quarta-feira, abril 12, 2006

Voltei a ganhar ao sobe-e-desce

Memorável!

Após duas lerpas iniciais, foi um passeio até a vitória.

Para mim, é o facto do ano. Foi uma longa travessia no deserto.

Com o dinheiro amealhado penso que já posso jantar com a malta cósmica. Não tenho impedimentos nas datas faladas.

Espero que este jantar efectivamente se realize e que reuna à mesa o máximo de membros deste ilustrissímo blog.

Como membro assumidamente preguiçoso e reactivo aguardo o panfleto com o programa das festas.

terça-feira, abril 11, 2006

Digníssimos/as

Proponho um jantar de cravos no dia 24 de Abril, perdurando até o dia seguinte, claro! Aceitam-se sugestões para local de encontro.

segunda-feira, abril 10, 2006

Ponte Pedonal (Gaia/Porto)



Antes de mais, peço desculpa a todos os cósmicos pela minha ausência durante todo este tempo, mas na verdade, estes dois últimos meses foram “de loucos” para mim, dai não ter podido contribuir como desejava, com novos textos para o nosso blog. No entanto fui passando por cá e gostei de ver que o observador continua, como sempre, concorrido e a suscitar o debate sobre os mais variados temas entre todos os que nos visitam. Fico contente por isso.
Uma breve nota também para vos pedir desculpa pela “não organização” do nosso jantar/convívio cósmico!!! Agora como estou novamente mais disponível, fico a vossa disposição para levar em frente e de uma vez por todas o nosso adiado encontro no Porto, basta que assim o desejem e me avisem.

Sobre o tema de hoje:

Gaienses e Portuenses, sobretudo aqueles que vivem nas duas ribeiras, voltaram na semana passada, a receber a antiga promessa de uma ponte pedonal a ligar as duas margens.
Ficou mais uma vez prometido que dentro em breve, uma nova passagem para a outra margem surgirá, evitando assim as longas e maçadas caminhadas pelo tabuleiro inferior da ponte D. Luiz (com Z como verdadeiramente ela se chama).
Quando mais não fosse, já neste ponto começo a estar de acordo, pois todos temos de concordar que não é de todo em todo fácil a um qualquer noctívago, que depois de ingerir umas belas bejecas no cais de Gaia o obriguem a ir “dar a volta” pela ponte D. Luiz para poder ir beber um traçadinho à ribeira do Porto.
No entanto, e porque ao contrario de outros, a minha memoria não é curta, lembro-me que já em Janeiro de 2001, o líder da Câmara de Gaia, fez uma promessa idêntica, apresentando com a pompa e circunstancia que já lhe é habitual, um projecto da uma ponte pedonal, desenhada exactamente pelo mesmo Eng.º Adão Fonseca, e a verdade é q até hoje nem sequer estaleiros lá vi!!!
Desta vez, para que a festa não fosse repetitiva, esperava que o líder da Câmara de Gaia, tivesse, pelo menos, convencido o seu companheiro partidário e seu homologo da Autarquia Portuense a estar presente no apoio ao projecto, uma vez que uma ponte, se não me engano, precisa de duas margens para que se possa chamar ponte!!! Mas uma vez mais, o Presidente da Câmara de Gaia ficou sozinho a falar sobre o assunto…estranho, no mínimo…
Ficou prometido a todos os santinhos que dentro de 3 anos existirá naquele local uma ponte pedonal, transparente e ultramoderna, construída pela módica quantia de pouco mais de 10 milhões de euros. Sendo que metade desse valor será a cargo da Autarquia Portuense, mesmo que nada se saiba da vontade politica do autarca da outra margem…nem interessa, pelos vistos!!!
Em tempos de “vacas magras”, sou forçado a elidir que o ruidoso silêncio do Presidente da Câmara do Porto, se deve ao facto de este estar mais preocupado em resolver os elementares problemas das gentes do Barredo, da Sé, de Miragia e de São Nicolau, do que em assistir a mais um “foguetório” lançado pelo Presidente da margem esquerda.
A zona do Cais de Gaia, bem como toda a zona do centro histórico, desde a ponte D. Luiz até à ponte da Arrábida, tem realmente sido pródiga em promessas, desde escadas rolantes, teleféricos, reabilitação habitacional, construção de habitações estudantis, parques de estacionamento, Centro Cultural, etc…etc…etc….um sem numero de projectos ilusórios e sem qualquer tipo de execução à vista (pelo menos desarmada)!!! E não fosse o Governo do Eng.º António Guterres e a direcção da APDL e com certeza nem sequer o tão famoso Cais de Gaia ainda existia.
É de certa forma preocupante, mas ao mesmo tempo humorístico, como sempre que existe no horizonte a possibilidade de eleições internas no P.S.D, logo é assumido e anunciado ao Concelho de Gaia um chorrilho de promessas, nunca concretizadas, com a clara intenção de distrair os Gaienses e de impressionar o País, fazendo crer que somos um Município de sucesso.
Desta vez foram ao fundo da gaveta e ressuscitaram o velho projecto da ponte pedonal…a ver vamos como tudo estará daqui a mais 3 anos!!! Quase que aposto que já sei a resposta, infelizmente…
Há dias, um amigo com boa dose de ironia, dizia-me: “meu caro, o que é preciso é dar-se a ideia de que se está a fazer, os jornais publicitam e o povo até acredita que se faz mesmo”.

