quinta-feira, novembro 17, 2005

17 Nov - Dia do Não Fumador


Felizmente, eu já consegui deixar de fumar.
Se eu consegui, tu também podes conseguir.......tens de tentar deixar de fumar, pela tua saúde.

quarta-feira, novembro 16, 2005

A génese do Papado...e outras histórias

Já se sabe que o imprério romano usou o crescendo do cristianismo para unificar e pacificar as suas vastas possessões. O estado e a religião misturam-se e fundam uma corrente de actuação do poder político na Europa, que vigorará até aos nossos dias.

Carlos Magno, sucessor directo deste império, decide mudar a sua capital para Constantinopla.
Por esta altura, o bispo de Roma, decide autoproclamar-se "representante" legal de Cristo na Terra e mentor espiritual de todo o império, dizendo que Roma foi onde Pedro (parece ter sido o preferido de Jesus Cristo) pregou durante bastante tempo e provavelmente morreu. Após a pergunta de Cristo aos apóstolos "Quem sou eu?", Pedro responde "És o Messias"!

É assim o primeiro a chama-lo de Messias, pelo que a resposta de cristo foi: "Desta pedra construirei a minha igreja" :)

"Pedra", em latim, é petrus, e "Pedro", também. É anedótico mas é verdade...é um simples jogo de palavras que teve um sucesso colossal.

Esse bispo de Roma foi o primeiro papa, Silvestre I, que, ciente da balela em que baseia o papado, procura, com toda a sua horda de escolásticos, apetrechar o seu argumento, forjando um documento chamado de Doação, que relata o último suspiro de Carlos Magno, em que este no leito da morte, confessa ao bispo Silvestre, que deseja que ele seja o líder religioso do Cristianismo, e que para isso poderá contar com verbas públicas e com a cidade de Roma.

É tudo muito bem possível!

E agora algo curioso, que soube ontem:

Quando todos os documentos menos a bíblia confirmam que Herodes morreu em 4 aC, como é que ele perseguiu Jesus Cristo em criança?

Já estou a ficar como tu Damas, buscando o mais recambulesco:)

A partir deste momento...


Juro que sempre estarei ao teu lado.
Eu daria tudo,qualquer coisa e cuidarei sempre de ti.
Através da fraqueza e fortaleza, alegria e tristeza, pelo melhor ou pior,te amarei com a força de cada batida do meu coração.
A partir deste momento a vida começou…
A partir deste momento tu serás o único,
E bem ao teu lado é onde eu pertenço
A partir deste momento em diante…
A partir deste momento eu fui abençoada.
Eu vivo somente para a tua felicidade
E pelo teu amor daria meu último suspiro.
A partir deste momento em diante…
Eu entrego a minha alma com todo o meu coração
Não consigo imaginar minha vida sem ti.
Não consigo esperar....
Meus sonhos tornaram-se realidade por tua causa.
A partir deste momento e enquanto eu viver
Eu vou te amar, eu prometo-te isso!
E não há nada que eu não daria ou faria.
A partir deste momento em diante…
Tu és a razão porque eu acredito no amor,
Tu és a resposta às minhas preces
Nós precisamos somente de nós dois.
Meus sonhos tornaram-se realidade por tua causa.
A partir deste momento e enquanto eu viver
Eu vou te amar, eu prometo isto
E não há nada que eu não daria ou faria.
A partir deste momento,
Eu vou te amar enquanto eu viver
A partir deste momento...

O discurso que ainda não ouvi

Após as entrevistas dos candidatos a PR ainda não ouvi, por parte de qualquer um deles, as palavras que eu enquanto cidadão comum gostaria de ouvir.

Cavaco Silva disse, e muito bem, que a confiança dos agentes é um aspecto muito importante para o crescimento. Níveis de confiança elevados são essenciais para que os empresários arrisquem, para que os empresários invistam, para que os trabalhadores estejam motivados.

Cavaco Silva disse, e muito bem, que a credibilidade dos políticos e das políticas são um aspecto fundamental (se não o mais importante) para o incremento ou para a redução dessa mesma confiança. No fundo, o ambiente político de um país e a confiança que os cidadãos depositam nos políticos que os representam são factores elementares. O ambiente político é pacífico, não estando a democracia nem o sistema em que assenta a nossa república em causa.

O GRANDE PROBLEMA É A CONFIANÇA DOS CIDADÃOS NOS POLÍTICOS QUE OS REPRESENTAM, PORQUE OS POLÍTICOS QUE NOS REPRESENTAM MENTEM DESCARADAMENTE.

