domingo, janeiro 22, 2006

PR Resultado


CAVACO SILVA 2739331 Votos 50,59%
MANUEL ALEGRE 1122125 Votos 20,72%
MÁRIO SOARES 776618 Votos 14,34%
JERÓNIMO SOUSA 465566 Votos 8,6%
FRANCISCO LOUÇÃ 287631 Votos 5,31%
GARCIA PEREIRA 23584Votos 0,44 %

4257 freguesias apuradas e 3 freguesias por apurar

"Habemus" Presidente

A Acompanhar os Resultados: http://www.presidenciais.mj.pt/html/ISD23.html

Portugal!

Portugal! Portugal Maior! Portugal venceu, venceu o Prof. Cavaco Silva. Hoje Portugal está um pouco maior! Viva Portugal!

Ja temos Presidente!

Cavaco Silva é o NOSSO Presidente!

gostava de ver as vossas analises aos resultados, principalmente no que diz respeito ao duelo Alegre/Soares.

parece-me que o PS é o maior derrotado, por ter escolhido uma estrategia errada. mas falamos disso mais tarde. é hora para festejar! (pelo menos pra mim!)

PORTUGAL JA ESTA MAIOR!

Falta pouco...!

... falta muito pouco para sabermos quem sera o nosso representante maximo para os proximos 5 anos (quem sabe 10...).

Cavaco Silva, será, na minha opiniao, um justo vencedor. principalmente pela postura estadista que demonstrou durante toda a campanha.

e parece-me claro que não havera segunda volta!

a ver vamos...

sábado, janeiro 21, 2006

Antes que se possa dizer que já a gaivota caga na bóia...

Xana, caro co-bloguista,

Agradeço a tua provocação. Tenho aqui gravado num ficheiro no computador um ensaio daquilo que pretendia ser um texto onde explicaria aquilo que eu leio da realidade política actual (seja lá o que isso for!). Contudo, e porque as eleições são já daqui a umas horas e um trabalho de mestrado urge ser terminado, e os tempos cronológico e intelectual apresentam-se-me como insuficientes para, cabalmente, poder verberrar sobre o assunto, grandes dissertações sobre a matéria serão inviáveis. Limito-me, contanto, a dizer que os tempos televisivos dedicados a cada candidato poderão (se calhar só como acto de fé se pode afirmar tal alarvidade) corresponder a uma distribuição com proporcionalidade próxima da unidade aos publicos que cada candidato possuirá.

Creio que o homem que não dá cavaco aos opositores vencerá. Ainda bem, digo eu.

Como disse há dias, não simpatizo especialmente com tal personagem (mas ele também não se importará muito com isso), mas é, com toda a certeza (numa análise que evidencie, friamente, a capacidade de cada um poder efectivamente contribuír para o bem geral), o mal menor. Outros há que se concorressem teriam o meu voto.

Quando os tempos me permitirem, voltarei, que nem rato de esgoto, para chafurdar!

E agora ou dedicar-me a Jean Dumarchey.

Critiquem!!

sexta-feira, janeiro 20, 2006

JANTAR CÓSMICO

Pessoal:

Tal como tinha ficado combinado, pelo menos implicitamente, estou disponível para organizar o próximo Jantar Cósmico em Gaia.
Como já vos disse, só preciso de saber o DIA e a HORA que mais convêm à maioria!!!
Tudo o resto não precisam de se preocupar…tratarei de arranjar restaurante apropriado para o convívio e a tertúlia…pratos e vinhos a preceito…sobremesas…digestivos e café…
Se for o desejo da maioria também posso tentar desencantar umas entradas em Guest List numa das muito boas discotecas do Porto, ou então planear um programazinho mais calmo num dos magníficos bares da cidade Invicta.

Desde já proponho como data, as únicas noites livres que tenho nos próximos tempos:

Sexta, DIA 3 de Fevereiro 2006
Sábado, DIA 4 de Fevereiro 2006

Fico à espera de comentários, sugestões e afins…

P.S.1- Para jantar preferem tasco típico, onde se come “piorzinho” mas se bebe MUITO BEM…ou restaurante “normal” onde se come melhor mas se bebe pior?!? Heheh…fica à consideração.

