segunda-feira, fevereiro 20, 2006

domingo, fevereiro 19, 2006

Matematicamente me expresso

A menor distância entre dois pontos está na conjunção dos nossos corpos que se atraem na razão inversa da razão e do verso.
Beija os meus senos
Percorre a minha hipotenusa
Perde-te no triângulo molhado, nos meus co-senos e descobre as minhas incógnitas
Abrindo-me com o teu cateto.
Encaixa o teu cilindro no meu cone
Procura
Usa e
Abusa.
Acha o meu vértice G...

Encontra a quadratura do círculo na curvatura dos meus quadris.


K

sábado, fevereiro 18, 2006

Mulher Stranger








És uma mulher madura
que ás vezes anda de baloiço.
És uma criança insegura
que às vezes usa salto alto.
És uma mulher que balança.
És uma criança que voa .

Não tenho testemunhas
ninguém viu...
aquela stranger atropelou-me
e sorriu.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Cordão humano

Depois de uma deriva espiritual na passada semana (que mesmo assim aparentemente foi mais forte que aquela promovida pela claque do Maritimo antes do jogo...) esta semana os adeptos do Vitória Sport Clube (vulgo Vitória de Guimarães) vão levar a cabo nova iniciativa tendente a demonstrar aos jogadores e aos adeptos do futebol em geral até que ponto vai a paixão local pelo clube.

Sábado vamos fazer um cordão humano para acompanhar o autocarro do nosso Vitorinha desde o Hotel de Guimarães até ao nosso Estádio!

O percurso é o seguinte:

Hotel de Guimarães --- Av. D. João IV --- Campo da Feira --- Alameda --- Toural --- R. Santo António --- R. Gil Vicente --- Av. S. Gonçalo --- ESTÁDIO D. AFONSO HENRIQUES

Não se juntem em grupos, mas espalhem-se ao longo das ruas para que o cordão percorra o percurso completo entre o Hotel de Guimarães e o Estádio. A concentração começa às 15h.

Os membros do blogue que não são de Guimarães estão também eles convidados a visitar a cidade e participar neste momento que será, com toda a certeza, único. Os de cá nem preciso de convidar...

sexta-feira, fevereiro 10, 2006

+ 1 X

Mais uma vez os adeptos do Vitória mostram até que ponto a doença do futebol pode denegrir as imagens dos vimaranenses e dos vitorianos. Um adepto, acompanhado de mais meia dúzia, decidiu ir a pé até ao Sameiro, a benzer-se, com uma cruz de um metro e tal, na qual estavam pendurados cachecóis do VSC. E tem direito a televisão.

A inauguração do Centro Cultural de Vila Flor não teve tempo de antena...

CARNAVAL - CONVITE



CONVITE - Festa de Carnaval

Amigos, vou passar musica numa MEGA FESTA de Carnaval, no Dia 27 de Fevereiro, a partir das 22h30, no Centro Cultural do Olival, à face da estrada 222, junto ao Centro de Estágio do F.C.P. em Gaia.

Prémios para as melhores máscaras e muitas surpresas!

Tá tudo convidado...

Entrada: 2 Euros

Informações: renatoribeirogaia@msn.com / 91 491 10 60

Arte ou talvez não!!!

É pena, mas ultimamente não se tem falado de arte neste "nosso" Blog!!! Sem ela o mundo não teria tanto interesse...
A arte é tudo, está em todo o lado, mas é para mim principalmente aquilo que sinto cá dentro.
Não sou, nem pretendo ser um "artista"...mas amo libertar os meus sentimentos e pensamentos... e tento faze-lo das mais variadas maneiras!
Convido-vos a partilhar algumas das minhas novas telas, fazendo uma visitinha ao blog da "minha suposta" arte, exprimentando assim, quem sabe, alguns dos meus pensamentos e sentimentos!