O PR, na nossa Constituição, tem um papel de gerador de confiança e de mobilizador dos diferentes agentes. Será sobretudo através da palavra que a sua presença se fará sentir.

Sendo assim, o discurso do candidato a PR que incidir sobre a denúncia pública das mentiras dos nossos governantes, será aquele que terá o meu apoio. O PR, com o poder que a sua palavra tem e com o poder que tem para dissolver a AR, é o único capaz de travar a onda de mentiras a que os cidadãos deste país vêm sendo sujeitos há dezenas de anos a esta parte. É preciso envergonhar e responsabilizar quem mente. O PR tem poderes para isso.

Mais uma vez reforço a ideia: é muito importante a denúncia pública das mentiras dos nossos governantes por parte do mais alto magistrado da nação, de forma a que não seja a nossa classe política a principal causa do marasmo em que o nosso país caíu.

Pré-Candidato Presidencial

Luis Botelho Ribeiro, professor de engenharia electrónica na Universidade do Minho e pré-candidato a Presidente da República, propõe como manifesto eleitoral da sua candidatura:

1. Pelo aprofundamento do Espírito de Guimarães, na busca do sentido original, do significado actualizado e do valor simbólico intemporal, o que pode passar pela transferência da Sede da Presidência para o Paço dos Duques de Bragança em Guimarães….
2. Pela reforma profunda do sistema político português, …..
3. Pela Língua e Cultura Portuguesas; promoção da ideia da eleição por sufrágio universal do Provedor da Comunidade de Povos de Língua Portuguesa;4. Pela inscrição da cruz das caravelas na Bandeira Nacional …
5. Pela aposta num sistema de educação de qualidade, ……
6. Pela descentralização da administração, da expressão mediática e do pensamento….
7. Por uma solução condigna e justa para a “Questão de Olivença”;
8. Por uma aposta na Inovação traduzida numa nova atitude do Estado Português …
9. Por uma justiça mais expedita assente numa legislação mais objectiva, realista, clara, responsabilizante e menos “garantista”;
10. Pelo aprofundamento do princípio do “deferimento tácito” como mecanismo de responsabilização dos agentes da administração pública perante os cidadãos e as empresas;
11. Por uma cultura de qualidade e recíproca exigência entre o cidadão e a administração.
12. Pela inviolabilidade da Vida Humana desde a concepção até à morte natural.

in
http://www.botelhoribeiro.org/
http://botelhoribeiro.blogspot.com/

segunda-feira, novembro 14, 2005

Parques pagos ou gratuítos?

Vem esta pergunta a propósito de uma noticia recente de Guimarães que dava conta da Câmara Municipal de Guimarães ter encerrado o parque de estacionamento do Estádio D. Afonso Henriques nos dias em que não houver jogos por falta de utilizadores.

Aliás, a noticia nem é grande novidade e ainda há bem pouco vi uma reportagem num dos telejornais onde mostravam os parques de estacionamento pagos das estações de comboio da linha de Sintra.

Portanto, a questão é: deverão ser os parques pagos? E as ruas?

Tenho para mim que o objectivo desses parques deveria ser, primordialmente, retirar carros das ruas. Centralizando o estacionamento em determinados pontos poderemos "desimpedir" algumas ruas. Depois, se analisarmos bem o peso dos carros na nossa economia doméstica, vemos que já pagamos muito em impostos logo na compra (IA e IVA sobre o IA), durante a sua vida útil (selo do automóvel) e para o manter em andamento (combustivel, portagens e manutenção).

Por isso, aproveitamos sempre todas as oportunidades que temos para fugir a pagar mais uns trocos (e muitas vezes valores exorbitantes, na casa dos 0,80€ para a 1ª hora de estacionamento) onde podemos.

E é aqui que eu defendo que o valor dos parques cobertos deveria ser ZERO. Eu sei que são caros de construir e por vezes de manter. Mas quando se cobra pela sua utilização os seus indices de utilização são tão baixos que acabam por fechar. Porque os utilizadores sabem que há uma rua ali perto onde se pode estacionar sem pagar, sabem que se pararem uns minutos em 2ª fila raramente são multados. E por isso não param nos parques... Mas se o estacionamento na rua fosse muito mais caro, se a policia actuasse (e autuasse) os prevaricadores, tenho a certeza que as pessoas estacionariam nos parques se estes fossem gratuítos.