P.S.2- Tirem da ideia irmos ao Passerelle depois de jantar porque o dono tá preso!!! Ao Club Champanhe também não deve dar muito jeito porque vão meninas!!! Ihihih…escusam de me mandar Mails a implorar!!! heheh...

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Soares de novo...?

soares acaba de dizer no seu comicio (a esta hora?!) que esteve sempre presente quando portugal precisou dele.

permitam-me corrigi-lo (a idade nao perdoa...):

SOARES APARECEU SEMPRE QUANDO PRECISOU DE PORTUGAL!

o que fez soares por portugal? ainda ninguem me respondeu...

Parabéns

Hoje o nosso Cósmico, Miguel Carvalho, festeja mais um Aniversário, está quase um trintão...:)


Muitos Parabéns

Como quem com porcos se mistura farelos come...

Como quem com porcos se mistura farelos come, sinto-me na obrigação de também aqui falar um pouco de política, melhor, da campanha… só o cheiro já me enjoa!

Prountos, antes que vomite aqui vai disto.

Sobre esta campanha o primeiro pensamento que convosco gostaria de partilhar é este: antes quero asno que me leve do que cavalo que me derrube. Trocando por miúdos (expressão que aqui utilizo como mero conectivo textual e exercício retórico – faltam-me os pensamentos e palavras bonitas e inteligentes para mais), não gosto de nenhum dos candidatos em apreço, mas por exclusão de partes fico com o Cavaco. Esta mijinha é só para marcar o meu território.

Agora sim, o Dossier Presidenciais 2006.

Está disponível no site da Marktest e permite acompanhar a cobertura mediática dos candidatos às próximas eleições presidenciais. Afirma que na primeira semana de 2006 foi Cavaco Silva o candidato presidencial que protagonizou mais tempo de informação televisiva, de acordo com os dados do serviço Telenews da MediaMonitor.

Daqui em frente só cito.

"Na semana que decorreu entre 2 e 8 de Janeiro de 2006, a TVI foi o canal onde os candidatos às presidenciais protagonizaram mais notícias, mas foi a SIC que emitiu mais tempo de informação protagonizada por eles.

Na semana em análise, foram 275 as notícias dos serviços regulares de informação da RTP1, 2:, SIC e TVI protagonizadas pelos candidatos às eleições Presidenciais de Janeiro. Estas notícias tiveram uma duração total superior a 13 horas, números muito acima dos registados nas duas semanas anteriores, certamente como reflexo da quadra festiva que então se celebrou.

A TVI, com 83 notícias em que estas personalidades foram protagonistas, foi o canal que mais peças difundiu. Estas notícias representaram 30.2% do total protagonizado por estes candidatos e tiveram uma duração total superior a 3 horas.

A SIC foi a estação que nesta semana, tal como nas duas anteriores, mais espaço em grelha ofereceu a estes candidatos enquanto protagonistas, com mais de 5 horas, repartidos por 66 matérias. Estas notícias representaram 24.0% do total protagonizado por estas personalidades e 39.0% do espaço de emissão total que lhes foi dado, enquanto protagonistas, no período considerado.

Pela primeira vez desde que acompanhamos estes indicadores, Cavaco Silva protagonizou o maior número de notícias, com 55 matérias. Jerónimo de Sousa, com 20 peças, foi o que menos notícias protagonizou nos noticiários destes canais.

Cavaco Silva protagonizou também notícias de maior duração, com um total superior a 2 horas e 56 minutos. Jerónimo de Sousa, pelo contrário, foi protagonista de notícias de menor duração total, de cerca de 33 minutos.

Cavaco Silva protagonizou, tal como tem vindo a acontecer, matérias de duração média mais longa, de 3 minutos e 13 segundos. Pelo contrário, Jerónimo de Sousa protagonizou notícias de duração média mais baixa, com 1 minuto e 38 segundos.