Será a velha lógica de que uma mentira contada muitas vezes se torna verdade?!?!

domingo, abril 09, 2006

A Ler..




Quando o ultra-secreto e invencível descriptador da NSA, o Crivo, se depara com uma mensagem indecifrável criada por um "anjo caído" da própria agência, o director de operações recorre à brilhante criptógrafa Susan Fletcher e ao seu noivo, um professor de Literatura, para o ajudarem a desvendar o mistério. Qual será a natureza do terrível código que tomou a NSA como refém? E terá David Becker êxito na sua demanda por um misterioso anel? Apanhada numa vertiginosa rede de secretismos e mentiras, Susan tenta desesperadamente salvar a agência em que acredita e, mais tarde, a própria vida e a do homem que ama. Mas será essa a resposta para a segurança universal? Chegando o momento da verdade, "quem guardará os guardas"?

Reservas Aqui

sexta-feira, abril 07, 2006

To or not to be...

"Para que alguém desejasse ser um Shakespeare teria de ter já altura para o desejar ou ser bastante imbecil para o parecer. Já todavia será compreensível que alguém deseje ser um Rostchild ou Onassis ou na nossa medida, Champalimaud ou Belmiro não sei quê. Porque o capitalismo é mais sociável para a ambição comum. E, no entanto, não ambicionar ser Shakespeare ou Rostchild devia ser consequência de razões paralelas. Simplesmente “ter dinheiro” é pressupostamente compreensível para toda a gente. E ser um grande génio, nem por isso. Isto porque a imbecilidade é a inferioridade humana mais razoavelmente partilhada. Desejar ser Shakespeare sem lhe poder imaginar a altura é ser um imbecil mais acima do que o outro. Somente para esse outro, é uma imbecilidade mais abaixo."
Virgílio Ferreira in “Escrever”

Mulher Nocturno

sensual.
macia.
densa.
transpirando sexo.
a tua derme.

Seios latinos.
Língua de calígula.
olhar felino.
Rosto sarauí.

Libertas e escondes,
mistérios transcendidos,
de sons que ninguém ouviu,
de maresias, de luares,
de telas que ninguém viu.

Na tua pele
houve murmurios de homem,
sintaxe pictóricas de pinceis
que lambiam a volúpia da noite.

Foste Anais Nin
e Catherine Millet.
Foste adaggio, sonata,
nocturno e traviata.

Portugal no Feminino - Mulher executiva vs. Mãe de sucesso


Caros amigos cósmicos,

Uma vez, que estamos numa de debater o papel da mulher na sociedade, encontrei um site que foca esse tema e decidi partilhar algumas coisas convosco. Espero que apreciem.
Mulher executiva vs. Mãe de sucesso
"Com mais de 92% das mulheres com formação superior empregadas, Portugal possui uma das taxas de emprego feminino mais elevadas da União Europeia. Contudo, os números escondem a escolha radical que as mulheres portuguesas são obrigadas a fazer mais tarde ou mais cedo nas suas vidas: a carreira ou a família. Tudo por causa da ausência de uma política de conciliação entre o trabalho e a família e a necessidade de afirmação num mundo profissional ainda dominado pelo sexo masculino. "
(...)
"Ana Isabel, investiu na vida familiar em detrimento da carreira. Natural da ilha da Madeira, veio estudar para a faculdade de farmácia da Universidade de Lisboa, cuja licenciatura na área terminou com média elevada.
Embora as portas para uma carreira aliciante e sedutora em várias multinacionais farmacêuticas estivessem abertas, Ana Isabel recusou empregos com salários mais elevados e melhores condições de trabalho e optou pela família. Agora com 31 anos e casada há sete, dois filhos de um e quatro anos respectivamente, Ana Isabel desenvolve actividade como farmacêutica no hospital Pulido Valente. Gosta do seu trabalho e está realizada a nível familiar. Mas sente que passou ao lado de uma hipotética carreira de renome.
«É um facto que uma mulher para não ser discriminada no mercado de trabalho, tem que abdicar da família», ressalva. «Numa grande empresa não se pode dar ao luxo de constituir uma família, porque não há política, nem mentalidade enraizada para a conciliação da vida familiar com a profissional», observa. «Mas a vida é feita de escolhas e eu tinha necessidade de ter a minha família»