Porque agora que o investimento foi feito, a única forma de o rentabilizar é dando uso ao mesmo e não encerrando o parque.

Poderiam arranjar outras formas de incentivar o uso: deixar estacionar de graça quem depois utilize os transportes públicos, por exemplo. Ou estacionamento gratuito para quem fizer compras em determinados locais ou usar os serviços públicos. Sei lá, a imaginação comandaria a coisa, mas o essencial é atrair pessoas para esses parques de forma a libertar cada vez mais as ruas de carros e devolver a cidade aos peões.

domingo, novembro 13, 2005

João Alberto Jardim...

Aqui coloco uma opinião muito válida e muito forte de Baptista Bastos sobre João Alberto Jardim .

Já tem algum tempo mas coloco-a aqui porque levanta uma questão que gostava de ver discutida entre nós: como é possível tanta impunidade?
Aliás, como é possível que nenhuma instância tome posições veementes contra um arrogante, déspota e fascista que reina naquela parte do Continente tutelada pela Constituição Portuguesa e não outra?!!De que tanto temem???



«Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.

Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.

Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».

A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades. Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação. Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição. Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio. Nunca está sóbrio?

O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha. Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde.

A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis. Não pertenço a esse grupo.»

retirado de:
www.negocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=261827



sábado, novembro 12, 2005

Notícia de Última Hora

Pela primeira vez desde a fundação do Observador Cósmico foi impossibilitado aos leitores tecerem comentários sobre o post em causa.

Num espaço público e democrático, o direito ao contraditório (que nem é o caso) é inquestionável, é um princípio basilar.

Aqui nunca se censurou nenhum comentário e muito menos se impediu a sua realização.

Por isso, e porque a mim ninguém me cala (como diz o outro), aqui fica o meu comentário ao referido post: O AMOR ANDA NO AR...

sexta-feira, novembro 11, 2005

França: o que foi nao volta a ser...

finalmente a Europa acordou para o problema da enraização social das gerações secundarias de emigrantes (problema que ja deveria estar no topo das prioridades da agenda europeia ha mt tempo...).

pena é que tivessem que arder carros, morrer pessoas e vir a policia de choque para a rua. e mais uma vez constatamos o poder do pequeno (grande) ecra... (mas isso é outra história!)

o que a França vive neste momento é um caos transmissivel. tanto o é que ja se reflectem noutros paises os efeitos secundarios da revolta social francesa. e nenhum pais esta imune...

parece-me que a França se afundou ha muito tempo no seu alter ego idealista e arrogante. o engraçado é que alter ego rima com cego! e parece-me que a cegueira de que a França padeceu durante decadas, impediu que se tomassem medidas para evitar o que agora se passa.

ponho o dedo na ferida sem mais demoras: a emigração deve ser fortemente regulamentada e fiscalizada.

nao podemos permitir que entrem emigrantes aos milhares sem termos condições de os receber com o minimo de dignidade. eu questiono-me pelo seguinte: como é possivel que entrem tantos emigrtantes ilegais?!
como é que, depois de se saber da ilegalidade cometida, em vez de se actuar em conformidade com a lei, procuramos nacionalizar os ilegais?!

não é racismo pedir que se evite a entrada excessiva de emigrantes. prefiro ter poucos emigrantes bem ou, pelo menos, razoavelmente enquadrados na sociedade, do que milhares de emigrantes completamente desfazados da realidade social em que vivemos.

em França, como em Portugal, temos hoje as 3ª gerações de emigrantes, hoje ja portugueses. a questao da sua aceitação pela sociedade é uma faca de 2 gumes:
por um lado temos jovens que viveram marginalizados em ghettos, mts vezes por opção propria, que cresceram com o crime e que nunca procuraram o desenvolvimento proprio, tendo preferido uma vida desregrada aos bancos da escola;
no outro lado temos uma sociedade que nunca conseguiu aceitar a diferença de que vem de fora e que nunca abriu portas para uma mistura cultural saudavel, capaz de enraizar quem deixou as suas raizes originais a milhares de quilometros.

em Portugal, o fenomeno migratorio nao toma proporções identicas as francesas: apenas Lisboa deve ser considerada, quando falamos em emigração massiça. em França temos cidades inteiras completamente descaracterizadas sociologicamente, fruto de anos de insensatez colectiva, que permitiu movimentos migratorios abundantes sem nunca questionar as consequencias.