Analisando o período posterior às eleições autárquicas (a partir da semana 41, com início a 10 de Outubro de 2005), vemos como todos os candidatos observam uma tendência de aumento das notícias por si protagonizadas e respectiva duração total, excepto nas duas semanas do Natal e Ano Novo, que registam uma acentuada quebra generalizada. Jerónimo de Sousa é o único que nas últimas três semanas tem assistido a decréscimos progressivos.

Mário Soares lidera quer em número, quer em duração das notícias, responsável por 25.4% das notícias protagonizadas por estes candidatos e 27.5% da sua duração. Francisco Louçã é agora o segundo protagonista em número de notícias (20.1% do total), mas é Cavaco Silva que ocupa essa posição quanto à duração das notícias (21.1% da duração total).

Esta análise considera apenas as notícias protagonizadas por cada um destes candidatos emitidas nos serviços regulares de informação dos canais em análise".

Toca a eructare!

quarta-feira, janeiro 18, 2006

Uniao Europeia...?

Uniao Europeia ou Desuniao Europeia?

depois do fracasso da Constituição Europeia, mais um fracasso, desta vez orçamental.
parece-me que este fracasso é muito mais grave que o da Constituiçao.
o Reino Unido tomou para si o papel principal neste ultimo tropeçao europeu, no entanto, devemos estar atentos ao que sucederá a Durao Barroso, que ate agora nao tem tido um mandato nada facil. pode, eventualmente, ficar no historia da UE por motivos que nada nos deverao alegrar... a ver vamos.

muito mais importante que isto:

QUANDO HA OUTRO JANTAR COSMICO?!
PORQUE É QUE A MALTA DO PORTO OU DE GAIA (entendam-se!) NAO SE CHEGA Á FRENTE PARA ORGANIZAR O DITO CUJO?!

aguardo comments...

terça-feira, janeiro 17, 2006

PR 15

"Se o Dr. Mário Soares é o porta-voz do Governo, isso é problema dele e do Governo"

Manuel Alegre

Mais um problema fictício

Só ontem, enquanto assistia ao debate "Prós e Contras", é que me apercebi que há uma polémica em torno da utilização do hino nacional num anúncio da empresa privada Portugal Telecom.

Para mim não é nada polémico e considero um absurdo perder-se tempo a discutir essa questão. Acrescento ainda que acho anúncio pouco atractivo.

Quando todos os dias ouvimos dizer que precisamos divulgar a marca Portugal no mundo, não vejo qual é o problema da utilização do hino nacional.
Haverá algum símbolo superior ao próprio nome da nação? E a bandeira nacional nas marcas de texteis nacionais, pode-se usar?

Alguém anda a querer desviar os portugueses dos assuntos que verdadeiramente afectam as suas vidas. E a comunicação social, no papel de incubadora de polémicas, alimenta esta discussão em torno de temas inúteis.

Gaiorto ou Portaia?!?

