quinta-feira, setembro 22, 2005

Politica & Futebol - A Velha e Perigosa Aliança!

A pedido de várias familias, quero desmascarar aqui perante todos vós a perigosa e desonesta aliança entre MAUS politicos e o futebol, neste caso em V.N.Gaia.

Surpreendam-se caros observadores cósmicos!!!

Quero confessar, antes de mais, que sou um adepto ferrenho do FC do Porto.
Sócio, com lugar cativo no Estádio do Dragão e que só um caso de força maior me faz perder um jogo do meu glorioso clube. Sofro com as derrotas e fico contente com as vitórias que, felizmente, nos últimos anos, têm sido mais que muitas.
Bem sei que há outros que gostam do Benfica, do Sporting, do Boavista e até de outros clubes. Ninguém é perfeito!!!
Fui e sou daqueles que concordo com a construção do Centro de Estágio do FC
do Porto em Gaia, porque estou convencido que pode ser uma mais valia para o meu Concelho e uma oportunidade soberana para projectar o desporto Gaiense.
Continuo convencido que é possível conciliar os interesses do meu clube - o FC do Porto - com os superiores interesses dos Gaienses que, como cidadão e autarca tenho o supremo dever e a obrigação de defender acima de todo e qualquer outro interesse. Basta que haja bom senso e que cada um dos legítimos interesses vá apenas até ao limite do possível e do legal.
Ao longo do complexo e sinuoso processo do Centro de Estágio do FC do Porto, por várias vezes, discordei da forma e sobretudo do conteúdo de muitas das decisões, por entender que lesavam gravemente o interesse público dos Gaienses. Contudo, a cegueira eleitoral e o populismo do Dr. Meneses acabou por se impor.
Desde o início que o Centro de Estágio, exigia que fosse estabelecida uma fronteira rigorosa e transparente entre aquilo que são os legítimos interesses do FC do Porto e aquilo que é o soberano interesse público dos Gaienses.
Assim não aconteceu, levando a que a Inspecção Geral de Finanças considerasse que o Centro de Estágio teve uma gestão pública calamitosa, referindo, entre outras ilegalidades, que o interesse público do empreendimento não foi salvaguardado, solicitando ao Ministério Público e à Procuradoria Geral da República que decida sobre as ilegalidades cometidas.

Como autarca e sobretudo como Gaiense, não posso, de forma alguma, aceitar que tendo a Câmara de Gaia gasto 17,5 milhões de Euros com o empreendimento, seja o FC do Porto maioritário no Conselho de Administração do Centro de Estágio; que o FC do Porto pague apenas 500 Euros mensais de aluguer; que os clubes Gaienses não possam usar o espaço; que a iluminação esteja toda a noite acesa gastando milhares de Euros pagos pelo cidadão anónimo; que no ano passado a Câmara tenha atribuído um subsídio de 3,5 milhões de Euros e este ano um outro de 1,8 milhões de Euros, etc..etc…etc…

Peço desculpa aqueles que, como eu, gostam muito do FC do Porto e que querem sempre muito para o nosso clube, mas as minhas obrigações de autarca e principalmente a minha própria consciência, obrigam-me a que, por vezes, decida contra aquilo é o desejo do meu coração, colocando os interesses de Gaia sempre à frente dos interesses do meu clube e do meu próprio Partido, mesmo que isso porventura nos faça perder votos.

Paciência eu sou mesmo assim. Comigo, Gaia está sempre primeiro.

Crónica Semanal nº0 - " Pacta sum Servanta"

Caros camaradas cósmicos, a partir de hoje iniciarei uma nova rubrica, revestindo a forma de crónica, na qual, se me "ajudar o engenho e arte", tentarei trazer para a acendalha do debate temas que julgo serem prementes e os quais, carecem, na minha óptica, de cuidado e atenção.

