domingo, novembro 13, 2005

João Alberto Jardim...

Aqui coloco uma opinião muito válida e muito forte de Baptista Bastos sobre João Alberto Jardim .

Já tem algum tempo mas coloco-a aqui porque levanta uma questão que gostava de ver discutida entre nós: como é possível tanta impunidade?
Aliás, como é possível que nenhuma instância tome posições veementes contra um arrogante, déspota e fascista que reina naquela parte do Continente tutelada pela Constituição Portuguesa e não outra?!!De que tanto temem???



«Alberto João Jardim não é inimputável, não é um jumento que zurra desabrido, não é um matóide inculpável, um oligofrénico, uma asneira em forma de humanóide, um erro hilariante da natureza.

Alberto João Jardim é um infame sem remissão, e o poder absoluto de que dispõe faz com que proceda como um canalha, a merecer adequado correctivo.

Em tempos, já assim alguém o fez. Recordemos. Nos finais da década de 70, invectivando contra o Conselho da Revolução, Jardim proclamou: «Os militares já não são o que eram. Os militares efeminaram-se». O comandante do Regimento de Infantaria da Madeira, coronel Lacerda, envergou a farda número um, e pediu audiência ao presidente da Região Autónoma da Madeira. Logo-assim, Lacerda aproximou-se dele e pespegou-lhe um par de estalos na cara. Lamuriou-se, o homenzinho, ao Conselho da Revolução. Vasco Lourenço mandou arrecadar a queixa com um seco: «Arquive-se na casa de banho».

A objurgatória contra chineses e indianos corresponde aos parâmetros ideológicos dos fascistas. E um fascista acondiciona o estofo de um canalha. Não há que sair das definições. Perante os factos, as tímidas rebatidas ao que ele disse pertencem aos domínios das amenidades. Jardim tem insultado Presidentes da República, primeiros-ministros, representantes da República na ilha, ministros e outros altos dignitários da nação. Ninguém lhe aplica o Código Penal e os processos decorrentes de, amiúde, ele tripudiar sobre a Constituição. Os barões do PSD babam-se, os do PS balbuciam frivolidades, os do CDS estremecem, o PCP não utiliza os meios legais, disponentes em assuntos deste jaez e estilo. Desculpam-no com a frioleira de que não está sóbrio. Nunca está sóbrio?

O espantoso de isto tudo é que muitos daqueles pelo Jardim periodicamente insultados, injuriados e caluniados apertam-lhe a mão, por exemplo, nas reuniões do Conselho de Estado. Temem-no, esta é a verdade. De contrário, o que ele tem dito, feito e cometido não ficaria sem a punição que a natureza sórdida dos factos exige. Velada ou declaradamente, costuma ameaçar com a secessão da ilha. Vicente Jorge Silva já o escreveu: que se faça um referendo, ver-se-á quem perde.

A vergonha que nos atinge não o envolve porque o homenzinho é o que é: um despudorado, um sem-vergonha da pior espécie. A cobardia do silêncio cúmplice atingiu níveis inimagináveis. Não pertenço a esse grupo.»

retirado de:
www.negocios.pt/default.asp?SqlPage=Content_Opiniao&CpContentId=261827



sábado, novembro 12, 2005

Notícia de Última Hora

Pela primeira vez desde a fundação do Observador Cósmico foi impossibilitado aos leitores tecerem comentários sobre o post em causa.

Num espaço público e democrático, o direito ao contraditório (que nem é o caso) é inquestionável, é um princípio basilar.

Aqui nunca se censurou nenhum comentário e muito menos se impediu a sua realização.

Por isso, e porque a mim ninguém me cala (como diz o outro), aqui fica o meu comentário ao referido post: O AMOR ANDA NO AR...

sexta-feira, novembro 11, 2005

França: o que foi nao volta a ser...

finalmente a Europa acordou para o problema da enraização social das gerações secundarias de emigrantes (problema que ja deveria estar no topo das prioridades da agenda europeia ha mt tempo...).

pena é que tivessem que arder carros, morrer pessoas e vir a policia de choque para a rua. e mais uma vez constatamos o poder do pequeno (grande) ecra... (mas isso é outra história!)

o que a França vive neste momento é um caos transmissivel. tanto o é que ja se reflectem noutros paises os efeitos secundarios da revolta social francesa. e nenhum pais esta imune...

parece-me que a França se afundou ha muito tempo no seu alter ego idealista e arrogante. o engraçado é que alter ego rima com cego! e parece-me que a cegueira de que a França padeceu durante decadas, impediu que se tomassem medidas para evitar o que agora se passa.

ponho o dedo na ferida sem mais demoras: a emigração deve ser fortemente regulamentada e fiscalizada.

nao podemos permitir que entrem emigrantes aos milhares sem termos condições de os receber com o minimo de dignidade. eu questiono-me pelo seguinte: como é possivel que entrem tantos emigrtantes ilegais?!
como é que, depois de se saber da ilegalidade cometida, em vez de se actuar em conformidade com a lei, procuramos nacionalizar os ilegais?!

não é racismo pedir que se evite a entrada excessiva de emigrantes. prefiro ter poucos emigrantes bem ou, pelo menos, razoavelmente enquadrados na sociedade, do que milhares de emigrantes completamente desfazados da realidade social em que vivemos.

