quinta-feira, setembro 08, 2005

Reflexão II

WHEN MEBULA RAMSANDRA...

When Mebula Ramsandra
Was five years old
His mother told him that if he wanted
To be a big strong man
He'd have to drink all his milk
And he did

When Mebula Ramsandra
Was seven years old
His teacher told him that if he wanted
To go to grammar school
He'd have to try harder with his homework
And so he did

When Mebula Ramsandra
Was fifteen years old
His lecturer told him that if he wanted
To be a lab technician
He would have to go to University
And he did

So, ten years later
When Mebula Ramsandra
Was twenty-five years old
A big, strong, clever, educated and postgraduated
The man on the other end of the telephone said
If he wanted to work for him
He'd have to be big, strong, clever, postgraduated
And white.

Valerie Noble

A minha Utopia

Visto algumas afirmações minhas terem suscitado dúvidas ou confusões, sobre o seu teor ideológico ou sobre a sua "raison raisonnace" de prossecução, aqui vai a explicação.

Sou adepto do velho ideário revolucionário que tem como axiomas únicos e cumulativos a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade. A sua conjugação é imperativa e não admite restrições. Se a liberdade fosse restringida viveriamos sob o signo da ursupação; Se a igualdade for apenas formal e não material, encontraremos uma sociedade bem parecida com a nossa onde o fosso entre ricos e pobres é assustador; Se a fraternidade for substitúida pela solidariedade, como acontece, faz com que vivamos numa sociedade hipócrita em que ajudar o outro é um imperativo de cordialidade, de bom senso, ou de vangloria pública e nunca um imperativo categórico moral independente de recompensa, que tem em vista o amor entre os Homens.

Tendo em conta que o conceito de Estado desapareceu, como costatou Fukuyama, e que a ordem global impera, não faz sentido vermos as coisas do ponto de vista nacional, pois este é irrelevante e tenho, mesmo, dúvidas sobre a sua existência. Os problemas terão, então, de ser entendidos à escala mundial.

O maior problema que encontramos nos dias de hoje, é a "decaláge" entre os países desenvolvido e os restantes. Apesar de todos os problemas que o primeiro mundo atravessa, temos um nível de vida excelente. Demasiadamente supérfluo, mas ainda assim excelente.

Por muito altruistas que possamos ser, é da condição humana, sermos incapazes de destruir o nosso "modus vivendis" para o substituir por um, em que o nível de vida material seja pior, mas em que exista uma simetria entre as populações do globo. Por isso, o ónus, está no lado das pessoas que vivem nos países subdesenvolvidos e, as quais, representam 80% da populção do planeta. O ónus revolucionário está no lado dos negros, dos asiáticos, dos sul-americanos e dos àrabes.

Existem recursos suficientes no planeta para que todos possamos viver bem. Esse tem de ser o primeiro objectivo de uma nova ordem global e só pode ser conseguido pela via revolucionária, pela revolta daqueles que nada têm perante aqueles que têm quase tudo.

O segundo objectivo é que possamos viver todos em Liberdade, igualdade e fraternidade. Como escrevi no meu primeiro livro "Quinto-império, o primado do Homem" ( Edições Antígona, 1997), esse ideal só pode ser conseguido pondo a ciência ao serviço do Homem. É necessário desenvolver a ciência tendo em conta que o Homem é um ser para o ócio, para o prazer e para a metafísica, substituindo a força motriz humana por autómatos que produzam o mais possível.

O terceiro objectivo tem que passar pela uniformização de um sistema político à escala mundial. A Democracia é o mais justo dos sistemas políticos mas, é um sistema que só releva quando os cidadãos são letrados e esclarecidos e, quando possa ser usada de forma directa. Pelo que na primeira fase, teríamos de viver sobre uma ditadura dos fracos e oprimidos e com todos os inconvenientes que isso acarreta... No entanto, em poucas décadas, poderíamos, com toda a população mundial esclarecida e bem informada, transitar para uma democracia, sem partidos nem lobbies, mas em que a participação seria directa. Defendo para isso, a existência de um comité central global com funções executivas, cujos membros seriam eleitos directamente por tele-voto e cujas decisões seriam promulgadas pelos cidadãos através do mesmo tele-voto.

O quarto objectivo é o estabelecimento do Amor entre os Homens e da Felicidade, mas esse já depende do campo metafísico e está sujeito à mudança de comportamentos milenares e da própria condição humana. Contudo, continuo acreditando no mito do "bom Selvagem" de Rousseau e acho que isso não será assim tão difícil...

