sexta-feira, setembro 30, 2005
Salário Mínimo Nacional
Aqueles que ao trabalharem não progredirem para um nível acima do SMN, ou falta-lhes aptidão ou motivação para serem contratados a uma taxa mais elevada de pagamento.
Para mim, para chave para aumentar o rendimento das pessoas não é aumentando o SMN, mas manter-se empregado e interessado em melhorar. A médio-longo prazo, o SMN é devastador para o trabalhador mais pobre prejudicando os menos aptos, fazendo-os menos empregáveis
Assim, subir o SMN no objectivo de ajudar os mais pobres, pode ser bastante contraproducente.
Seria muito mais justo para todos, que os salários fossem uma função da produtividade!
No entanto, o SMN é utilizado para achar o valor das pensões, subsídios e outros apoios do estado, que teria de encontrar outra forma de cálculo.
Isto é para não pensarem que estou viciado no movimento anti propaganda eleitoral:)
O jogo da influência
Sinceramente, as campanhas eleitorais fazem-me sentir intelectualmente superior...
quinta-feira, setembro 29, 2005
Nada de especial
A minha rua, estava cheia de folhetos no chão, e na centenária feira da Lameira, a competição de altifalantes, tanto rosas como laranjas impediu-me de ouvir a música do meu auto-rádio... que mau começo de dia...
Em vez de gastar (leia-se desperdiçar) tanto dinheiro num esforço de marketing socialmente ineficiente...em vez de dar não sei quantos dias de licença, penso que pagos pelos patrões, que é ineficiente para a empresa onde os candidatos trabalham... em vez de orar para pessoas que foram comer de borla e ver os "dzr´t" que estiverem a bater na altura, que é claramente uma perda de tempo, venho ao auditório cósmico propor o seguinte método de campanha para umas autárquicas:
Quem quiser votar, tem os dois dias úteis anteriores ao dia de sufrágio, que até pode ser o domingo, para obter "formação" que o habilita a votar.
Tanto formação do CNE, como formação dos partidos ou listas candidatas ao lugar em questão!
Nesses 2 dias estariam programadas as apresntações das candidaturas aos eleitores, que préviamente já tinham manifestado o seu interesse em votar....
Eu penso ser exequível para umas eleições do foro local...poupando um valor em termos de recursos que nem quero imaginar... além de que exigiria mais da nossa consciência enquanto votantes...
As listas concorreriam pelas ideias, e não pelos orçamentos de campanha...e a publicidade política não faria a diferença, como eu temo que faz hoje em dia...
Já agora para rematar, como é possível que um partido como a CDU tenha uma lista de pessoas candidatas para a minha junta de freguesia , nenhuma reside ou sequer nasceu lá?!?!? Será pelos dias de férias? Estas brincadeiras deveriam ser punidas...
Crónica Semanal
Ora, dez anos volvidos, com a Constituição europeia em marcha e na ordem do dia, e com a castelhanização da nossa economia, essas preocupações são mais prementes que nunca.
Somos o estado-nação mais antigo do mundo, a seguir ao Japão. Fomos um povo messiânico, fundamos a noção de Estado, quase trezentos anos antes de Maquiavel a ter "inventado", criamos a bases da sociedade moderna, multicultural e assente no progresso científico, fomos os precussores de um mundo humanista, em que o sagrado e o profano, ganharam contornos de divino.
Tivemos uma missão, a de Sacralizar o Universo, através do desenvolvimento das diversas populações do planeta com a aplicação da técnica e da ciência, incluindo os sectores da economia, da administração publica e da filosofia. Convertemos o Homem à adoração da vida e transformamos a sociedade ao e tentamos advogar além mar o gratuito da vida e a plena liberdade de todo o ser. A civilização hoje, mais que greco-romana, é eminentemente portuguesa.
Muitos séculos volvidos e o povo que nasceu no canto mais ocidental da península ibérica, procriado por um caldeirão de druidas, onde se misturavam gregos, fenícios, cartagineses, romanos, celtas, àrabes e até atlantes, perdeu a chama da mudança e o encanto da transformação e especializou-se no desenrasca.
Somos, actualmente, o povo do desenrasca, brilhante no improviso, mas o espírito científico que esteve na nossa génese, perdeu-se no mar, com o Império ou talvez tenha ficado na areia de Alcaçer-Quibir...
Mas valemos muito mais que isso, somos muito mais que isso. A nossa história foi brilhante, mas não devemos viver á sombra disso. Não devemos esquecer Pessoa, orque a nossa missão ainda não teminou, pois "Falta cumprir-se Portugal".
Não sou federalista e, pessoalmente, não me seduz a União Europeia. No entanto, não devemos baixar os braços e deixarmo-nos aculturar pelas ordens dominantes e não devemos utilizar a desculpa de que não vale a pena, que ser português é igual a ser espanhol e a ser inglês! Não nos devemos resignar porque somos, efectivamente, diferentes. Isto claro sem patriotismo bacoco ou exaltação nacional demagoga, porque somos diferentes dos outros, não sei se melhor se pior, mas devemos erguer outra vez a nossa identidade e competir neste mundo globalizado, do qual fomos os percurssores.
Temos de desenvolver Portugal, eliminar o fosso entre ricos e pobres, competir com os outros, em pé de igualdade e temos de deixar de ser miserabilistas. O sonho e os valores têm de guiar a nossa missão e se pimarmos pela excelência em vez do desenrasca, chegaremos ao novo paradigma de Portugal.
Ser Português ainda é uma expectativa, uma expectativa no futuro. Somos um povo sonhador, alegre, que mesmo numa das piores crises económicas da sua história, continua a sorrir. Não podemos é, continuar a ser os portugueses do improviso e do turismo. Somos muito mais que isso e valemos muito mais que isso, haja vontade!
Mãos à obra, portugueses! É a Hora!
Aviso
Um abraço
quarta-feira, setembro 28, 2005
Link Autárquicas
A visitar.
Aeroporto "Low-Cost"
No meu entender e bem, e contrariamente ao que já foi anunciado, o Governo mostra sinais de recuar relativamente à construção de um aeroporto na Ota, adaptando apenas as bases já existentes de Alverca, do Montijo ou de Sintra, ........sem sombras de dúvidas uma melhor solução a nível económico.
Mas uma coisa é certa, não será possível adaptar um aeroporto para voos de baixo custo a 10 Kms de Lisboa e construir um novo aeroporto na Ota a pelo menos 50 kms de Lisboa.......não faltaria razões para os passageiros escolherem viagens mais baratas das companhias de baixo custo.
Mas fico preocupado, o ministro das obras publicas defende que este novo aeroporto não inviabiliza o projecto da Ota….:(
segunda-feira, setembro 26, 2005
Fernando Pessoa
Considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa, Fernando António Nogueira Pessoa, ou simplesmente "Fernando Pessoa", como preferia assinar, nasceu em 1888 em Lisboa, e faleceu 1935, nessa mesma cidade.Quando de sua morte quase a totalidade de sua obra ainda permanecia inédita: apenas alguns de seus escritos tinham sido publicados em revistas, jornais etc.
O poeta, em 1934 publicou seu único livro em língua portuguesa, intitulado Mensagem, o qual, grosso modo, versa a respeito a história de Portugal e do povo português, de um ponto de vista bastante particular e diferenciado, como por exemplo, de "Os lusíadas" de Luís de Camões.
Extremamente inteligente e talentoso, Pessoa inovou a poesia, extrapolando as características estéticas do período Modernista, no qual estava inserido. É, com Camões a mais importante figura das Letras Portuguesas e domina o século XX com a sua problemática de sentido diverso e questionante, teve a capacidade, entre outras coisas, de "teatralizar" poeticamente, por meio de estilos de escrita diferenciados, múltiplas facetas interiores do ser humano, indo muito além de pseudônimos, para criar heterónimos, como representantes contundentes dos "eus" que habitam dentro de todos nós, desdobrado assim em: Alberto Caeiro, o naturalista da percepção aparentemente ingénua dos objectos, Ricardo Reis, classicizante e estóico, Álvaro de Campos, espectacular e futurista, Bernardo Soares, autor da prosa intimista e fragmentária do Livro do Desassossego.
Daí uma das razões da actualidade de seus textos, bastante adequados às realidades íntimas da alma, problematizadas nos contextos do mundo de hoje.
O Primeiro Traficante!
O grande Império Português!
Herança de aventureiros e descobridores, de naus que “rasgaram” oceanos e descobriram novos mundos do mundo…
Portugal nação valente e imortal, primeiro grande traficante de estupefacientes do mundo!!!
Desde sempre se vasculharam os tesouros e os tombos do Império, os arquivos e os documentos (secretos ou não) em busca da verdade “abafada”.