Eu gosto do Porto, realmente gosto muito do Porto!!!
Razões para isso não me faltam…a começar pelo seu vinho, que é rotulado do Porto mas produzido no Alto Douro e engarrafado em Gaia.
Só quem não conhece realmente o Porto, é que não pode gostar dele… de esquina em esquina, de cada escada de pedra mal acabada até ao beco mais recôndito, o Porto “sente”, “vibra”, e “ensina-nos” sempre coisas novas! É mesmo verdade, sinto-me muito bem no Porto.
Mas…sou e sempre serei Gaiense… daqueles que, sentado na Ribeira do Porto, por entre uma conversa de amigos, olha para a outra margem e admira a sua cidade, que se estende desde a Serra do Pilar até ao velho casario…
Já não é novidade nenhuma a ideia de alguns políticos, entre eles os Presidentes das Câmaras das referidas cidades, da união entre Porto e Gaia. Mas, cuidado que o povo já não se ilude e há muito que aprendeu a distinguir entre aquilo que é encenação politica e aquilo que é a verdadeira necessidade de ambas as Autarquias travarem entre si um dialogo aberto e leal na procura de tão desejada e benéfica cooperação.
Numa época em que a fusão de empresas, está na ordem do dia, e em que a regionalização fracassou, importa que haja bom senso e que não se deixem de lado aspectos da maior importância como são a identidade e a história de uma comunidade, assumindo que os Municípios não são empresas e que a historia nos ensina que, muitos deles até são fruto de duras lutas pela sua emancipação.
De forma muito sintética quero só referir alguns pontos interessantes e indispensáveis da história da “minha” cidade, Vila Nova de Gaia:
- Em 1255, Gaia, recebe de D. Afonso III o seu 1º Foral com o nome de “Mea Vila de Gaia”;
- Em 1288 recebe de D. Dinis o seu 2º Foral com o nome de “Vila Nova do Rei”
- Em 1384 o Mestre de Aviz, futuro D. João I, sujeita Gaia à dependência do Porto
- Em 1518 recebe de novo e agora de D. Manuel I o seu 3º Foral com o nome de “Vila Nova e Gaia”
É em 16 de Maio de 1832, pelo Decreto nº23 que a Rainha D. Maria II cria definitivamente o Município de Vila Nova de Gaia, ficando constituído pelas freguesias que presentemente o formam à excepção da Afurada, de Guetim que hoje pertence ao Município de Espinho, e de Crestuma (a minha freguesia), Avintes, Sandim e Grijó, uma vez que na época eram elas mesmas um Município próprio.
Finalmente, em 28 de Maio de 1834, tomou posse a 1ª Comissão Administrativa do actual Município de V.N.Gaia, presidida por António Rocha Leão, que ao longo dos anos se tem afirmado, sempre e cada vez mais, como um dos maiores Municípios de Portugal.
Gaia e Porto são duas cidades gémeas que obviamente têm “muito a dizer” uma à outra, mas cada uma delas com a sua personalidade própria, as suas genuínas características e as suas variadas potencialidades.
Todos sabemos que o Porto em si, não tem mais para onde crescer, e é realmente urgente, uma união de esforços, entre Gaia e Porto, em sintonia com os restantes Municípios da Área Metropolitana, para que se crie uma autêntica e poderosa “Região” a todos os níveis. Mas isso não pode ser feito à custa de uma qualquer “anexação” sem geopolítica, fazendo com que Gaia e não só sejam ainda e cada vez mais um mero dormitório do Porto. Gaia tem e merece ter cada vez mais “vida própria”.
É pela Área Metropolitana do Porto, constituída pelo conjunto dos seus nove Municípios, que passa todo o desenvolvimento equilibrado, harmonioso e justo desta Região e nunca pela simples junção/anexação de dois Municípios.
Mas, se a tal junção das cidades é mesmo assim tão benéfica como alguns proclamam, então quero deixar uma proposta no ar: porque não começar por unir, por exemplo, o F.C. Porto, o Boavista F.C., o Vilanovense e os Dragões Sandinenses para que se consiga uma super equipa Europeia?!?
E já agora, se algum dia essa ideia da junção for em frente, proponho que, em vez da futura cidade se chamar Vila Nova do Porto, como sugeriu em tempos o Sr. Presidente da Câmara da Invicta, se utilize uma coisa talvez mais moderna do género “dois em um”, tipo:
Gaiorto ou Portaia…
Fica à consideração!!!

segunda-feira, janeiro 16, 2006

Porto+Gaia?

Uma vez que muitos dos participantes deste blog são destas margens do Douro (eu também sou, apesar de transferido para Guimarães...) e este começa a ser um tema a suscitar o interesse da comunidade da blogosfera, gostaria de ouvir a vossa opinião sobre o assunto.

Pessoalmente, julgo que isso era uma excelente iniciativa, a vários titulos.

Em primeiro porque demonstrava a muitas outras terras do país que é possivel a união territorial de forma a criar concelhos e freguesias mais fortes, com mais massa critica e peso orçamental e eleitoral, esse sim o factor essencial reivindicativo junto do poder central.

Em segundo porque iria permitir criar um núcleo urbano muito forte, não só do ponto de vista espacial que já existe (e se prolonga pela Maia e Matosinhos) mas também do ponto de vista político, importante para se confrontar com os fortes núcleos galegos em formação (em esepcial Vigo, Compostela e Corunha).