as consequencias sao hoje visiveis: jovens marginais, completamente incompatibilizados com uma nacionalidade que possuem mas que não reconhecem.
jovens que vivem numa sociedade paralela àquela que rejeitaram desde cedo.

naturalmente, não culpo apenas os emigrantes pelo que sucede em França. os agentes politicos sao tao ou mais culpados:

em primeiro lugar, nunca deveriam ter permitido ao longo dos anos tamanho fluxo migratorio; em segundo, não podem aproveitar-se de pessoas, para conseguirem uma eleição para o que quer que seja!

num pais onde 25% dos eleitores vota Le Pen, é natural que os proto-candidatos à Presidencia da Republica gaulesa procurem atrair esse eleitorado com politicas repressivas relativamente ao alvo facil do costume da direita: os emigrantes. e isso nunca deveria acontecer...!

mas acontece. tudo isto acontece.
encaro o Mundo com optimismo, mas por vezes é dificil continuar a acreditar...

CSI Portugal!

quinta-feira, novembro 10, 2005

Para alguém muito especial...




Estrela do Rabagão



lábios vermelhos, criando pedaços
olhos quentes, instando embaraços
esta é a mulher que eu quero apanhar
neste lado da lua.

Elmo branco, biqueira de aço
corpo de volúpia, não sei o que faço
esta é a mulher que eu quero apanhar
neste lado da cama.

corpo de poetisa, alma de cotovia
pena etérea, delineando ventania
esta é a mulher que eu quero apanhar
neste lado da vida.

Onde andas a pairar?!

Vila do Conde, 10 de Novembro de 2005

O Caldeirão está a explodir

Pontos prévios: sou frontalmente contra todo o tipo de violência. Rejeito qualquer comportamento que possa pôr em causa a ordem pública.

Feita esta ressalva, posso abraçar o assunto que me leva a escrever estas linhas, no fundo o assunto que preocupa a Europa.

França vive uma espécie de guerrilha urbana, que não vai ser definitivamente aplacada através da repressão policial ou pelas eloquentes palavras do ministro Nicholas Sarkozy.
Estaremos quase todos de acordo em relação aos actos de vandalismo, danificação de propriedade privada e violência levados a cabo por jovens dos arredores de Paris.
São, obviamente, condenáveis e merecedores de uma enérgica resposta.

Ainda assim, vale a pena elencar os motivos que podem estar na origem de todo este descontentamento. Os meios usados para o demonstrar são errados. Resta saber se o descontentamento é real e justo ou descabido.

A meu ver, há motivos para um certo mal-estar de muitos jovens que vivem nas chamadas Citès, os subúrbios de Paris. Para esses verdadeiros caldeirões étnicos foram sendo "atiradas" as minorias, os pobres assalariados, vindos de Portugal, do Magrebe ou da África negra. A cidade-luz foi deixando na sombra esses milhares de imigrantes, considerados (é impossível negá-lo) uma casta inferior no desenho social gaulês. Paris continuou sendo uma festa, mas nos arrabaldes da metrópole, foi crescendo a "jaula" social, onde os milhares passaram a milhões e foram ganhando consciência política e social, seja pelos estudos, pela aproximação ao francês "puro" e ao seu estilo de vida, seja pelo rap ou pelo hip-hop (instrumentos de uma certa afirmação e de um modus vivendi das minorias, dos dois lados do Atlântico).
As novas gerações, nascidas em França, cresceram querendo mais. Mais sucesso, melhor nível de vida, melhor acesso ao ensino superior, mais oportunidades de emprego. Sonhos muitas vezes cumpridos. Sonhos tantas vezes desfeitos.
Não nos iludamos, é difícil sair das Citès, das favelas, dos bairros sociais deste mundo. A mudança é muito mais do que física. É uma mudança pesada como a herança de quem lá viveu e cresceu.
A sociedade francesa sempre guardou para as minorias étnicas e para os imigrantes os trabalhos menos dignificantes e pior remunerados. O problema é que as minorias cresceram e ganharam legítimas ambições a um futuro melhor.
Nem por isso foram criadas novas e melhores oportunidades para estes sectores da sociedade.
Para além disso, vivemos cada vez mais numa Europa dos números, do défice e dos critérios de convergência. Tenho saudades de um futuro que prometia trazer uma Europa das pessoas, uma Europa com preocupações sociais, que pudesse prevenir e evitar (através de políticas mais humanizadas e humanizantes), acontecimentos como os que vivemos por estes dias em França.
O caldeirão explodiu, as Citès invadiram Paris, como um dia a favela poderá engolir o Rio de Janeiro e os bairro sociais poderão descer às Baixas de Lisboa ou Porto.
A primeira resposta do Governo francês tem de ser enérgica, no sentido de restabelecer a ordem pública. Mas, tão só isto, não basta. Há que perceber as motivações de tanta raiva e criar respostas a longo prazo. A bem do futuro de todos nós. É que os movimentos de extrema direita já estão à espera de uma oportunidade.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Guimarães Jazz 2005


