Na quarta feira , 4 de Maio, 2006, 2 minutos e 3 segundos depois da 1:00 AM da manhã, as horas e o dia serão assim:
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Memorável!Após duas lerpas iniciais, foi um passeio até a vitória.
Para mim, é o facto do ano. Foi uma longa travessia no deserto.
Com o dinheiro amealhado penso que já posso jantar com a malta cósmica. Não tenho impedimentos nas datas faladas.
Espero que este jantar efectivamente se realize e que reuna à mesa o máximo de membros deste ilustrissímo blog.
Como membro assumidamente preguiçoso e reactivo aguardo o panfleto com o programa das festas.

Antes de mais, peço desculpa a todos os cósmicos pela minha ausência durante todo este tempo, mas na verdade, estes dois últimos meses foram “de loucos” para mim, dai não ter podido contribuir como desejava, com novos textos para o nosso blog. No entanto fui passando por cá e gostei de ver que o observador continua, como sempre, concorrido e a suscitar o debate sobre os mais variados temas entre todos os que nos visitam. Fico contente por isso.
Uma breve nota também para vos pedir desculpa pela “não organização” do nosso jantar/convívio cósmico!!! Agora como estou novamente mais disponível, fico a vossa disposição para levar em frente e de uma vez por todas o nosso adiado encontro no Porto, basta que assim o desejem e me avisem.
Sobre o tema de hoje:
Gaienses e Portuenses, sobretudo aqueles que vivem nas duas ribeiras, voltaram na semana passada, a receber a antiga promessa de uma ponte pedonal a ligar as duas margens.
Ficou mais uma vez prometido que dentro em breve, uma nova passagem para a outra margem surgirá, evitando assim as longas e maçadas caminhadas pelo tabuleiro inferior da ponte D. Luiz (com Z como verdadeiramente ela se chama).
Quando mais não fosse, já neste ponto começo a estar de acordo, pois todos temos de concordar que não é de todo em todo fácil a um qualquer noctívago, que depois de ingerir umas belas bejecas no cais de Gaia o obriguem a ir “dar a volta” pela ponte D. Luiz para poder ir beber um traçadinho à ribeira do Porto.
No entanto, e porque ao contrario de outros, a minha memoria não é curta, lembro-me que já em Janeiro de 2001, o líder da Câmara de Gaia, fez uma promessa idêntica, apresentando com a pompa e circunstancia que já lhe é habitual, um projecto da uma ponte pedonal, desenhada exactamente pelo mesmo Eng.º Adão Fonseca, e a verdade é q até hoje nem sequer estaleiros lá vi!!!
Desta vez, para que a festa não fosse repetitiva, esperava que o líder da Câmara de Gaia, tivesse, pelo menos, convencido o seu companheiro partidário e seu homologo da Autarquia Portuense a estar presente no apoio ao projecto, uma vez que uma ponte, se não me engano, precisa de duas margens para que se possa chamar ponte!!! Mas uma vez mais, o Presidente da Câmara de Gaia ficou sozinho a falar sobre o assunto…estranho, no mínimo…
Ficou prometido a todos os santinhos que dentro de 3 anos existirá naquele local uma ponte pedonal, transparente e ultramoderna, construída pela módica quantia de pouco mais de 10 milhões de euros. Sendo que metade desse valor será a cargo da Autarquia Portuense, mesmo que nada se saiba da vontade politica do autarca da outra margem…nem interessa, pelos vistos!!!
Em tempos de “vacas magras”, sou forçado a elidir que o ruidoso silêncio do Presidente da Câmara do Porto, se deve ao facto de este estar mais preocupado em resolver os elementares problemas das gentes do Barredo, da Sé, de Miragia e de São Nicolau, do que em assistir a mais um “foguetório” lançado pelo Presidente da margem esquerda.
A zona do Cais de Gaia, bem como toda a zona do centro histórico, desde a ponte D. Luiz até à ponte da Arrábida, tem realmente sido pródiga em promessas, desde escadas rolantes, teleféricos, reabilitação habitacional, construção de habitações estudantis, parques de estacionamento, Centro Cultural, etc…etc…etc….um sem numero de projectos ilusórios e sem qualquer tipo de execução à vista (pelo menos desarmada)!!! E não fosse o Governo do Eng.º António Guterres e a direcção da APDL e com certeza nem sequer o tão famoso Cais de Gaia ainda existia.
É de certa forma preocupante, mas ao mesmo tempo humorístico, como sempre que existe no horizonte a possibilidade de eleições internas no P.S.D, logo é assumido e anunciado ao Concelho de Gaia um chorrilho de promessas, nunca concretizadas, com a clara intenção de distrair os Gaienses e de impressionar o País, fazendo crer que somos um Município de sucesso.
Desta vez foram ao fundo da gaveta e ressuscitaram o velho projecto da ponte pedonal…a ver vamos como tudo estará daqui a mais 3 anos!!! Quase que aposto que já sei a resposta, infelizmente…
Há dias, um amigo com boa dose de ironia, dizia-me: “meu caro, o que é preciso é dar-se a ideia de que se está a fazer, os jornais publicitam e o povo até acredita que se faz mesmo”.
Será a velha lógica de que uma mentira contada muitas vezes se torna verdade?!?!