em França, como em Portugal, temos hoje as 3ª gerações de emigrantes, hoje ja portugueses. a questao da sua aceitação pela sociedade é uma faca de 2 gumes:
por um lado temos jovens que viveram marginalizados em ghettos, mts vezes por opção propria, que cresceram com o crime e que nunca procuraram o desenvolvimento proprio, tendo preferido uma vida desregrada aos bancos da escola;
no outro lado temos uma sociedade que nunca conseguiu aceitar a diferença de que vem de fora e que nunca abriu portas para uma mistura cultural saudavel, capaz de enraizar quem deixou as suas raizes originais a milhares de quilometros.

em Portugal, o fenomeno migratorio nao toma proporções identicas as francesas: apenas Lisboa deve ser considerada, quando falamos em emigração massiça. em França temos cidades inteiras completamente descaracterizadas sociologicamente, fruto de anos de insensatez colectiva, que permitiu movimentos migratorios abundantes sem nunca questionar as consequencias.

as consequencias sao hoje visiveis: jovens marginais, completamente incompatibilizados com uma nacionalidade que possuem mas que não reconhecem.
jovens que vivem numa sociedade paralela àquela que rejeitaram desde cedo.

naturalmente, não culpo apenas os emigrantes pelo que sucede em França. os agentes politicos sao tao ou mais culpados:

em primeiro lugar, nunca deveriam ter permitido ao longo dos anos tamanho fluxo migratorio; em segundo, não podem aproveitar-se de pessoas, para conseguirem uma eleição para o que quer que seja!

num pais onde 25% dos eleitores vota Le Pen, é natural que os proto-candidatos à Presidencia da Republica gaulesa procurem atrair esse eleitorado com politicas repressivas relativamente ao alvo facil do costume da direita: os emigrantes. e isso nunca deveria acontecer...!

mas acontece. tudo isto acontece.
encaro o Mundo com optimismo, mas por vezes é dificil continuar a acreditar...

CSI Portugal!

quinta-feira, novembro 10, 2005

Para alguém muito especial...




Estrela do Rabagão



lábios vermelhos, criando pedaços
olhos quentes, instando embaraços
esta é a mulher que eu quero apanhar
neste lado da lua.

Elmo branco, biqueira de aço
corpo de volúpia, não sei o que faço
esta é a mulher que eu quero apanhar
neste lado da cama.

corpo de poetisa, alma de cotovia
pena etérea, delineando ventania
esta é a mulher que eu quero apanhar
neste lado da vida.

Onde andas a pairar?!

Vila do Conde, 10 de Novembro de 2005

O Caldeirão está a explodir

Pontos prévios: sou frontalmente contra todo o tipo de violência. Rejeito qualquer comportamento que possa pôr em causa a ordem pública.

Feita esta ressalva, posso abraçar o assunto que me leva a escrever estas linhas, no fundo o assunto que preocupa a Europa.

França vive uma espécie de guerrilha urbana, que não vai ser definitivamente aplacada através da repressão policial ou pelas eloquentes palavras do ministro Nicholas Sarkozy.
Estaremos quase todos de acordo em relação aos actos de vandalismo, danificação de propriedade privada e violência levados a cabo por jovens dos arredores de Paris.
São, obviamente, condenáveis e merecedores de uma enérgica resposta.

Ainda assim, vale a pena elencar os motivos que podem estar na origem de todo este descontentamento. Os meios usados para o demonstrar são errados. Resta saber se o descontentamento é real e justo ou descabido.

A meu ver, há motivos para um certo mal-estar de muitos jovens que vivem nas chamadas Citès, os subúrbios de Paris. Para esses verdadeiros caldeirões étnicos foram sendo "atiradas" as minorias, os pobres assalariados, vindos de Portugal, do Magrebe ou da África negra. A cidade-luz foi deixando na sombra esses milhares de imigrantes, considerados (é impossível negá-lo) uma casta inferior no desenho social gaulês. Paris continuou sendo uma festa, mas nos arrabaldes da metrópole, foi crescendo a "jaula" social, onde os milhares passaram a milhões e foram ganhando consciência política e social, seja pelos estudos, pela aproximação ao francês "puro" e ao seu estilo de vida, seja pelo rap ou pelo hip-hop (instrumentos de uma certa afirmação e de um modus vivendi das minorias, dos dois lados do Atlântico).
As novas gerações, nascidas em França, cresceram querendo mais. Mais sucesso, melhor nível de vida, melhor acesso ao ensino superior, mais oportunidades de emprego. Sonhos muitas vezes cumpridos. Sonhos tantas vezes desfeitos.
Não nos iludamos, é difícil sair das Citès, das favelas, dos bairros sociais deste mundo. A mudança é muito mais do que física. É uma mudança pesada como a herança de quem lá viveu e cresceu.
A sociedade francesa sempre guardou para as minorias étnicas e para os imigrantes os trabalhos menos dignificantes e pior remunerados. O problema é que as minorias cresceram e ganharam legítimas ambições a um futuro melhor.
Nem por isso foram criadas novas e melhores oportunidades para estes sectores da sociedade.
Para além disso, vivemos cada vez mais numa Europa dos números, do défice e dos critérios de convergência. Tenho saudades de um futuro que prometia trazer uma Europa das pessoas, uma Europa com preocupações sociais, que pudesse prevenir e evitar (através de políticas mais humanizadas e humanizantes), acontecimentos como os que vivemos por estes dias em França.
O caldeirão explodiu, as Citès invadiram Paris, como um dia a favela poderá engolir o Rio de Janeiro e os bairro sociais poderão descer às Baixas de Lisboa ou Porto.
A primeira resposta do Governo francês tem de ser enérgica, no sentido de restabelecer a ordem pública. Mas, tão só isto, não basta. Há que perceber as motivações de tanta raiva e criar respostas a longo prazo. A bem do futuro de todos nós. É que os movimentos de extrema direita já estão à espera de uma oportunidade.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Guimarães Jazz 2005