Basta saber ler, analisar, vasculhar e sem muito esforço, deparamo-nos com as várias alusões às “especiarias” de que fomos mercadores e que nos ajudaram a passar as tormentas da viagem, a esquecer mães, filhos, mulheres e amantes.
Houve quem lhe chama-se “ervas medicinais”, outros preferiram “plantas úteis de além-mar”! mas o importante era o “conforto” físico e psíquico dos bravos marinheiros e claro está, o “I.V.A” cobrado pelo reino, com destino já certo e sabido: as mil e uma noites!!!
Missionários, capitães, nobres e soldados, ganzavam todos a “erva santa” e o vício propagava-se…
Nós, por cá continuamos…nesta varanda sobre o Atlântico! Somos só o pequeno passador, não temos nada a ver com o assunto…eheheh
Tass Bem meu … desde há 500 anos!
domingo, setembro 25, 2005
A imaginação ao Poder!

A candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República é um lampejo de sonho e de ventura.
Manuel Alegre é o único candidato, até ao momento, verdadeiramente apartidário e aquele que apresenta melhores condições para defender os interesses da República.
A sua candidatura é uma manifestação elevada de bem aventurança, num mundo político em que os intérpretes privilegiados esqueceram o onírico e a vontade de se fazer cumprir Portugal.
" O Homem e a Hora são um só" profetizou Fernando Pessoa, e Manuel Alegre é o único cuja acção será capaz de levar ao mundo, aquele Portugal que esse mundo precisa para afrontar o futuro.
O poeta da "trova do vento que passa" tem a capacidade de dar a todos os portugueses uma noção de humanidade e de democracia muito mais vasta do que aquela que temos tido até agora.
Estou convicto que com Manuel Alegre na presidência da República, o Portugal mercantilista onde tudo se compra e tudo se vende, dará lugar aquele que um dia Afonso Costa, Teófilo Braga e Antero de Quental ousaram sonhar...
A imaginação ao poder!
sábado, setembro 24, 2005
Convocatória (em actualização)
1 - Recepção e apresentação de todos os participantes,
2 - Análise de apenas dois assuntos, “de tudo e de nada”,
3 - Outros assuntos de interesse.Portugal,
22 de Setembro de 2005
A comissão instaladora
Presenças Cósmicas Confirmadas: Luís Pires, Rui Damas, Renato Ribeiro, Johny, Miguel Carvalho, Lou Salomé e Despertador
A confirmar: Nuno Leal, Xanaer, Rita Novais, Jorge Ferreiras, entre outros.
sexta-feira, setembro 23, 2005
A guerra por Jerusalém
Este conflito, que se arrasta à mais de 50 anos, foi originado pela ONU quando delineou que a nação Israel iria ser constituída naquele território. Se calhar, por razões históricas, até tem razão de ser. Mas, a realidade tem-nos demonstrado que todo o processo foi mal conduzido. Sobretudo a retirada dos palestinianos que viviam onde actualmente é Israel.
Hoje em dia, e fruto do desenrolar vertiginoso da situação, com guerras e conquistas de territórios sucessivos, este conflito é visto por uma grande parte do mundo islâmico como uma guerra de civilizações, onde a diferença religiosa torna todo o conflito em algo incomparavelmente mais radical, mais desprovido de razão e em que o entendimento é quase impossível.
O mundo ocidental não consegue, hoje em dia, entender como é possível verter sangue em nome de uma entidade abstracta que nem sequer há provas que exista: Deus. Mas, não nos esqueçamos que há uns séculos atrás foram os nossos reis que, sob a bandeira das cruzadas, partiram à conquista dos infiéis. Nunca, até hoje, ouvi um historiador ou algum especialista chamar de bárbaro e condenar veemente aquilo que foi feito.
Nada mais do que pequenos passos (como o Acordo de Oslo) e o tempo, mas especialmente este último, poderão sarar as feridas abertas por mais de meio século de lutas corpo a corpo.
O Verdadeiro Tuga!
Etc…etc…etc…é melhor parar por aqui…
Quantas pessoas identificaram heimmm? Eu avisei!!!
Ora meus amigos...
2º Ponto - Nunca pensei que no blogue cósmico o Sr. Pires decidisse fazer demagogia, mas assim é. Dizer sempre que o dinheiro que se gasta em cultura e em desporto devia ser gasto em água e saneamento básico. À primeira vista parece bonito dizer-se isso, mas gostaria de saber se apenas interessa isso... São necessidades básicas, é certo, mas o entretenimento não o é? O discurso do PSD antes do Euro era precisamente esse, até que percebeu que não poderia continuar a ser e decidiu defender o Euro. Pensemos numa coisa, qualquer obra que se faça dá emprego, não será isso ainda mais importante que a água e saneamento? Pois água e saneamento todos temos, seja camarária ou não. O facto de se colocar Guimarães no centro das atenções com o Euro, com as actividades no Multiusos, com o Centro Cultural de Vila Flor (infra-estrutura com poucos concorrentes no país) é mau? Será tudo isto desperdiçar dinheiro. Diz-me uma coisa, as pessoas de Guimarães não ficaram contentes com o Euro, com o Multiusos, com as piscinas, com o Centro Cultural de Vila Flor, com a promoção do centro histórico a património mundial, com a reabilitação dos centros urbanos, etc, etc? Claro que a resposta do PSD é: só votam PS porque o PS faz as obras bonitas e consegue enganar as pessoas.
Isso, meu grande amigo Pires, é minorar a capacidade dos eleitores. Diz-me um único país do mundo que tenha feito só obra em saneamente e rede de águas municipais e que tenha esquecido tudo o resto. A arte está em ir juntando as duas coisas: as necessidades básicas e as necessidades recreativas. Só assim as pessoas se sentem felizes. Os romanos tinham o seu dito: "pão e circo". E ninguém percebe de política mais do que eles já compreendiam. Pão significa o básico, circo significa o entretenimento. Se fores às ruínas romanas e gregas verás que eles nunca descuraram esses dois pontos. Pensa nisso e diz-me alguma coisa.
Claro que é politicamente mais fácil dizer "estão a ver a crise? aqui está ela, é com estas coisas", achas mesmo que esse discurso é correcto?
Meus caros, não estou apenas a defender a minha cor. Com isto defendo todas as obras estruturantes realizadas no nosso país, sejam as do PS ou do PSD. Não nos esqueçamos que a EXPO '98 é uma obra do PSD e apoiei e apoio este tipo de intervenções. No entanto, também me seria fácil vir aqui dizer que todos pagamos para evoluir apenas a zona de Lisboa, mas todo o país saiu a ganhar...
quinta-feira, setembro 22, 2005
Convocatória
1 - Recepção e apresentação de todos os participantes,
2 - Análise de apenas dois assuntos, “de tudo e de nada”,
3 - Outros assuntos de interesse.
Portugal, 22 de Setembro de 2005
Politica & Futebol II
Mas devido a esta reconstrução e às suspeitas de algumas irregularidades, existe um processo em tribunal onde já foram feitas as acusações, repito as acusações, destaco que não estão ainda na altura do processo onde os suspeitos estão na condição de indiciados, como o Valentim ou o Isaltino.
Mas independente de todo o resto, quando a maioria das famílias para ter Agua e saneamento na sua própria habitação, uma necessidade básica no meu entender, essa família tem de pagar às empresas municipais mais de 1000 euros para efectuar ligação ao ramal,................. são opções, mas continua-se a gastar milhões em obras megalómanas como o estádio o multiusos e centro cultural….depois alguém tem de pagar os défices…
"Em casa que não têm telhados, não vamos construir Jardins"
Cristovão Colombo, um alentejano de gema

A partir de hoje, deixarei de usar o pseudónimo joão da ega e passarei a assinar os meus textos com o meu próprio nome.
Caros leitores, acabei mesmo agora de ler essa obra notável do esquecido e malogrado filósofo e historiador Patrocínio Ribeiro, intitulada" Será Colombo Português".
Este livro agora reeditado pela editora "Prefácio" e publicado inicialmente em português em e inglês em 1927, prova de uma forma sintética, mas irrefutável, a nacionalidade portuguesa de Cristovão Colombo.
Mais de 500 anos depois de Vasco da Gama ter chegado à India, recordar e mais uma vez provar que Colombo é português só anima a alma lusitana, tão carente nos dias que correm. Sobretudo a dos mais jovens que têm de conhecer a nossa história para terem orgulho nela e evitar assim o alheamento, para não dizer ignorância, em relação à sua herança cultural de quase 9 séculos.