Quando o ultra-secreto e invencível descriptador da NSA, o Crivo, se depara com uma mensagem indecifrável criada por um "anjo caído" da própria agência, o director de operações recorre à brilhante criptógrafa Susan Fletcher e ao seu noivo, um professor de Literatura, para o ajudarem a desvendar o mistério. Qual será a natureza do terrível código que tomou a NSA como refém? E terá David Becker êxito na sua demanda por um misterioso anel? Apanhada numa vertiginosa rede de secretismos e mentiras, Susan tenta desesperadamente salvar a agência em que acredita e, mais tarde, a própria vida e a do homem que ama. Mas será essa a resposta para a segurança universal? Chegando o momento da verdade, "quem guardará os guardas"?

Caros amigos cósmicos,


Ontem dia 8 de Março, foi festejado mais um dia cósmico, o dia de aniversário do colaborador "pintor", RENATO RIBEIRO
Mesmo atrasado, espero que aceite os meus parabéns.

CONVITE - Festa de Carnaval
Amigos, vou passar musica numa MEGA FESTA de Carnaval, no Dia 27 de Fevereiro, a partir das 22h30, no Centro Cultural do Olival, à face da estrada 222, junto ao Centro de Estágio do F.C.P. em Gaia.
Prémios para as melhores máscaras e muitas surpresas!
Tá tudo convidado...
Entrada: 2 Euros
Informações: renatoribeirogaia@msn.com / 91 491 10 60
A este propósito, gostaria de vos convidar a ler um texto de Janer Cristaldo, que é, para mim, senão um quasi tratado sobre este assunto, pelo menos uma interessante reflexão sobre o mesmo.
“Tudo começou em 1989, quando o indiano Salman Rushdie publicou Versículos Satânicos. Neste livro, Rushdie reproduziu os versículos Gharanigh, não aceites pelos canonistas do Corão. Trocando os queijos de bolso - ou mutatis mutandis, como preferem os juristas - é como se no Ocidente fossem publicados os evangelhos apócrifos ou gnósticos, não aceites pela Igreja Católica, que aliás são publicados em várias línguas do Ocidente. Embora fosse indiano com nacionalidade britânica, Rushdie foi alvo de uma fatwa do aiatolá Khomeini, então todo-poderoso da "revolução" no Irão.
Eu informo o orgulhoso povo muçulmano do mundo inteiro que o autor do livro Os Versículos Satânicos, que é contrário ao Islão, ao Profeta e ao Corão, assim como todos os implicados em sua publicação e que conhecem seu conteúdo são condenados à morte. (...) Apelo a todo muçulmano zeloso a executá-los rapidamente, onde quer que eles estejam. (...) Todo aquele que for morto nessa empreitada será considerado mártir.
A Europa aceitou tranquilamente a sentença do aiatolá. Em vez de isolar o Irão, o Reino Unido passou a dar proteção a Rushdie. Os demais países da comunidade se mantiveram em silêncio obsequioso. Sem atinar que não se tratava apenas de proteger um escritor perseguido. Mas de repudiar a pretensão megalômana de um padre persa, que pretendeu legislar inclusive no estrangeiro. A apostasia, ou crime, segundo os muçulmanos, havia ocorrido em Londres, com a publicação do livro. Do alto dos minaretes de Teerã, Khomeiny ordenou não só a condenação à morte - como também a execução da sentença - de Rushdie, assim como de todos os implicados na publicação do livro - em território europeu ou onde quer que estes "criminosos" estivessem. Em 1991, o tradutor do livro para o japonês foi assassinado e em 1993 o editor de Rushdie na Noruega foi atacado quando saía de casa.
Só a apatia dos países europeus, na época, pode explicar a reação desmesurada dos árabes às caricaturas anódinas de um obscuro jornal do sudoeste da Dinamarca. Se as democracias ocidentais cortassem relações com o regime do aiatolá naqueles dias, provavelmente não estaríamos vendo hoje as fogueiras histéricas em toda a Europa e países muçulmanos, onde se queimam bandeiras da Dinamarca e Noruega.
Reação tardia, diga-se de passagem. As doze caricaturas de Maomé foram publicadas dia 30 de setembro do ano passado, no Jyllands-Posten, e reeditadas no 10 de janeiro passado pelo jornal norueguês Magazinet. Jornais que não circulam no mundo árabe e muito menos na Europa, mas apenas na Dinamarca e Noruega, dois países de minorias lingüísticas. A reação muçulmana revelou-se uma estratégia de jerico. As charges publicadas no jornal da Jutlândia estão hoje reproduzidas na Internet e nos principais jornais do Ocidente.