O Guimarães Jazz é conhecido por ser uma das melhores eventos de Jazz a nível nacional, este ano não é excepção, mas com a particularidade de ser realizado no novo Centro Cultural Vila Flor, o festival decorre entre 10 e 19 de Novembro com o seguinte programa:

10 de Novembro - Bob Brookmeyer New Art Orchestra
11 de Novembro - Jason Moran piano solo Ralph Alessi Quartet feat. Jason Moran
12 de Novembro - Sexteto ESMAE
12 de Novembro - Art Ensemble Of Chicago – Great Black Music "Ancient To The Future"
16 de Novembro - Jason Linder, Bill Mchenry, Omer Avital & Daniel Freedman
17 de Novembro - Dave Liebman Quartet
18 de Novembro - Katrine Madsen & Orchestra
19 de Novembro - Big Band ESMAE conducted by Jason Linder
19 de Novembro - Maria Schneider Orchestra
Nos dias 10, 11, 12, 16, 17 e 19 de Novembro, Jam Sessions no Convivio – Associação Cultural Cultural

in
http://www.aoficina.pt/

Crónica Semanal


A Perfídia Americana

Caros leitores,

Mais uma vez a Assmebeleia Geral das Nações Unidas votou o fim do embargo a Cuba e,uma vez mais, o resultado da votação foi ludibriado pelo veto americano.

Dos 191 países que fazem parte da ONU, 182 votaram a favor do fim do embargo, 5 abstiveram-se e apenas 4 votaram contra, a saber Ilhas Palau, Ilhas Marshall, Israel e Estados Unidos.

É urgente uma revisão de todo o diagrama funcional da ONU, sob pena da contínua ridicularização desta instituição. O Veto é a arma dos cobardes e com o fim da guerra fria tornou-se uma medida supérflua, desprovida de sentido e razão.

É inacreditável como um só país pode subjugar a vontade de outros 182 países, por uma mera birra ideológica que deixou de fazer sentido. Dizem que foi mais uma vitória moral dos países que ganharam a votação, mas perderam a causa... Dizem muita coisa, mas nada pode apagar o sofrimento e a dignidade com que o povo cubano enfrenta o resto do mundo.

Pode-se simpatizar ou não com o regime de Fidel Castro, mas é impensável todo o destino de um povo, estar nas mãos autoritárias e discricionárias de um país estrangeiro. Julgo que o peso do voto hispânico nos E.UA. é decisivo para a manutenção deste embargo, injusto e desumano. É curioso constatar, como em alguns casos as contigências da Democracia se sobrepôem aos Direitos do Homem e ao ideal de Justiça...

Os Estados Unidos, Ilhas Palau, ilhas Marshall e Israel constituem o verdadeiro eixo do mal... São os intérpretes do terrorismo de estado que se abateu no planeta, são responsáveis pelo genocídio no iraque, pela opressão na palestina, pela selvagem ocupação do afeganistão e pela insustentável sobrevivência do povo cubano.

O politólogo Antonio Negri, pensador de referência e membro das extintas Brigadas Vermelhas italianas, considera que o advento do novo Império, o império americano, está ser responsável por uma poliarquia sem sentido que nos conduzirá, a breve trecho, a uma nova idade média.

Enquanto 182 países ficarem mudos e quedos perante a opressão e a tirania de um só, a fome e a guerra proliferarão...




A Infanta do Povo?!?

