domingo, novembro 20, 2005
Verdade vs Mentira
ora vejam,
"Agora basta, não haverá mais política (activa) nem exercício de cargos políticos", Mário Soares a 8 de Dezembro de 2004
sexta-feira, novembro 18, 2005
E agora para algo completamente diferente...

Tudo isto seria engraçado se o assunto não fosse sério de mais para ser levado com tanta brejeirice... Mas quando o Mário Soares também é candidato eu começo a pensar onde está a realidade com seriedade e a ficção com comédia nesta campanha eleitoral...
quinta-feira, novembro 17, 2005
Atentado da Al Qaeda em Portugal?!?
De acordo com informações obtidas hoje em Lisboa, a ordem de Bin Laden decorreu do ódio que o saudita nutre por símbolos monumentais católicos, que segundo ele representam "um símbolo da globalização dos infiéis".
Demolidor de ídolos e iconoclasta como os talibãs que explodiram estátuas de Buda no Afeganistão, ele destacou dois mujahedins para o sequestro e uso de um avião que seria lançado contra a estátua "símbolo dos infiéis cristãos".
Os registos da polícia Judiciária dão conta de que os dois terroristas chegaram ao Aeroporto Internacional da Portela em 4 de Setembro, Domingo, às 21h47m, no voo da Air France procedente do Canadá, com escala em Londres.
A missão começou a sofrer embaraços já no desembarque, quando a bagagem dos muçulmanos foi extraviada. Após quase seis horas de peregrinação por diversos guichés e dificuldade de comunicação em virtude do Inglês fortemente marcado por sotaque árabe, os dois saem do aeroporto, aconselhados por funcionários da TAP a voltar no dia seguinte, com intérprete.
A Polícia Judiciária investiga a possibilidade de eles terem apanhado um táxi pirata na saída do aeroporto, pois o motorista percebeu que eram estrangeiros e rodou uma hora e meia dando voltas com eles pela cidade, até abandoná-los em lugar ermo do Casal Ventoso. Aí, acabaram por ser assaltados e espancados por um grupo de toxicodependentes desesperados.
Eles conseguiram ficar com alguns dólares que tinham escondido em cintos próprios para transportar dinheiro e apanharam boleia num camião que fazia distribuição de garrafas de gás.
Na segunda-feira, às 7h33m, graças ao treino de guerrilha que receberam nas cavernas do Afeganistão e nos campos minados da Somália, os dois terroristas conseguem chegar a um hotel do Estoril. Alugaram um carro na Avis e voltaram ao aeroporto, determinados a sequestrar um avião e atirá-lo bem no meio dos braços abertos do Cristo-Rei.
Enfrentam um congestionamento monstruoso na 2ª circular e ficam mais de 3 horas bloqueados no Campo Grande por causa de uma manifestação de estudantes e professores em greve, e na Av. Do Brasil são-lhes roubados os relógios por um gang da Zona J.
Às 12h30m, resolvem ir para o Centro da cidade e procuram uma casa de câmbio para trocar o pouco que sobrou de dólares. Recebem notas de 100 Euros falsas. Por fim, às 15h45m chegam ao aeroporto da Portela para sequestrar um avião. Os pilotos da TAP estão em greve por mais salário e menos horas de trabalho.
Os controladores de voo também pararam (querem equiparação aos pilotos). O único avião na pista é da AIR PORTUGÁLIA, mas está sem combustível.
Tripulações e passageiros estão acantonados na sala de espera e nos corredores do aeroporto, gritando slogans contra o governo.
O Batalhão da POLÍCIA DE CHOQUE chega batendo em todos, inclusive nos terroristas.
Os árabes são conduzidos à Esquadra da PSP do aeroporto, acusados de tráfico de drogas, em face de flagrante forjado pelos próprios polícias, que "plantaram" papelotes de cocaína nos bolsos dos dois. Às 18 horas, aproveitando uma manifestação dos guardas prisionais clamando subsídio de risco, eles conseguem fugir da prisão no meio da confusão e do tiroteio das brigadas anti-motim da PSP que entretanto tinha sido destacada para o local pelo Ministro da Administração Interna.
