
Muito se tem falado de eleições presidenciais nos últimos tempos. Aliás, este tema ocupa a maior parte dos artigos de opinião dos jornais nacionais bem como o magno do tempo de antena das televisões. Obviamente, que o "Observador Cósmico " não foge à regra e muita tinta tem corrido sobre o assunto.
Hoje, apetecia-me dissertar sobre Extra-Terrestres, Ovnis e Marcianos, mas o repto lançado pelo meu caro colega cósmico "Despertador" é demasiado acutiltante para ser desconsiderado. Se bem que a diferença entre visitantes do espaço e candidatos à República Portuguesa, é muito ténue, porque neste momento é tudo, ainda, muito inverosímel e distante.
O Cargo de Presidente reveste três funções: Representativa, conciliadora, e executiva ad-hoc. O inquilino do Palácio de Belém é o representante do Estado e o garante da independência nacional, é o àrbitro que modera a vida pública nacional e tem funções executivas, strictu-sensu, em casos de crise ou quando estão em causa "o regular funcionamento das instituições democráticas".
Portanto, o Presidente da República terá de ser uma personalidade com uma formação humanista e com um carisma apreciável para ser a voz de toda uma nação; terá de ter uma posição forte, vincada e alicerçada em quase mil anos de independência nacional para ser o garante da nossa soberania e da nossa independênca, bem como terá de ser pragmático em relação à nossa especifcidade periférica, atlântica e à atitude que devemos ter perante o hegemonismo e belicismo económica dos nuestros hermanos; O Chefe de estado terá de ser uma pessoa impoluta, livre, sonhadora e conciliadora para moderar a vida política e para catalizar os portugueses para um desiderato colectivo; Por último, terá de ser uma pessoa com experiência e provas dadas em situações de risco e crise para ter o sangue-frio necessário para tomar a melhor opção nos casos em que o P.R. tenha de assumir o poder executivo.
Visto o perfil que o P.R. deverá ostentar, passemos à análise dos três candidatos, por ordem de idade:
Mário Soares, é de todos os candidatos o que apresenta mais carisma e é uma personalidade com relações singulares no exterior. No entanto, é um federalista convicto e não acredita na europa das nações, da qual Portugal é o símbolo máximo por ser o único Estado-Nação e apresenta sérias dificuldades em catalizar e motivar os portugueses; É também uma pessoa demasiado ligada ao Partido Socialista e a José Sócrates, para poder arbitrar com imparcialidade a causa pública; Por último, tem a experiência necessária e suficiente para governar em tempos de crise.
Jerónimo de Sousa, não preenche nenhum dos requisitos necessários para o cargo.
Manuel Alegre, é uma figura histórica da Democracia, tem carisma, é um bon vivant, representará Portugal no exterior singularmente. Acredita no Portugal de Pessoa e no Portugal dos portugueses e o facto de ser poeta, pode catapultar toda a naçãoa para um desafio colectivo; A sua voz independente e cáustica será uma mais valia para derimir a vida pública e em caso de crise, a sua experiência de parlamentar e de exilado em Argel, será decisiva se for preciso assumir as rédeas Nacionais.
Cavaco Silva, é um economista, pragmático e frio, terá dificuldades em representar a especificidade lusitana no exterior e, tal como Soares, é um adepto do federalismo ( o que, no meu entendor é muito muito pernicioso); Enquanto àrbitro, julgo que as suas posições estarãso bastante próximas das políticas nefastas económicas levadas a cabo por Sócrtaes pelo que não será uma mais valia; Tem a experiência e o pragmatismo necessários para assumir o poder executivo em caso de emergência.
Francisco Louça, tal como o candidato do PCP, não tem perfil para o cargo.
De entre todos o único que preenche os requisitos necessários é Manuel Alegre e deve, portanto, ser eleito como o mais alto magistrado da Nação.