www.galeriarenato.blogspot.com

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

HIPOCRISIA MUÇULMANA

O meu amigo Fernando Pessoa diz que o limite para a liberdade de expressão é a colisão com as crenças religiosas de outrem, o que é, para mim, uma verdade insofismável. Parece-me, contudo, que a questão está mal colocada. Não é (pelo menos só) uma questão de crenças religiosas, é muito mais e muito menos do que isso. Se assim não fosse, que se poderia dizer do grande Sheik Munir, esse grande homem (que admiro muito, embora não partilhe das mesmas crenças religiosas), das justas, elevadas, conscientes e correctas posições que tem assumido e da comunidade muçulmana portuguesa, em geral?

A este propósito, gostaria de vos convidar a ler um texto de Janer Cristaldo, que é, para mim, senão um quasi tratado sobre este assunto, pelo menos uma interessante reflexão sobre o mesmo.

“Tudo começou em 1989, quando o indiano Salman Rushdie publicou Versículos Satânicos. Neste livro, Rushdie reproduziu os versículos Gharanigh, não aceites pelos canonistas do Corão. Trocando os queijos de bolso - ou mutatis mutandis, como preferem os juristas - é como se no Ocidente fossem publicados os evangelhos apócrifos ou gnósticos, não aceites pela Igreja Católica, que aliás são publicados em várias línguas do Ocidente. Embora fosse indiano com nacionalidade britânica, Rushdie foi alvo de uma fatwa do aiatolá Khomeini, então todo-poderoso da "revolução" no Irão.

Eu informo o orgulhoso povo muçulmano do mundo inteiro que o autor do livro Os Versículos Satânicos, que é contrário ao Islão, ao Profeta e ao Corão, assim como todos os implicados em sua publicação e que conhecem seu conteúdo são condenados à morte. (...) Apelo a todo muçulmano zeloso a executá-los rapidamente, onde quer que eles estejam. (...) Todo aquele que for morto nessa empreitada será considerado mártir.

A Europa aceitou tranquilamente a sentença do aiatolá. Em vez de isolar o Irão, o Reino Unido passou a dar proteção a Rushdie. Os demais países da comunidade se mantiveram em silêncio obsequioso. Sem atinar que não se tratava apenas de proteger um escritor perseguido. Mas de repudiar a pretensão megalômana de um padre persa, que pretendeu legislar inclusive no estrangeiro. A apostasia, ou crime, segundo os muçulmanos, havia ocorrido em Londres, com a publicação do livro. Do alto dos minaretes de Teerã, Khomeiny ordenou não só a condenação à morte - como também a execução da sentença - de Rushdie, assim como de todos os implicados na publicação do livro - em território europeu ou onde quer que estes "criminosos" estivessem. Em 1991, o tradutor do livro para o japonês foi assassinado e em 1993 o editor de Rushdie na Noruega foi atacado quando saía de casa.

Só a apatia dos países europeus, na época, pode explicar a reação desmesurada dos árabes às caricaturas anódinas de um obscuro jornal do sudoeste da Dinamarca. Se as democracias ocidentais cortassem relações com o regime do aiatolá naqueles dias, provavelmente não estaríamos vendo hoje as fogueiras histéricas em toda a Europa e países muçulmanos, onde se queimam bandeiras da Dinamarca e Noruega.

Reação tardia, diga-se de passagem. As doze caricaturas de Maomé foram publicadas dia 30 de setembro do ano passado, no Jyllands-Posten, e reeditadas no 10 de janeiro passado pelo jornal norueguês Magazinet. Jornais que não circulam no mundo árabe e muito menos na Europa, mas apenas na Dinamarca e Noruega, dois países de minorias lingüísticas. A reação muçulmana revelou-se uma estratégia de jerico. As charges publicadas no jornal da Jutlândia estão hoje reproduzidas na Internet e nos principais jornais do Ocidente.