É tempo de sarar as feridas! Os falcões israelitas e os turbantes palestinianos podem ter razão para criticar os acordos de Oslo. Sendo acordos interinos, eles contêm um número infindável de potenciais àreas de fricção, especialmente porque em ambos os lados há extremistas para quem a explosão é uma opção tentadora. São no entanto, excelentes acordos e os únicos capazes de proporcionar bem estar à região.

A solução para esta situação não é, porém, fazer descarrilar os acordos de Oslo, mas precisamente o oposto. Devem agarrar-se a todos os acordos existentes enquanto se avança para um acordo de paz israelo-árabe global, assente numa divisão permanente e razoável em dois estados soberanos da pátria disputada por judeus e muçulmanos.

Uma vez estabelecido este princípio, ambas as partes podem negociar, num espírito de compromisso pragmático, todos os problemas controversos: segurança, Jerusalém, refugiados, àgua, etc. Mas todos necessitarão de saber que no fim do dia Israel e Palestina emergirão como duas nações vizinhas e não como dois enclaves étnicos retalhados.

De quem é a terra? è uma disputa que pode ser resolvida através do comprimisso.

Qual é a fé que prevalecerá? è um conflito insolúvel...

Existem locais nessa terra "bendita" que devem ser acessíveis aos devotos de todas as religiões, mas que não devem ser controladas pelas forças armadas de qualquer uma delas, como ocorre hoje me dia.

O nacionalismo inflamado é um assassino potencial. A cruzada religiosa é outro assassino potencial. A combinação dos dois é, quase de certeza, mortal.

Os palestinianos, mormente o Hamas e a Fatha, terão de fazer uma opção rápida. Ou renunciam à luta armada contra Israel de um vez por todas e enveredam pelo caminho de uma Palestina em boa vizinhança com Israel, ou optam pela continuidade, que mais não é que danificar as perspectivas de satisfazerem as suas esperanças de um estado palestiniano, efectivamente, soberano.

Por seu turno, Israel tem de procurar uma escolha simples e urgente: ou dividem o país entre eles e os palestinianos ou, suprimem estes.!Se optarem por esta última hipótesse, que tem sido veiculada pelo grosso da população israelita nos últimos dias em resposta à retirada dos colonatos judeus da faixa de Gaza, teremos outro Aushwitz, mas desta vez um extermínio àrabe perpetuado pelos semitas.

A fraternidade, neste caso, é uma utopia remota e longíqua, mas se ambos definirem de uma vez por todas as suas REAIS posições, dentro em breve os incidentes e infelicidades diárias que ocorrem naquela região do globo, farão apenas parte do cânone mais negro da história das últimas décadas.

Claro que é verdade que um punhado meses ou anos não chegam para esquecer a frustração e a humilhação de décadas de ocupação israelita. Claro que é verdade que um punhado de meses ou anos são insuficentes para esquecer o terror fundamentalista das organizações pró-palestina perpetuado contra Israel.
No entanto, para quebrar este ciclo vicioso, cuja razão já ninguém percebe de que lado é que está, ambas as partes deverão respeitar e cumprir o espírito e a letra dos acordos de Oslo. Esses e apenas esses serão o remédio por ora, e devem ser rigorosamente cumpridos enquanto um novo paradigma não resplandecer da alma israelo-palestiniana. Apenas os acordos de Oslo serão um tratamento completo e permanete para as feridas israelo-palestinianas.

Se ambas as partes deixarem de ser antípodas uma da outra, o compromisso, sob a batuta de Oslo, será possível e a tão desejada paz, eclodirá e fluirá como a coisa mais natural deste mundo, numa região que não sabe o que isso é há mais de cinco mil anos.