Esta é a minha visão e a minha ideologia, pode ser uma utopia, mas fico sempre com vertigens quando penso que a utopia actual chama-se neo-liberalismo, dando prevalência ao "self-made men", sempre à custa de outrém e em que o objectivo é maximizar o lucro.

A "gründ-norm" actual, é pura e simplesmente, termos dinheiro para alimentarmos a nossa insaciàvel gula materia,l e esse não é, definitivamente, o caminho certo.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Em Reflexão.....

Segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano de 2005 divulgado hoje pela ONU, 1200 crianças morrem por hora em todo o mundo devido à pobreza.

«No meio de uma economia global cada vez mais próspera, 10,7 milhões de crianças por ano não vivem para ver o seu quinto aniversário e mais de mil milhões de pessoas sobrevivem numa pobreza abjecta, com menos de um dólar por dia................ e as crianças morrem por falta de uma rede mosquiteira.

O total os países ricos gastam anualmente em ajuda 0,25% do seu rendimento nacional bruto. Por cada dólar gasto em ajuda, os países ricos gastam 10 em orçamentos militares, acrescentando que a despesa actual com a SIDA, uma doença que custa três milhões de vidas por ano, representa o valor de três dias de despesas militares».

Marte




"Plesidente"


Concordando na essência dos textos do Miguel e do Jonhy relativamente às presidenciais, saliento igualmente que apoiarei o candidato do centro, sendo este o Prof. Cavaco Silva (espero bem que o seja) ou o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.

Mas votarei no partido do Miguel, vulgo Voto Branco..... :) caso não surja um candidato do Centro, isto é, surja apenas um candidato unicamente de direita e votarei igualmente em branco caso o candidato presidencial do centro seja o Prof. Freitas do Amaral, o Dr.Santana Lopes ou até mesmo o Drº Durão Barroso …..nunca se sabe ainda falta muito tempo e como fez questão de dizer o Santana ontem à comunicação social.......” Os candidatos podem surgir ate 30 dias antes do dia do acto eleitoral”.

Mas continua a achar demasiado precipitado falar em eleições presidenciais, e continuo a achar que esta precipitação de apresentação do candidato do PS foi encomendada para desviar alguns focus de atenção menos convenientes.

PS: por falar em Presidente da Republica, quando o Marcelo disse o que disse na TVI o plesidente de alguns portugueses quis imediatamente ouvir pessoalmente o que Marcelo tinha para dizer, e agora relativamente à venda da média capital ao grupo espanhol o presidente não vai ouvir ninguém?...........outros tempos

terça-feira, setembro 06, 2005

Cavaco a Presidente

Não vou apoiar candidaturas que ainda não existem, mas estou à espera do Cavaco Silva...

Das 3 candidaturas que conheço (ainda não sei se o Manuel João Vieira já avnçou), e dando a irrelevência que merece ser dada às respectivas ideias que cada candidado tem (uma vez que não são novos na praça) parece-me que a candidatura mais sincera é a do BE com Francisco Louça, que não irá desistir...além de apreciar o facto de da rotatividade de candidatos no Bloco, sem terem ganho nada anteriormente. Este é o único candidato da esquerda em que se pode votar com convicção verdadeiramente política e não partidária! Os outros ou querem dar nas vistas durante a campanha para ver se o partido se aguenta, ou desejam dar nas vistas mais uns anos e receber altas individualidades e viajar como um grande presidente...já agora acredito que se não existisse limite de mandatos, este último outro ainda lá estava, e o Manuel Alegre e o Jorge Sampaio ainda aguardavam na fila de espera...