O Guimarães Jazz é conhecido por ser uma das melhores eventos de Jazz a nível nacional, este ano não é excepção, mas com a particularidade de ser realizado no novo Centro Cultural Vila Flor, o festival decorre entre 10 e 19 de Novembro com o seguinte programa:

10 de Novembro - Bob Brookmeyer New Art Orchestra
11 de Novembro - Jason Moran piano solo Ralph Alessi Quartet feat. Jason Moran
12 de Novembro - Sexteto ESMAE
12 de Novembro - Art Ensemble Of Chicago – Great Black Music "Ancient To The Future"
16 de Novembro - Jason Linder, Bill Mchenry, Omer Avital & Daniel Freedman
17 de Novembro - Dave Liebman Quartet
18 de Novembro - Katrine Madsen & Orchestra
19 de Novembro - Big Band ESMAE conducted by Jason Linder
19 de Novembro - Maria Schneider Orchestra
Nos dias 10, 11, 12, 16, 17 e 19 de Novembro, Jam Sessions no Convivio – Associação Cultural Cultural

in
http://www.aoficina.pt/

Crónica Semanal


A Perfídia Americana

Caros leitores,

Mais uma vez a Assmebeleia Geral das Nações Unidas votou o fim do embargo a Cuba e,uma vez mais, o resultado da votação foi ludibriado pelo veto americano.

Dos 191 países que fazem parte da ONU, 182 votaram a favor do fim do embargo, 5 abstiveram-se e apenas 4 votaram contra, a saber Ilhas Palau, Ilhas Marshall, Israel e Estados Unidos.

É urgente uma revisão de todo o diagrama funcional da ONU, sob pena da contínua ridicularização desta instituição. O Veto é a arma dos cobardes e com o fim da guerra fria tornou-se uma medida supérflua, desprovida de sentido e razão.

É inacreditável como um só país pode subjugar a vontade de outros 182 países, por uma mera birra ideológica que deixou de fazer sentido. Dizem que foi mais uma vitória moral dos países que ganharam a votação, mas perderam a causa... Dizem muita coisa, mas nada pode apagar o sofrimento e a dignidade com que o povo cubano enfrenta o resto do mundo.

Pode-se simpatizar ou não com o regime de Fidel Castro, mas é impensável todo o destino de um povo, estar nas mãos autoritárias e discricionárias de um país estrangeiro. Julgo que o peso do voto hispânico nos E.UA. é decisivo para a manutenção deste embargo, injusto e desumano. É curioso constatar, como em alguns casos as contigências da Democracia se sobrepôem aos Direitos do Homem e ao ideal de Justiça...

Os Estados Unidos, Ilhas Palau, ilhas Marshall e Israel constituem o verdadeiro eixo do mal... São os intérpretes do terrorismo de estado que se abateu no planeta, são responsáveis pelo genocídio no iraque, pela opressão na palestina, pela selvagem ocupação do afeganistão e pela insustentável sobrevivência do povo cubano.

O politólogo Antonio Negri, pensador de referência e membro das extintas Brigadas Vermelhas italianas, considera que o advento do novo Império, o império americano, está ser responsável por uma poliarquia sem sentido que nos conduzirá, a breve trecho, a uma nova idade média.

Enquanto 182 países ficarem mudos e quedos perante a opressão e a tirania de um só, a fome e a guerra proliferarão...




A Infanta do Povo?!?