Programas

Bom, já que o Nuno Silva Leal se propõe a colocar o programa do PSD eu coloco o do PS. Encontra-se aqui.
Quanto às propostas do PSD são bastante semelhantes a estas:

- dinamizar o Parque de Ciência e Tecnologia
- criar um centro incubador de micro empresas, associando
a investigação à aplicação industrial, numa parceria com a
Universidade do Minho e o Parque de Ciência e Tecnologia
- criar uma estrutura de formação pós-básica e pós-secundária
em diferentes áreas de formação, para jovens à procura do
primeiro emprego e desempregados, associada ao Parque de
Ciência e Tecnologia
- incentivar a transformação de unidades fabris devolutas em
centros de serviços e estruturas de apoio à arte, cultura e lazer,
bem como a instalação de micro empresas
- criar e instalar o Laboratório da Inovação e do Empreendedorismo
- incentivar a inovação e diversificação industrial e a instalação de
indústrias tecnológicas, pela isenção de contribuição autárquica
- incentivar a deslocalização de empresas do centro urbano
- Criar novas áreas industriais no âmbito da revisão do PDM,
potenciando as infra-estruturas viárias e de água e saneamento
entretanto construídas
- instalar quiosques multimedia em diferentes espaços
do município
- alargar o sistema wireless a outros espaços.

Adivinhem de quem são... Sim, do PS de Guimarães, que apresentou o programa na Segunda-Feira.
Defendendo a minha sardinha, o PS de Guimarães foi o único partido que se abriu à sociedade com o "Prosseguir Guimarães". Bem ou mal é um exemplo que devia ser seguido em todos os municípios do país e por todos os partidos. Isto permitiu criar uma espécie de Estados Gerais ou Novas Fronteiras, mas a nível do município. Em muito o programa eleitoral do PS se deve a isto. Daí a sua riqueza.

P.S. - Mais uma vez dou as boas vindas ao camarada Renato que comigo está no Secretariado Nacional da JS.

Desemprego

Salomé,
Guimarães tem uma taxa de desemprego quase do dobro da média nacional, trocando por miúdos 12% mais de 14000 desempregados, sendo a média de idade dos desempregados de 45 anos e são pessoas com poucas aptidões profissionais, pois toda a vida trabalharam no sector dos têxteis.
Como é que afirmas, “quem dera a maior parte dos concelhos do país estar como o nosso”?

Miguel,
Um presidente de câmara não é obrigada a criar emprego, até pelo contrário claro, mas para teres uma ideia da realidade há concelhos onde a câmara municipal tem 1200 funcionários, um exagero….quem paga o défice?

Mas fiquei estupefacto com a tua afirmação, um presidente de câmara não tem instrumentos para criar emprego na região?? Não?

“Se este é o maior problema social do concelho, terá que ser a primeira preocupação do executivo camarário.”

Um presidente de câmara poderá implementar na Câmara Municipal as mais variadas medidas de combate à diminuição da já muito elevada taxa de desemprego do concelho, entre outras:
- Criação de um pelouro para o Desenvolvimento Económico e Formação Profissional.
- Construção de um Parque Tecnológico e de escolas de formação profissional devidamente equipadas que desenvolva valências tecnologicamente avançadas como a electrónica, informática, mecânica, electricidade e outras, colaboração na obtenção de fundos comunitários.
– criar condições para a Câmara Municipal construir novos parques industriais que fomentem novos investimentos no concelho.
– Redução das taxas de construção para novas unidades industriais.
– Redução das taxas de loteamento para parques industriais privados .
– Redução da derrama sobre o IRC.

PS(D): Algumas destas medidas fazem parte do projecto autárquico da candidatura do PSD à Câmara Municipal de Guimarães, gentilmente cedido pelo nosso homem do aparelho, Nuno Leal

Crime Compensa???


Foto: http://www.portugaldiario.iol.pt

quarta-feira, setembro 21, 2005

Cá estou eu!

Meninos e Meninas,

Ora então cá estou eu...