Às 19h05m, os muçulmanos, ainda ensanguentados, dirigem-se ao balcão da TAP para comprar as passagens. Mas o funcionário que lhes vende os bilhetes omite a informação de que os voos da companhia estão suspensos por tempo indeterminado. Eles, então, discutem entre si: começam a ficar em dúvida se destruir Lisboa, no fim de contas, é um acto terrorista ou uma obra de caridade.
Às 23h30m, sujos e mortos de fome, decidem comer alguma coisa no restaurante do aeroporto. Pedem sandes de queijo com limonadas. Só na terça-feira, às 4h35m, conseguem recuperar-se da intoxicação alimentar de proporções equinas, decorrente da ingestão do queijo estragado usado nas sandes. Eles foram levados para o Hospital de Santa Maria, depois de terem esperado três horas para que a ambulância do INEM chegasse e percorresse diversos hospitais da rede pública até encontrar uma vaga. No HSM, foram atendidos por uma enfermeira feia e mal-humorada. Eles tiveram de esperar dois dias para serem examinados, por causa da cólera causada pela limonada feita com água contaminada por coliforme fecal.
Debilitados, só terão alta hospitalar no domingo.
Domingo, 18h20m: os homens de Bin Laden saem do hospital e chegam perto do estádio de Alvalade. O Benfica acabara de perder com o Sporting. A claque dos NO NAME BOYS confunde os terroristas com integrantes da JUVELEO e dá-lhes uma surra sem precedentes. O chefe da claque abusa sexualmente deles.
Às 19h45m, finalmente, são deixados em paz, com dores terríveis pelo corpo, em especial na área proctológica. Ao verem uma roullote de venda de bebida nas proximidades, decidem embriagar-se uma vez na vida e comer umas sandes de couratos (mesmo que seja pecado!).
Tomam um bagaço adulterado com metanol e precisam voltar ao Santa Maria.
Os médicos também diagnosticam gonorreia.
Segunda-Feira, 23h42m: os dois terroristas fogem de Lisboa escondidos na traseira de um camião de electrodomésticos, assaltado horas depois na Serra da Musgueira. Desnorteados, famintos, sem poder andar ou sentar-se, eles são levados por uma carrinha de Apoio aos Sem Abrigo, organização ligada aos direitos humanos para a área metropolitana de Lisboa. Viajam deitados de lado. Na capital novamente, deambulam o dia todo à cata de comida e por volta das 20 horas acabam adormecendo debaixo da marquise de uma loja na Rua do Coliseu, no centro. A Polícia Judiciária não revelou o hospital onde os dois foram desta vez internados em estado grave, depois de espancados quase até à morte por um grupo de SKINHEADS.
Sabe-se que a Polícia Judiciária deixou de se preocupar e vigiar estes membros da Al Qaeda por considerar que as suas intenções foram desvanecidas e já não constituem qualquer tipo de perigo à integridade nacional, e até os está a ajudar, tentando encontrar uma organização humanitária que lhes possa dar apoio para o regresso ao Afeganistão, isto tudo a pedido dos mesmos.
17 Nov - Dia do Não Fumador
quarta-feira, novembro 16, 2005
A génese do Papado...e outras histórias
Carlos Magno, sucessor directo deste império, decide mudar a sua capital para Constantinopla.
Por esta altura, o bispo de Roma, decide autoproclamar-se "representante" legal de Cristo na Terra e mentor espiritual de todo o império, dizendo que Roma foi onde Pedro (parece ter sido o preferido de Jesus Cristo) pregou durante bastante tempo e provavelmente morreu. Após a pergunta de Cristo aos apóstolos "Quem sou eu?", Pedro responde "És o Messias"!
É assim o primeiro a chama-lo de Messias, pelo que a resposta de cristo foi: "Desta pedra construirei a minha igreja" :)
"Pedra", em latim, é petrus, e "Pedro", também. É anedótico mas é verdade...é um simples jogo de palavras que teve um sucesso colossal.