quinta-feira, abril 06, 2006

Sexo vs. Género

"Os sexos enganam-se mutuamente: e isso porque no fundo só se estimam e amam a si próprios (ou ao seu próprio ideal (...)). Assim, o homem quer que a mulher seja pacífica, – mas precisamente a mulher é essencialmente conflituosa como a gata, por mais habilidade que tenha em atribuir-se aparências pacíficas."
Nietzsche in Para Além de Bem e Mal

Mulheres na Política 5 - em virtude do ponto 4



Como mulher vejo-me obrigada a dar a minha humilde opinião.
As mulheres são sem dúvida um "bicho" raro, ninguém as entende. Talvez isso se deva ao facto de vivermos demasiado das nossas emoções. Somos um ser emocional e vivemos um pouco em função disso, nunca deixando de equacionar os pós e contras das nossas decisões. Acredito piamente, que se houvessem mais mulheres no governo, concerteza teríamos uma politica mais equilibrada. Gostaria muito de ver uma mulher concorrer à Presidência da República, ou então, como há quem diga que quem governa é o Primeiro-ministro, então que uma mulher se candidatasse a esse tão cobiçado posto.

Partindo agora para outro ponto do post anterior, não acho que a nossa sociedade viva para o trabalho, antes pelo contrário. Eu, por exemplo, não entendo como há trabalhadores a queixarem-se dos salários que não aumentam, e que no entanto, querem ver reduzidas as horas de trabalho semanal para 35 horas, sinceramente, não acho que haja consenso nisto. Além disso, já viste bem a quantidade de pessoas que estão no desemprego??!! Muitas pessoas acredito que não consigam arranjar trabalho, ou pela pouca formação ou então pelo factor idade. Mas temos de admitir, porque infelizmente é uma realidade, que a taxa de desemprego se deve muito ao facto do governo, cheio de boas intenções, ter criado tantos subsídios. As pessoas não sabem lidar com estas situações. Queixam-se que a vida está cara, que temos muitos impostos (é um facto), mas no entanto não ajudam nada ao receber subsídios indevidamente, como faz a maioria. É muito triste!"Escravos" são aqueles que, como eu, trabalham o ano inteiro e pagam os impostos todos pra meter, e desculpem-me a expressão, no cú dessa gente que não quer fazer nada. Todos os dias nos jornais, nos centros de emprego e nas empresas de trabalho temporário vêem-se imensas vagas, porque será? Será que está tudo empregado? Não! As pessoas é que não querem trabalhar, nem se sujeitar ao que há mercado. Grave seria é se não houvesse oferta de trabalho, isso sim, seria caótico!

E é claro e evidente, que se queremos um país minimamente evoluído, e que nos preste serviços, mesmo não sendo da melhor qualidade, temos claro que trabalhar, mas isso não faz de nós “escravos” mas sim de ferramenta essencial à evolução.

Beijo, abraço e mais uma vez Parabéns Rui!


P.S.: E as mulheres não são obstinadas pelo trabalho, apenas quando trabalham gostam de o fazer com profissionalismo e perfeição (embora a última não exista).
A imagem retrata a "Mulher" apenas como ser :)))

Mulheres na política 4 - Desde que não nos façam trabalhar mais... sou a favor!

Caros camaradas cósmicos,

Em primeiro lugar, permitam-me dizer que o vocábulo "camarada" é a única expressão fraterna e igualitária sem género determinado.

Se todos fossemos camaradas, irmãos, fraternos e se todos juntos sonhássemos um mundo justo e perfeito, a diferença entre homens e mulheres, mais não seria que um desiderato necessário entre lençois.

Gosto de mulheres. Gosto de putas. Gosto de castas. Gosto de cabras. Gosto de deusas. Gosto de dissimuladas. Gosto de mulheres verdadeiras e frontais. Gosto de mulheres especiais. Gosto de mulheres sem especialidade nenhuma.