Sempre que as mediático-patéticas famílias reais europeias tomam conta de metade dos alinhamentos dos noticiários, sinto uma naúsea quase insuportável. É como que um vírus que me consome os neurónios, deixando em mim a dúvida em relação ao meu estado de saúde mental. Dou mesmo por mim a questionar-me: "terei simplesmente ensandecido??". Invariavelmente esta dúvida chega a um bom porto já que, felizmente, não sou o único a sentir as sevícias desta tentação das nossas televisões pelas pseudo-histórias de fadas da realeza europeia.
Depois do casamento de Carlos e Camilla (uma espécie de enlace entre Shrek e a ovelha negra da Família Adams), depois do matrimónio entre Filipe de Bourbon e Letizia Ortiz (uma sequela pouco conseguida da novela Rainier-Grace Kelly); depois de tudo isto, das horas de emissão, dos directos, das análises, dos debates que as três televisões portuguesas promoveram; depois de terem elevado estes acontecimentos sociais à categoria de assunto de relevante interesse nacional, temos agora o nascimento da Infanta de Espanha.
Soubemos que a criança nasceu prematura, soubemos o momento em que D. Letizia começou a ter contracções, soubemos tudo, o que quisemos e o que não quisemos saber. Eu, pessoalmente, não queria saber nada. Não queria, mas vi as três televisões e darem uma inusitada e exagerada atenção ao parto da esposa do herdeiro da coroa espanhola. Directos, reportagens, comentários e por vezes, honras de abertura dos telejornais.
Daí que me pergunte, terá D. Sebastião de novo desaparecido no nevoeiro? Teremos sobre as nossas cabeças o jugo dos Filipes? Seremos de novo uma província espanhola? Não??! Então alguém me explica tamanho frenesim provocado pelo nascimento da filha do Príncipe das Astúrias? Terá a Restuaração da Independência, em 1640, sido um lamentável erro estratégico?
Fique bem claro que nada tenho contra Espanha... Gosto do país, da cultura, das gentes. Sofri, como todos sofremos, ao ver as imagens do 11 de Março. Mas sou republicano, vivo numa República e pouco me interessa a cor das fraldas e o tamanho do cordão umbilical da pequena princesa.
Note-se que acharia de igual modo estranho que as televisões passassem ao lado do acontecimento. De resto, o ponto de algum interesse que vejo nesta história é a possibilidade de haver uma mudança na lei espanhola que deverá permitir à Infanta ser Rainha (pasme-se, estamos no século XXI e ainda não é possível a uma mulher ser monarca de Espanha). Apenas acho que, mais uma vez, exageraram na dose.
As venturas e desventuras da realeza europeia cabem, a meu ver, nas páginas da Holla, da Caras ou da Vip... no máximo, na primeira página do "24 Horas".
É que corremos o risco de, um dia destes, vermos noticiários com peças sobre "a primeira Barbie ou o primeiro estojo de maquilhagem da pequena Infanta". Estarão mesmo os portugueses interessados nisso? Se você, que lê estas linhas está, então anime-se. O casal real espanhol quer ter mais 3 ou 4 filhos. Está com muita sorte.

terça-feira, novembro 08, 2005

Nicolinas - Festas dos Estudantes de Guimarães

As Festas Nicolinas têm a sua origem na devoção religiosa dedicada a São Nicolau que era oriundo da Ásia Menor e terá vivido nos séc. III e IV. Julga-se que terá sido Bispo em Mira, Turquia. Este culto terá chegado até Guimarães através dos peregrinos de vários pontos do país e do estrangeiro que aqui se deslocavam para venerarem Nossa Senhora de Guimarães (Padroeira de Portugal até ao séc. XVII), e também através da passagem de romeiros de/e para Santiago de Compostela que terão deixado como marca a sua devoção a S. Nicolau.

São Nicolau é o Patrono dos estudantes. Reza a lenda que três crianças em idade escolar foram esquartejadas por um estalajadeiro e quando São Nicolau se aproximou delas devolveu-lhes a vida. Talvez, por isso, São Nicolau seja muitas vezes representado com três crianças aos pés.

As celebrações em honra de São Nicolau, em Guimarães, inicialmente eram de cariz exclusivamente religioso. No entanto, com o passar do tempo vão sendo incluídas nessas celebrações manifestações de caracter profano, tais como cantares, danças, etc., pois representavam uma forma de quebrar com a dureza do dia-à-dia. Este culto, desenvolvido entre o povo, foi mais tarde apropriado pelos estudantes que constituíram uma capela em honra de São Nicolau (entre 1661 e 1663) na Igreja Nossa Senhora da Oliveira, e aí sediaram a sua irmandade.

Actualmente, as Nicolinas são as Festas dos Estudantes do Secundário de Guimarães. Mas são, também as Festas de todos aqueles que um dia passaram pelo Ensino Secundário em Guimarães.

No livro "Pregões de São Nicolau" pode ler-se que "marcadas pelos usos e costumes populares da região, pela influência do Classicismo e do Romantismo e pela intervenção crítica do fenómeno social", as Festas Nicolinas são motivo de celebração e diversão com os folguedos próprios da Juventude quase sempre acompanhados por um característico som de fundo: o troar dos bombos e caixas executando os característicos "Toques Nicolinos"

Na opinião do historiador Lino Moreira da Silva, Guimarães bem se pode orgulhar de ter umas Festas Académicas únicas. "Na sua origem e desenvolvimento, encontram-se elementos comuns ao surgimento de outras festas académicas, como os factores tradicionais, religiosos e de tom folclórico, que viam na 'festa' uma interrupção das absorventes lides intelectuais. Só que, em Guimarães, a combinação de tais aspectos foi feita de modo especial, daí resultando umas festas académicas cheias de originalidade, graça e simbologia, depuradas e enriquecidas pelo contributo de séculos"

in
www.nicolinas.pt
www.nicolinas.net

Lingua Portuguesa

Petição para que o Português seja Língua Oficial das Nações Unidas.