Esse bispo de Roma foi o primeiro papa, Silvestre I, que, ciente da balela em que baseia o papado, procura, com toda a sua horda de escolásticos, apetrechar o seu argumento, forjando um documento chamado de Doação, que relata o último suspiro de Carlos Magno, em que este no leito da morte, confessa ao bispo Silvestre, que deseja que ele seja o líder religioso do Cristianismo, e que para isso poderá contar com verbas públicas e com a cidade de Roma.
É tudo muito bem possível!
E agora algo curioso, que soube ontem:
Quando todos os documentos menos a bíblia confirmam que Herodes morreu em 4 aC, como é que ele perseguiu Jesus Cristo em criança?
Já estou a ficar como tu Damas, buscando o mais recambulesco:)
A partir deste momento...

Juro que sempre estarei ao teu lado.
Eu daria tudo,qualquer coisa e cuidarei sempre de ti.
Através da fraqueza e fortaleza, alegria e tristeza, pelo melhor ou pior,te amarei com a força de cada batida do meu coração.
A partir deste momento a vida começou…
A partir deste momento tu serás o único,
E bem ao teu lado é onde eu pertenço
A partir deste momento em diante…
A partir deste momento eu fui abençoada.
Eu vivo somente para a tua felicidade
E pelo teu amor daria meu último suspiro.
A partir deste momento em diante…
Eu entrego a minha alma com todo o meu coração
Não consigo imaginar minha vida sem ti.
Não consigo esperar....
Meus sonhos tornaram-se realidade por tua causa.
A partir deste momento e enquanto eu viver
Eu vou te amar, eu prometo-te isso!
E não há nada que eu não daria ou faria.
A partir deste momento em diante…
Tu és a razão porque eu acredito no amor,
Tu és a resposta às minhas preces
Nós precisamos somente de nós dois.
Meus sonhos tornaram-se realidade por tua causa.
A partir deste momento e enquanto eu viver
Eu vou te amar, eu prometo isto
E não há nada que eu não daria ou faria.
A partir deste momento,
Eu vou te amar enquanto eu viver
A partir deste momento...
O discurso que ainda não ouvi
Cavaco Silva disse, e muito bem, que a confiança dos agentes é um aspecto muito importante para o crescimento. Níveis de confiança elevados são essenciais para que os empresários arrisquem, para que os empresários invistam, para que os trabalhadores estejam motivados.
Cavaco Silva disse, e muito bem, que a credibilidade dos políticos e das políticas são um aspecto fundamental (se não o mais importante) para o incremento ou para a redução dessa mesma confiança. No fundo, o ambiente político de um país e a confiança que os cidadãos depositam nos políticos que os representam são factores elementares. O ambiente político é pacífico, não estando a democracia nem o sistema em que assenta a nossa república em causa.
O GRANDE PROBLEMA É A CONFIANÇA DOS CIDADÃOS NOS POLÍTICOS QUE OS REPRESENTAM, PORQUE OS POLÍTICOS QUE NOS REPRESENTAM MENTEM DESCARADAMENTE.
O PR, na nossa Constituição, tem um papel de gerador de confiança e de mobilizador dos diferentes agentes. Será sobretudo através da palavra que a sua presença se fará sentir.
Sendo assim, o discurso do candidato a PR que incidir sobre a denúncia pública das mentiras dos nossos governantes, será aquele que terá o meu apoio. O PR, com o poder que a sua palavra tem e com o poder que tem para dissolver a AR, é o único capaz de travar a onda de mentiras a que os cidadãos deste país vêm sendo sujeitos há dezenas de anos a esta parte. É preciso envergonhar e responsabilizar quem mente. O PR tem poderes para isso.
Mais uma vez reforço a ideia: é muito importante a denúncia pública das mentiras dos nossos governantes por parte do mais alto magistrado da nação, de forma a que não seja a nossa classe política a principal causa do marasmo em que o nosso país caíu.
Pré-Candidato Presidencial
1. Pelo aprofundamento do Espírito de Guimarães, na busca do sentido original, do significado actualizado e do valor simbólico intemporal, o que pode passar pela transferência da Sede da Presidência para o Paço dos Duques de Bragança em Guimarães….