É com enorme prazer que escrevo este meu primeiro post Cósmico!
A convite de um amigo (Damas), tenho frequentado este blog com curiosidade e atenção e devo confessar que ele me suscitou muito interesse logo na minha primeira abordagem.
Assim, através dos já famosos "contactos" priveligiados deste nosso Portugal, consegui finalmente o tão desejado convite para participar e dar os meus contributos neste "nosso" Observador! Agradeço ao administrador (Miguel Carvalho) por isso.
Juro solenemente (ou não), deixar-vos aqui sempre que entender oportuno, as minhas divagações, opiniões e o que mais me vier a cabeça...
Desde já vos informo que sou um homem de esquerda moderada, democrata e social e por conseguinte, defendo e partilho as ideais subjacentes a esta ideologia.
Não pretendo agradar a "Gregos e a Troianos"! Logo, atiro a matar sempre que isso seja necessário...doa a quem doer!
Espero que os meus textos possam contribuir de alguma maneira (seja ela qual for), para o debate e troca de ideias, entre todos os cosmonautas.
Em breve darei noticias...

Abraços e Beijinhos

Olho Vivo

P.S.- Bem-vindo a mim mesmo!!!

Sou um mau reforço para a Revolução Cósmica

Sinceramente, não tenho esse perfil interventivo...gosto única e simplesmente da parte do "eles falam falam falam"...e o Observador permite-me isso...
A discussão apaixona-me! Não gosto de me impôr...não gosto da propaganda...não gosto da hora da conclusão...

Sou um perguiçoso, um optimista...só que resignado! Não gosto da palavra Revolução!

Sou daquelas pessoa que julgam ter um mundo maior dentro de si, do que fora! Mundo esse capaz de albergar mais medos e contradições que o normal...A ambição e a certeza são alguns desses medos, e o inconformismo ideológico e a resignação com o real a contradição!
No entanto, se a má fé matasse, eu teria uma longa vida e como tal, estarei bem disposto, apoiando esta iniciativa de maior "visibilidade", na sua parte mais invisível ... e inevitávelmente dizendo "não concordo", "não gosto" e claro, "isso é uma utopia"!

Sugestão



















Esta é uma das muitas fotos que se podem encontrar em www.olhares.com - visitem. (Não sou pago para fazer publicidade, mas adoro visitar de vez em quando este sítio).

Abraços a todos.


Foto de: Hugo Delgado

A União Cósmica

Caro Xavier, agradeço-te o facto de teres proposto para este grupo de amigos cósmicos, até agora alguns deles apenas virtuais, algo mais palpável, mais prático e concreto, de preferência com consequências reais para a sociedade.

Também já me começava a sentir, de certa forma, um daqueles tipos que "falam, falam, falam mas nunca fazem nada".

Nestes últimos oito meses, todos desenvolvemos as nossas ideias e opiniões sobre tudo e sobre nada. Desde política, economia, justiça, educação, saúde, questões sociais, relações internacionais, desporto, etc. Como muito bem falou o João da Ega, não a mim mas eu já soube, faltou-nos falar mais de amor e sexo. Iremos, com toda a certeza, dedicar mais tempo à prática que mais prazer oferece ao Homem e que, no entanto, não deixa de ser um tabu, um problema ético, algo reprovável, um pecado ou um crime conforme a sociedade em que estejamos inseridos. Ainda há quem defenda que na idade média a sociedade também evoluiu. Eu considero que, se pusessemos esses mil anos numa balança, o peso da regressão seria imensuravelmente superior. Mas, sobre isso e sobre o sexo enquanto acto de prazer e indissociável do mundo animal, falarei noutro momento.

Queria eu com isto dizer que estes nove meses serviram para nos apercebermos das nossas diferenças na forma de atingir um ou vários objectivos comuns, tais como bem-estar social e justiça.

No entanto, e eu acredito que todos nós pensamos realmente assim, há várias coisas que nos unem: a luta contra a corrupção, a transparência política, a simplificação das leis, a responsabilização política, etc. Realço este último porque é aquele que mais me revolta. OS POLÍTICOS MENTEM DESCARADAMENTE E NADA LHES ACONTECE. A avaliação do seu trabalho é feita nas urnas, mas, a responsabilização tem que estar prevista numa lei simples e transparente.