Embora uma das charges mostre a cabeça de Maomé formada por uma bomba, não é isto o que preocupa os muçulmanos. Seria absurdo protestar contra caricaturas, um recurso rotineiro do jornalismo desde priscas eras. Alegam então que a religião islâmica proíbe imagens do profeta ou de Alá. O que não passa de um esfarrapado pretexto para agredir a Europa. Iconografia sobre Maomé é o que não falta no Ocidente e inclusive no mundo árabe. Enciclopédias, livros e jornais publicaram desde sempre imagens de Maomé e só hoje, em 2006, os muçulmanos houveram por bem manifestar indignação. Hipocrisia deslavada.

Sem ir muito longe, dou dois passos até minhas estantes e apanho o Diccionario Literario Bompiani, editado em Barcelona, 1963. No segundo volume de Autores, no verbete Mahoma, há nove gravuras do profeta, na maioria da Universidade de Edimburgo, desde seu nascimento até a colocação da pedra negra na Caaba e o encontro com o arcanjo Gabriel. Estas duas últimas gravuras estão em miniaturas de manuscritos árabes. Há também uma miniatura persa do século XV, na qual Maomé monta um camelo ante sua mulher Khadigia. Ou seja, mesmo em universo muçulmano a imagem do profeta já era reproduzida. Este soberbo dicionário (15 volumes) está publicado nas principais línguas da Europa e nunca vi muçulmano algum condená-lo por blasfêmia. A julgar-se pela escalada da violência, vão acabar pedindo a proibição da Divina Comédia, onde Dante joga o profeta no oitavo círculo do Inferno, destinado aos semeadores de discórdia.

Em vez de protestar contra os jornais, os muçulmanos queimam bandeiras e embaixadas dos países envolvidos na affaire. Dirigem-se não aos jornalistas, mas aos Estados. Para um muçulmano, é óbvio que todo Estado tem controle da imprensa. Esta é a norma nas teocracias árabes, onde não há liberdade alguma de expressão. Estes senhores precisarão de mais alguns séculos para entender que, em países democráticos, a imprensa é uma instituição que limita inclusive os desmandos do Estado.

Se criticar religiões ou deuses fosse proibido no Ocidente, a Europa ainda chafurdaria nas trevas da Idade Média. O Ocidente sempre foi crítico em relação a seus deuses, e mesmo Jeová, o único, teve de ouvir poucas e boas de pensadores e poetas como Voltaire, Diderot, Guerra Junqueiro ou Nietzsche. Ainda há pouco, eu escrevia: na Europa de hoje você pode dizer o que quiser até mesmo da mãe do Cristo. Só não pode criticar Maomé.

Y a las pruebas me remito, como dizem os espanhóis. Ano passado, terminei a leitura de La Virgen María - Biografia no autorizada, do jornalista britânico Michael Jordan. Neste gordo ensaio de 400 páginas, com base nos evangelhos apócrifos, o autor sustenta a tese de que Maria teria sido uma das prostitutas sagradas. A tradução que tenho em mãos foi publicada em Barcelona e o texto original em Londres. Escândalo algum no Ocidente. Ora, na escatologia cristã Maria tem quase o status de uma deusa. Nem por isso alguém saiu a queimar embaixadas ou livros em protesto contra o autor. Imagine o leitor se alguém afirmar que Maomé seduziu e violou Zainab, a mulher de um pupilo. Ou que casou-se com Aisha, quando esta tinha nove anos.

Que a religião islâmica proíba imagens de Maomé, nada temos contra. Mas não venham estes cortadores de clitóris pretender que países não islâmicos proíbam a seus jornais, enciclopédias e bibliotecas publicar as ditas imagens. Os alaridos do mundo árabe não passam de mera farsa. Que acesso têm à imprensa habitantes de um universo majoritariamente analfabeto? Que acesso tem o mundo árabe a dois jornais da Escandinávia? A onda de protestos não passa de uma agressão planejada à Europa, fruto do ressentimento de habitantes e imigrantes do Terceiro Mundo muçulmano.