Em terceiro porque internamente iria criar uma cidade com peso político próximo ao de Lisboa, importante para mudar o tipo de crescimento que os poderes políticos pós-25 de Abril apostaram (fortalecer Lisboa).

Em quarto porque a política aconselhada pelos actuais estudos urbanisticos, geográficos e sociológicos vai no sentido de se apostar nas cidades-médias e na criação das cidades-região, conceito que uma cidade Porto+Gaia iria cumprir na perfeição. Afinal, ambas são separadas por um rio apenas, coisa que na maior parte das grandes cidades europeias serviu para unir ambas as margens numa grande metrópole (por exemplo, Hamburgo, Budapeste, Roma, Paris, Londres...).

Protesto contra a falta de atitude em defender a inclusão do Estádio D. Afonso Henriques no Euro 'Sub-21

Carta que enviei por e-mail para o Secretário-geral da Federação Portuguesa de Futebol ( secretario_geral@fpf.pt ):

Ex.mo Senhor
Secretário-Geral da
Federação Portuguesa de Futebol

Após o anúncio pela Federação Portuguesa de Futebol da inclusão do Estádio D. Afonso Henriques na Fase Final do Campeonato Europeu de Sub-21, fui surpreendido agora com a divulgação do respectivo calendário no site da UEFA, onde o mesmo Estádio deixa de constar, sem que surja qualquer justificação para esta escandalosa decisão e, consequentemente, para a exclusão de Guimarães do Campeonato Europeu de Sub-21.

Em todas as ocasiões em que iniciativas promovidas pela UEFA e/ou pela Federação Portuguesa de Futebol decorreram em Guimarães, sempre a Cidade respondeu com empenho, entusiasmo e espírito de colaboração, postura que certamente não foi alheia ao sucesso alcançado por todas elas, destacando-se, evidentemente, o EURO '2004.

Guimarães vive o futebol de forma acalorada, participativa, mas organizada e pacífica.

Por isso, podemos e devemos exigir um tratamento mais respeitoso e responsável por parte de quem criou fortes expectativas que agora vem defraudar, ainda por cima de forma totalmente injustificada. Mais grave ainda, não vi pela parte da FPF até ao momento qualquer tomada de posição no sentido de defender a inclusão deste estádio novamente como estava previsto inicialmente!

Como adepto do futebol e habitante de Guimarães tenho o direito a exigir da parte dos responsáveis federativos todos o máximo empenho no sentido de defender a inclusão do estádio D. Afonso Henriques nos grupos do Euro 'Sub-21. É o mínimo que podem fazer perante as gentes desta terra d'onde nasceu Portugal!

quarta-feira, janeiro 11, 2006

PR 14

"....Se ele for eleito, as pessoas ficam sem saber quem manda no país - Cavaco Silva ou José Sócrates.........Ou Cavaco Silva consegue fazer algo para que a situação [do país] não continue tão má, e então vamos ter sarilho institucional, ou então não o consegue e teremos mais problemas e conflitos sociais"

Pedro Santana Lopes

PR 13

A Marktest passa a publicar diariamente no seu site todos os resultados das sondagens para as Presidenciais que está a realizar para o Diário de Notícias e a TSF.

domingo, janeiro 08, 2006

Candidato da direita?

Acho graça a essa ideia pré-concebida que o Prof. Cavaco é o "candidato da direita"! Porque isso é incorrecto, totalmente incorrecto - e é por não perceber isso que a esquerda, toda ela, não tem um candidato com perfil vencedor... Porque apostou na simples divisão direita-esquerda e não percebeu que ao contrário dos candidatos da esquerda - esses sim, claramente "sectários" e "sectorizados" - o Prof. Cavaco emana de diversos quadrantes, que vão, sim senhor, da direita mas não se fecham aí, abrindo caminho até ao centro-esquerda, o famoso "centrão" que lhe deu 2 maiorias e a actual ao Primeiro-Ministro, José Sócrates.