AlienVsPredator

Meus senhores/as,

Em primeiro lugar, sem querer ofender o colaborador em questão, achei vergonhoso o artigo de opinião deixado neste blog pelo Sr. Pires. Francamente, todos são livres de opinar, mas recuso-me a reflectir sobre opiniões proferidas por retornados fascistas. Esse tipo de "inimigos de Soares", sim, não merecem o meu mínimo respeito.
Em segundo lugar, no fórum de opinião pública na SIC Notícias, ontem, a maioria dos telespectadores repartia-se entre os amantes de Cavaco e os amantes de Soares. Ora, irrita-me um pouco esta relação de amor/ódio para com os nossos candidatos. A meu ver, na política, como em qualquer outra área, não há demónios nem anjos, todos têm os seus pontos fracos e qualidades. O Dr. Soares foi um marco da revolução e democracia portuguesa, mas tomou as medidas mais impopulares durante o processo de descolonização quando assumiu a pasta dos Negócios Estrangeiros, ainda antes de chegar ao Governo e à Presidência (o que parece ser o pecado mortal que ainda o persegue); já o Prof. Cavaco reduziu o défice, mas limitou-se a construir estradas e a desperdiçar os fundos europeus enquanto Primeiro-Ministro. Contudo, e como reforçava Inês Serra Lopes, Directora do “Independente”, nesse mesmo espaço televisivo, os/as portugueses/as parecem esquecer-se que o que está em causa são as Presidenciais e que as funções de um Presidente passam muito ao lado da governação do país…portanto sejamos realistas e escolhamos alguém que acima de tudo nos saiba representar, especialmente no exterior, e representar bem (ou que seja capaz de dissolver os governos a seu tempo)!
Por último, estou enjoada de ouvir falar da senilidade, como argumento-base de oposição à candidatura do Dr. Mário Soares. Cada um é livre de se candidatar e a velhice não é sinónimo de incompetência…também chegaremos lá um dia. Apenas considero que dois mandatos foram suficientes. Quanto ao Prof. Cavaco, que já poderia ter dado a cara, é demasiado low-profile para o meu gosto.
Por isso, o meu voto não recairá sobre nenhum destes candidatos. Eu apoiarei um homem (infelizmente, ainda não apareceu uma candidata) de acção e de intervenção! Estou seriamente a pensar votar em Francisco Louça!Este pelo menos não é acusado de ser extra-terrestre ou predador!

Os candidatos a Belém

Já que o tema foi aqui abordado, escrevo este pequeno texto para expôr a minha opinião relativamente aos já anunciados candidatos a Belém e o candidato a candidato mais do que certo mas que, no entanto, ainda não formalizou a sua candidatura. A este assunto retomarei apenas depois das autárquicas.

O Sr. (se repararem, no máximo trato as pessoas por Sr., de pseudo doutores e engenheiros está o país cheio e para além disso não gosto de rótulos) Mario Soares enganou-se a si próprio quando afirmou num passado recente que jamais tornaria a exercer política de forma activa. Ainda me custa a crer que ele tenha avançado. Como li, penso que no "Linha de Rumo", nem no Vaticano, devido à idade, ele estaria apto a ser Pápa. Apesar de concordar com o Sr. Soares em muitos pontos, especialmente nas críticas à política externa norte-americana, sinto que será mais do mesmo. Sem renovação, sem ideias, sem discursos que rompam com o marasmo e estigma em que vivem a nossa sociedade. Mas, mais importante do que tudo isto, não será a alavanca que o país precisa para travar determinadas políticas que este governo está a tomar, especialmente ao nível da política económica (depois de ouvir ontem no Prós e Contras o pai do PIIP ainda mais assustado fiquei).

Relativamente ao Sr. Jerónimo, nota-se claramente que é o orgulho comunista a falar mais alto. O meu palpite é que desista a um mês das eleições, depois de ver sondagens que dão a vitória ao Sr. Cavaco logo à primeira. Como é mais do que óbvio, não será o Sr. Jerónimo que conseguirá mudar mentalidades (um Presidente da República, neste sistema, pouco mais do que mudar mentalidades pode fazer, o que já não seria pouco se conseguisse. Aliás, mudar mentalidades é o mais difícil e se nem o governo com tantos instrumentos à disposição consegue, quanto mais um Presidente da República que parece não ter mais nenhum poder para além do discurso em directo na televisão).

Quanto ao Sr. Cavaco, apesar de ainda não ser oficial, acredito que avance para a corrida. E este é o meu candidato, até ver. Dele espero um discurso realista mas, simultaneamente, um discurso que transmita confiança e que mobilize de facto o país. No âmbito da política, precisamos de um Scolari por altura do Euro. Para além disso, parece-me o único capaz de travar, em certa medida, a política ruinosa que este governo está a seguir.

No entanto, quero deixar claro que, só depois de ouvir o que todos os candidatos têm para dizer é que tomarei uma decisão final.

P.S. - Sou a favor de um sistema mais presidencialista onde, pelo menos as pastas da defesa e dos negócios estrangeiros, estejam sobre a batuta de Belém.

segunda-feira, setembro 05, 2005

Não Desapareça!