Sempre que as mediático-patéticas famílias reais europeias tomam conta de metade dos alinhamentos dos noticiários, sinto uma naúsea quase insuportável. É como que um vírus que me consome os neurónios, deixando em mim a dúvida em relação ao meu estado de saúde mental. Dou mesmo por mim a questionar-me: "terei simplesmente ensandecido??". Invariavelmente esta dúvida chega a um bom porto já que, felizmente, não sou o único a sentir as sevícias desta tentação das nossas televisões pelas pseudo-histórias de fadas da realeza europeia.
Depois do casamento de Carlos e Camilla (uma espécie de enlace entre Shrek e a ovelha negra da Família Adams), depois do matrimónio entre Filipe de Bourbon e Letizia Ortiz (uma sequela pouco conseguida da novela Rainier-Grace Kelly); depois de tudo isto, das horas de emissão, dos directos, das análises, dos debates que as três televisões portuguesas promoveram; depois de terem elevado estes acontecimentos sociais à categoria de assunto de relevante interesse nacional, temos agora o nascimento da Infanta de Espanha.
Soubemos que a criança nasceu prematura, soubemos o momento em que D. Letizia começou a ter contracções, soubemos tudo, o que quisemos e o que não quisemos saber. Eu, pessoalmente, não queria saber nada. Não queria, mas vi as três televisões e darem uma inusitada e exagerada atenção ao parto da esposa do herdeiro da coroa espanhola. Directos, reportagens, comentários e por vezes, honras de abertura dos telejornais.
Daí que me pergunte, terá D. Sebastião de novo desaparecido no nevoeiro? Teremos sobre as nossas cabeças o jugo dos Filipes? Seremos de novo uma província espanhola? Não??! Então alguém me explica tamanho frenesim provocado pelo nascimento da filha do Príncipe das Astúrias? Terá a Restuaração da Independência, em 1640, sido um lamentável erro estratégico?
Fique bem claro que nada tenho contra Espanha... Gosto do país, da cultura, das gentes. Sofri, como todos sofremos, ao ver as imagens do 11 de Março. Mas sou republicano, vivo numa República e pouco me interessa a cor das fraldas e o tamanho do cordão umbilical da pequena princesa.
Note-se que acharia de igual modo estranho que as televisões passassem ao lado do acontecimento. De resto, o ponto de algum interesse que vejo nesta história é a possibilidade de haver uma mudança na lei espanhola que deverá permitir à Infanta ser Rainha (pasme-se, estamos no século XXI e ainda não é possível a uma mulher ser monarca de Espanha). Apenas acho que, mais uma vez, exageraram na dose.
As venturas e desventuras da realeza europeia cabem, a meu ver, nas páginas da Holla, da Caras ou da Vip... no máximo, na primeira página do "24 Horas".
É que corremos o risco de, um dia destes, vermos noticiários com peças sobre "a primeira Barbie ou o primeiro estojo de maquilhagem da pequena Infanta". Estarão mesmo os portugueses interessados nisso? Se você, que lê estas linhas está, então anime-se. O casal real espanhol quer ter mais 3 ou 4 filhos. Está com muita sorte.

terça-feira, novembro 08, 2005

Nicolinas - Festas dos Estudantes de Guimarães

As Festas Nicolinas têm a sua origem na devoção religiosa dedicada a São Nicolau que era oriundo da Ásia Menor e terá vivido nos séc. III e IV. Julga-se que terá sido Bispo em Mira, Turquia. Este culto terá chegado até Guimarães através dos peregrinos de vários pontos do país e do estrangeiro que aqui se deslocavam para venerarem Nossa Senhora de Guimarães (Padroeira de Portugal até ao séc. XVII), e também através da passagem de romeiros de/e para Santiago de Compostela que terão deixado como marca a sua devoção a S. Nicolau.

São Nicolau é o Patrono dos estudantes. Reza a lenda que três crianças em idade escolar foram esquartejadas por um estalajadeiro e quando São Nicolau se aproximou delas devolveu-lhes a vida. Talvez, por isso, São Nicolau seja muitas vezes representado com três crianças aos pés.

As celebrações em honra de São Nicolau, em Guimarães, inicialmente eram de cariz exclusivamente religioso. No entanto, com o passar do tempo vão sendo incluídas nessas celebrações manifestações de caracter profano, tais como cantares, danças, etc., pois representavam uma forma de quebrar com a dureza do dia-à-dia. Este culto, desenvolvido entre o povo, foi mais tarde apropriado pelos estudantes que constituíram uma capela em honra de São Nicolau (entre 1661 e 1663) na Igreja Nossa Senhora da Oliveira, e aí sediaram a sua irmandade.

Actualmente, as Nicolinas são as Festas dos Estudantes do Secundário de Guimarães. Mas são, também as Festas de todos aqueles que um dia passaram pelo Ensino Secundário em Guimarães.