Tenho algumas ideias sobre o que se fazer sobre este tema, que assentam nos seguintes pilares:
- O vencimento dos políticos passa a estar indexado ao grau de execução do programa apresentado;
- Criação de um modelo de apresentação dos programas eleitorais - Simples, claro, igual para todos os partidos e que todos os portugueses pudessem facilmente ler e compreender;
- Criação de um orgão de avaliação do grau de execução do programa eleitoral - com base no modelo que tenho pensado, qualquer um poderia pertencer a este orgão porque a simplicidade do modelo permite averiguar muito facilmente o nível de execução do projecto político.
Provavelmente, depois de o partilhar convosco serão encontradas muitas falhas, mas espero que não o achem impraticável.

As democracias modernas estão actualmente a atravessar uma grave crise de credibilidade. Os políticos, em todo o mundo ocidental, são vistos como mentirosos e oportunistas. Se eles mentissem mas fossem punidos por isso, mas não, nada lhes acontece. O Durão Barroso e o José Sócrates se chegassem ao fim da legislatura e não vissem nem metade do vencimento a que teriam direito, provavelmente pensariam duas vezes antes de fazerem precisamente o inverso daquilo que disseram uma semana antes. É muito vergonhoso.

Mas, e para finalizar, temos cósmicos liberais, sociais-democratas, socialistas, maoistas, de todos os quadrantes. Mas, acredito, todos somos defensores da DEMOCRACIA.

Por isso, o meu repto é que, se criarmos um movimento tertuliano, ele incida sobre a defesa do sistema democrático que por sua vez, a meu ver, passa pela criação de condições para a dignificação da classe política.

Para isto, nada melhor do que uma reunião cósmica à hora de jantar, onde seja discutida a possibilidade de uma intervenção com, no mínimo, maior visibilidade e, no máximo, que as nossas ideias e medidas sejam adoptadas pela lei.

Libertinos de todo o mundo, uni-vos!


"A experiência do deboche com outras mulheres torna a nossa amada ainda mais apetecível"

" O que é a arte? Prostituição!"

Charles Baudelaire in " Escritos Íntimos" (Editorial Estampa, 1994)

A revolução cultural maoísta enquanto motor de uma globalização justa e fraterna




" É necessário que o pensamento do homem seja revolucionado, e que todos os revolucionários cerquem as cidades e transformem cada burguês num revolucionário!E cada oprimido num revolucionário! Uni-vos!"

Mao-Tsé-Tung in "Carta da Revolução Cultural" (Celta Editores, 2002)



O que é a Política? Trata-se de uma interrogação secular, que vem de Aristóteles até aos nossos dias, e jamais cessará de ser feita. Mas a resposta à pergunta do que realmente seja a Política, dependerá sempre da óptica, da ideologia, do critério segundo o qual se responda.

Pensadores e autores vários, referindo-se à actividade ou ao exercício prático do poder, declaram que a política constitui uma arte. Os gregos definiam esta como " arte de governar os povos", Littré via-a "como a ciência de governação dos estados", Maquiavel como " a arte de mentir a propósito" e Lenine como a " a doença infantil do comunismo".

No fluir político, cada organização social está geneticamente ligada às suas antecedentes e explicará as subsquentes. A política não se processa por zonas estanques e desvinculadas, mas antes pela interacção entre o todo que constitui uma nação.

Ora, o Estado-Nação ou mesmo o Estado per si, faz parte do passado pelo que, o processo de globalização sustitui-o pelo supra- estado ou pelo infra-estado, dependendo consoante a óptica defenda o well-fare-state ou o estado guarda-nocturno. Teremos, então de olhar a política pela interacção entre o todo que constitui, já não a nação, mas todo o mundo.