Nada é por acaso e como tal não é por acaso que Portugal é o estado_nação mais antigo do mundo a seguir ao Japão. isto deve-se ao génio criativo e libertador, bem como aos sacrifícios tremendos que os nossos antepassados passaram para nos deixarem um legado tão rico e sublime.
Colombo, nasceu na herdade de Columbares, perto da vila alentejana de Colos, actual concelho de Cuba.
Há pelo menso 7 nacionalidades atribuídas oficialmente a Cristóvão Colombo. Só em espanha há três: catalão, castelhano e galego. Também é genovés, que é a versão, digamos, "oficial", franc~es, dominicano e até arménio. Em 1947 a agência noticioso soviética TASS divulgou a notícia de que cientistas soviéticos tinham concluído que Colombo tinha nascido na Arménia. em todos estes países existem estátuas que celebram o conterâneo. Porque não uma estátua de ao Colombo português em Cuba, no alentejo?
O que é estranho é as autoridades portuguesas se recusaem a admitir a tese da nacionalidade portuguesa de colombo, sobre a qual têm sido, desde sempre, apresentadas mais provas com base científica.
Aconselho todos vivamente a lerem a magnífica Obra de Patrocínio Ribeiro, pois encontrarão provas científicas verdadeiremente irrefutáveis da nacionalidade lusa do navegador, as quais devido à sua complexidade e tamanho teria dificuldade de relatar no Observador Cósmico.
Apenas um apontamento curioso, o escritor Umberto Eco escreveu no seu livro "O pêndulo de Foucoult", a propósito de uma visita a Tomar, a seguinte afirmação: "Cristovão Colombo, notoriamnete um judeu português e portanto, um especialista em cabala..."
E Umberto Eco é italiano!...
Politica & Futebol - A Velha e Perigosa Aliança!
Surpreendam-se caros observadores cósmicos!!!
Quero confessar, antes de mais, que sou um adepto ferrenho do FC do Porto.
Sócio, com lugar cativo no Estádio do Dragão e que só um caso de força maior me faz perder um jogo do meu glorioso clube. Sofro com as derrotas e fico contente com as vitórias que, felizmente, nos últimos anos, têm sido mais que muitas.
Bem sei que há outros que gostam do Benfica, do Sporting, do Boavista e até de outros clubes. Ninguém é perfeito!!!
Fui e sou daqueles que concordo com a construção do Centro de Estágio do FC
do Porto em Gaia, porque estou convencido que pode ser uma mais valia para o meu Concelho e uma oportunidade soberana para projectar o desporto Gaiense.
Continuo convencido que é possível conciliar os interesses do meu clube - o FC do Porto - com os superiores interesses dos Gaienses que, como cidadão e autarca tenho o supremo dever e a obrigação de defender acima de todo e qualquer outro interesse. Basta que haja bom senso e que cada um dos legítimos interesses vá apenas até ao limite do possível e do legal.
Ao longo do complexo e sinuoso processo do Centro de Estágio do FC do Porto, por várias vezes, discordei da forma e sobretudo do conteúdo de muitas das decisões, por entender que lesavam gravemente o interesse público dos Gaienses. Contudo, a cegueira eleitoral e o populismo do Dr. Meneses acabou por se impor.
Desde o início que o Centro de Estágio, exigia que fosse estabelecida uma fronteira rigorosa e transparente entre aquilo que são os legítimos interesses do FC do Porto e aquilo que é o soberano interesse público dos Gaienses.
Assim não aconteceu, levando a que a Inspecção Geral de Finanças considerasse que o Centro de Estágio teve uma gestão pública calamitosa, referindo, entre outras ilegalidades, que o interesse público do empreendimento não foi salvaguardado, solicitando ao Ministério Público e à Procuradoria Geral da República que decida sobre as ilegalidades cometidas.
Como autarca e sobretudo como Gaiense, não posso, de forma alguma, aceitar que tendo a Câmara de Gaia gasto 17,5 milhões de Euros com o empreendimento, seja o FC do Porto maioritário no Conselho de Administração do Centro de Estágio; que o FC do Porto pague apenas 500 Euros mensais de aluguer; que os clubes Gaienses não possam usar o espaço; que a iluminação esteja toda a noite acesa gastando milhares de Euros pagos pelo cidadão anónimo; que no ano passado a Câmara tenha atribuído um subsídio de 3,5 milhões de Euros e este ano um outro de 1,8 milhões de Euros, etc..etc…etc…
Peço desculpa aqueles que, como eu, gostam muito do FC do Porto e que querem sempre muito para o nosso clube, mas as minhas obrigações de autarca e principalmente a minha própria consciência, obrigam-me a que, por vezes, decida contra aquilo é o desejo do meu coração, colocando os interesses de Gaia sempre à frente dos interesses do meu clube e do meu próprio Partido, mesmo que isso porventura nos faça perder votos.
Paciência eu sou mesmo assim. Comigo, Gaia está sempre primeiro.
Crónica Semanal nº0 - " Pacta sum Servanta"
É tempo de sarar as feridas! Os falcões israelitas e os turbantes palestinianos podem ter razão para criticar os acordos de Oslo. Sendo acordos interinos, eles contêm um número infindável de potenciais àreas de fricção, especialmente porque em ambos os lados há extremistas para quem a explosão é uma opção tentadora. São no entanto, excelentes acordos e os únicos capazes de proporcionar bem estar à região.
A solução para esta situação não é, porém, fazer descarrilar os acordos de Oslo, mas precisamente o oposto. Devem agarrar-se a todos os acordos existentes enquanto se avança para um acordo de paz israelo-árabe global, assente numa divisão permanente e razoável em dois estados soberanos da pátria disputada por judeus e muçulmanos.
Uma vez estabelecido este princípio, ambas as partes podem negociar, num espírito de compromisso pragmático, todos os problemas controversos: segurança, Jerusalém, refugiados, àgua, etc. Mas todos necessitarão de saber que no fim do dia Israel e Palestina emergirão como duas nações vizinhas e não como dois enclaves étnicos retalhados.
De quem é a terra? è uma disputa que pode ser resolvida através do comprimisso.
Qual é a fé que prevalecerá? è um conflito insolúvel...
Existem locais nessa terra "bendita" que devem ser acessíveis aos devotos de todas as religiões, mas que não devem ser controladas pelas forças armadas de qualquer uma delas, como ocorre hoje me dia.
O nacionalismo inflamado é um assassino potencial. A cruzada religiosa é outro assassino potencial. A combinação dos dois é, quase de certeza, mortal.
Os palestinianos, mormente o Hamas e a Fatha, terão de fazer uma opção rápida. Ou renunciam à luta armada contra Israel de um vez por todas e enveredam pelo caminho de uma Palestina em boa vizinhança com Israel, ou optam pela continuidade, que mais não é que danificar as perspectivas de satisfazerem as suas esperanças de um estado palestiniano, efectivamente, soberano.
Por seu turno, Israel tem de procurar uma escolha simples e urgente: ou dividem o país entre eles e os palestinianos ou, suprimem estes.!Se optarem por esta última hipótesse, que tem sido veiculada pelo grosso da população israelita nos últimos dias em resposta à retirada dos colonatos judeus da faixa de Gaza, teremos outro Aushwitz, mas desta vez um extermínio àrabe perpetuado pelos semitas.
A fraternidade, neste caso, é uma utopia remota e longíqua, mas se ambos definirem de uma vez por todas as suas REAIS posições, dentro em breve os incidentes e infelicidades diárias que ocorrem naquela região do globo, farão apenas parte do cânone mais negro da história das últimas décadas.
Claro que é verdade que um punhado meses ou anos não chegam para esquecer a frustração e a humilhação de décadas de ocupação israelita. Claro que é verdade que um punhado de meses ou anos são insuficentes para esquecer o terror fundamentalista das organizações pró-palestina perpetuado contra Israel.
No entanto, para quebrar este ciclo vicioso, cuja razão já ninguém percebe de que lado é que está, ambas as partes deverão respeitar e cumprir o espírito e a letra dos acordos de Oslo. Esses e apenas esses serão o remédio por ora, e devem ser rigorosamente cumpridos enquanto um novo paradigma não resplandecer da alma israelo-palestiniana. Apenas os acordos de Oslo serão um tratamento completo e permanete para as feridas israelo-palestinianas.
Se ambas as partes deixarem de ser antípodas uma da outra, o compromisso, sob a batuta de Oslo, será possível e a tão desejada paz, eclodirá e fluirá como a coisa mais natural deste mundo, numa região que não sabe o que isso é há mais de cinco mil anos.
Programas
Quanto às propostas do PSD são bastante semelhantes a estas:
- dinamizar o Parque de Ciência e Tecnologia
- criar um centro incubador de micro empresas, associando
a investigação à aplicação industrial, numa parceria com a
Universidade do Minho e o Parque de Ciência e Tecnologia
- criar uma estrutura de formação pós-básica e pós-secundária
em diferentes áreas de formação, para jovens à procura do
primeiro emprego e desempregados, associada ao Parque de
Ciência e Tecnologia
- incentivar a transformação de unidades fabris devolutas em
centros de serviços e estruturas de apoio à arte, cultura e lazer,
bem como a instalação de micro empresas
- criar e instalar o Laboratório da Inovação e do Empreendedorismo
- incentivar a inovação e diversificação industrial e a instalação de
indústrias tecnológicas, pela isenção de contribuição autárquica
- incentivar a deslocalização de empresas do centro urbano
- Criar novas áreas industriais no âmbito da revisão do PDM,
potenciando as infra-estruturas viárias e de água e saneamento
entretanto construídas
- instalar quiosques multimedia em diferentes espaços
do município
- alargar o sistema wireless a outros espaços.
Adivinhem de quem são... Sim, do PS de Guimarães, que apresentou o programa na Segunda-Feira.
Defendendo a minha sardinha, o PS de Guimarães foi o único partido que se abriu à sociedade com o "Prosseguir Guimarães". Bem ou mal é um exemplo que devia ser seguido em todos os municípios do país e por todos os partidos. Isto permitiu criar uma espécie de Estados Gerais ou Novas Fronteiras, mas a nível do município. Em muito o programa eleitoral do PS se deve a isto. Daí a sua riqueza.
P.S. - Mais uma vez dou as boas vindas ao camarada Renato que comigo está no Secretariado Nacional da JS.
Desemprego
Guimarães tem uma taxa de desemprego quase do dobro da média nacional, trocando por miúdos 12% mais de 14000 desempregados, sendo a média de idade dos desempregados de 45 anos e são pessoas com poucas aptidões profissionais, pois toda a vida trabalharam no sector dos têxteis.
Como é que afirmas, “quem dera a maior parte dos concelhos do país estar como o nosso”?
Miguel,
Um presidente de câmara não é obrigada a criar emprego, até pelo contrário claro, mas para teres uma ideia da realidade há concelhos onde a câmara municipal tem 1200 funcionários, um exagero….quem paga o défice?
Mas fiquei estupefacto com a tua afirmação, um presidente de câmara não tem instrumentos para criar emprego na região?? Não?
“Se este é o maior problema social do concelho, terá que ser a primeira preocupação do executivo camarário.”
Um presidente de câmara poderá implementar na Câmara Municipal as mais variadas medidas de combate à diminuição da já muito elevada taxa de desemprego do concelho, entre outras:
- Criação de um pelouro para o Desenvolvimento Económico e Formação Profissional.
- Construção de um Parque Tecnológico e de escolas de formação profissional devidamente equipadas que desenvolva valências tecnologicamente avançadas como a electrónica, informática, mecânica, electricidade e outras, colaboração na obtenção de fundos comunitários.
– criar condições para a Câmara Municipal construir novos parques industriais que fomentem novos investimentos no concelho.
– Redução das taxas de construção para novas unidades industriais.
– Redução das taxas de loteamento para parques industriais privados .
– Redução da derrama sobre o IRC.
PS(D): Algumas destas medidas fazem parte do projecto autárquico da candidatura do PSD à Câmara Municipal de Guimarães, gentilmente cedido pelo nosso homem do aparelho, Nuno Leal
quarta-feira, setembro 21, 2005
Cá estou eu!
Ora então cá estou eu...
É com enorme prazer que escrevo este meu primeiro post Cósmico!
A convite de um amigo (Damas), tenho frequentado este blog com curiosidade e atenção e devo confessar que ele me suscitou muito interesse logo na minha primeira abordagem.
Assim, através dos já famosos "contactos" priveligiados deste nosso Portugal, consegui finalmente o tão desejado convite para participar e dar os meus contributos neste "nosso" Observador! Agradeço ao administrador (Miguel Carvalho) por isso.
Juro solenemente (ou não), deixar-vos aqui sempre que entender oportuno, as minhas divagações, opiniões e o que mais me vier a cabeça...
Desde já vos informo que sou um homem de esquerda moderada, democrata e social e por conseguinte, defendo e partilho as ideais subjacentes a esta ideologia.
Não pretendo agradar a "Gregos e a Troianos"! Logo, atiro a matar sempre que isso seja necessário...doa a quem doer!
Espero que os meus textos possam contribuir de alguma maneira (seja ela qual for), para o debate e troca de ideias, entre todos os cosmonautas.
Em breve darei noticias...
Abraços e Beijinhos
Olho Vivo
P.S.- Bem-vindo a mim mesmo!!!
Sou um mau reforço para a Revolução Cósmica
A discussão apaixona-me! Não gosto de me impôr...não gosto da propaganda...não gosto da hora da conclusão...
Sou um perguiçoso, um optimista...só que resignado! Não gosto da palavra Revolução!
Sou daquelas pessoa que julgam ter um mundo maior dentro de si, do que fora! Mundo esse capaz de albergar mais medos e contradições que o normal...A ambição e a certeza são alguns desses medos, e o inconformismo ideológico e a resignação com o real a contradição!
No entanto, se a má fé matasse, eu teria uma longa vida e como tal, estarei bem disposto, apoiando esta iniciativa de maior "visibilidade", na sua parte mais invisível ... e inevitávelmente dizendo "não concordo", "não gosto" e claro, "isso é uma utopia"!
Sugestão
Abraços a todos.
Foto de: Hugo Delgado
A União Cósmica
Também já me começava a sentir, de certa forma, um daqueles tipos que "falam, falam, falam mas nunca fazem nada".
Nestes últimos oito meses, todos desenvolvemos as nossas ideias e opiniões sobre tudo e sobre nada. Desde política, economia, justiça, educação, saúde, questões sociais, relações internacionais, desporto, etc. Como muito bem falou o João da Ega, não a mim mas eu já soube, faltou-nos falar mais de amor e sexo. Iremos, com toda a certeza, dedicar mais tempo à prática que mais prazer oferece ao Homem e que, no entanto, não deixa de ser um tabu, um problema ético, algo reprovável, um pecado ou um crime conforme a sociedade em que estejamos inseridos. Ainda há quem defenda que na idade média a sociedade também evoluiu. Eu considero que, se pusessemos esses mil anos numa balança, o peso da regressão seria imensuravelmente superior. Mas, sobre isso e sobre o sexo enquanto acto de prazer e indissociável do mundo animal, falarei noutro momento.
Queria eu com isto dizer que estes nove meses serviram para nos apercebermos das nossas diferenças na forma de atingir um ou vários objectivos comuns, tais como bem-estar social e justiça.
No entanto, e eu acredito que todos nós pensamos realmente assim, há várias coisas que nos unem: a luta contra a corrupção, a transparência política, a simplificação das leis, a responsabilização política, etc. Realço este último porque é aquele que mais me revolta. OS POLÍTICOS MENTEM DESCARADAMENTE E NADA LHES ACONTECE. A avaliação do seu trabalho é feita nas urnas, mas, a responsabilização tem que estar prevista numa lei simples e transparente.
Tenho algumas ideias sobre o que se fazer sobre este tema, que assentam nos seguintes pilares:
- O vencimento dos políticos passa a estar indexado ao grau de execução do programa apresentado;
- Criação de um modelo de apresentação dos programas eleitorais - Simples, claro, igual para todos os partidos e que todos os portugueses pudessem facilmente ler e compreender;
- Criação de um orgão de avaliação do grau de execução do programa eleitoral - com base no modelo que tenho pensado, qualquer um poderia pertencer a este orgão porque a simplicidade do modelo permite averiguar muito facilmente o nível de execução do projecto político.
Provavelmente, depois de o partilhar convosco serão encontradas muitas falhas, mas espero que não o achem impraticável.
As democracias modernas estão actualmente a atravessar uma grave crise de credibilidade. Os políticos, em todo o mundo ocidental, são vistos como mentirosos e oportunistas. Se eles mentissem mas fossem punidos por isso, mas não, nada lhes acontece. O Durão Barroso e o José Sócrates se chegassem ao fim da legislatura e não vissem nem metade do vencimento a que teriam direito, provavelmente pensariam duas vezes antes de fazerem precisamente o inverso daquilo que disseram uma semana antes. É muito vergonhoso.
Mas, e para finalizar, temos cósmicos liberais, sociais-democratas, socialistas, maoistas, de todos os quadrantes. Mas, acredito, todos somos defensores da DEMOCRACIA.