Contrastando com a pluralidade de apoios e ideais que integram uma candidatura voltada para um objectivo superior a si mesma, que é o progresso de Portugal nas suas mais diversas vertentes - economico, finaceiro, social, laboral, educacional, I&D, etc - temos 5 candidaturas que nasceram e continuam a assumir-se de forma clara e amíude como contra outra candidatura, para além de emanarem 4 delas directamente de partidos e coligações políticas - Jerónimo de Sousa foi indicado pelo PCP em representação da CDU, Francisco Louçã foi escolhido pelo secretariado do BE, Garcia Pereira é o tradicional candidato a tudo do defunto PCTP-MRPP e Mário Soares foi escolhido ou impôs-se ao PS, ainda não entendi muito bem a lógica da candidatura. Sobra apenas Manuel Alegre que se perfilava para ser o candidato do PS e que devido ao episódio-Soares acabou por ser candidato contra o (ex-?)amigo de longa data e contra a vontade do próprio partido. O discurso destes candidatos é por isso confuso: ora estão a "malhar" no "candidato da direita", ora estão a "malhar" nos outros candidatos da esquerda para se tentarem afirmar sobre eles; só raramente falam sobre o país como candidatos a Presidente...

E é isso que o Povo já percebeu... E é por isso que as sondagens dos candidatos da esquerda raramente ultrapassam a casa dos 15/16%, enquanto as do Prof. Cavaco atingem de uma forma consolidada os 50% e chegam aos 60% como ainda ontem o Público anunciou... E isso só se explica se ele for o candidato da direita (da qual eu não me integro) e do centro-direita (com a qual me identifico claramente) e do centro (com o qual tenho vindo a convergir com a idade...) e até do centro-esquerda (como se percebe pelo apoio de muitos ex-comunistas e sindicalistas moderados, por exemplo). E quem não entende isto e insiste em discursos que apelidam de "candidato da direita" o Prof. Cavaco é, claramente, uma pessoa que não está em condições de julgar e avaliar a grave situação que Portugal atravessa, é uma espécie de "alienado" que não percebe que é a falta de preparação, de capacidade para o momento presente e de seriedade que enfermam as candidaturas da esquerda que fazem com que o Povo esteja a ponderar votar, massivamente, no Prof. Cavaco, portador das qualidades que nenhum do "grupo dos 5" possuí para desempenhar hoje, na conjuntura nacional e internacional, este cargo.

sábado, janeiro 07, 2006

Escolher Um Presidente da República

As próximas eleições destinam-se a escolher um Presidente da República e não um Primeiro-Ministro.

No nosso sistema constitucional, o Presidente da República deve ser um moderador, um congregador, um árbitro, um regulador político, um provedor e uma referência permanente para os cidadãos, a Nação e o Estado.
As funções de um Presidente da República são eminentemente políticas e, por isso mesmo, as qualidades que se exigem dele são sobretudo, políticas.
Um Presidente da República deve ter experiência de poder e capacidade para unir e concertar, para projectar valores, para mobilizar e para gerar confiança…
Por todas estas razões, um candidato a Presidente da República tem o dever de demonstrar que está nas melhores condições para exercer o cargo, por ter uma noção rigorosa das funções e uma história política que prova a capacidade para as desempenhar.
Para escolher um Presidente da República, a biografia política de um candidato também conta. E não há biografia sem História.


NÃO HÁ HOMENS PROVIDENCIAIS


A crise económica é um dos principais problemas do País. Para vencer a crise, é preciso crescer mais e melhor. Mas atingir esse objectivo não depende de um só homem, providencial e ambíguo. Muito menos de um perito em Finanças, com uma visão estreita e economicista, na chefia do Estado.
Depende, antes de mais, do Governo, da solidariedade institucional entre órgãos de soberania e, sobretudo, da vontade e empenho dos portugueses.
O Presidente da República tem de ser um político competente, sabedor e experiente. Não é, nem tem de ser um especialista.
Tem de garantir, isso sim, a fiscalização pública das políticas do Governo, estimulando a expressão das diferentes opiniões. Tem de defender os direitos de oposição. Tem de assegurar que há transparência nas decisões e na utilização dos recursos do país. São essas as funções essenciais de um Presidente da República…


EM POLÍTICA NINGUÉM TEM RAZÃO SOZINHO


O candidato da direita invoca permanentemente o seu passado e as suas realizações, reivindicando a exclusividade dos méritos. Mas omite sistematicamente os erros e omissões pelos quais é responsável, tal como os tabus em que se refugiou e os silêncios a que se remeteu. Isto é um claro sinal da sua arrogância, auto-suficiência e presunção.