Estando agora no campo do global, a política, defronta-se com uma pluralidade de organizações socias, com uma panóplia de sistemas, e cujos objectivos antagonistas.

Por isso, a governação dos povos, é hoje mais dificil que nunca. A única forma de vivermos todos em uníssono, numa fraternidade global, é a de partirmos do subjectivo para o objectivo, através de uma "revolução cultural" global.

Deve ser inculcado no indivíduo uma ideologia que radicalmente o transforme, sem ter em conta o grau da evolução económica da respectiva sociedade. Trata-se de uma revolução que toque o o homem naquilo que ele tem de mais profundo, a sua alma e o seu pensamento.

Só desta forma, asiáticos, europeus, esquimós, americanos do norte, sul americanos, africanos e àrabes poderão todos trabalhar para o mesmo fim.

É pois, fácil de compreender, o motivo por que a teoria maoísta, da revolução intelectual das massas, poderá desempenhar um papel morigerador e catalizador de uma nova ordem global.



Optimismo II (demasiado estupidificado para arranjar um título decente)

Bom, parece que voltei de vez. :)
Antes de mais, gostaria de referir que pertenço a uma jota e que trabalho directamente com pessoas das quais me orgulho de conhecer. Temos momentos de intenso trabalho, outros de menor, mas vamos dando o que podemos com uma única ideia: "nunca dizer «sim» sem saber para quê ou por quê". Outra ideia é manter a distância entre o partido e a jota. Um pertence ao outro, mas são coisas diferentes, que têm pensamentos diferentes (pelo menos, por enquanto). Por isso, não me sinto desiludido com a jota em si, é mais com os seres parasitários que de quando em vez surgem e que parecem colher os seus frutos dentro dos partidos. Isso sempre me revoltou. Se querem que o diga abertamente, direi: a JSD tem desempenhado um bom trabalho; a JS (e o grupo do qual faço parte), não sei avaliar, mas acredito que sim. Porém se perguntarem a algumas pessoas, as quais vos posso indicar, dirão que não, que está "inoperante". Talvez esteja, mas o que se entende por inoperância: reflectir sobre o concelho, ter ideias próprias, fazer actividades, não pensar na militância compulsiva, fazer actividades que vão para além da festinha no lugarejo X ou do joguinho no campo Y - se é isto, então, realmente, estamos inoperantes. Mas pelo menos, quando deixarmos isto poderemos olhar para trás e dizer que durante uns tempos a JS fez mais do que abanar bandeiras.
As jotas são importantes, bem mais do que se pensa. É somente necessário que os partidos olhem para elas com mais cuidado. Que lhes dêem a atenção devida. Neste momento não tenho razões de queixa do PS Guimarães, salvo excepções, mas existe sempre a tentação por parte de alguns de dominar os jovens, certo?