A subscrever a petição em:

http://www.petitiononline.com/AB5555/petition.html

"....Considerando que a iniciativa de tornar oficial o idioma português na ONU estará, por justiça e méritos, prestando um histórico serviço aos países de língua portuguesa, que constituem uma comunidade presente e atuante em todos os Continentes, com expressivo contingente populacional, incluindo: Brasil, com 180 milhões de habitantes, uma das dez maiores economias do mundo, líder natural do MERCOSUL; Portugal, com 10 milhões; Angola, com 11 milhões; Moçambique, com 17 milhões; Cabo Verde, com 417 mil habitantes; Guiné Bissau, com 1 milhão; São Tomé e Príncipe, com 130 mil e Timor-Leste, com 175 mil (estimativas recentes), que somam variados costumes, crenças, raças, tendências políticas e que têm a lusofonia como forte laço de identidade cultural e cooperação;...."

A Entrevista!


Amigos,

Ao ler uma entrevista fictícia (mas quem tem muito de real), publicada no “O Inevitável”, parte integrante da revista “Única” do semanário Expresso de 5 de Novembro de 2005, a um dos directores de campanha do Prof. Cavaco Silva (pretenso salvador da pátria!!!), não consegui parar de me rir e o meu primeiro pensamento foi:
Tenho de publicar isto no blog porque isto está bom demais!!!
Assim, e como não resisti, cá vai a transcrição completa desta pequena entrevista, deliciem-se:

Porque é que o Prof. Cavaco não é o candidato do P.S.D.?
Porque para se ser candidato do P.S.D. é preciso ser-se político e o professor Cavaco não é um reles político.
Mas a Presidência da República não é um cargo político?
Infelizmente, sim. É por isso que o Prof. Cavaco faz questão de dizer que não é político profissional.
Mas um profissional não é alguem que ganha dinheiro com o que faz?
É sim, meu filho.
E o Prof. Cavaco, caso seja eleito, não vai receber ordenado?
Vai, mas será de amador e não de profissional. Porque o Prof. Cavaco ama Portugal.
Mas o Prof. Cavaco não recebe também a pensão de reforma de quando era primeiro-ministro?
O Prof. Cavaco ama Portugal há já algum tempo.
O Prof. Cavaco ama o P.S.D.?
Não, o P.S.D. é que ama o Prof. Cavaco. O Prof. Cavaco ama todos os partidos.
Ai é?
Pois é. O Prof. Cavaco ama todos os partidos porque é neles que votam os portugueses e o Prof. Cavaco ama todos os portugueses.
Mas o P.S.D. não vai fazer campanha pelo Prof. Cavaco?
Não. Só se o Prof. Cavaco pedir, conforme esclareceu Luís Marques Mendes da J.S.D.
E o Prof. Cavaco vai pedir?
O Prof. Cavaco nunca pede nada a ninguém, excepto que o deixem trabalhar. Mas é natural que algum maroto da Comissão de Honra peça enfim.
Enfim o quê?
Enfim, que o P.S.D. comece a fazer campanha pelo Prof. Cavaco e já seja tarde para pará-los, infelizmente.
Mas o Prof. Cavaco não quer cartazes e isso tudo?
O Prof. Cavaco preferia que não houvesse esse Carnaval todo. Perde-se muito tempo; dizem-se muitas asneiras e as ruas ficam feias.
Mas o Prof. Cavaco vai participar não vai?
Relutantemente, sim.
Porque os portugueses gostam dessas fancarias?
Exactamente. Mas o Prof. Cavaco preferia seguir directamente para Belém e começar a trabalhar.
E o Jorge Sampaio?
Tem de ter paciência.
O Prof. Cavaco guarda rancor ao Jorge Sampaio por ter perdido com ele?
Com certeza. O Prof. Cavaco guarda tudo.
Muito Obrigado.
Ora essa.

Cá está meus amigos…absolutamente magnifico!!!
Agora só peço:
Querem fazer o favor de parar de atirar areia para os olhos dos portugueses?!

segunda-feira, novembro 07, 2005

Marcação de Nova Assembleia - 1.ª Tentativa

O OBSERVADOR CÓSMICO cresceu.

Cresceu em número de participantes e cresceu em qualidade.
Por este facto, e por vivermos todos próximos uns dos outros, penso que seria muito interessante reunirmo-nos em jantares com alguma regularidade. Proponho uma periocidade trimestral.

Apesar do último jantar ter ocorrido há sensivelmente um mês atrás, penso que um novo jantar no final de Novembro ou início de Dezembro seria uma boa ocasião para alguns aprofundarem a amizade que despoletou no primeiro jantar e para a maior parte de nós finalmente nos conhecermos.

DATA PROPOSTA: Sábado, 26 de Novembro de 2005 em Vila do Conde.

Beijos e Abraços Cósmicos

P.S. - Comuniquem em forma de comentário a este post a vossa disponibilidade.

Pela escuridão das cores da vida!


Vinte e sete de Outubro de dois mil e cinco, são oito da manhã e saio para o emprego. O dia está cinzento, mas o Sol tentar aparecer através de uns escassos raios que atravessam suavemente as nuvens. Ao virar a esquina, vejo que a Natureza nos privilegiou com aquela visão magnífica que é o Arco-Íris.