2. Pela reforma profunda do sistema político português, …..
3. Pela Língua e Cultura Portuguesas; promoção da ideia da eleição por sufrágio universal do Provedor da Comunidade de Povos de Língua Portuguesa;4. Pela inscrição da cruz das caravelas na Bandeira Nacional …
5. Pela aposta num sistema de educação de qualidade, ……
6. Pela descentralização da administração, da expressão mediática e do pensamento….
7. Por uma solução condigna e justa para a “Questão de Olivença”;
8. Por uma aposta na Inovação traduzida numa nova atitude do Estado Português …
9. Por uma justiça mais expedita assente numa legislação mais objectiva, realista, clara, responsabilizante e menos “garantista”;
10. Pelo aprofundamento do princípio do “deferimento tácito” como mecanismo de responsabilização dos agentes da administração pública perante os cidadãos e as empresas;
11. Por uma cultura de qualidade e recíproca exigência entre o cidadão e a administração.
12. Pela inviolabilidade da Vida Humana desde a concepção até à morte natural.
in
http://www.botelhoribeiro.org/
http://botelhoribeiro.blogspot.com/
segunda-feira, novembro 14, 2005
Parques pagos ou gratuítos?
Aliás, a noticia nem é grande novidade e ainda há bem pouco vi uma reportagem num dos telejornais onde mostravam os parques de estacionamento pagos das estações de comboio da linha de Sintra.
Portanto, a questão é: deverão ser os parques pagos? E as ruas?
Tenho para mim que o objectivo desses parques deveria ser, primordialmente, retirar carros das ruas. Centralizando o estacionamento em determinados pontos poderemos "desimpedir" algumas ruas. Depois, se analisarmos bem o peso dos carros na nossa economia doméstica, vemos que já pagamos muito em impostos logo na compra (IA e IVA sobre o IA), durante a sua vida útil (selo do automóvel) e para o manter em andamento (combustivel, portagens e manutenção).
Por isso, aproveitamos sempre todas as oportunidades que temos para fugir a pagar mais uns trocos (e muitas vezes valores exorbitantes, na casa dos 0,80€ para a 1ª hora de estacionamento) onde podemos.
E é aqui que eu defendo que o valor dos parques cobertos deveria ser ZERO. Eu sei que são caros de construir e por vezes de manter. Mas quando se cobra pela sua utilização os seus indices de utilização são tão baixos que acabam por fechar. Porque os utilizadores sabem que há uma rua ali perto onde se pode estacionar sem pagar, sabem que se pararem uns minutos em 2ª fila raramente são multados. E por isso não param nos parques... Mas se o estacionamento na rua fosse muito mais caro, se a policia actuasse (e autuasse) os prevaricadores, tenho a certeza que as pessoas estacionariam nos parques se estes fossem gratuítos.
Porque agora que o investimento foi feito, a única forma de o rentabilizar é dando uso ao mesmo e não encerrando o parque.
Poderiam arranjar outras formas de incentivar o uso: deixar estacionar de graça quem depois utilize os transportes públicos, por exemplo. Ou estacionamento gratuito para quem fizer compras em determinados locais ou usar os serviços públicos. Sei lá, a imaginação comandaria a coisa, mas o essencial é atrair pessoas para esses parques de forma a libertar cada vez mais as ruas de carros e devolver a cidade aos peões.
domingo, novembro 13, 2005
João Alberto Jardim...
Já tem algum tempo mas coloco-a aqui porque levanta uma questão que gostava de ver discutida entre nós: como é possível tanta impunidade?
Aliás, como é possível que nenhuma instância tome posições veementes contra um arrogante, déspota e fascista que reina naquela parte do Continente tutelada pela Constituição Portuguesa e não outra?!!De que tanto temem???
«Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.
Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.
Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».
A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades. Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação. Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição. Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio. Nunca está sóbrio?
O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha. Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde.A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis. Não pertenço a esse grupo.»
retirado de:
www.negocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=261827
sábado, novembro 12, 2005
Notícia de Última Hora
Num espaço público e democrático, o direito ao contraditório (que nem é o caso) é inquestionável, é um princípio basilar.
Aqui nunca se censurou nenhum comentário e muito menos se impediu a sua realização.