Bom, como a candidatura do Dr. Soares parece ter incomodado muita gente, já me merece uma palavra de satisfação. Se é ou não o melhor candidato, não comentarei. Apenas me questiono, por que ficou isto tudo em pulvorosa quando se falou na candidatura do Dr. Soares (facto que se confirmou).
Se estão tão certos que ele é mau, péssimo, que é velho caquético e senil, então não se preocupem tanto. Não se apoquentem tanto, se assim for o Cavaco ganha as eleições. Mas é bom ver como os peitos inchados da direita, com a certeza do seu bom candidato foram diminuindo nesta semana. É bom ver o pânico istalado.

Isto é como resposta ao artigo de opinião que sugeriste, Pires.

sexta-feira, setembro 02, 2005

Diamante? (II)

Em complemento às imagens que aqui (e ali) deixei há uns dias atrás, deixo esta que um colega me enviou por e-mail.

Não vou comentar. Apenas deixo a imagem para que cada um posso reflectir para além da obra si, na integração urbana, nos alinhamentos visuais, no planeamento urbano.


Clicar para ver foto amppliada numa janela nova.

Este é o "meu" projecto!


Para não ferir mais susceptibilidades fui obrigada a inclinar o logótipo (em cima)...


A autoria do logótipo foi da minha irmã!Que acham?

PS:Desculpa estar a mudar de assunto, Miguel, mas penso que essas imagens macabras valem por mil palavras. Eu não tive estômago...

(Era para ser palavrão)

Se conseguirem ver até ao fim, é porque têm cá um estômago...

Eu bati muito mal... www.strasbourgcurieux.com/fourrure/portugues.php

Todos as pessoas que praticam estes massacres, todos as pessoas que alimentam este negócio (indústria da alta costura), são o que de mais reles existe à face da terra.

Fátima Lopes, minha grandessíssima vaca, e outros(as) como tu, vocês estavam bem era a viver no esgoto. Vocês são podres, cheiram mal e são uma autêntica merda ambulante que anda a poluir o ar que respiramos...

Desculpem, estava a ver ao mesmo tempo que escrevia e, acreditem, para os palavrões e insultos que me estavam constantemente a surgir no pensamento, até que me contive...

Urbanismo? Ambiente? É que é já a seguir...

Já que sou chamado ao "barulho" pelo Pires, aqui vão as minhas singelas opiniões sobre o assunto, sem me alongar muito que a hora vai adiantada e amanha é dia de trabalho...

O Centro Histórico (CH), cujo plano de salvaguarda e criação do GTL foi iniciado num mandato do sr. António Xavier (PSD), o Pires já falou muito bem. Tanto assim é que uma das maiores dificuldades que o CH teve para se classificar como Património Mundial da UNESCO foi a sua Zona Tampão, isto é, a zona que rodeia esse mesmo centro histórico. Para além disso, não tendo agora presente o número de fogos em excesso no concelho, maioritariamente da cidade, sei que muitos mais se preparam para ser construídos (Monte do Cavalinho, 800 fogos, Salgueiral Sul, mais de 1000 fogos, Universidade, algumas centenas, prédio do Villa, mais de uma centena de fogos...).
Para além disso, do ponto de vista do tipo de arquitectura praticada e induzida pela construção massiva em altura, ela tem vindo a descaracterizar o concelho, ou seja, são zonas que tanto podiam ser em Guimarães como na Maia ou na Amadora) e deixa de haver o tipo de cidade que Guimarães caracterizava de bairros, zonas urbanas de baixa densidade e agradáveis de (usu)fruir, a Penha que podia ser vista de qualquer zona da cidade, etc...

Por outro lado, ambientalmente há 12 anos que prometem no final de cada mandato ter valores superiores à média nacional no que toca a cobertura de água e saneamento e sempre falharam. Isto sem contar com a contabilização de zonas cobertas por rede de saneamento mas cuja ligação aos colectores que encaminham os residuos para as etar's de tratamento ainda não estão feitas, pelo que desaguam nos ribeiros que por sua vez desaguam no Rio Ave... Como é o caso de Ronfe, talvez o mais paradigmático de todos, já que dos 85% de cobertura de saneamento apenas 10% estão ligados aos ditos colectores. E lembro que nos últimos 20 anos se investiram mais de 20 milhões de contos na despoluição do Rio Ave... Alguém já olhou (e cheirou...) o Ribeiro de Couros que atravessa a cidade e cruza o Shopping e o Hospital à sua frente? Há lá esgoto a céu aberto mais bonito?...