Embora uma das charges mostre a cabeça de Maomé formada por uma bomba, não é isto o que preocupa os muçulmanos. Seria absurdo protestar contra caricaturas, um recurso rotineiro do jornalismo desde priscas eras. Alegam então que a religião islâmica proíbe imagens do profeta ou de Alá. O que não passa de um esfarrapado pretexto para agredir a Europa. Iconografia sobre Maomé é o que não falta no Ocidente e inclusive no mundo árabe. Enciclopédias, livros e jornais publicaram desde sempre imagens de Maomé e só hoje, em 2006, os muçulmanos houveram por bem manifestar indignação. Hipocrisia deslavada.
Sem ir muito longe, dou dois passos até minhas estantes e apanho o Diccionario Literario Bompiani, editado em Barcelona, 1963. No segundo volume de Autores, no verbete Mahoma, há nove gravuras do profeta, na maioria da Universidade de Edimburgo, desde seu nascimento até a colocação da pedra negra na Caaba e o encontro com o arcanjo Gabriel. Estas duas últimas gravuras estão em miniaturas de manuscritos árabes. Há também uma miniatura persa do século XV, na qual Maomé monta um camelo ante sua mulher Khadigia. Ou seja, mesmo em universo muçulmano a imagem do profeta já era reproduzida. Este soberbo dicionário (15 volumes) está publicado nas principais línguas da Europa e nunca vi muçulmano algum condená-lo por blasfêmia. A julgar-se pela escalada da violência, vão acabar pedindo a proibição da Divina Comédia, onde Dante joga o profeta no oitavo círculo do Inferno, destinado aos semeadores de discórdia.
Em vez de protestar contra os jornais, os muçulmanos queimam bandeiras e embaixadas dos países envolvidos na affaire. Dirigem-se não aos jornalistas, mas aos Estados. Para um muçulmano, é óbvio que todo Estado tem controle da imprensa. Esta é a norma nas teocracias árabes, onde não há liberdade alguma de expressão. Estes senhores precisarão de mais alguns séculos para entender que, em países democráticos, a imprensa é uma instituição que limita inclusive os desmandos do Estado.
Se criticar religiões ou deuses fosse proibido no Ocidente, a Europa ainda chafurdaria nas trevas da Idade Média. O Ocidente sempre foi crítico em relação a seus deuses, e mesmo Jeová, o único, teve de ouvir poucas e boas de pensadores e poetas como Voltaire, Diderot, Guerra Junqueiro ou Nietzsche. Ainda há pouco, eu escrevia: na Europa de hoje você pode dizer o que quiser até mesmo da mãe do Cristo. Só não pode criticar Maomé.
Y a las pruebas me remito, como dizem os espanhóis. Ano passado, terminei a leitura de
Que a religião islâmica proíba imagens de Maomé, nada temos contra. Mas não venham estes cortadores de clitóris pretender que países não islâmicos proíbam a seus jornais, enciclopédias e bibliotecas publicar as ditas imagens. Os alaridos do mundo árabe não passam de mera farsa. Que acesso têm à imprensa habitantes de um universo majoritariamente analfabeto? Que acesso tem o mundo árabe a dois jornais da Escandinávia? A onda de protestos não passa de uma agressão planejada à Europa, fruto do ressentimento de habitantes e imigrantes do Terceiro Mundo muçulmano.
Chefes de Estado europeus estão se desmanchando em salamaleques aos árabes, pedindo desculpas pelas ofensas ao Islão. No fundo, negam - ou propositadamente esquecem - o acórdão de Handyside, reconhecido pela Corte Européia de Direitos do Homem, em 1976. Que reza: "A liberdade de expressão vale não apenas para as informações ou idéias acolhidas com favor, mas também para aquelas que ferem, chocam ou inquietam o Estado ou uma fração qualquer da população. Assim o querem o pluralismo, a tolerância e o espírito de abertura, sem o qual não existe sociedade democrática".
Mas de nada adianta falar de democracia para brutos.”
E nem vale começar aqui a falar de verdadeira religião, de xenofobia, de direita e de esquerda, etc – não neste caso - , senão apenas se terá encontrado um pretexto e não uma causa (pelo menos do lado do ocidente), nem vale a pena (eu não o faço) começar a pedir desculpa – talvez devêssemos ouvir era um pedido de desculpas. Os únicos que devem pedir essas desculpas e penitenciarem-se são os extremistas, religiosos e políticos, de um lado e de outro, os que dão palha à população e comem lagosta, trocam petróleo e gozam com as civilizações, alimentando-se do ódio e ignorância alheias.
Para finalizar, proponho-vos, também, a leitura do artigo que aqui encontrarão: Opinião: Caricaturas de Maomé e caricatura da democracia. Podem não gostar do Delgado, mas desta vez ele esteve bem.