Chefes de Estado europeus estão se desmanchando em salamaleques aos árabes, pedindo desculpas pelas ofensas ao Islão. No fundo, negam - ou propositadamente esquecem - o acórdão de Handyside, reconhecido pela Corte Européia de Direitos do Homem, em 1976. Que reza: "A liberdade de expressão vale não apenas para as informações ou idéias acolhidas com favor, mas também para aquelas que ferem, chocam ou inquietam o Estado ou uma fração qualquer da população. Assim o querem o pluralismo, a tolerância e o espírito de abertura, sem o qual não existe sociedade democrática".

Mas de nada adianta falar de democracia para brutos.”

E nem vale começar aqui a falar de verdadeira religião, de xenofobia, de direita e de esquerda, etc – não neste caso - , senão apenas se terá encontrado um pretexto e não uma causa (pelo menos do lado do ocidente), nem vale a pena (eu não o faço) começar a pedir desculpa – talvez devêssemos ouvir era um pedido de desculpas. Os únicos que devem pedir essas desculpas e penitenciarem-se são os extremistas, religiosos e políticos, de um lado e de outro, os que dão palha à população e comem lagosta, trocam petróleo e gozam com as civilizações, alimentando-se do ódio e ignorância alheias.

Para finalizar, proponho-vos, também, a leitura do artigo que aqui encontrarão: Opinião: Caricaturas de Maomé e caricatura da democracia. Podem não gostar do Delgado, mas desta vez ele esteve bem.

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Sporting de Classe

O SPORTING ESTÁ EM GRANDE. Quer dizer, nós grandes sempre fomos e seremos...
O Sporting prepara-se para ser campeão nacional. Com muito querer, garra e determinação, este objectivo está perfeitamente ao alcance do maior e melhor clube do mundo.

O Porto e o Benfica são as desgraças do costume. Os seus actuais dirigentes espelham bem a mentalidade associada a cada um dos supra citados e ambos deviam participar no campeonato dos insultos, correndo o risco de ser uma maratona sem fim, pois ambos têm um reportório alargadíssimo de calúnias. E ainda a roupa suja não começou a ser lavada.

O presidente da nossa liga de futebol foi ou vai ser acusado de mais de 20 crimes de corrupção. Alguém o questionou acerca da demissão do cargo?

O presidente do Nacional vai fazer uma queixa crime em tribunal contra o grande Ricardo Sá Pinto. Não sei porquê, mas tudo o que lhe possa ter dito, foi com certeza bem dito. Olé Sá Pinto, Olé...

O Sporting destaca-se dos outros pela forma superior de estar no desporto. Somos um clube de classe ímpar em Portugal.

RUMO À VITÓRIA NO CAMPEONATO JOGADO DENTRO DAS QUATRO LINHAS E AO CAMPEONATO DO SABER ESTAR.

P.S. - Vitorianos, o que se passa?

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Liberdade de Expressão

“O limite para a liberdade de expressão é a colisão com as crenças religiosas de outrem"