No livro "Pregões de São Nicolau" pode ler-se que "marcadas pelos usos e costumes populares da região, pela influência do Classicismo e do Romantismo e pela intervenção crítica do fenómeno social", as Festas Nicolinas são motivo de celebração e diversão com os folguedos próprios da Juventude quase sempre acompanhados por um característico som de fundo: o troar dos bombos e caixas executando os característicos "Toques Nicolinos"

Na opinião do historiador Lino Moreira da Silva, Guimarães bem se pode orgulhar de ter umas Festas Académicas únicas. "Na sua origem e desenvolvimento, encontram-se elementos comuns ao surgimento de outras festas académicas, como os factores tradicionais, religiosos e de tom folclórico, que viam na 'festa' uma interrupção das absorventes lides intelectuais. Só que, em Guimarães, a combinação de tais aspectos foi feita de modo especial, daí resultando umas festas académicas cheias de originalidade, graça e simbologia, depuradas e enriquecidas pelo contributo de séculos"

in
www.nicolinas.pt
www.nicolinas.net

Lingua Portuguesa

Petição para que o Português seja Língua Oficial das Nações Unidas.

A subscrever a petição em:

http://www.petitiononline.com/AB5555/petition.html

"....Considerando que a iniciativa de tornar oficial o idioma português na ONU estará, por justiça e méritos, prestando um histórico serviço aos países de língua portuguesa, que constituem uma comunidade presente e atuante em todos os Continentes, com expressivo contingente populacional, incluindo: Brasil, com 180 milhões de habitantes, uma das dez maiores economias do mundo, líder natural do MERCOSUL; Portugal, com 10 milhões; Angola, com 11 milhões; Moçambique, com 17 milhões; Cabo Verde, com 417 mil habitantes; Guiné Bissau, com 1 milhão; São Tomé e Príncipe, com 130 mil e Timor-Leste, com 175 mil (estimativas recentes), que somam variados costumes, crenças, raças, tendências políticas e que têm a lusofonia como forte laço de identidade cultural e cooperação;...."

A Entrevista!


Amigos,

Ao ler uma entrevista fictícia (mas quem tem muito de real), publicada no “O Inevitável”, parte integrante da revista “Única” do semanário Expresso de 5 de Novembro de 2005, a um dos directores de campanha do Prof. Cavaco Silva (pretenso salvador da pátria!!!), não consegui parar de me rir e o meu primeiro pensamento foi:
Tenho de publicar isto no blog porque isto está bom demais!!!
Assim, e como não resisti, cá vai a transcrição completa desta pequena entrevista, deliciem-se:

Porque é que o Prof. Cavaco não é o candidato do P.S.D.?
Porque para se ser candidato do P.S.D. é preciso ser-se político e o professor Cavaco não é um reles político.
Mas a Presidência da República não é um cargo político?
Infelizmente, sim. É por isso que o Prof. Cavaco faz questão de dizer que não é político profissional.
Mas um profissional não é alguem que ganha dinheiro com o que faz?
É sim, meu filho.
E o Prof. Cavaco, caso seja eleito, não vai receber ordenado?
Vai, mas será de amador e não de profissional. Porque o Prof. Cavaco ama Portugal.
Mas o Prof. Cavaco não recebe também a pensão de reforma de quando era primeiro-ministro?
O Prof. Cavaco ama Portugal há já algum tempo.
O Prof. Cavaco ama o P.S.D.?
Não, o P.S.D. é que ama o Prof. Cavaco. O Prof. Cavaco ama todos os partidos.
Ai é?
Pois é. O Prof. Cavaco ama todos os partidos porque é neles que votam os portugueses e o Prof. Cavaco ama todos os portugueses.
Mas o P.S.D. não vai fazer campanha pelo Prof. Cavaco?
Não. Só se o Prof. Cavaco pedir, conforme esclareceu Luís Marques Mendes da J.S.D.
E o Prof. Cavaco vai pedir?
O Prof. Cavaco nunca pede nada a ninguém, excepto que o deixem trabalhar. Mas é natural que algum maroto da Comissão de Honra peça enfim.
Enfim o quê?
Enfim, que o P.S.D. comece a fazer campanha pelo Prof. Cavaco e já seja tarde para pará-los, infelizmente.
Mas o Prof. Cavaco não quer cartazes e isso tudo?
O Prof. Cavaco preferia que não houvesse esse Carnaval todo. Perde-se muito tempo; dizem-se muitas asneiras e as ruas ficam feias.
Mas o Prof. Cavaco vai participar não vai?
Relutantemente, sim.
Porque os portugueses gostam dessas fancarias?
Exactamente. Mas o Prof. Cavaco preferia seguir directamente para Belém e começar a trabalhar.
E o Jorge Sampaio?
Tem de ter paciência.
O Prof. Cavaco guarda rancor ao Jorge Sampaio por ter perdido com ele?
Com certeza. O Prof. Cavaco guarda tudo.
Muito Obrigado.
Ora essa.