Gosto de conversar com elas, de foder com elas, de fazer amor com elas, de não fazer nada, mas, sobretudo, gosto de observar a beleza particular de cada uma delas.

Gosto tanto de mulheres, que escrevi uma peça sobre elas. O elogio que lhes fiz, levou uma jornalista da RTP, numa reportagem sobre a peça, a chamar-me feminista militante.

Em relação à política, preconizo a efectivação dos direitos políticos e cívicos das mulheres. Honestamente, acho que a ideia das quotas é redutora e mesmo ofensiva, tornando o género feminino numa espécie de grupo de pressão, que ab initio são naturalmente diferentes mas a evolução civilizacional reenvindica uma equalização de direitos, género homossexuais.

Todas as mulheres são iguais em direitos, sendo as quotas uma opressão ridícula e uma ofensa à sua dignidade.

O grande probelma deste país e desta sociedade global em que respiramos, é o facto de vivermos numa sociedade que vive para o trabalho, uma autentica economia parasitária, em que o ser é feito exclusivamente para trabalhar.
Considero parasitas, todos aqueles que trabalham, porque apenas contribuem para alimentar a infelicidade das gerações vindouras.

Infelizmente, uma das características das mulheres é a sua obstinação pelo trabalho. Muito sinceramente, tanto me faz, ter homens como mulheres à frente do destino de um país, desde que não nos obriguem a trabalhar mais... Os portugueses trabalham demasiado, são autênticos escravos! Se ao poder chegarem mulheres, tecnocratas e economicéfalas, que considerem que produzimos pouco, e que só trabalhando podemos competir, eu digo e repito:

POR FAVOR, DEIXEM-NAS ESTAR EM CASA OU NO BORDEL, QUE NÃO INCOMODAM OS TRABALHADORES NÃO LABORAIS, COMO EU!!!!

Ps: Hoje faço anos :)

quarta-feira, abril 05, 2006

Mulheres na Política 3

De facto, a Salomé tem razão no que toca à necessidade de mudar algo na política e a participação maior das mulheres poderá ser importante para se mudar um pouco a mentalidade do nosso governante "comum".

Sou à partida contra qualquer imposição de quotas do que quer que seja, mas de vez em quando até entendo que só assim é possível mudar algo. Por exemplo, a concorrência desleal que a China faz à Europa só pode ser minorada com a introdução de quotas às importações europeias à China.

Também da mesma forma entendo que poderíamos experimentar a introdução de quotas no caso único e excepcional das mulheres nas listas - e nunca de religiões, por exemplo, já que o Estado é laico mas não é assexuado! - de forma a obrigar os políticos a adaptarem-se às políticas... Como disse muito bem a Salomé, nos países nórdicos que têm uma mentalidade muito mais moderna que a nossa só depois de introdizida essa quota é que as mulheres - e os homens e os países - se habituaram à ideia e de tal forma que agora se a quota fosse lá retirada com toda a certeza ninguém daria por ela...

Desta vez, e excepcionalmente, concordo com a introdução obrigatória da participação de pessoas na política. Porque normalmente acho que deve ser de forma voluntária que a participação deve ocorrer, como é o meu caso.

Mulheres na Política 2

Comentário à opinião de Pessoa:
Igualdade virtual = desigualdade. E desigualdade implica subordinação.
Houve um pequeno-grande aspecto esquecido neste comentário. É que a maioria dos nossos políticos são homens de raça branca, católicos, heterossexuais, pertencentes à classe média-alta. O que é lógico, porque os/as portugueses/as são maioritariamente caucasianos, católicos e heterossexuais pertencentes à classe média. Mas também é certo que as mulheres constituem 51% da população portuguesa (e mais a nível Europeu e mundial). Por isso, quando se fala em impor quotas por ”cor da pele, religião, orientação sexual, região ou classe social de origem” entendo com isso a inclusão das MINORIAS e não da maioria como é o caso. A Lei da Paridade é um meio de justiça social e não de reconhecimento das minorias!
Imaginemos um país onde 90% dos/as seus/suas habitantes são de uma certa raça ou religião. Seria legítimo que esse país fosse governado por políticos/as na sua maioria de outra raça ou religião? Não, pois não? Por isso o alargamento da participação de mulheres no processo democrático constitui um princípio de democracia. E se as quotas produziram efeitos positivos nos países nórdicos, porque não seguir o exemplo?
Argumenta-se que a paridade não respeita a liberdade, é antidemocrática e que impõe candidatas. Mas pensando bem, a participação equilibrada de ambos os sexos não dará lugar a uma melhoria do mundo da política, mais diversidades de talentos, mais competências de saberes, experiências, perspectivas?
Argumenta-se de que ao atribuir-se quotas será em detrimento das pessoas competentes. Eu pergunto-me se em milhares de mulheres não haverá bastante competência! E os homens que estão lá? São competentes?
Só haverá Democracia quando houver Democracia Paritária, ou seja igual participação, representação e decisão de homens e mulheres na vida política. Homens e mulheres não estão numa situação de igualdade na sociedade, de facto, mas tal se deve à falta de oportunidades, porque estão numa situação de igualdade de direito.
O que deveria ser a normalidade da vida em democracia tem sido apenas uma excepção, por isso lamento esta cegueira geral, que encara esta Lei com cepticismo, como se tratasse de um apoio absurdo à causa feminista.