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Tic tac Tic tac

Tic tac Tic tac...
como me irrita o barulho do relógio que está mesmo aqui do lado, na mesinha de cabeceira. Nem assim, deitada, sozinha e no escuro me livro dos ruídos estridentes do mundo.
Tic tac Tic tac...
Ainda por cima está uma fila enorme no caminho da imaginação que me deixa cansada por estar tanto tempo em pé. Ai uma vassoura voadora e um ar frio na cara... gostava de ser uma bruxinha e fazer click com os dedos. Puff! Toda eu me transformo em nevoeiro. Tanto fumo à minha volta! Não vejo nada, nem a nadar no vazio como se estivesse a sacudir migalhas do ar!
Tic tac Tic tac...
Irra! Que tu me irritas. E ainda por cima me gozas, pois quando te fito com a sensação de ter passado uma vida, transformas-me esse tempo num minuto.
Tic tac Tic tac...
Dá-me mais tempo. Ali no nevoeiro que me serviu de máscara quero encontrar a forma do banco do meu descanso. Olha para o fundo e vejo o vazio. Xiiii, o vazio numa fila tão grande!! Nunca mais chego à frente. A linha está interrompida. Alguém cortou o fio da ligação. A chamada caiu e o recall falha constantemente. Enfim, a imaginação anda concorrida!! E a realidade parece cada vez mais distante.
Tic tac Tic tac...
Já te calavas oh sininho da consciência.
Tic tac Tic tac...
Serves-me de banda sonora nesta espera que nunca acaba. Mesmo assim, eu espero pois o nunca há-de ter fim também. Aaah ser o eco da natureza, o vento que voa e o grito mudo do abismo. Ser a rainha do tempo, a cor no arco íris e a chuva no deserto. Ser o que faz falta. Acreditar no impossível e viver na possibilidade de não o concretizar. Assim ressalta-me com maior veemência a sua concretização.
Tic tac Tic tac...
Não, não é um jogo de antíteses nem palavras figuradas para parecer o que não é, sendo-o. É esse barulho que me arrepia os dentes pois afia-me o pensamento. Dás-lhe um ritmo. E se não o sigo, perco-lhe a meada. E depois, perco-me eu no meio deste novelo que já lhe perdi a ponta.
Tic tac Tic tac...
Irra que tu és chato!!
Tic tac Tic tac...
Está bem, desisto do esforço de não te ouvir. Ganhaste mas só desta vez. Agora, e porque estou cansada e o bilhete não dá para mais, vou-te usar. Já que não te venço, junto-me a ti.
Tic tac Tic tac...
Isso, continua. És a minha 5ª sinfonia e através de ti vejo os pássaros a bailar e os sininhos a tocar. As estrelinhas brilham e a lua faz o sol sorrir.
Tic tac Tic tac...
Eu já estou a dormir!

domingo, fevereiro 05, 2006

Orgia das palavras

Há esta urgência, esta necessidade das palavras...
Como se escrever fosse fazer amor com as letras e o palpitar que se sente na pele fosse a palavra ecoada naquele grito que não se contém, naquela angústia que se solta no momento de grande tremer, da simbiose do gemido e do prazer!

E depois...

Depois fica a paz, o gozo no espanto
Do grito que soltei,
Dos pensamentos a que me entreguei,
Das viagens que vivi,
Das sensações que senti...

Das palavras que escrevi!


K

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

A secreta de Sócrates??


O Governo desmente, mas a revista "Visão"reafirma notícia,

Ver Aqui

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Bill Gates em Portugal

A Microsoft assina parceria com o Governo Português para formar um milhão de pessoas em Portugal.

Este projecto vem no seguimento da iniciativa da maior fabricante de software do mundo, em criar 20 milhões de novos postos de trabalho e para isso "criar estas parcerias e vamos trabalhar todos juntos".

Contra a atitude do governo não tenho nada a apontar, acho muito bem que continue a aproveitar todas as oportunidades como esta.

Mas, não estará a empresa milionária de Bill GAtes a semear o monopólio? Será bom uma empresa lider de mercado continuar a tentar desmantelar a concorrência (por muito pequena q seja)?

segunda-feira, janeiro 30, 2006

AVISO URGENTE

Caros Amigos Cósmicos:

É com muita pena e desilusão que tenho de vos transmitir que por motivos de força maior não poderei de forma alguma comparecer ao Jantar/Tertúlia Cósmica!!!
Acontece que tenho um familiar gravemente doente em Lisboa e este fim-de-semana ficou decidido em família que na próxima Sexta-Feira dia 3 de Fevereiro partimos para Lisboa para lá passar o fim-de-semana junto desse mesmo familiar e só voltarei no Domingo dia 5.
Assim, peço-vos mil desculpas, mas como compreendem para além de não ter culpa deste imprevisto de ultima hora, é completamente impensável eu não me deslocar a Lisboa por este motivo.
Informo que o Jantar estará na mesma combinado e o Restaurante falado com o dono, que é meu amigo, se esse for o vosso desejo!
Por conseguinte peço que com o máximo de urgência me informem se mesmo com este contratempo de ultima hora pretendem realizar o Jantar na data prevista (dia 4 Sábado), ou se o pretendem adiar para fim-de-semana a combinar mais a frente.