E pronto, por hoje fico por aqui, com toda a certeza nas próximas semanas teremos todos tempo de esgrimir muitos assuntos e temas com a paixão que nos caracteriza nesta terra que viu nascer e baptizou Afonso Henriques que um dia foi o nosso 1º Rei, deste canto da Europa que então começou a formar as suas fronteiras e que hoje assiste serenamente (ou não?) ao lançamento de candidaturas a geriatropresidentes... Nem o Vaticano, defensor das hierarquias e experiencia que a idade acarreta, aceita eleger chefes de governo com mais de 80 anos, vejam lá...

Será desta? (II)

Vimaranense Salomé,

Não querendo trazer a terreiro, um discurso de demagogo direitista, queria felicitar e desejar a anunciada renovação geracional de vila do Conde, não fosse eu um defensor da limitação de mandatos.........mas ao contrário do Marques Mendes defendo uma limitação de mandatos até para os presidentes dos governos regionais......... :), nisso falaremos mais tarde.

Mas em Guimarães, concordo contigo quando afirmas que no centro histórico existe algum cuidado no planeamento urbanístico, mas será que fora do centro histórico existe planeamento urbanístico?
Será que existe planeamento urbanístico nas novas construções verticais nos novos e apertados aglomerados populacionais? Pois em Guimarães existe cerca de 50000 habitações a mais para o número de famílias e.......... continuam a nascer todos os dias prédios e prédios e mais prédio..........estamos a perder qualidade de vida em Guimarães.

Estou certo que o Srº Arquitecto aqui do nosso blog fará uma achega sobre a matéria...... ele sim, é o homem do urbanismo que Guimarães precisa...... :)

Mas este é apenas o meu ponto de vista, permite-me apenas corrigir um ponto, isto é, a candidatura a Património da Humanidade foi um processo complexo e rigoroso iniciado pelo GTL na década de 80, sendo o executivo municipal da altura totalmente diferente do actual o qual merece também o reconhecimento pelo feito.

E já agora, com um orçamento de sensivelmente 10 milhões de contos anuais, o que foi feito pelo desemprego do concelho (actualmente ultrapassa os 12%...muita gente)? Quais foram os apoios concedidos para a instalação de novas industriais? Da melhor escola de engenharia do país (Uminho – Guimarães) quais foram os jovens apoiados no desenvolvimento dos seus projectos na região?

PS.(sem D): qual é a tua Freguesia?

Presidênciais

Porque ninguém comenta a candidatura do Mário Soares à Presidência da Républica? E sua longa apresentação sem qualquer tipo de ideias e visão do futuro?

E já agora o que acham da tentativa do PS em querer marcar o referendo da IVG para antes das eleições presidenciais?

Voltei

Ja falta menos de 12 Meses para as próximas FÉRIAS.....:)

quarta-feira, agosto 31, 2005

O "D. Sebastião de Cutileiro" (Foi você que pediu?;P)



Infelizmente, não encontrei na Web amostras dignas do resto do seu trabalho, mas vou continuar a procurar. Quanto a esta obra, considerada por muitos dúbia, com toda polémica que envolveu, revela-nos o preço da diferença!!!

João Cutileiro


Nascido em Lisboa em 1937, João Cutileiro é o responsável pela grande viragem da escultura portuguesa nos anos 80 e pela ruptura com a estatuária oficial, fazendo-a evoluir do classicismo estilizado para uma nova era completamente liberta da iconografia vigente.
Os seus temas são o amor, o desejo e a plenitude do ser, cuja revelação no domínio da natureza é celebrado com respeito e simplicidade.
João Cutileiro empenha o seu dia-a-dia na realização de uma criatividade muito própria e de uma atitude independente e liberta de estereótipos. Artista reconhecido internacionalmente, as suas obras são geradoras de ódios e paixões.
Fonte: www.citi.pt/cultura/artes_ plasticas/escultura/cutileiro/ (adaptado)

terça-feira, agosto 30, 2005

D. Luíz Moniz, o primeiro Rei de Portugal

Nas proximidades do palácio dos Duques de Bragança, em Guimarães, ergue-se uma altiva e nobre estátua com a seguinte inscrição: "D.Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal". Nada mais enganador e falacioso. Na realidade, o homem de elmo, escudo e espada, representado na escultura foi o primeiro Rei de Portugal, só que ao contrário do que sustenta a doutrina vigente, não se chamava D.Afonso Henriques, mas sim, D. Luíz Moniz.