Por isso, o meu repto é que, se criarmos um movimento tertuliano, ele incida sobre a defesa do sistema democrático que por sua vez, a meu ver, passa pela criação de condições para a dignificação da classe política.
Para isto, nada melhor do que uma reunião cósmica à hora de jantar, onde seja discutida a possibilidade de uma intervenção com, no mínimo, maior visibilidade e, no máximo, que as nossas ideias e medidas sejam adoptadas pela lei.
Libertinos de todo o mundo, uni-vos!
A revolução cultural maoísta enquanto motor de uma globalização justa e fraterna

" É necessário que o pensamento do homem seja revolucionado, e que todos os revolucionários cerquem as cidades e transformem cada burguês num revolucionário!E cada oprimido num revolucionário! Uni-vos!"
Mao-Tsé-Tung in "Carta da Revolução Cultural" (Celta Editores, 2002)
O que é a Política? Trata-se de uma interrogação secular, que vem de Aristóteles até aos nossos dias, e jamais cessará de ser feita. Mas a resposta à pergunta do que realmente seja a Política, dependerá sempre da óptica, da ideologia, do critério segundo o qual se responda.
Pensadores e autores vários, referindo-se à actividade ou ao exercício prático do poder, declaram que a política constitui uma arte. Os gregos definiam esta como " arte de governar os povos", Littré via-a "como a ciência de governação dos estados", Maquiavel como " a arte de mentir a propósito" e Lenine como a " a doença infantil do comunismo".
No fluir político, cada organização social está geneticamente ligada às suas antecedentes e explicará as subsquentes. A política não se processa por zonas estanques e desvinculadas, mas antes pela interacção entre o todo que constitui uma nação.
Ora, o Estado-Nação ou mesmo o Estado per si, faz parte do passado pelo que, o processo de globalização sustitui-o pelo supra- estado ou pelo infra-estado, dependendo consoante a óptica defenda o well-fare-state ou o estado guarda-nocturno. Teremos, então de olhar a política pela interacção entre o todo que constitui, já não a nação, mas todo o mundo.
Estando agora no campo do global, a política, defronta-se com uma pluralidade de organizações socias, com uma panóplia de sistemas, e cujos objectivos antagonistas.
Por isso, a governação dos povos, é hoje mais dificil que nunca. A única forma de vivermos todos em uníssono, numa fraternidade global, é a de partirmos do subjectivo para o objectivo, através de uma "revolução cultural" global.
Deve ser inculcado no indivíduo uma ideologia que radicalmente o transforme, sem ter em conta o grau da evolução económica da respectiva sociedade. Trata-se de uma revolução que toque o o homem naquilo que ele tem de mais profundo, a sua alma e o seu pensamento.
Só desta forma, asiáticos, europeus, esquimós, americanos do norte, sul americanos, africanos e àrabes poderão todos trabalhar para o mesmo fim.
É pois, fácil de compreender, o motivo por que a teoria maoísta, da revolução intelectual das massas, poderá desempenhar um papel morigerador e catalizador de uma nova ordem global.
Optimismo II (demasiado estupidificado para arranjar um título decente)
Antes de mais, gostaria de referir que pertenço a uma jota e que trabalho directamente com pessoas das quais me orgulho de conhecer. Temos momentos de intenso trabalho, outros de menor, mas vamos dando o que podemos com uma única ideia: "nunca dizer «sim» sem saber para quê ou por quê". Outra ideia é manter a distância entre o partido e a jota. Um pertence ao outro, mas são coisas diferentes, que têm pensamentos diferentes (pelo menos, por enquanto). Por isso, não me sinto desiludido com a jota em si, é mais com os seres parasitários que de quando em vez surgem e que parecem colher os seus frutos dentro dos partidos. Isso sempre me revoltou. Se querem que o diga abertamente, direi: a JSD tem desempenhado um bom trabalho; a JS (e o grupo do qual faço parte), não sei avaliar, mas acredito que sim. Porém se perguntarem a algumas pessoas, as quais vos posso indicar, dirão que não, que está "inoperante". Talvez esteja, mas o que se entende por inoperância: reflectir sobre o concelho, ter ideias próprias, fazer actividades, não pensar na militância compulsiva, fazer actividades que vão para além da festinha no lugarejo X ou do joguinho no campo Y - se é isto, então, realmente, estamos inoperantes. Mas pelo menos, quando deixarmos isto poderemos olhar para trás e dizer que durante uns tempos a JS fez mais do que abanar bandeiras.
As jotas são importantes, bem mais do que se pensa. É somente necessário que os partidos olhem para elas com mais cuidado. Que lhes dêem a atenção devida. Neste momento não tenho razões de queixa do PS Guimarães, salvo excepções, mas existe sempre a tentação por parte de alguns de dominar os jovens, certo?
Os seres parasitóides habitam em todo o lado, seja no PS ou no PSD de Guimarães. Há-os nas listas de um e de outro e dos outros, ou não é assim? Claro que é, todos nós sabemos isso.
Sim, já ouvi falar do Fórum Vimaranis e considero esse tipo de iniciativas louváveis, mas diz-me se são ou não poucas? Diz-me se não são raros os movimentos cívicos. Não quero fazer uma crítica à participação cívica dos vimaranenses e dos portugueses, apenas existe demasiada dependência do que está instituído. Não foi em vão que demorámos quarenta anos a acabar com uma ditadura... Há um filósofo/pedagogo português que dizia que nós estamos sempre à espera do Estado. Referia-se neste ponto ao facto de em Portugal não haver, na altura, escolas criadas por quem queria que houvesse, por exemplo, para os filhos. Hoje já se encontra ou outra que foram criadas através de cooperativas de pais, mas ainda sofremos do mesmo mal. Eu sofro desse mal. Talvez se não sofresse em vez de estar na JS estaria num outro local, criado pelo grupo de amigos e por mais alguns.
Caro Nuno, caro Pires e caros observadores, fazer oposição, todos sabemos, é bem mais fácil do que defender quem está no poder. Dizem-me que não critico o meu partido, tu, Pires, bem sabes que é mentira, meu malandro. Critico. O PS não é perfeito, nunca há-de ser. E se sou militante do mesmo prende-se apenas com o facto de concordar com a ideologia que este pretende defender. Talvez me seja mais fácil criticar publicamente o poder central do que o local, pois estou inserido no meio e conheço muitas das pessoas que trabalham para a melhoria do concelho e porque sei que, as que conheço bem, tentam fazer o seu melhor de um modo altruísta. O problema do desemprego não seria nunca resolvido pela Câmara, agora que esta poderia ajudar a resolvê-lo sim, concordo. Uma das maneiras seria promovendo mais escolas profissionais e formação profissional, algo que o Centro de Emprego ineficazmente faz. Mas por aí não entro, pois não conheço profundamente até que ponto as competências da Câmara lhe permitem funcionar da forma que propões.
Bom, isto já parece o testamento de alguém muito rico. Por isso, para terminar, gostaria de referir o que me desilude não é a política local, nem são os partidos, são as pessoas. A política local, se querem que avalie, até me parece rica. Temos por cá bons políticos. Acreditem ou não, temos. Porém, também há os maus, os que estão cá para alguma coisa mais. Seja nas jotas ou nos partidos, à volta dos bons políticos há sempre os maus, os que aspiram a ser importantes e que por isso vão usando os seus truques. Não falo do Magalhães nem do Rui Vítor Costa, esses aspiram a ser eleitos, mas já estão em cargos que lhes permitem mostrar alguma coisa sem ter que tratar mal os outros. Falo da arraia miúda, dos que gravitam à volta e que têm medo de perder o lugar ou de não chegar a esse lugar.
Bom, meus caros, alguém me obrigue a mudar de assunto, p.f.
terça-feira, setembro 20, 2005
Optimismo
Em relação ao país, eu acredito que seremos capazes de sair da cepa torta, vai custar, mas acredito. Agora em relação a partidos políticos, já que faço parte de um, sei o que é isso e sei que os partidos e as jotas só sobrevivem na sociedade não por conseguirem ter os melhores, mas por passarem uma falsa ideia de poder. Por que continuamos a ter eleições em que são residuais o número de listas de independentes? E por que continuam essas listas de independentes a ser, na sua maioria, de ex-militantes de partidos (que foram despachados) ou controladas por interesses muito piores que os interesses dos aparelhos partidários? Uma razão apenas, o povo queixa-se dos partidos, mas continua a agir como se não lhes pudesse nunca tirar-lhes o poder.
Às vezes gostava de ver como seria se votassemos todos em branco.
Uns têm simpatias para a direita, outros para a esquerda, mas, sinceramente, e infelizmente, perderam-se as ideologias - e os partidos cairam nessa onda dos yes-men. Não me interpretem mal, não sou apoiante do Alegre e muito menos o admiro. Admirá-lo-ia mais se ele se candidatasse, agora que faça o mesmo que o professor Cavaco Silva, isto é, criando um tabu e aparecendo de quando em vez para que ninguém se esqueça dele, isso não apoio. Votaria nele? Não sei. Agora, nunca.
Outra coisa, por que é que nennhum dos meus caros companheiros cósmicos escreve para um jornal da terra? Eu já escrevi, mas cansei-me, porque os próprios jornais obedecem a uma exigência: que os redactores sejam políticos. Poucos o não são. Creio que todos os que aqui estão, políticos ou não, escreveriam melhor que a grande maioria dos cronistas vimaranenses.
Um último ponto, por que é que após tudo o que cá li e o que escrevi, não formamos, ainda, um clube de debate público. Isto é, algo físico, algo mais tertuliano? Algo que mostrasse uma vontade de participar activamente independentemente dos partidos? Por que não o fazemos? Sei que o observador é agradável, mas será que teríamos coragem, todos, de sair à rua, e numa tertúlia pública, num clube de intervenção, criticar os nossos partidos, os nossos governantes da mesma maneira que o fazemos aqui?
Bom, um abraço e obrigado por me receberem e aturarem. :)
Anónimo
Caro Miguel Carvalho, cada vez estou com o pensamento mais próximo do teu, em termos partidários. Os partidos político não têm sabido formar decentemente pessoas capazes. Cada vez mais os partidos se mergulham em teias de caciquismo e de yes-men e pouco mais vão para além disso. Sendo os outros castigados com falta de apoio e com traições à mistura. Não citarei exemplos aqui, nem tão pouco aludirei mais a este tema, por enquanto. Talvez um dia, quando desistir de vez de acreditar que nós ainda podemos mudar o mundo. Quando esse dia chegar, então apenas andarei aqui a gastar o ar que outros, melhores, poderiam respirar. A todos vós o meu carinho, por não me fazerem ainda acreditar que existe algo mais para além dos lugares, dos caciques e da ganância. Desta vez é um até já.
segunda-feira, setembro 19, 2005
Parabéns
Os meus sinceros parabéns e muitos anos de vida.
"33 a conta que Deus fez"
Será desta?!? :-))))) JANTARADA
O número 10.000 foi atingido, é véspera de autárquicas e a animação promete ser muita... O nosso economista enólogo Dr. Pires, encarregar-se-á de marcar restaurante. Estamos abertos a sugestões de pratos típicos da terra do afonsinho, já que relativamente ao tinto temos especialista... :-))
Data: Sexta-Feira, dia 30 de Setembro
Local: Berço de Portugal ou Guimarães
Beijo prás meninas e abraço prós meninos...
Post Scriptum - Confirmação até segunda-feira, dia 26 de Setembro
sábado, setembro 17, 2005
Metro do Porto
Foi inaugurada a Linha Amarela do Metro do Porto, que vai permitir a ligação entre a cidade "Invicta" e Gaia. A construção desta linha obrigou à adaptação e reestruturação da centenária ponte D. Luiz., tendo 60 por cento da estrutura sido substituída, devido ao estado de degradação em que se encontrava.A rede do Metro portuense passa a ter 35 quilómetros de extensão, distribuídos por quatro linhas e 44 estações, doze das quais subterrâneas, distribuídas pelos concelhos de Matosinhos, Porto, Gaia e Maia.
«Esperamos que depois das eleições autárquicas, o senhor primeiro-ministro venha conhecer este grande projecto, porque para a Área Metropolitana do Porto é mais importante do que a Ota e do que o TGV» -Valentim Loureiro
A Manif do PNR

Organizada pelo Partido Nacional Renovador (PNR), com o apoio do movimento de extrema-direita Frente Nacional, a manifestação foi anunciada como um protesto «contra a adopção de crianças por casais homossexuais, pedofilia e lobby gay».
«Não somos contra os homossexuais ..... mas contra o homossexualismo ideológico, que se manifesta no impor comportamentos desviantes à sociedade como se fossem normais», ....«o lobby gay é um lobby homossexual organizado com uma agenda política concreta»
José Pinto Coelho - Presidente do PNR
sexta-feira, setembro 16, 2005
quinta-feira, setembro 15, 2005
Rumo à Conquista

O grande SPORTING inicia hoje mais uma caminhada rumo a um título europeu. Estou plenamente convicto que vamos fazer uma excelente época, onde os azares da última semana de competição do ano anterior não se verificarão. E se assim for, este ano será tudo nosso...
FORÇA SPORTING.
Sempre a combater,
A curva a cantar,
Pra te ver ganhar,
FORÇA SPORTING OLÉ...
Citação sobre a mudança
"Há duas coisas que a experiência deve ensinar: a primeira é que se torna indispensável corrigir muito; a segunda é que se não deve corrigir de mais."
Autor: Delacroix , Eugène
quarta-feira, setembro 14, 2005
O meu Ideal de Sociedade
Para o Estado defendo as seguintes funções:
- O Estado deve assegurar a sobrevivência de todos os seus cidadãos, através da distribuição gratuita mas racionalizada de comida e água; Sem a existência da propriedade privada, estes bens seriam-nos oferecidos pela natureza e são um direito apenas pelo simples facto de termos nascido.
- O Estado deve assegurar a todos os seus cidadãos a liberdade de expressão e de circulação;
- O Estado deve prestar os seguintes serviços à sociedade: saúde, educação, segurança e justiça;
- O Estado deve regular a actividade económica de uma forma simples e quase minimalista através da fixação de um salário e horário de referência e de regulamentar ao nível das condições de trabalho e de protecção do ambiente;
Para o exercício destas funções o Estado necessita de receitas. Estas seriam obtidas através de um sistema fiscal simples e transparente, assente apenas nos impostos sobre os rendimentos das pessoas e das empresas (taxa única para os dois) e acabariam todos os impostos indirectos. Provavelmente a taxa de imposto teria que ser 50%, como se paga nos países escandinavos, mas todos os produtos ficariam incomparavelmente mais baratos.
Os valores superiores e intocáveis defendidos por este Estado seriam: a liberdade e a paz.
Com tanta liberdade, como posso eu ser de esquerda ou de direita? Cada uma restringe áreas específicas da sociedade.
P.S. - Para isto ser possível teriamos que sair da U.E. ou este Estado ser adoptado ao nível comunitário. Caros Johny e João da Ega, neste Estado não seria necessário trabalhar para sobreviver, mas se quisessem ter uma TV ou um carro teriam que o fazer. Este texto carece de tempo e de uma reflexão mais profunda... :)))
terça-feira, setembro 13, 2005
Sr. Primeiro Ministro, ouça o que eles dizem!

" Uma subida geral na taxa dos salários resultaria numa queda da taxa geral do lucro, mas, em termos gerais, não afectaria os preços das mercadorias"
" Aumentando a taxa de salários, cresce o consumo e, forçosamente, diminui o desemprego"
"Uma subida geral dos salários produziria uma subida na procura e, consequentemente, os capitalistas seriam compensados, pelos preços de mercado resultantes do aumento de vendas das suas mercadorias."
Karl Marx e F. Engels in "Salário, Preço e Lucro" (Edições Avante, 2004)
Utopias Cósmicas - a minha via!
Ideias não faltam, talvez não haja nada tão inútil e apaixonante como pensar e simular virtualmente modelos de sociedade...eu acho que já falei sobre isto há uns tempos...
Vou dar mais um tirito: eu já li e pensei muito sobre isto e, já concluí que desenvolver modelos que estejam completamente desfasados do nosso mundo, não passarão de modelos e belas ideias...a atitude inventora é sempre benéfica para a discussão, mas a prática de um modelo tem um ponto de partida que não se experimenta em laboratório...há que pegar sem dúvida na nossa sociedade. Para mim, que não sou fascista, é difícil dizer isto, mas eu acho que a liberdade das iniciativas individuais deve ser restringida, e para mim, deve ser pelo Estado que fornece condições à Justiça e à coacção, (A ver o debate do programa do canal 1 ontem sobre assuntos imobiliários obscuros nos municípios) tudo o que é fiscalizações e inspecções, confirmou-se de fulcral para o desenvolvimento sustentado das sociedades).
Olhando só para a Europa, pois considero o bem-estar social mundial impossível, acho que a solução é sobretudo fiscal:
Li há pouco tempo um artigo sobre Tributação Forfetária, e posso dizer que me agradou bastante. Uma empresa, por exemplo, terá que pagar um imposto fixo de X se obtiver Resultados Líquidos no mínimo de Y.Pagará o mesmo X se tiver de R.L . Y+1. Este nível de Y seria fixado governamentalmente para as diversas actividades (em género de objectivos). Esta medida ria limitar o número de empresários aos lucrativos e competitivos, e incentivar a inovação. Quem não gerasse o valor necessário, pagaria uma boa maquia para o Estado (tem que haver um líder!), que, através dos seus eficientes gabinetes (a minha utopia está aqui) proporia alternativas para a disposição de aplicação de capital do empresário!
Desta forma dava-se início a uma espécie de mistura entre a boa iniciativa privada e a bem intencionada Planificação Central. A Justiça e os seus membros inspectivos e fiscalizadores são fundamentais... talvez com grandes gastos no início, mas passados uns anos, tinham-se espantado os chicos-espertos e reeducado as pessoas!
segunda-feira, setembro 12, 2005
A nova Constituição da República
Aqui vos deixo a nova Constituição da República, a qual sucederá à Constituição vigente de 1976 e a qual vigorará durante mil anos.
"Carta Constitucional da República Portuguesa
Portugal é uma República soberana de homens livres, felizes e fraternos.
Todo o Homem é livre. Livre do estado, livre de Deus, livre das Leis, livre de qualquer instituição. Talvez não seja livre da vida, mas este conceito encontra-se em discussão e não é consensual.
O Homem é um ser para a vida.
Não é certo que o Homem existe, que a vida existe e que isto não passa de um sonho. Não é líquido que assim seja. De qualquer forma, cada indivíduo sabe que pensa e é tido como consensual que o pensamento existe.
Todo o indivíduo deve pautar-se na acção e na omissão por uma coerência própria do mundo das ideias e ter um comportamento fraterno e eticamente válido para com os outros, mesmo que os considere ficções ou mero engano dos sentidos.
A fraternidade é condição sine qua non para a felicidade.
O Homem vive preferencialmente em sociedade.
Portugal é uma República e como tal uma sociedade. Os cidadãos podem optar por viver livremente em Portugal ou no resto do mundo. As sociedades em que existe o valor físico e monetário da propriedade são por nós reprovadas, por se encontrarem nos antípodas da nossa civilização. A entrada e saída de cidadãos nacionais e estrangeiros é permitida, mas limitada filosoficamente.
O Homem tem liberdade de querer ser mau, predador e egoísta. O Homem tem a liberdade de querer ser capitalista, não porque nós a concebemos, mas porque essa liberdade advém do nascimento completo e com vida.
Pelo facto de não existir moeda, forma de pagamento ou qualquer tipo de transacção o indivíduo que quiser viver numa sociedade capitalista ou similar, terá de abandonar o país. Isto não é uma restrição, nem uma proibição, é uma mera axiologia ética.
Não existem verdades Universais.
A verdade é em si mesmo uma utopia. A verdade pressupõe a existência da mentira, visto resultar do seu contrário. Se não existe mentira, também não é concebível a existência de verdade. As coisas pura e simplesmente são.
É proibido proibir.
A proibição é um exercício opressor de cidadania. Liberdade e proibição são dois princípios inconciliáveis. Não existe proibição, enquanto imposição à conduta externa do indivíduo. O cidadão sabe como agir, pelo que não necessita de qualquer medida restritiva ou coactiva. A Liberdade é um fim absoluto que abraça o objectivo da fraternidade e da felicidade.
Não existindo verdades, não é concebível a existência de Deus. Mas também a não existência de tal ente, é da mesma forma inconcebível. Esta é uma questão interior. As crenças e os cultos são coisas privadas fazendo parte da lenda pessoal de cada um. As crenças e os cultos não devem colidir com a liberdade individual.
A expressão dever é aqui utilizada enquanto dever moral, sujeito aos imperativos categóricos kantianos. Não que sejam os únicos, ou que sejam absolutos, mas é consensual, que os imperativos de Kant se aproximam do absoluto. Por força do binómio razoabilidade/ exequibilidade a norma Kantiana é tida como imperativa.
O nosso léxico é rico e prol na utilização desmedida da palavra verdade. Tal é devido a uma influência da doutrina romana-cristã na evolução da Língua portuguesa. Concluiu-se que esta utilização linguística, na maior parte dos casos, não passa disso mesmo, reportando-se a uma mera força de expressão. O vocábulo verdade, sempre que usado, não tem como significado uma concepção absoluta, omnipresente e universal da verificação de um facto ou ideia.
Numa sociedade iluminada a democracia é um sistema quase perfeito.
Cidadãos com elevadíssimo nível de conhecimentos a juntar a uma correcta e eficiente utilização dos meios tecnológicos que dispomos, são condições essenciais para a plenitude democrática.
Todos somos seres para os outros.
A nossa própria solidão é um reflexo da convivência alheia. As demais sociedades apresentam como referência o “self made men”, o indivíduo que se faz à custa dos outros. Na nossa sociedade, o homem faz-se com os outros. Ajudar a causa alheia e conviver com os demais cidadãos não é um imperativo ético, é uma necessidade e uma condição de felicidade. Em Portugal o ser é fraterno. Somos terra de homens felizes porque todos somos irmãos.
Resolução de conflitos:
A diferença é o apriorismo fundamental da civilização. A diversidade é um tesouro da humanidade que se deve cultivar e preservar.
O Homem é um ser imperfeito. O erro é imprescindível à própria condição de Homem.
Existe uma comissão para derimir questões de colisões de liberdades. A comissão analisa e o povo decide, usando o tele-voto como instrumento democrático. Da decisão não cabe recurso."
domingo, setembro 11, 2005
sábado, setembro 10, 2005
Um pedido de desculpas insólito!
"Há muitas formas de protestar contra o Governo, mas há quem se
tenha dado ao trabalho de pagar para o fazer! Foi nos classificados de ontem do Público (página 58) que surgiu um invulgar pedido de desculpa: "Rogério Guimarães, cidadão eleitor n.º 6823, da unidade geográfica de recenseamento das Caldas da Rainha, vem por este meio pedir desculpas a todos os democratas por ter contribuído com o seu voto para a eleição deste Governo.". É mesmo um anúncio nédito!"
sexta-feira, setembro 09, 2005
Espaço de Culto

A não perder...
O Cineclube de Guimarães, no centro cultural de Vila Flor (alguém me poderá explicar onde isso fica, exactamente?), exibirá no próximo dia 20, terça-feira, uma obra-prima do cinema alemão, no meu entender: "Sophie Scholl - Os Últimos Dias" de Marc Rothemund, estreado este ano. Aconselho vivamente todos/as leitores/as a aproveitarem esta oportunidade. O filme, que não esteve em exibição na maioria das salas de cinema portuguesas, retrata uma história verídica sobre a oposição de um grupo de estudantes universitários de Munique, denominado "Weiße Rose” (Rosa Branca) ao regime nazi e a condenação de três dos seus elementos. Eu tive a oportunidade de o ver este ano, na Alemanha, e fiquei bastante impressionada, pela quase ausência de cenários (que se resumem basicamente a uma sala de inquéritos e a uma cela), pelas interpretações extraordinárias de uma nova geração de actores e pelo modo como o argumento/enredo nos afecta. Brutal!
Insistência contra a pobreza extrema
- perdão da dívida aos países democráticos mais pobres (ainda bem que esta já foi em parte tomada);
- liberalização imediata dos produtos agrícolas; esta medida é fundamental e é essencialmente por causa disto que combato a PAC.
- boom de investimento em infra-estruturas básicas como vias de comunicação, saneamento, água potável, hospitais e escolas;
- oferecer condições para que todas as crianças possam frequentar a escola (livros, material escolar, envio de professores). A educação é meio caminho andado para a auto-suficiência. Se apostassemos forte na educação, daqui a 2 décadas o problemas estaria praticamente resolvido.
- combate efectivo à sida. Urge disponibilizar medicamentos e tratamentos mais baratos que possibilitem o acesso a todos os doentes. Estes são os números do continente africano em 2003: 3.2 milhões de novos infectados, 2.3 milhões de mortos, 26.6 milhões de vítimas infectadas.
Quando penso que existem milhões de crianças sem nada para comer e sem água para beber, sinto vergonha de pertencer a esta espécie.
Primeira Sondagem
CAVACO - 49%
SOARES - 32%
Aconselho todos os interessados a lerem as estimativas desta sondagem. As hipóteses que colocam aos eleitores de cada quadrante político são bastante interessantes.
Um exemplo: Quase metade dos eleitores que votam Louça na primeira volta, na segunda votariam Cavaco. E esta, hein?
quinta-feira, setembro 08, 2005
Técnicas Políticas: "Em Cima do Joelho" - Parte I
É muito simples e facil de aplicar, basta reunir uma serie de requisistos e JÁ ESTÁ!
É preciso:
1º) um problema que careça de uma solução mais ou menos urgente;
2º) um Governo que queira resolvê-la rapidamente ( a eficacia da medida é irrelevante);
3º) uma comunicação social que venda tudo como a "Melhor Coisa do Mundo".
EXEMPLO:
Formação em Matemática para Professores do Primeiro Ciclo
Para começar a formação, para já, é so para os professores dos 3º e 4º anos.
Em segundo lugar, não é formação cientifica, mas formação pedagógica. E quem vai dar essa formação pedagógica?! As mesmas pessoas que formaram os professores primarios!
Confuso?
No minimo, meus caros!
Mas no fundo é simples: o Governo em vez de apostar em formação cientifica no campo da matematica junto dos professores primarios, não senhor, prefere formar a sua pedagogia no "Universo dos Números".
E voltam assim a encontrar os antigos professores...
passo a citar parte da noticia do DN de Quinta-feira, 8 de Setembro, para ajudar a perceber:
"A ideia é que, pelo menos uma vez por mês, um professor da ESE (Escola Superior de Educação) assista e participe numa aula, ajudando o professor a desenvolver novas competências pedagógicas no ensino da matemática."
Este é um bom exemplo daquilo a que podemos chamar "Medida Em Cima do Joelho"!
Reparem que não se vai à raiz do problema!
Os curriculos dos cursos para professores primarios foram alterados, de maneira a ter uma componente matemática mais profunda? É claro que não!
E porque não? Porque estes professores são alunos derivados das áreas de Humanidades que não tem uma disciplina de Matemática durante 2 anos, logo não se pode pedir muito deles!
Até porque uma parte significativa fugiu da Matemática no Secundário, como o Diabo foge da Cruz!
Vai daí, aplica-se a solução mais fácil. E daqui a a uns tempos, estão outra vez a arranjar mais uma maneira de combater o insucesso na matemática. Porque em vez de tomar uma medida decente, que ataque a raiz do problema, não, optam por "Medidas Em Cima do Joelho"...
... até quando?
Reflexão II
When Mebula Ramsandra
Was five years old
His mother told him that if he wanted
To be a big strong man
He'd have to drink all his milk
And he did
When Mebula Ramsandra
Was seven years old
His teacher told him that if he wanted
To go to grammar school
He'd have to try harder with his homework
And so he did
When Mebula Ramsandra
Was fifteen years old
His lecturer told him that if he wanted
To be a lab technician
He would have to go to University
And he did
So, ten years later
When Mebula Ramsandra
Was twenty-five years old
A big, strong, clever, educated and postgraduated
The man on the other end of the telephone said
If he wanted to work for him
He'd have to be big, strong, clever, postgraduated
And white.
Valerie Noble
A minha Utopia
Sou adepto do velho ideário revolucionário que tem como axiomas únicos e cumulativos a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade. A sua conjugação é imperativa e não admite restrições. Se a liberdade fosse restringida viveriamos sob o signo da ursupação; Se a igualdade for apenas formal e não material, encontraremos uma sociedade bem parecida com a nossa onde o fosso entre ricos e pobres é assustador; Se a fraternidade for substitúida pela solidariedade, como acontece, faz com que vivamos numa sociedade hipócrita em que ajudar o outro é um imperativo de cordialidade, de bom senso, ou de vangloria pública e nunca um imperativo categórico moral independente de recompensa, que tem em vista o amor entre os Homens.
Tendo em conta que o conceito de Estado desapareceu, como costatou Fukuyama, e que a ordem global impera, não faz sentido vermos as coisas do ponto de vista nacional, pois este é irrelevante e tenho, mesmo, dúvidas sobre a sua existência. Os problemas terão, então, de ser entendidos à escala mundial.
O maior problema que encontramos nos dias de hoje, é a "decaláge" entre os países desenvolvido e os restantes. Apesar de todos os problemas que o primeiro mundo atravessa, temos um nível de vida excelente. Demasiadamente supérfluo, mas ainda assim excelente.
Por muito altruistas que possamos ser, é da condição humana, sermos incapazes de destruir o nosso "modus vivendis" para o substituir por um, em que o nível de vida material seja pior, mas em que exista uma simetria entre as populações do globo. Por isso, o ónus, está no lado das pessoas que vivem nos países subdesenvolvidos e, as quais, representam 80% da populção do planeta. O ónus revolucionário está no lado dos negros, dos asiáticos, dos sul-americanos e dos àrabes.
Existem recursos suficientes no planeta para que todos possamos viver bem. Esse tem de ser o primeiro objectivo de uma nova ordem global e só pode ser conseguido pela via revolucionária, pela revolta daqueles que nada têm perante aqueles que têm quase tudo.
O segundo objectivo é que possamos viver todos em Liberdade, igualdade e fraternidade. Como escrevi no meu primeiro livro "Quinto-império, o primado do Homem" ( Edições Antígona, 1997), esse ideal só pode ser conseguido pondo a ciência ao serviço do Homem. É necessário desenvolver a ciência tendo em conta que o Homem é um ser para o ócio, para o prazer e para a metafísica, substituindo a força motriz humana por autómatos que produzam o mais possível.
O terceiro objectivo tem que passar pela uniformização de um sistema político à escala mundial. A Democracia é o mais justo dos sistemas políticos mas, é um sistema que só releva quando os cidadãos são letrados e esclarecidos e, quando possa ser usada de forma directa. Pelo que na primeira fase, teríamos de viver sobre uma ditadura dos fracos e oprimidos e com todos os inconvenientes que isso acarreta... No entanto, em poucas décadas, poderíamos, com toda a população mundial esclarecida e bem informada, transitar para uma democracia, sem partidos nem lobbies, mas em que a participação seria directa. Defendo para isso, a existência de um comité central global com funções executivas, cujos membros seriam eleitos directamente por tele-voto e cujas decisões seriam promulgadas pelos cidadãos através do mesmo tele-voto.
O quarto objectivo é o estabelecimento do Amor entre os Homens e da Felicidade, mas esse já depende do campo metafísico e está sujeito à mudança de comportamentos milenares e da própria condição humana. Contudo, continuo acreditando no mito do "bom Selvagem" de Rousseau e acho que isso não será assim tão difícil...
Esta é a minha visão e a minha ideologia, pode ser uma utopia, mas fico sempre com vertigens quando penso que a utopia actual chama-se neo-liberalismo, dando prevalência ao "self-made men", sempre à custa de outrém e em que o objectivo é maximizar o lucro.
A "gründ-norm" actual, é pura e simplesmente, termos dinheiro para alimentarmos a nossa insaciàvel gula materia,l e esse não é, definitivamente, o caminho certo.
quarta-feira, setembro 07, 2005
Em Reflexão.....
«No meio de uma economia global cada vez mais próspera, 10,7 milhões de crianças por ano não vivem para ver o seu quinto aniversário e mais de mil milhões de pessoas sobrevivem numa pobreza abjecta, com menos de um dólar por dia................ e as crianças morrem por falta de uma rede mosquiteira.
O total os países ricos gastam anualmente em ajuda 0,25% do seu rendimento nacional bruto. Por cada dólar gasto em ajuda, os países ricos gastam 10 em orçamentos militares, acrescentando que a despesa actual com a SIDA, uma doença que custa três milhões de vidas por ano, representa o valor de três dias de despesas militares».
"Plesidente"
Concordando na essência dos textos do Miguel e do Jonhy relativamente às presidenciais, saliento igualmente que apoiarei o candidato do centro, sendo este o Prof. Cavaco Silva (espero bem que o seja) ou o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.
Mas votarei no partido do Miguel, vulgo Voto Branco..... :) caso não surja um candidato do Centro, isto é, surja apenas um candidato unicamente de direita e votarei igualmente em branco caso o candidato presidencial do centro seja o Prof. Freitas do Amaral, o Dr.Santana Lopes ou até mesmo o Drº Durão Barroso …..nunca se sabe ainda falta muito tempo e como fez questão de dizer o Santana ontem à comunicação social.......” Os candidatos podem surgir ate 30 dias antes do dia do acto eleitoral”.
Mas continua a achar demasiado precipitado falar em eleições presidenciais, e continuo a achar que esta precipitação de apresentação do candidato do PS foi encomendada para desviar alguns focus de atenção menos convenientes.
PS: por falar em Presidente da Republica, quando o Marcelo disse o que disse na TVI o plesidente de alguns portugueses quis imediatamente ouvir pessoalmente o que Marcelo tinha para dizer, e agora relativamente à venda da média capital ao grupo espanhol o presidente não vai ouvir ninguém?...........outros tempos