Por isso, e porque a mim ninguém me cala (como diz o outro), aqui fica o meu comentário ao referido post: O AMOR ANDA NO AR...
sexta-feira, novembro 11, 2005
França: o que foi nao volta a ser...
pena é que tivessem que arder carros, morrer pessoas e vir a policia de choque para a rua. e mais uma vez constatamos o poder do pequeno (grande) ecra... (mas isso é outra história!)
o que a França vive neste momento é um caos transmissivel. tanto o é que ja se reflectem noutros paises os efeitos secundarios da revolta social francesa. e nenhum pais esta imune...
parece-me que a França se afundou ha muito tempo no seu alter ego idealista e arrogante. o engraçado é que alter ego rima com cego! e parece-me que a cegueira de que a França padeceu durante decadas, impediu que se tomassem medidas para evitar o que agora se passa.
ponho o dedo na ferida sem mais demoras: a emigração deve ser fortemente regulamentada e fiscalizada.
nao podemos permitir que entrem emigrantes aos milhares sem termos condições de os receber com o minimo de dignidade. eu questiono-me pelo seguinte: como é possivel que entrem tantos emigrtantes ilegais?!
como é que, depois de se saber da ilegalidade cometida, em vez de se actuar em conformidade com a lei, procuramos nacionalizar os ilegais?!
não é racismo pedir que se evite a entrada excessiva de emigrantes. prefiro ter poucos emigrantes bem ou, pelo menos, razoavelmente enquadrados na sociedade, do que milhares de emigrantes completamente desfazados da realidade social em que vivemos.
em França, como em Portugal, temos hoje as 3ª gerações de emigrantes, hoje ja portugueses. a questao da sua aceitação pela sociedade é uma faca de 2 gumes:
por um lado temos jovens que viveram marginalizados em ghettos, mts vezes por opção propria, que cresceram com o crime e que nunca procuraram o desenvolvimento proprio, tendo preferido uma vida desregrada aos bancos da escola;
no outro lado temos uma sociedade que nunca conseguiu aceitar a diferença de que vem de fora e que nunca abriu portas para uma mistura cultural saudavel, capaz de enraizar quem deixou as suas raizes originais a milhares de quilometros.
em Portugal, o fenomeno migratorio nao toma proporções identicas as francesas: apenas Lisboa deve ser considerada, quando falamos em emigração massiça. em França temos cidades inteiras completamente descaracterizadas sociologicamente, fruto de anos de insensatez colectiva, que permitiu movimentos migratorios abundantes sem nunca questionar as consequencias.
as consequencias sao hoje visiveis: jovens marginais, completamente incompatibilizados com uma nacionalidade que possuem mas que não reconhecem.
jovens que vivem numa sociedade paralela àquela que rejeitaram desde cedo.
naturalmente, não culpo apenas os emigrantes pelo que sucede em França. os agentes politicos sao tao ou mais culpados:
em primeiro lugar, nunca deveriam ter permitido ao longo dos anos tamanho fluxo migratorio; em segundo, não podem aproveitar-se de pessoas, para conseguirem uma eleição para o que quer que seja!
num pais onde 25% dos eleitores vota Le Pen, é natural que os proto-candidatos à Presidencia da Republica gaulesa procurem atrair esse eleitorado com politicas repressivas relativamente ao alvo facil do costume da direita: os emigrantes. e isso nunca deveria acontecer...!
mas acontece. tudo isto acontece.
encaro o Mundo com optimismo, mas por vezes é dificil continuar a acreditar...
quinta-feira, novembro 10, 2005
Para alguém muito especial...

lábios vermelhos, criando pedaços
olhos quentes, instando embaraços
esta é a mulher que eu quero apanhar
neste lado da lua.
Elmo branco, biqueira de aço
corpo de volúpia, não sei o que faço
esta é a mulher que eu quero apanhar
neste lado da cama.
corpo de poetisa, alma de cotovia
pena etérea, delineando ventania
esta é a mulher que eu quero apanhar
neste lado da vida.
Onde andas a pairar?!