Os seres parasitóides habitam em todo o lado, seja no PS ou no PSD de Guimarães. Há-os nas listas de um e de outro e dos outros, ou não é assim? Claro que é, todos nós sabemos isso.
Sim, já ouvi falar do Fórum Vimaranis e considero esse tipo de iniciativas louváveis, mas diz-me se são ou não poucas? Diz-me se não são raros os movimentos cívicos. Não quero fazer uma crítica à participação cívica dos vimaranenses e dos portugueses, apenas existe demasiada dependência do que está instituído. Não foi em vão que demorámos quarenta anos a acabar com uma ditadura... Há um filósofo/pedagogo português que dizia que nós estamos sempre à espera do Estado. Referia-se neste ponto ao facto de em Portugal não haver, na altura, escolas criadas por quem queria que houvesse, por exemplo, para os filhos. Hoje já se encontra ou outra que foram criadas através de cooperativas de pais, mas ainda sofremos do mesmo mal. Eu sofro desse mal. Talvez se não sofresse em vez de estar na JS estaria num outro local, criado pelo grupo de amigos e por mais alguns.
Caro Nuno, caro Pires e caros observadores, fazer oposição, todos sabemos, é bem mais fácil do que defender quem está no poder. Dizem-me que não critico o meu partido, tu, Pires, bem sabes que é mentira, meu malandro. Critico. O PS não é perfeito, nunca há-de ser. E se sou militante do mesmo prende-se apenas com o facto de concordar com a ideologia que este pretende defender. Talvez me seja mais fácil criticar publicamente o poder central do que o local, pois estou inserido no meio e conheço muitas das pessoas que trabalham para a melhoria do concelho e porque sei que, as que conheço bem, tentam fazer o seu melhor de um modo altruísta. O problema do desemprego não seria nunca resolvido pela Câmara, agora que esta poderia ajudar a resolvê-lo sim, concordo. Uma das maneiras seria promovendo mais escolas profissionais e formação profissional, algo que o Centro de Emprego ineficazmente faz. Mas por aí não entro, pois não conheço profundamente até que ponto as competências da Câmara lhe permitem funcionar da forma que propões.
Bom, isto já parece o testamento de alguém muito rico. Por isso, para terminar, gostaria de referir o que me desilude não é a política local, nem são os partidos, são as pessoas. A política local, se querem que avalie, até me parece rica. Temos por cá bons políticos. Acreditem ou não, temos. Porém, também há os maus, os que estão cá para alguma coisa mais. Seja nas jotas ou nos partidos, à volta dos bons políticos há sempre os maus, os que aspiram a ser importantes e que por isso vão usando os seus truques. Não falo do Magalhães nem do Rui Vítor Costa, esses aspiram a ser eleitos, mas já estão em cargos que lhes permitem mostrar alguma coisa sem ter que tratar mal os outros. Falo da arraia miúda, dos que gravitam à volta e que têm medo de perder o lugar ou de não chegar a esse lugar.
Bom, meus caros, alguém me obrigue a mudar de assunto, p.f.

terça-feira, setembro 20, 2005

Optimismo

O meu problema não passa pelo optimismo, Salomé. O meu problema já vai para além disso.
Em relação ao país, eu acredito que seremos capazes de sair da cepa torta, vai custar, mas acredito. Agora em relação a partidos políticos, já que faço parte de um, sei o que é isso e sei que os partidos e as jotas só sobrevivem na sociedade não por conseguirem ter os melhores, mas por passarem uma falsa ideia de poder. Por que continuamos a ter eleições em que são residuais o número de listas de independentes? E por que continuam essas listas de independentes a ser, na sua maioria, de ex-militantes de partidos (que foram despachados) ou controladas por interesses muito piores que os interesses dos aparelhos partidários? Uma razão apenas, o povo queixa-se dos partidos, mas continua a agir como se não lhes pudesse nunca tirar-lhes o poder.
Às vezes gostava de ver como seria se votassemos todos em branco.
Uns têm simpatias para a direita, outros para a esquerda, mas, sinceramente, e infelizmente, perderam-se as ideologias - e os partidos cairam nessa onda dos yes-men. Não me interpretem mal, não sou apoiante do Alegre e muito menos o admiro. Admirá-lo-ia mais se ele se candidatasse, agora que faça o mesmo que o professor Cavaco Silva, isto é, criando um tabu e aparecendo de quando em vez para que ninguém se esqueça dele, isso não apoio. Votaria nele? Não sei. Agora, nunca.
Outra coisa, por que é que nennhum dos meus caros companheiros cósmicos escreve para um jornal da terra? Eu já escrevi, mas cansei-me, porque os próprios jornais obedecem a uma exigência: que os redactores sejam políticos. Poucos o não são. Creio que todos os que aqui estão, políticos ou não, escreveriam melhor que a grande maioria dos cronistas vimaranenses.
Um último ponto, por que é que após tudo o que cá li e o que escrevi, não formamos, ainda, um clube de debate público. Isto é, algo físico, algo mais tertuliano? Algo que mostrasse uma vontade de participar activamente independentemente dos partidos? Por que não o fazemos? Sei que o observador é agradável, mas será que teríamos coragem, todos, de sair à rua, e numa tertúlia pública, num clube de intervenção, criticar os nossos partidos, os nossos governantes da mesma maneira que o fazemos aqui?

