas porque assim vejo, com mais facilidade, quem se apelida de meu amigo familiarizando-se com a minha maneira de ser e de estar e não porque, ao usar o termo amizade sem sequer saber o que é, pensa que isso lhe trará benefícios em qualquer coisa. E esta amizade que tem em vista uma espécie de payback posterior, infelizmente, foi o que mais encontrei vida fora.
Mas nem tudo sao más noticias.
Tive azar nas pessoas de quem me aproximei mais... Mais e demais! Mas outras amizades se encetaram e, por incrivel que pareça, de quem menos estamos à espera. A amizade é algo que se constrói uma vida inteira. O processo não tem a duraçao de um ano, de um trabalho, um projecto, um semestre. A sensaçao de ser um pião e alguem puxar a corda e rodarmos, rodarmos, rodarmos (sem saber bem quando vamos parar) aconteceu-me várias vezes. Tendo algumas delas me deixado deveras tonta... tanto que raramente me sentia sobria, estando a minha mente numa constante doença acompanhada por nauseas próprias do enjoo.
Foi no acumular de alguns destes pensamentos que fiz um "pause" no filme da minha vida e pensei recorrendo maioritariamente à razão em detrimento do coração. Concluí que a culpa dos enjoos e do mau estar era toda minha!
Como ser humanos que somos, temos a tendência de deixar a culpa morrer solteira já que ninguém quer ficar com ela... Mas seria cobardia de minha parte lavar as mãos em todo este processo. As pessoas sao todas diferentes e ainda bem que o sao. Nós somos seres inteligentes, temos a capacidade de discernir ou, pelo menos, decidir o que queremos para a nossa vida. Mais importante que essa decisão é a capacidade de sabermos o que não queremos. Eu sei bem aquilo que não quero mas se tiver que conviver com o que não quero, hei-de faze-lo, sem nunca voltar a cair no erro, outra vez, de esquecer a minha individualidade e mostrar quem e aquilo que sou. Ninguém é mais importante que eu.
E se os outros nos fazem sentir mal ou infelizes com alguma coisa, a culpa é nossa porque lhes demos espaço para isso!


ps- esta viagem surgiu após uma conversa com uma amiga. Esta sim, AMIGA. "Dizemos tantas vezes gosto de ti, adoro-te (e os mais ousados dizem até Amo-te)... Para quando dizermos mais vezes gosto de mim, adoro-me e amo-me?"
E nao, nao se confunda aqui amor próprio com narcisismo... Se bem que o Narciso dá uma lição de vida a muita gente.

Isto não é uma tertúlia de gourmets!!!

Desculpem,

Andei arredado do blog devido a bem-aventuranças políticas e todo o tempo livre que dispunha, ocupei-o a escrever uma peça de teatro, que irá para cena em breve.

Mas, não posso de deixar de dizer que o elevado número de textos e comentários referentes ao jantar é manifestamente indigesta e disvirtua a nossa causa.

O elo comum que nos une é a pena e o punhado de sonhos que ela escreve.

Os jantares cósmicos, ébrios e eloquentes, são um meio para os devaneios da nossa alma, mas jamais um fim a se.

Proponho que as alusões a comida e jantares sejam reduzidas ao mínimo indispensável.