Cá está meus amigos…absolutamente magnifico!!!
Agora só peço:
Querem fazer o favor de parar de atirar areia para os olhos dos portugueses?!

segunda-feira, novembro 07, 2005

Marcação de Nova Assembleia - 1.ª Tentativa

O OBSERVADOR CÓSMICO cresceu.

Cresceu em número de participantes e cresceu em qualidade.
Por este facto, e por vivermos todos próximos uns dos outros, penso que seria muito interessante reunirmo-nos em jantares com alguma regularidade. Proponho uma periocidade trimestral.

Apesar do último jantar ter ocorrido há sensivelmente um mês atrás, penso que um novo jantar no final de Novembro ou início de Dezembro seria uma boa ocasião para alguns aprofundarem a amizade que despoletou no primeiro jantar e para a maior parte de nós finalmente nos conhecermos.

DATA PROPOSTA: Sábado, 26 de Novembro de 2005 em Vila do Conde.

Beijos e Abraços Cósmicos

P.S. - Comuniquem em forma de comentário a este post a vossa disponibilidade.

Pela escuridão das cores da vida!


Vinte e sete de Outubro de dois mil e cinco, são oito da manhã e saio para o emprego. O dia está cinzento, mas o Sol tentar aparecer através de uns escassos raios que atravessam suavemente as nuvens. Ao virar a esquina, vejo que a Natureza nos privilegiou com aquela visão magnífica que é o Arco-Íris.

Para muitos, um Arco-Íris não passa de um arco colorido que surge no céu quando o tempo está de “sol e chuva”, e, que supostamente, esconde um tesouro numa das suas pontas como narra a história infantil. Cientificamente, um arco-íris é um fenómeno óptico ou meteorológico que causa (aproximadamente) um espectro contínuo da luz que aparece no céu quando o sol brilha sobre gotas de chuva. Ele é um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a sequência completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta.

E para um invisual, o que será um Arco-Íris? De que cor será o seu mundo? Preto, branco, azul, amarelo,…? Será que nasceu assim ou sofreu alguma fatalidade?
Talvez nunca tenhamos parado para pensar nisso. Talvez porque estejamos demasiado ocupados com a nossa vida, de uma forma tão egoísta, que não temos espaço para estas pequenas grandes questões.
Sinceramente não sei, provavelmente até aquele momento também eu ainda não tinha parado para pensar nisso. Acontece, que cinco minutos após eu ter visto o Arco-Íris ajudei um invisual a atravessar a avenida. Nessa altura, todas essas questões começaram a surgir incessantemente na minha cabeça. O quanto eu gostaria de o questionar sobre tudo aquilo, sobre o seu mundo… Mas seria justo?! Não poderia eu de alguma forma ferir a sua susceptibilidade? O receio de o magoar tomou conta de mim, e mantive-me em silêncio enquanto o encaminhava para o outro lado.
No entanto, fiquei a pensar se ele saberia que estava um Arco-Íris no céu, se saberia o que era, se alguém já lho tinha descrito, se algum dia teria tido a oportunidade de ver um…E quem diz o Arco-Íris, diz o resto das “coisas”.

Por vezes, olhamos as “coisas” de uma forma fugaz, com uma certa indiferença até, e se calhar, estamos a perder a oportunidade de contemplar algo belo. Mas se parássemos para pensar que existem milhões de pessoas que nunca terão a oportunidade de ver, seja o que for, ou que já tiveram essa oportunidade mas que devido a uma fatalidade nunca mais a vão ter, se calhar nessa altura pararíamos a olhar mais atentamente para o que nos rodeia. Acredito, ou quero acreditar, que estas pessoas têm uma maneira muito peculiar de “ver” as coisas, e que são felizes no seu mundo tenha ele a cor que tiver.

Contemplem a vida, a Natureza, os objectos, as pessoas… contemplem e agradeçam o facto de poder ver e de ter uma vida com forma e cor.