Foi durante uma visita ao Mosteiro de Arouca, que ouvi pela primeira vez esta história, pela boca de um cicerone local. Tratava-se de mais uma daquelas figuras, presentes em todos os monumentos, que são incapazes de nos deixar contemplar em silêncio a beleza do sítio e que alimentados pelos sonho de um punhado de moedas de recompensa, se prestam a contar tudo e mais alguma coisa acerca do monumento e que tanto irritam os turistas... A sua prosápia acerca da argamassa do mosteiro era tão entediante que deixei de lhe prestar atenção, mas quando, subitamente, dos seus lábios, queimados pelo vento e pelo cigarro, saíram palavras que indicavam ser ali o local de nascimento do primeiro Rei de Portugal, o caso mudou de figura. Segundo ele o "fundador" chamava-se D.Luíz Moniz, filho de D.Egas Moniz (suposto Aio de D.Afonso Henriques). Ouvi com todo o cuidado a sua história, parecia-me coerente e com algum fundamento, mas era demasiado mirabolante para ser levada em conta. Nunca mais pensei no assunto.

No passado mês de Abril comprei a "História Misteriosade Portugal" de Victor Mendanha e " A Descoberta do Brasil" do eminente historiador Paulo Alexandre Loução e surpreendentemente, pude constatar, que eles assumiam como provável que o filho de Egas Moniz, teria sido o primeiro monarca luso, o que muda toda a perspectiva histórica sobre a fundação do Reino. Paulo Loução considera que " a sustentação científica desta versão é difícil, no entanto a descoberta de pergaminhos do séc.XI na Torre do Tombo, provindos do Mosteiro de Alcobaça, que corroboram os factos, são um forte alicerce".
Eis, então, os factos:
D. Teresa, enviou por sua vontade expressa o filho, D.Afonso Henriques, de apenas três anos de idade, para as terras de Arouca, para aí ser educado por D. Egas Moniz. Desde há centenas de anos que é ponto assente, para muitos habitantes daqueles antigos domínios de D. Egas Moniz, não passar o infante D. Afonso de" um enfezado deficiente físico" quando o entregaram aos cuidados do Aio, mais como o Conde D.Henrique, falecera, residia" na criança raquítica a única esperança da independência do Condado Portucalense e até da construção do futuro país".
Um dia levaram o menino a uma igreja dedicada à virgem de Carquere, com a finalidade de implorarem milagre capaz de o transformar em criança saudável, só que, durante a novena, o lume das velas propagou-se-lhe às roupas, o que lhe provocou queimaduras e mais tarde a morte.
Os reinos e os condados vizinhos desejavam anexar o Condado Portucalense e a única forma de não facilitarem tal desastre foi o de substituirem o cadáver do pequeno Afonso por um filho vivo de Egas Moniz, por sinal com a mesma idade, guardando o máximo sigilo quanto à troca, ficando o terrível segredo confinado a três ou quatro pesoas, incluindo D.teresa e a mulher de Egas Moniz.
Apesar de as únicas bases desta teoria serem a "vox populi" da região de Lamego e alguns pergaminhos recém descobertos, não faltarão, porém, indícios mais que suspeitos:
Desde essa altura precisa D.teresa investe o Aio no elevado cargo de "principe coliumbriense", denominação honorífica pertencente ao falecido esposo e, além deste pormenor de espantar, Egas Moniz passa a ser chamado na corte e em todo o condado, de "príncipe nosso", qualificação que segundo Victor Mendanha é "insólita por se tratar de título somente conferido a governantes soberanos".
Também a partir de 1115, o" principe nosso" assume um papel cada vez mais preponderante nos negócios do condado, sendo até a ele que o Papa se dirige, "conforme carta de Pascoal II", o papa vigente na altura dos factos.
Outro facto digno de registo, reside na romagem penitente de Egas Moniz, com toda a família e de corda ao pescoço, até junto do Rei de Leão e Castela, por ter empenhado a palavra em nome do soberano português e D. Afonso Henriques não a ter honrado, ao fugir à promessa de obdiência resultante da derrota na batalha de Arcos de Valdevez.
Podemos considerar igualmente estranha, a ligeireza com que Afonso Henriques afronta militarmente a presuntiva mãe, atitude muito mais própria de quem não tem o mesmo sangue, do que de um filho.

A História, mãe de povos e avó de revoluções, guarda em si a verdade sobre estes factos, mas pelo menos fica aqui registada a versão embaraçante.