O Caldeirão está a explodir
Feita esta ressalva, posso abraçar o assunto que me leva a escrever estas linhas, no fundo o assunto que preocupa a Europa.
França vive uma espécie de guerrilha urbana, que não vai ser definitivamente aplacada através da repressão policial ou pelas eloquentes palavras do ministro Nicholas Sarkozy.
Estaremos quase todos de acordo em relação aos actos de vandalismo, danificação de propriedade privada e violência levados a cabo por jovens dos arredores de Paris.
São, obviamente, condenáveis e merecedores de uma enérgica resposta.
Ainda assim, vale a pena elencar os motivos que podem estar na origem de todo este descontentamento. Os meios usados para o demonstrar são errados. Resta saber se o descontentamento é real e justo ou descabido.
A meu ver, há motivos para um certo mal-estar de muitos jovens que vivem nas chamadas Citès, os subúrbios de Paris. Para esses verdadeiros caldeirões étnicos foram sendo "atiradas" as minorias, os pobres assalariados, vindos de Portugal, do Magrebe ou da África negra. A cidade-luz foi deixando na sombra esses milhares de imigrantes, considerados (é impossível negá-lo) uma casta inferior no desenho social gaulês. Paris continuou sendo uma festa, mas nos arrabaldes da metrópole, foi crescendo a "jaula" social, onde os milhares passaram a milhões e foram ganhando consciência política e social, seja pelos estudos, pela aproximação ao francês "puro" e ao seu estilo de vida, seja pelo rap ou pelo hip-hop (instrumentos de uma certa afirmação e de um modus vivendi das minorias, dos dois lados do Atlântico).
As novas gerações, nascidas em França, cresceram querendo mais. Mais sucesso, melhor nível de vida, melhor acesso ao ensino superior, mais oportunidades de emprego. Sonhos muitas vezes cumpridos. Sonhos tantas vezes desfeitos.
Não nos iludamos, é difícil sair das Citès, das favelas, dos bairros sociais deste mundo. A mudança é muito mais do que física. É uma mudança pesada como a herança de quem lá viveu e cresceu.
A sociedade francesa sempre guardou para as minorias étnicas e para os imigrantes os trabalhos menos dignificantes e pior remunerados. O problema é que as minorias cresceram e ganharam legítimas ambições a um futuro melhor.
Nem por isso foram criadas novas e melhores oportunidades para estes sectores da sociedade.
Para além disso, vivemos cada vez mais numa Europa dos números, do défice e dos critérios de convergência. Tenho saudades de um futuro que prometia trazer uma Europa das pessoas, uma Europa com preocupações sociais, que pudesse prevenir e evitar (através de políticas mais humanizadas e humanizantes), acontecimentos como os que vivemos por estes dias em França.
O caldeirão explodiu, as Citès invadiram Paris, como um dia a favela poderá engolir o Rio de Janeiro e os bairro sociais poderão descer às Baixas de Lisboa ou Porto.
A primeira resposta do Governo francês tem de ser enérgica, no sentido de restabelecer a ordem pública. Mas, tão só isto, não basta. Há que perceber as motivações de tanta raiva e criar respostas a longo prazo. A bem do futuro de todos nós. É que os movimentos de extrema direita já estão à espera de uma oportunidade.
quarta-feira, novembro 09, 2005
Guimarães Jazz 2005

O Guimarães Jazz é conhecido por ser uma das melhores eventos de Jazz a nível nacional, este ano não é excepção, mas com a particularidade de ser realizado no novo Centro Cultural Vila Flor, o festival decorre entre 10 e 19 de Novembro com o seguinte programa:
10 de Novembro - Bob Brookmeyer New Art Orchestra
11 de Novembro - Jason Moran piano solo Ralph Alessi Quartet feat. Jason Moran
12 de Novembro - Sexteto ESMAE
12 de Novembro - Art Ensemble Of Chicago – Great Black Music "Ancient To The Future"
16 de Novembro - Jason Linder, Bill Mchenry, Omer Avital & Daniel Freedman
17 de Novembro - Dave Liebman Quartet
18 de Novembro - Katrine Madsen & Orchestra
19 de Novembro - Big Band ESMAE conducted by Jason Linder
19 de Novembro - Maria Schneider Orchestra
Nos dias 10, 11, 12, 16, 17 e 19 de Novembro, Jam Sessions no Convivio – Associação Cultural Cultural
in
http://www.aoficina.pt/
Crónica Semanal

Mais uma vez a Assmebeleia Geral das Nações Unidas votou o fim do embargo a Cuba e,uma vez mais, o resultado da votação foi ludibriado pelo veto americano.