Bom, um abraço e obrigado por me receberem e aturarem. :)

Anónimo

Como há muito tempo não escrevia aqui, creio que devo uma explicação. Digamos que tenho andado demasiado desiludido com algumas pessoas o que me tem feito perder alguma vontade de intervenção, por mínima que seja. Por isso, vos peço desculpa.
Caro Miguel Carvalho, cada vez estou com o pensamento mais próximo do teu, em termos partidários. Os partidos político não têm sabido formar decentemente pessoas capazes. Cada vez mais os partidos se mergulham em teias de caciquismo e de yes-men e pouco mais vão para além disso. Sendo os outros castigados com falta de apoio e com traições à mistura. Não citarei exemplos aqui, nem tão pouco aludirei mais a este tema, por enquanto. Talvez um dia, quando desistir de vez de acreditar que nós ainda podemos mudar o mundo. Quando esse dia chegar, então apenas andarei aqui a gastar o ar que outros, melhores, poderiam respirar. A todos vós o meu carinho, por não me fazerem ainda acreditar que existe algo mais para além dos lugares, dos caciques e da ganância. Desta vez é um até já.

segunda-feira, setembro 19, 2005

Parabéns

Faz hoje vinte e treze anos que nasceu o nosso cósmico Nuno Leal,

Os meus sinceros parabéns e muitos anos de vida.

"33 a conta que Deus fez"

Será o Futuro de Portugal?

António Borges não exclui candidatura à liderança do PSD

Será desta?!? :-))))) JANTARADA

Solicita-se a todos os cósmicos que indiquem a sua disponibilidade para a primeira grande jantarada convívio dos membros do nosso blogue.

O número 10.000 foi atingido, é véspera de autárquicas e a animação promete ser muita... O nosso economista enólogo Dr. Pires, encarregar-se-á de marcar restaurante. Estamos abertos a sugestões de pratos típicos da terra do afonsinho, já que relativamente ao tinto temos especialista... :-))

Data: Sexta-Feira, dia 30 de Setembro

Local: Berço de Portugal ou Guimarães

Beijo prás meninas e abraço prós meninos...

Post Scriptum - Confirmação até segunda-feira, dia 26 de Setembro

sábado, setembro 17, 2005

Metro do Porto

Foi inaugurada a Linha Amarela do Metro do Porto, que vai permitir a ligação entre a cidade "Invicta" e Gaia. A construção desta linha obrigou à adaptação e reestruturação da centenária ponte D. Luiz., tendo 60 por cento da estrutura sido substituída, devido ao estado de degradação em que se encontrava.

A rede do Metro portuense passa a ter 35 quilómetros de extensão, distribuídos por quatro linhas e 44 estações, doze das quais subterrâneas, distribuídas pelos concelhos de Matosinhos, Porto, Gaia e Maia.

«Esperamos que depois das eleições autárquicas, o senhor primeiro-ministro venha conhecer este grande projecto, porque para a Área Metropolitana do Porto é mais importante do que a Ota e do que o TGV» -Valentim Loureiro

A Manif do PNR


Organizada pelo Partido Nacional Renovador (PNR), com o apoio do movimento de extrema-direita Frente Nacional, a manifestação foi anunciada como um protesto «contra a adopção de crianças por casais homossexuais, pedofilia e lobby gay».

«Não somos contra os homossexuais ..... mas contra o homossexualismo ideológico, que se manifesta no impor comportamentos desviantes à sociedade como se fossem normais», ....«o lobby gay é um lobby homossexual organizado com uma agenda política concreta»

José Pinto Coelho - Presidente do PNR

O 10000 fui eu!

A prova: