Aqui vos deixo a nova Constituição da República, a qual sucederá à Constituição vigente de 1976 e a qual vigorará durante mil anos.
"Carta Constitucional da República Portuguesa
Portugal é uma República soberana de homens livres, felizes e fraternos.
Todo o Homem é livre. Livre do estado, livre de Deus, livre das Leis, livre de qualquer instituição. Talvez não seja livre da vida, mas este conceito encontra-se em discussão e não é consensual.
O Homem é um ser para a vida.
Não é certo que o Homem existe, que a vida existe e que isto não passa de um sonho. Não é líquido que assim seja. De qualquer forma, cada indivíduo sabe que pensa e é tido como consensual que o pensamento existe.
Todo o indivíduo deve pautar-se na acção e na omissão por uma coerência própria do mundo das ideias e ter um comportamento fraterno e eticamente válido para com os outros, mesmo que os considere ficções ou mero engano dos sentidos.
A fraternidade é condição sine qua non para a felicidade.
O Homem vive preferencialmente em sociedade.
Portugal é uma República e como tal uma sociedade. Os cidadãos podem optar por viver livremente em Portugal ou no resto do mundo. As sociedades em que existe o valor físico e monetário da propriedade são por nós reprovadas, por se encontrarem nos antípodas da nossa civilização. A entrada e saída de cidadãos nacionais e estrangeiros é permitida, mas limitada filosoficamente.
O Homem tem liberdade de querer ser mau, predador e egoísta. O Homem tem a liberdade de querer ser capitalista, não porque nós a concebemos, mas porque essa liberdade advém do nascimento completo e com vida.
Pelo facto de não existir moeda, forma de pagamento ou qualquer tipo de transacção o indivíduo que quiser viver numa sociedade capitalista ou similar, terá de abandonar o país. Isto não é uma restrição, nem uma proibição, é uma mera axiologia ética.
Não existem verdades Universais.
A verdade é em si mesmo uma utopia. A verdade pressupõe a existência da mentira, visto resultar do seu contrário. Se não existe mentira, também não é concebível a existência de verdade. As coisas pura e simplesmente são.
É proibido proibir.
A proibição é um exercício opressor de cidadania. Liberdade e proibição são dois princípios inconciliáveis. Não existe proibição, enquanto imposição à conduta externa do indivíduo. O cidadão sabe como agir, pelo que não necessita de qualquer medida restritiva ou coactiva. A Liberdade é um fim absoluto que abraça o objectivo da fraternidade e da felicidade.
Não existindo verdades, não é concebível a existência de Deus. Mas também a não existência de tal ente, é da mesma forma inconcebível. Esta é uma questão interior. As crenças e os cultos são coisas privadas fazendo parte da lenda pessoal de cada um. As crenças e os cultos não devem colidir com a liberdade individual.
A expressão dever é aqui utilizada enquanto dever moral, sujeito aos imperativos categóricos kantianos. Não que sejam os únicos, ou que sejam absolutos, mas é consensual, que os imperativos de Kant se aproximam do absoluto. Por força do binómio razoabilidade/ exequibilidade a norma Kantiana é tida como imperativa.
O nosso léxico é rico e prol na utilização desmedida da palavra verdade. Tal é devido a uma influência da doutrina romana-cristã na evolução da Língua portuguesa. Concluiu-se que esta utilização linguística, na maior parte dos casos, não passa disso mesmo, reportando-se a uma mera força de expressão. O vocábulo verdade, sempre que usado, não tem como significado uma concepção absoluta, omnipresente e universal da verificação de um facto ou ideia.
Numa sociedade iluminada a democracia é um sistema quase perfeito.
Cidadãos com elevadíssimo nível de conhecimentos a juntar a uma correcta e eficiente utilização dos meios tecnológicos que dispomos, são condições essenciais para a plenitude democrática.
Todos somos seres para os outros.
A nossa própria solidão é um reflexo da convivência alheia. As demais sociedades apresentam como referência o “self made men”, o indivíduo que se faz à custa dos outros. Na nossa sociedade, o homem faz-se com os outros. Ajudar a causa alheia e conviver com os demais cidadãos não é um imperativo ético, é uma necessidade e uma condição de felicidade. Em Portugal o ser é fraterno. Somos terra de homens felizes porque todos somos irmãos.
Resolução de conflitos:
A diferença é o apriorismo fundamental da civilização. A diversidade é um tesouro da humanidade que se deve cultivar e preservar.
O Homem é um ser imperfeito. O erro é imprescindível à própria condição de Homem.
Existe uma comissão para derimir questões de colisões de liberdades. A comissão analisa e o povo decide, usando o tele-voto como instrumento democrático. Da decisão não cabe recurso."