Para muitos, um Arco-Íris não passa de um arco colorido que surge no céu quando o tempo está de “sol e chuva”, e, que supostamente, esconde um tesouro numa das suas pontas como narra a história infantil. Cientificamente, um arco-íris é um fenómeno óptico ou meteorológico que causa (aproximadamente) um espectro contínuo da luz que aparece no céu quando o sol brilha sobre gotas de chuva. Ele é um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior; a sequência completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta.

E para um invisual, o que será um Arco-Íris? De que cor será o seu mundo? Preto, branco, azul, amarelo,…? Será que nasceu assim ou sofreu alguma fatalidade?
Talvez nunca tenhamos parado para pensar nisso. Talvez porque estejamos demasiado ocupados com a nossa vida, de uma forma tão egoísta, que não temos espaço para estas pequenas grandes questões.
Sinceramente não sei, provavelmente até aquele momento também eu ainda não tinha parado para pensar nisso. Acontece, que cinco minutos após eu ter visto o Arco-Íris ajudei um invisual a atravessar a avenida. Nessa altura, todas essas questões começaram a surgir incessantemente na minha cabeça. O quanto eu gostaria de o questionar sobre tudo aquilo, sobre o seu mundo… Mas seria justo?! Não poderia eu de alguma forma ferir a sua susceptibilidade? O receio de o magoar tomou conta de mim, e mantive-me em silêncio enquanto o encaminhava para o outro lado.
No entanto, fiquei a pensar se ele saberia que estava um Arco-Íris no céu, se saberia o que era, se alguém já lho tinha descrito, se algum dia teria tido a oportunidade de ver um…E quem diz o Arco-Íris, diz o resto das “coisas”.

Por vezes, olhamos as “coisas” de uma forma fugaz, com uma certa indiferença até, e se calhar, estamos a perder a oportunidade de contemplar algo belo. Mas se parássemos para pensar que existem milhões de pessoas que nunca terão a oportunidade de ver, seja o que for, ou que já tiveram essa oportunidade mas que devido a uma fatalidade nunca mais a vão ter, se calhar nessa altura pararíamos a olhar mais atentamente para o que nos rodeia. Acredito, ou quero acreditar, que estas pessoas têm uma maneira muito peculiar de “ver” as coisas, e que são felizes no seu mundo tenha ele a cor que tiver.

Contemplem a vida, a Natureza, os objectos, as pessoas… contemplem e agradeçam o facto de poder ver e de ter uma vida com forma e cor.

domingo, novembro 06, 2005

O que se passa na França?

O que se passa na França? Será um problema meramente francês ou uma questão que deve ser discutida e servir de exemplo para toda a Europa?


A origem destes incidentes resulta dum facto dramático coincidente com a morte de dois rapazes que, supostamente, eram perseguidos pela polícia local. Esse rumor foi suficiente para desencadear esta guerrilha suburbana a que assistimos pela décima noite consecutiva em Paris e arredores.


Eu acredito que o que se passa, actualmente, na França é o reflexo de uma sucessão desastrosa de politicas de descriminação e segregação racial. Acontece na França e um pouco por toda a Europa (Portugal incluído), a marginalização para guetos de uma panóplia de origens que podem fundir-se num descontrolo generalizado. A França sempre foi um país de imigrantes e como tal sente agora o reflexo de uma desorganização na recepção das comunidades que procuram refugio naquele país. Focos de instabilidade social resultam, em caso de tensão, no que assistimos actualmente.


Será isto a evulsão de uma reforma social francesa que pense nas comunidades minoritárias, cada vez mais maioritárias?

sábado, novembro 05, 2005

Tributo a Miles Davis



03h30m da madrugada de 05/11/05, oiço apaixonadamente “Kind of Blue” de Miles Davis…

Sim, sou completamente viciado em Jazz!

Com este som de fundo, não queria nem podia deixar passar a oportunidade de escrever qualquer coisa sobre aquele que é na minha humilde opinião, o melhor e maior músico de Jazz (e não só), de todos os tempos: Miles Davis, o Anjo Negro do Jazz.
Curvo-me perante o seu génio e a sua magnitude!

É completamente inacreditável mas este álbum é sem de dúvida magistral! O que sinto ao ouvi-lo é indescritível… sensações poderosas trespassam o meu ser! Viajo sem sair da cadeira por lugares absolutamente inesquecíveis e eloquentes! A distancia entre o meu ser e a felicidade fica reduzia ao ridículo…e o céu é já ali ao virar da esquina!

Em “Kind of Blue”, como em muitos outros álbuns seus (tenho-os quase todos), Miles é mestre como nunca ninguém o foi na arte do improviso musical.
O trompete não é indissociável do seu próprio corpo, mas antes um prolongamento deste! Com ele, Miles é capaz de pintar quadros de uma indiscutível e rara beleza.

Miles nunca gostou de explicar a sua musica e como todos os grandes génios da humanidade, reclamava que esta não era para ser explicada mas antes vivida e sentida.
Não posso concordar mais com ele, logo é isso que faço sempre que ouço as suas músicas!

Em “Kind of Blue”, Miles simplesmente pegou nos seus músicos e fechou-se durante duas simples sessões de “rajada” no estúdio em Março de 1959.
Na época, o Jazz “modal” já não era uma ideia totalmente nova, pois ele próprio já tinha tentado qualquer coisa similar em 1958 em “Milesstones” (outro álbum absolutamente genial).

Amigos cósmicos, com certeza conhecem, alguns até bem melhor que eu, a vida e obra deste génio da humanidade. No entanto, deixo aqui o convite a todos para experimentarem o ambiente e saborearem as sensações que Miles Davis nos dá em toda a sua vastíssima obra. Assim, e para quem estiver interessado, deixo-vos aqui alguns títulos, de Miles que recomendo vivamente:

- Kind of Blue (obviamente)
- Miles Electric: a different Kind of Blue
- Miles and John Coltrane: Live at N.Y.1958
- Bitches Brew
- In a Silent Way
- Milesstone
- Friday Nigth at the Blackhawk vol.1
- The Colombia Years 1955-1985
- Aura
- Files the Killimanjaro
- A tribute to Jack Johnson
- The Complete Concert: 1964
- Seven Steps to Heaven
- Miles Smiles
- Miles Ahead
- On the Corner
- Miles Davis and Bill Evans
- Miles Davis Love Songs


Se alguém quiser posso emprestar ou enviar pela net, algum destes ou qualquer outro álbum de Miles, que eu próprio possua ou que possa facilmente arranjar. Fico ao dispor.
Ao morrer há dez anos de uma pneumonia, Miles Davis deixou uma obra extraordinária e um exemplo de vida: sem se enquadrar em modelos, impôs um estilo singular.

Continuo a ouvir “Kind of Blue”…

sexta-feira, novembro 04, 2005

Discurso de urso político

Mário Soares começa a relembrar ao país o quão podre se pode tornar. Se a guerra estiver prestes a ser perdida, o homem arranja logo alternativas às lutas convencionais. Foi assim com Freitas do Amaral (pessoa que gostava de saber quem apoia) num debate televisivo que, hoje, Soares assume como tendo sido "algo" exagerado nas críticas que teceu.

Pois bem, posso concluir que não mudou nada, e se alguma vez pediu desculpas a Freitas, nunca as sentiu verdadeiramente. Será que por estar em campanha vale tudo?

As desconsiderações tecidas contra Cavaco e a sua pessoa e o levantar poeira sobre a perigo em que incorre o sistema democrático com Cavaco ao leme, não passam de argumentos falsos de quem se sente verdadeiramente desesperado e não tem mais nada para dizer.

Mas eu lanço um problema, possível no mundo em que vivemos actualmente. Imaginem um homicida fanático de esquerda, que porventura endrominado por este discurso de esquerdistas demagogos, atenta contra Cavaco.

Perante uma situação destas, qual a responsabilidade que se poderá atribuir a estes demagogos? Ou será que não terão nenhuma responsabilidade se algo do género acontecer?

A excepção seja ressalvada: ainda não ouvi Alegre levantar este tipo de suspeitas.

Voto Cavaco, porque acredito que possa contribuir para aumentar a credibilidade da classe política já que, do meu ponto de vista, a falta desta é a maior ameaça ao sistema.

quinta-feira, novembro 03, 2005

Minho, Verde Minho...



Viva! Decidi quebrar o meu silêncio com uma sugestão de roteiro turístico, para o consumidor verde, apreciador de escapadinhas ou circuitos de fins-de-semana, de modo a desanuviar um pouco das politiquices. Estejam atentos ao seguinte percurso panorâmico pelo Alto Minho, região de tradições celtas e romanas:
Vão até Braga e sigam pela nacional Braga-Chaves, em direcção a Vieira do Minho/Gerês.
Em breve, chegarão às lagoas do Gerês. Aí façam um desvio até à Vila/Termas geresianas. Após uma breve passagem pela vila, regressem pelo caminho inverso, mas virem à esquerda quando depararem com as placas Pedra Bela/Fonte do Arado. São dois lugares a não perder, o primeiro pela sensação de suspensão que a altitude de 800 metros e altos declives nos provoca, o segundo pelos densos bosques de carvalhos que brotam do vale, pelas nascentes e quedas de água que abundam a serra, pelos penedos de granito que povoam o cume...
De volta às lagoas, optem por seguir em direcção a Terras de Bouro/Vilarinho da Furnas, passando por S. Bento da Porta Aberta, local de fé e romarias. Prossigam então, até avistarem a placa com a indicação de Vilarinho. Seguindo esse trilho, poderão fazer um desvio à direita que vos levará à fronteira na Portela do Homem, mas optem por seguir então até à Barragem de Vilarinho (se o nível das águas for baixo, podem avistar ou visitar a famosa aldeia, submersa aquando a construção da barragem). Continuem, atravessando a barragem, pela nova estrada municipal Vilarinho-Brufe, ligação esta, que veio permitir aos que dela usufruem e, à medida que vão subindo de altitude, o deslumbramento de uma paisagem inóspita, agreste e rara, caracterizada por uma vegetação rasteira. Após alguns quilómetros a circundar a montanha, chegados a Brufe, aldeia renascida onde o “bucólico e o romântico se juntam”. Aqui, no ermo do mundo, se as finanças vos permitirem, poderão parar para almoçar ou jantar no restaurante Abocanhado, o único sinal de civilização num raio longínquo, cujo edifício foi inserido na paisagem e cuja varanda se suspende sobre o vale. Senão, um passeio bucólico pelas escassas casas restauradas de pedra, e julgamos ter regredido no tempo, entre a arquitectura e paz que aqui não tem fim… Mais acima, encontram-se as placas para a Portela do homem. Prossigam alguns quilómetros até atingiram um topo obsoleto e selvagem, onde podem observar garranos selvagens acompanhados pelas crias descontraídos no seu habitat, alheios a tudo e todos...
Findo o passeio, se a vontade de partir à descoberta de novos trilhos, não vos aprouver, voltem para trás e sigam a estrada para Terras de Bouro, até Braga.