Dos 191 países que fazem parte da ONU, 182 votaram a favor do fim do embargo, 5 abstiveram-se e apenas 4 votaram contra, a saber Ilhas Palau, Ilhas Marshall, Israel e Estados Unidos.
É urgente uma revisão de todo o diagrama funcional da ONU, sob pena da contínua ridicularização desta instituição. O Veto é a arma dos cobardes e com o fim da guerra fria tornou-se uma medida supérflua, desprovida de sentido e razão.
É inacreditável como um só país pode subjugar a vontade de outros 182 países, por uma mera birra ideológica que deixou de fazer sentido. Dizem que foi mais uma vitória moral dos países que ganharam a votação, mas perderam a causa... Dizem muita coisa, mas nada pode apagar o sofrimento e a dignidade com que o povo cubano enfrenta o resto do mundo.
Pode-se simpatizar ou não com o regime de Fidel Castro, mas é impensável todo o destino de um povo, estar nas mãos autoritárias e discricionárias de um país estrangeiro. Julgo que o peso do voto hispânico nos E.UA. é decisivo para a manutenção deste embargo, injusto e desumano. É curioso constatar, como em alguns casos as contigências da Democracia se sobrepôem aos Direitos do Homem e ao ideal de Justiça...
Os Estados Unidos, Ilhas Palau, ilhas Marshall e Israel constituem o verdadeiro eixo do mal... São os intérpretes do terrorismo de estado que se abateu no planeta, são responsáveis pelo genocídio no iraque, pela opressão na palestina, pela selvagem ocupação do afeganistão e pela insustentável sobrevivência do povo cubano.
O politólogo Antonio Negri, pensador de referência e membro das extintas Brigadas Vermelhas italianas, considera que o advento do novo Império, o império americano, está ser responsável por uma poliarquia sem sentido que nos conduzirá, a breve trecho, a uma nova idade média.
Enquanto 182 países ficarem mudos e quedos perante a opressão e a tirania de um só, a fome e a guerra proliferarão...
A Infanta do Povo?!?
Depois do casamento de Carlos e Camilla (uma espécie de enlace entre Shrek e a ovelha negra da Família Adams), depois do matrimónio entre Filipe de Bourbon e Letizia Ortiz (uma sequela pouco conseguida da novela Rainier-Grace Kelly); depois de tudo isto, das horas de emissão, dos directos, das análises, dos debates que as três televisões portuguesas promoveram; depois de terem elevado estes acontecimentos sociais à categoria de assunto de relevante interesse nacional, temos agora o nascimento da Infanta de Espanha.
Soubemos que a criança nasceu prematura, soubemos o momento em que D. Letizia começou a ter contracções, soubemos tudo, o que quisemos e o que não quisemos saber. Eu, pessoalmente, não queria saber nada. Não queria, mas vi as três televisões e darem uma inusitada e exagerada atenção ao parto da esposa do herdeiro da coroa espanhola. Directos, reportagens, comentários e por vezes, honras de abertura dos telejornais.
Daí que me pergunte, terá D. Sebastião de novo desaparecido no nevoeiro? Teremos sobre as nossas cabeças o jugo dos Filipes? Seremos de novo uma província espanhola? Não??! Então alguém me explica tamanho frenesim provocado pelo nascimento da filha do Príncipe das Astúrias? Terá a Restuaração da Independência, em 1640, sido um lamentável erro estratégico?
Fique bem claro que nada tenho contra Espanha... Gosto do país, da cultura, das gentes. Sofri, como todos sofremos, ao ver as imagens do 11 de Março. Mas sou republicano, vivo numa República e pouco me interessa a cor das fraldas e o tamanho do cordão umbilical da pequena princesa.