sexta-feira, março 31, 2006

A Ler: Peter Drucker


O essencial sobre a vida e a obra do homem que inventou a gestão

Dos autores, Jaime Fidalgo Cardoso e Jorge Nascimento Rodrigues
«Não há países subdesenvolvidos.Há países subgeridos.»
«Saiba gerir-se a si próprio.O departamento de recursos humanos não é responsável por cuidar de si.»
«A maneira mais eficaz de gerir a mudança é criá-la.»

Mulheres na Politica

Sem querer fomentar a discussão entre os sexos,..como no passado... :), aconselho apenas a leitura da opiniao que eu também defendo...Aqui

quarta-feira, março 29, 2006

Justiça - Casa Pia

O Tribunal arbitral decidiu que o Estado Portugês vai pagar em regra 50 mil euros em indemnizações a antigos alunos da Casa Pia, vítimas de abusos sexuais.

Estando provado que existiram vítimas de abusos na Casa Pia, espero que sejam apurados os responsáveis, pois pelo que conheço dos nossos tribunais, da nossa Justiça, ainda teremos uma absolvição de todos os suspeitos.

Repatriados do Canadá II

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, na sexta-feira, afirmou que pretendia debater o problema da expulsão de portugueses ilegais no Canadá com o seu homólogo canadiano na reunião da NATO (final de Abril) Ver Aqui mas afinal decidiu e bem, meter pés ao caminho e ir ao Canada resolver e/ou remediar a situação dos nossos irmãos portugueses.

Continuo a achar estranho o silêncio das forças partidárias relativamente a este assunto, ????

Será que o Freitas do Amaral conseguirá convencer o governo canadiano que existe refugiados de Portugal? Talvez relembre os dois mediáticos refugiados portugueses, o Guterres e Durão?

Encerramento de Escolas e Maternidades II

(...)
Depois vem o problema das maternidades. Há quem diga que as maternidades não podem encerrar pois como é que vai ser quando a mulher entrar em trabalho de parto e tiver que ir correndo para o hospital. Bom, há que dizer que se isso acontecer nessas maternidades que estão indicadas para encerrar, a possibilidade de ser imediatamente atendida não é assim tão grande. Depois há o problema da distância, e fala-se de Trás-os-montes, mas neste caso será o Conselho Administrativo daquela região a decidir como será feito, não serão "os de Lisboa". Por fim, existem os problemas bairristas de que ir nascer a outra terra é terrível para os meninos e para as mães.
Ainda que com algum receio de ser espingardado, falarei da tomada de posição de Manuel Alegre. Sim, porque um militante do PS e (defeito dos defeitos) apoiante de Sócrates a críticar Alegre é como um homem ser publicamente contra as quotas femininas, é logo apelidado pelas líderes como um machista, e um porco que é conra a emancipação das mulheres. No caso, serei acusado de ter mau perder e de opressor ao verdadeiro e único defensor da liberdade, mas não tem mal.
Alegre referiu que os pais e as mães (perdoem-me o preciosismo feminista) de Elvas devem poder ter os seus filhos e filhas (está-se a tornar cansativo...) em Portugal. Este é o argumento chave, aquele que nos faltava. Isto deixa-nos boqueabertos, não é verdade? Que rasgo, hem?
Como é que uma pessoa que tem a dita responsabilidade de um milhão de votos, consegue cair no populismo nacionalista? Então não somos pró-europeus? Todos a favor do espaço comunitário europeu? Parece que não, parece que mesmo os arautos da boa política são fervorosos nacionalistas que têm medo de ver crianças puras portuguesas a nascer em Badajoz (que diga-se, é mesmo ali ao lado) e a vírem infectados com o vírus hispannicus. Já nem argumento contra a (im)possível hipótese de, contra a vontade dos pais, o bebé ter nacionalidade espanhola.
Mas calo-me contra o Alegre, que ainda sou queimado vivo.

Bom, espero ter provocado o suficiente. Voltarei em breve.

Abraços e beijinhos a todos e a todas.

terça-feira, março 28, 2006

Marcelo e a Comunicação Social

o Conselheiro do Presidente da Républica, Professor Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu em Guimarães que "os jornais, as rádios e as televisões devem assumir as suas orientações em estatutos editoriais claros".

Ver aqui

Página rasgada de um diário

"Fazes-me sorrir...
E esse sorriso que se desenlaça equipara-se ao contentamento crescente dentro de mim.
Muitas das tuas dúvidas são as minhas, muitas das minhas incertezas fazem equipa com as tuas. Às vezes, mais vale não sabermos de nada... basta-nos sentir tudo e buscar aí, nesse sentimento, muitas das respostas que a razão desconhece.
O amanhã não existe.
O que existe é o presente e esse é que tem de ser vivido, gozado. O amanhã ainda está longe, nem sabemos se vem. Sabemos é que agora estamos aqui, para o que der e vier, formando um muro altivo e seguro, digno da muralha Oriental.
Tudo o que temos é nosso.
Não é so meu, nem teu... foi construído em uníssono com todas as vicissitudes que lhe são inerentes. Foi e tem sido, será sempre, um processo moroso, complicado e por isso tão a nós pertencente. Nada caiu do céu! Quanto muito, ao chegar a solo terrestre, planou. Não chegou a ser dado.
Conquistado sim.
Trabalhado e extremamente conflituoso.
Talvez, por isso, nem a maré alta nos faz ter medo do afogamento, nem a maré baixa nos faz avançar, sem temer a facilidade que, de modo falacioso, parece que a acarreta. Existe um equilíbrio. Esse equilíbrio é perfeito. E tu sabes do que falo. Mesmo quando a balança tende mais para um lado, desprezando o outro, o equílibrio... esta osmose perfeita... que nós temos, não nos deixa desleixar na capacidade empática que nos uniu.
Ela persegue-nos e, como tal, torna-se no fulcro central da nossa relação.
A simplicidade torna-se complexa mas não passa de um teste, de uma motivação para não pararmos, nos acomodarmos mas sim seguirmos em frente.
Com a vontade ímpar inicial de batalha para continuar a querer o que quando desce nao cai...

Mas plana!"

K

Encerramento de Maternidades e Escolas I

Agradeço desde já todos os elogios que me deram, mas não sei serei merecedor de tão rasgados adjectivos. Veremos.

A minha primeira reacção quanto ao encerramento de escolas e maternidades foi, obviamente, negativa. Para quê fechar-se? Para onde vão estas pessoas e estes alunos? Terão que andar km por sua própria conta e risco? E as grávidas terão que andar km a meio do parto? Parece-me que a reacção de toda a população foi esta.

Depois reflecti um pouco, e ainda que eu não seja parte implicada nesta medida (nem sou aluno de uma escola que vá encerrar, nem tão pouco estou a pensar ter filhos) comecei a perceber as razões. Primeiro as escolas. Como sou professor e neste momento lecciono a meninos do primeiro ciclo, compreendo que há escolas que devem fechar. Podemos pegar no exemplo da Assembleia Municipal de Guimarães, a EB1 do Paraíso (não, o professor não é S. Pedro). A EB1 do Paraíso tem perto de uma dúzia de alunos, divididos mais ou menos irmamente pelos diferentes anos. Agora, nesta escola só existe uma turma com um professor e estão todos a ter aulas ao mesmo tempo, na mesma sala. Se acham que não há problema pensem que um professor, infelizmente, não tem o dom da obiquidade e que por isso só pode acompanhar um grupo de cada vez. Tal impedirá uma progressão mais ligeira na aprendizagem, pois o que os alunos numa turma de 20 (no mesmo ano) são capazes de assimilar ali não é possível, pois um dia de trabalho tem que ser repartido pelos 4 anos. Agora digam-me, parece-vos bem que pelo argumento populista do tudo em todo lado e para todos se sacrifique futuros membros activos da nossa sociedade? Claro que assim podemos ir lá fazer campanha e dizer: vêem que lindo, uma escola só para vós os cinco? Há um benefício, o recreio torna-se bem mais do que suficiente para todos.
(...)