"Oiço-vos por instinto, sussurrantes pinhais ! Não entendo as palavras, mas pressinto que são poemas que me recitais !" Miguel Torga

Crónica Semanal


O PERFIL DOS CANDIDATOS
Caros leitores:
Muito se tem falado de eleições presidenciais nos últimos tempos. Aliás, este tema ocupa a maior parte dos artigos de opinião dos jornais nacionais bem como o magno do tempo de antena das televisões. Obviamente, que o "Observador Cósmico " não foge à regra e muita tinta tem corrido sobre o assunto.

Hoje, apetecia-me dissertar sobre Extra-Terrestres, Ovnis e Marcianos, mas o repto lançado pelo meu caro colega cósmico "Despertador" é demasiado acutiltante para ser desconsiderado. Se bem que a diferença entre visitantes do espaço e candidatos à República Portuguesa, é muito ténue, porque neste momento é tudo, ainda, muito inverosímel e distante.

O Cargo de Presidente reveste três funções: Representativa, conciliadora, e executiva ad-hoc. O inquilino do Palácio de Belém é o representante do Estado e o garante da independência nacional, é o àrbitro que modera a vida pública nacional e tem funções executivas, strictu-sensu, em casos de crise ou quando estão em causa "o regular funcionamento das instituições democráticas".

Portanto, o Presidente da República terá de ser uma personalidade com uma formação humanista e com um carisma apreciável para ser a voz de toda uma nação; terá de ter uma posição forte, vincada e alicerçada em quase mil anos de independência nacional para ser o garante da nossa soberania e da nossa independênca, bem como terá de ser pragmático em relação à nossa especifcidade periférica, atlântica e à atitude que devemos ter perante o hegemonismo e belicismo económica dos nuestros hermanos; O Chefe de estado terá de ser uma pessoa impoluta, livre, sonhadora e conciliadora para moderar a vida política e para catalizar os portugueses para um desiderato colectivo; Por último, terá de ser uma pessoa com experiência e provas dadas em situações de risco e crise para ter o sangue-frio necessário para tomar a melhor opção nos casos em que o P.R. tenha de assumir o poder executivo.

Visto o perfil que o P.R. deverá ostentar, passemos à análise dos três candidatos, por ordem de idade:

Mário Soares, é de todos os candidatos o que apresenta mais carisma e é uma personalidade com relações singulares no exterior. No entanto, é um federalista convicto e não acredita na europa das nações, da qual Portugal é o símbolo máximo por ser o único Estado-Nação e apresenta sérias dificuldades em catalizar e motivar os portugueses; É também uma pessoa demasiado ligada ao Partido Socialista e a José Sócrates, para poder arbitrar com imparcialidade a causa pública; Por último, tem a experiência necessária e suficiente para governar em tempos de crise.

Jerónimo de Sousa, não preenche nenhum dos requisitos necessários para o cargo.

Manuel Alegre, é uma figura histórica da Democracia, tem carisma, é um bon vivant, representará Portugal no exterior singularmente. Acredita no Portugal de Pessoa e no Portugal dos portugueses e o facto de ser poeta, pode catapultar toda a naçãoa para um desafio colectivo; A sua voz independente e cáustica será uma mais valia para derimir a vida pública e em caso de crise, a sua experiência de parlamentar e de exilado em Argel, será decisiva se for preciso assumir as rédeas Nacionais.

Cavaco Silva, é um economista, pragmático e frio, terá dificuldades em representar a especificidade lusitana no exterior e, tal como Soares, é um adepto do federalismo ( o que, no meu entendor é muito muito pernicioso); Enquanto àrbitro, julgo que as suas posições estarãso bastante próximas das políticas nefastas económicas levadas a cabo por Sócrtaes pelo que não será uma mais valia; Tem a experiência e o pragmatismo necessários para assumir o poder executivo em caso de emergência.

Francisco Louça, tal como o candidato do PCP, não tem perfil para o cargo.

De entre todos o único que preenche os requisitos necessários é Manuel Alegre e deve, portanto, ser eleito como o mais alto magistrado da Nação.

estarei com alucinações...?

por favor acedam a este link e confirmem-me que eu não estou a delirar, que estamos em pleno seculo 21 e que a democracia é um sistema politico sério:

http://www.radiofundacao.net/?sec=noticia&idn=2681

desde já muito obrigado.