Note-se que acharia de igual modo estranho que as televisões passassem ao lado do acontecimento. De resto, o ponto de algum interesse que vejo nesta história é a possibilidade de haver uma mudança na lei espanhola que deverá permitir à Infanta ser Rainha (pasme-se, estamos no século XXI e ainda não é possível a uma mulher ser monarca de Espanha). Apenas acho que, mais uma vez, exageraram na dose.
As venturas e desventuras da realeza europeia cabem, a meu ver, nas páginas da Holla, da Caras ou da Vip... no máximo, na primeira página do "24 Horas".
É que corremos o risco de, um dia destes, vermos noticiários com peças sobre "a primeira Barbie ou o primeiro estojo de maquilhagem da pequena Infanta". Estarão mesmo os portugueses interessados nisso? Se você, que lê estas linhas está, então anime-se. O casal real espanhol quer ter mais 3 ou 4 filhos. Está com muita sorte.
terça-feira, novembro 08, 2005
Nicolinas - Festas dos Estudantes de Guimarães
São Nicolau é o Patrono dos estudantes. Reza a lenda que três crianças em idade escolar foram esquartejadas por um estalajadeiro e quando São Nicolau se aproximou delas devolveu-lhes a vida. Talvez, por isso, São Nicolau seja muitas vezes representado com três crianças aos pés.
As celebrações em honra de São Nicolau, em Guimarães, inicialmente eram de cariz exclusivamente religioso. No entanto, com o passar do tempo vão sendo incluídas nessas celebrações manifestações de caracter profano, tais como cantares, danças, etc., pois representavam uma forma de quebrar com a dureza do dia-à-dia. Este culto, desenvolvido entre o povo, foi mais tarde apropriado pelos estudantes que constituíram uma capela em honra de São Nicolau (entre 1661 e 1663) na Igreja Nossa Senhora da Oliveira, e aí sediaram a sua irmandade.
Actualmente, as Nicolinas são as Festas dos Estudantes do Secundário de Guimarães. Mas são, também as Festas de todos aqueles que um dia passaram pelo Ensino Secundário em Guimarães.
No livro "Pregões de São Nicolau" pode ler-se que "marcadas pelos usos e costumes populares da região, pela influência do Classicismo e do Romantismo e pela intervenção crítica do fenómeno social", as Festas Nicolinas são motivo de celebração e diversão com os folguedos próprios da Juventude quase sempre acompanhados por um característico som de fundo: o troar dos bombos e caixas executando os característicos "Toques Nicolinos"
Na opinião do historiador Lino Moreira da Silva, Guimarães bem se pode orgulhar de ter umas Festas Académicas únicas. "Na sua origem e desenvolvimento, encontram-se elementos comuns ao surgimento de outras festas académicas, como os factores tradicionais, religiosos e de tom folclórico, que viam na 'festa' uma interrupção das absorventes lides intelectuais. Só que, em Guimarães, a combinação de tais aspectos foi feita de modo especial, daí resultando umas festas académicas cheias de originalidade, graça e simbologia, depuradas e enriquecidas pelo contributo de séculos"
in
www.nicolinas.pt
www.nicolinas.net
Lingua Portuguesa
A subscrever a petição em:
http://www.petitiononline.com/AB5555/petition.html
"....Considerando que a iniciativa de tornar oficial o idioma português na ONU estará, por justiça e méritos, prestando um histórico serviço aos países de língua portuguesa, que constituem uma comunidade presente e atuante em todos os Continentes, com expressivo contingente populacional, incluindo: Brasil, com 180 milhões de habitantes, uma das dez maiores economias do mundo, líder natural do MERCOSUL; Portugal, com 10 milhões; Angola, com 11 milhões; Moçambique, com 17 milhões; Cabo Verde, com 417 mil habitantes; Guiné Bissau, com 1 milhão; São Tomé e Príncipe, com 130 mil e Timor-Leste, com 175 mil (estimativas recentes), que somam variados costumes, crenças, raças, tendências políticas e que têm a lusofonia como forte laço de identidade cultural e cooperação;...."