Mais uma vez as minhas sinceras mil e uma desculpas.

Email- renatoribeirogaia@msn.com
Tlm- 91 491 10 60

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Jantar - ACTUALIZAÇÃO!

Por muito chato que seja e por muito que possa custar a alguns tem mesmo de ser...

DIA 4 de FEVEREIRO de 2006
RESTAURANTE “O MURO”
Concentração na PRAÇA DA RIBEIRA do PORTO às 20h00

Presenças CONFIRMADAS:
- Renato Ribeiro
- Xanaer
- Miguel V. Carvalho
- Fernando Pessoa
- Johny
- Rui Damas
- Despertador
- Bequitas

Presenças A CONFIRMAR:
- Nuno Silva Leal
- Lou Andreas-Salomé
- Manuel Fernandes Silva
- Carlos Morgado
- "Amiga" da Bequitas (eheheh)

FALTAS Confirmadas:
- Macedo
- Cokeina

Visão RAIO X

Para ser sincera, nunca fui muito selectiva no que concerne a amizades pois acredito que, sendo nós seres humanos, temos que nos dar com os nossos pares da melhor forma possível. Mesmo que isso nos faça, por vezes, engolir alguns sapos para que tudo fique bem e não ocorram situaçoes de conflito. Mas confiava que este esforço era recíproco e as outras pessoas, em determinadas situaçoes, também o faziam e, assim sendo, a compreensão e paciência cresce e desenvolve-se nas duas partes pois ninguém é perfeito.
"Eu entendo-te porque reages assim e tu também entendes porque reajo desta maneira".
Comecei a sentir, com uma frequência que me deixava angustiada, que quem tinha de entender sempre tudo era eu. A empatia ocorria maioritariamente num sentido unidireccional. Sempre apelando à minha paciencia, que é bastante diga-se de passagem, chamava a mim mesma uma espécie de personificação do verbo de encher. E fui assim durante muitos anos. Mas felizmente as pessoas crescem, experimentam situaçoes diferentes e conhecem outros sentimentos.
Através do recurso a monólogos interiores, muito do escuro se torna claro e, quando nos afastamos das situaçoes concretas numa tentativa de análise do nosso comportamento, tendo sempre presente as nossas respostas aos comportamentos dos outros - e vice versa - comecei a ver que me punha sempre em 2' plano. Que nao me importava de apanhar por tabela se isso fizesse com que o outro se sentisse bem. Assustei-me pois aí apercebi-me que os meus niveis de autoestima estavam muito aquém do que era suposto. Não, nem pensar numa coisa destas... As pessoas que me desculpem mas antes de gostar muito de alguém ou ajudar alguem tenho que gostar imenso de mim e ajudar-me a mim mesma. Caso contrário, nada funciona ou ha sempre qualquer coisa que falha. E era isto que estava a falhar. Eu fazer notar a minha posiçao, ao invés de encolher os ombros e, sorrindo, mostrar que estava sempre tudo bem! Tendo habituado muitas pessoas a este comportamento, ao me tornar mais EU (e, se fosse preciso, dar dois berros para que se lembrassem que eu estou ali) criei algumas inquietaçoes em quem não estava à espera desta mudança de atitude.
Ao ver estas reacçoes, sou sincera... sinto-me a pessoa mais feliz do mundo. Nao por, para determinadas pessoas, me ter tornado uma espécie de persona non grata (o que nao é motivo de felicidade para ninguem) mas porque assim vejo, com mais facilidade, quem se apelida de meu amigo familiarizando-se com a minha maneira de ser e de estar e não porque, ao usar o termo amizade sem sequer saber o que é, pensa que isso lhe trará benefícios em qualquer coisa. E esta amizade que tem em vista uma espécie de payback posterior, infelizmente, foi o que mais encontrei vida fora.
Mas nem tudo sao más noticias.
Tive azar nas pessoas de quem me aproximei mais... Mais e demais! Mas outras amizades se encetaram e, por incrivel que pareça, de quem menos estamos à espera. A amizade é algo que se constrói uma vida inteira. O processo não tem a duraçao de um ano, de um trabalho, um projecto, um semestre. A sensaçao de ser um pião e alguem puxar a corda e rodarmos, rodarmos, rodarmos (sem saber bem quando vamos parar) aconteceu-me várias vezes. Tendo algumas delas me deixado deveras tonta... tanto que raramente me sentia sobria, estando a minha mente numa constante doença acompanhada por nauseas próprias do enjoo.
Foi no acumular de alguns destes pensamentos que fiz um "pause" no filme da minha vida e pensei recorrendo maioritariamente à razão em detrimento do coração. Concluí que a culpa dos enjoos e do mau estar era toda minha!
Como ser humanos que somos, temos a tendência de deixar a culpa morrer solteira já que ninguém quer ficar com ela... Mas seria cobardia de minha parte lavar as mãos em todo este processo. As pessoas sao todas diferentes e ainda bem que o sao. Nós somos seres inteligentes, temos a capacidade de discernir ou, pelo menos, decidir o que queremos para a nossa vida. Mais importante que essa decisão é a capacidade de sabermos o que não queremos. Eu sei bem aquilo que não quero mas se tiver que conviver com o que não quero, hei-de faze-lo, sem nunca voltar a cair no erro, outra vez, de esquecer a minha individualidade e mostrar quem e aquilo que sou. Ninguém é mais importante que eu.
E se os outros nos fazem sentir mal ou infelizes com alguma coisa, a culpa é nossa porque lhes demos espaço para isso!


ps- esta viagem surgiu após uma conversa com uma amiga. Esta sim, AMIGA. "Dizemos tantas vezes gosto de ti, adoro-te (e os mais ousados dizem até Amo-te)... Para quando dizermos mais vezes gosto de mim, adoro-me e amo-me?"
E nao, nao se confunda aqui amor próprio com narcisismo... Se bem que o Narciso dá uma lição de vida a muita gente.

Isto não é uma tertúlia de gourmets!!!

Desculpem,

Andei arredado do blog devido a bem-aventuranças políticas e todo o tempo livre que dispunha, ocupei-o a escrever uma peça de teatro, que irá para cena em breve.

Mas, não posso de deixar de dizer que o elevado número de textos e comentários referentes ao jantar é manifestamente indigesta e disvirtua a nossa causa.

O elo comum que nos une é a pena e o punhado de sonhos que ela escreve.

Os jantares cósmicos, ébrios e eloquentes, são um meio para os devaneios da nossa alma, mas jamais um fim a se.

Proponho que as alusões a comida e jantares sejam reduzidas ao mínimo indispensável.

Do capital (ou será da Kapital?)

Esta semana, como muito bem me referiu o Renato, isto anda com muita qualidade. Antes de mais, bem vinda a Cokeina, que tem imenso talento para a escrita - já para escolhas partidárias deixa imenso a desejar, mas também sendo bracarense anda muito longe de ser perfeita...

O Renato e o criador cósmico Miguel voltaram com um apelo às armas (ou aos votos...) - o que no dia em que se sabe que a força dos cintos de explosivos e das armas ganharam umas eleições numa democracia de opereta do médio oriente é no mínimo estranho, mas compreensível, face ao reconhecido pessimismo nos partidos políticos (ou nos políticos?), pelo que vos deixo como sugestão de leitura o texto do Pacheco Pereira, no Público e no Abrupto, "A LENTA DISSOLUÇÃO DOS PARTIDOS".

O meu amigo Pires, que me engajou nesta constelação cósmica, trouxe à liça a 1ª encíclica do Papa Bento XVI, falando-nos de Deus e do amor... E sabes, acho que esse é um dos principais problemas da humanidade hoje: não é que haja quem não acredite em Deus, é que haja quem já nem sequer acredite no amor...

Por fim, last but not least, temos o nosso Damas, irreverente e com uma ponta de sofisticação, sempre pronto para atacar o Capital! Mas depois de ler aquela dos cocktails, a primeira coisa que me veio à cabeça é que ele devia estar a sair da Kapital... Brincadeira... Apesar de o fazer de uma forma algo "violenta" (mais influências palestinianas?) ele coloca aqui uma série de questões que me parecem essenciais nos dias que correm.

Que esperamos nós deste Governo? As medidas cegas que tem tomado, a forma arrogante de tratar os problemas que tem assumido? Que esperamos nós do novo Presidente da República? Que seja interventivo como Soares no 2º mandato ou que seja "mosca-morta" como Sampaio nos primeiros 9 anos de mandato? Estaremos nós a entregar o poder, seja ele o autárquico ou o executivo nacional, a pessoas de bem que queiram resolver os problemas que afectam o nosso país? Haverá mais vida para além do défice, como ousou dizer certa vez o ainda Presidente Jorge Sampaio ao então 1º Ministro Durão Barroso? O capital estará mal distribuído para exigir uma correcta redistribuição, sendo culpa dos "capitalistas" todo o mal que assola o nosso país ou estará nas greves, na falta de empenho dos trabalhadores, no excesso do consumismo da sociedade alimentada anos a fio pelo Governo do Eng. Sócrates a causa desta depressão que atravessamos? Irá Scolari convocar Quaresma ao Mundial? E Vítor Baia, irá retomar a baliza do FC Porto ou arrisca-se a ficar no banco e ir ao Mundial por via desse mesmo facto? Tudo perguntas cuja resposta não encontro mas que nem numa pausa de um qualquer chocolate enquanto saboreio um qualquer cocktail me faz discernir assim tão facilmente...

Talvez, quem sabe, essas respostas estejam no Muro, entre um chouriço assado como mandam as boas regras e uma francesinha banhada naquele molho cujo segredo nem pelo amor de Deus o cozinheiro alguma vez confessará...

Bolas, vou mas é dormir que estas cósmicas derivas nocturnas amanhã vão fazer-me adormecer na depois do despertador (não, não és tu, Xavier...) tocar duas vezes, como o carteiro! Safa...

quinta-feira, janeiro 26, 2006

momento KitKat

Hoje parei... Quis andar só no pensamento, sem qualquer tormento dentro de mim! Quis sentir a paz, saborear o gosto de estar assim... Só comigo e com o vento. Senti-lo naquele momento e deixar-me levar pelo enredo... Recuperar a liberdade! Perder o medo! Não recear... E voar! Ter vontade de rir. E chorar!
Correr, saltar, ir e renascer. Abrir os olhos e saber que é bom sentir...
É bom viver!
Hoje parei... Quis provar o gosto da vida. Reter cada ingrediente. Fazer do mundo o meu cardápio. Do alimento, a minha mente! Quis ir mais além, conhecer o limite do sentimento... Testar a minha coragem! Saber a gramagem do sofrimento!
Hoje parei... Quis ver o mundo andar em meu redor. Mascar o que a vida me deu de melhor. Sentir a fricção do tempo na face... Desejar que esta sensação não passe! Transformar em horas os segundos e afastar fantasmas vagabundos!
Queimo as veias com o fogo do sangue que a toda a hora atiço! Sou feliz e tenho consciencia disso... Olho-me no espelho e todo o meu corpo sorri!
Sei que parei... Porque cresci!
K