E no entanto, foi o Governo do Bloco Central, chefiado por Mário Soares e constituído pelo PS e pelo PSD, que garantiu a adesão à C.E.E. (hoje União Europeia), que restabeleceu o equilíbrio das contas externas e recuperou a credibilidade internacional do País, transmitindo a melhor e mais rica herança que algum Governo alguma vez recebeu, em Portugal, no século XX.
O candidato da direita também esquece propositadamente que, quando foi primeiro-ministro, beneficiou de condições políticas únicas, de estabilidade e equilíbrio institucionais, que lhe foram proporcionadas pelo então Presidente da República Mário Soares...


EM POLÍTICA É PRECISO SABER UNIR


O passado político intermitente do candidato da direita demonstra que ele não é capaz de congregar equipas, de preparar sucessores e de gerar continuidade. Tal como um eucalipto, seca tudo à sua volta. Secou o seu próprio partido. Só sabe existir sozinho. Nunca governou em coligação e saiu de cena quando pressentiu que não conseguiria obter nova maioria absoluta. Desfez o tabu e fugiu.

Em contrapartida, Mário Soares chefiou um Governo com apoio minoritário e dois Governos de coligação, uma com o CDS/PP e outra com o PPD/PSD. Quando foi eleito
Presidente da República pela primeira vez, o País estava praticamente dividido ao meio e ele soube congregá-lo, mobilizá-lo e uni-lo. Cinco anos depois, foi reeleito por mais de 70 por cento dos votos, designadamente com o apoio do próprio partido chefiado pelo então primeiro-ministro e hoje candidato da direita.

Caso para perguntar: Quem está em melhores condições para unir, mobilizar, moderar e arbitrar? Quem esta em melhores condições para voltar a ser de facto, o Presidente de todos os Portugueses?


EM POLÍTICA É PRECISO SER CLARO E FRONTAL

O candidato da direita e frequentemente ambíguo e dissimulado. Para além dos silêncios e tabus que todos lhe conhecemos, nem sempre diz o que pensa e, as vezes, não pensa nas consequências daquilo que diz. Afirma que a sua candidatura é suprapartidaria e esconde os dirigentes do PPD/PSD e do CDS/PP que o apoiam, como se a candidatura não estivesse a ser preparada já há muito tempo, em articulação e com a colaboração do seu partido. Evita posições claras e frontais sobre questões difíceis, como a guerra do Iraque, o Orçamento de Estado, as políticas do Governo e as reivindicações corporativas. Promete resolver tudo, mas não diz como, nem porquê, nem com que poderes? Que o Presidente da República não tem, porque não estão inscritos na Constituição.

Ora, o Presidente da República deve ser sobretudo, um factor de união, de moderação, de estabilidade e de equilíbrio, situando-se acima dos partidos políticos e das instituições da sociedade civil, garantindo a normal e saudável concorrência entre eles.

A história, a prática política e as provas concretas que já deu, valorizam
Mário Soares para o desempenho destas funções. Tem uma experiência ímpar, esteve sempre presente nos momentos mais difíceis, nunca se eximiu a dar as suas opiniões, nunca virou a cara às dificuldades e desafios, foi capaz de governar o País em tempos de crise económica e política muito complexos, foi capaz de unir, de congregar, de mobilizar e de constituir equipas. Soube sempre concentrar-se no essencial? E essa é, seguramente, uma das mais importantes qualidades de um dirigente político.
Mário Soares tem, por isso mesmo, todas as condições indispensáveis para ajudar a devolver a confiança aos Portugueses e para ajudar a reforçar a confiança em Portugal.