Não vou comentar. Apenas deixo a imagem para que cada um posso reflectir para além da obra si, na integração urbana, nos alinhamentos visuais, no planeamento urbano.

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Achei por bem dedicar algum tempo neste espaço à gramática. Não pretendo fazer as vezes dos entendidos na matéria, nem com isto ferir susceptibilidades, pois eu também possuo lacunas (especialmente no que toca a pontuação) e não estou isenta de falhas. No entanto, tenho observado entre colegas e amigos/as, com formação superior, erros gramaticais comuns e insistentes, cometidos esporadicamente, quer a nível oral e escrito, sobretudo no que concerne a morfologia. Assim sendo, aqui ficam algumas correcções que considero mais pertinentes, devido à regularidade do erro sobre o qual incidem, no seio desta população. Embora tendo deixado algumas explicações gramaticais por esclarecer, espero, no entanto, ter elucidado os/as leitores/as de alguma forma e, consequentemente, contribuído para uma não futura (re)formulação dos seguintes erros:
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A Liga Portuguesa de Futebol Profissional assinou hoje o acordo de patrocínio oficial da Superliga e Liga de Honra de futebol com a empresa de apostas na Internet "betandwin.com"
Como não poderia deixar de ser, a polémica está novamente instalada, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa alega que segundo a lei portuguesa, a exploração de jogos similares às lotarias e apostas mútuas é um direito exclusivo para o território nacional concedido pelo Estado à SCML.
Enfim, o País do Futebol e o País da Europa onde se aposta mais no Euromilhões.......
Já faltava a quase normal Futebolada ..........
A seguir, as minhas propostas para a estação Primavera/ Verão deste ano:
Para as férias, ler:
Anjos e Demónios e Fortaleza Digital de Dan Brown. Digam o que disserem, o Sr. Brown possui um profundo conhecimento sobre os mais variados assuntos, abordando problemáticas actuais, revelando realidades ocultas, mantendo a expectativa através de um enredo a devorar, numa linguagem acessível e de fácil compreensão.
Para as conquistas de verão, ouvir:
Fiona Apple e Goldfrapp. Não constituem novidade, mas nunca cansam. Para os que não conhecem, deleitem-se com as vozes piramidais de Fiona e de Allison Goldfrapp num fundo quente de melancolia, sensualidade e irreverência. A ouvir no carro.
Para chorar por mais, ver:
Sincity. No meio do rol das americanadas de Verão que já não trazem nada de novo, eis que surge uma verdadeira lufada de ar fresco com sal e pimenta! De preferência num cinema ao ar livre.
Para (re)ver filmes de culto, visitar: Cineclube de Guimarães.
Aceitam-se sugestões.
Como me parece que isto anda pelo elogio às mulheres e a grandes mulheres de determinadas áreas, decidi, como sou das letras, fazer referência a um grande nome da literatura: Sophia de Mello Breyner Andresen. Já muito se falou sobre a senhora, muito se disse, mas fica sempre bem acrescentarmos a nossa opinião pessoal.
O primeiro contacto que tive com Sophia, isto é, o primeiro contacto com a sua literatura, foi no 12º quando li alguns dos seus poemas, admito desde já que pouco ou nada me fascinaram (chamem-me herege...). Percebi toda a amplitude da escritora este ano, quando tive que leccionar aos miúdos o conto Saga, incluído no livro Histórias da Terra e do Mar. Percebi, aqui, o quanto perdi de Sophia.
Com uma escrita simples, mas, ainda assim, floreada, cheia de belas imagens e metáforas, fazendo uma descrição do Porto, pelos olhos de Hans que ainda não tinha deslumbrado. Depois dediquei-me a ler os seus poemas mais atentamente. Após algumas leituras, fiquei fascinado, principalmente pela sua vertente interventiva. Vertente que aprecio em todos os escritores. Bom, para quem não sabe por onde começar a ler esta escritora, aconselho o livro supracitado.
É sempre bom começarmos a ler os poetas ou os escritores pelos livros de contos. Afinal, os contos são próximos da poesia, sempre carregados de sentimentos e de simbologias, mas, ao mesmo tempo, são prosa. Um bom poeta, normalmente, é um bom contista.

Lou Andreas-Salomé (1861-1937) nasceu na Rússia, em S. Petersburgo. Dotada de uma grande inteligência e uma aparência agradável, o seu professor definia-a como livre pensadora, por ler Descartes, Pascal, Kant, Rousseau, Voltaire, etc. Na universidade conhece o filósofo Paul Ree, judeu ateu e nihilista com quem estabelece uma relação intelectual. O debate entre ambos acerca da questão de Deus, teve mais um participante: Friedrich Nietzsche, que se apaixona por ela, pedindo-a em casamento, tendo ela recusado. Na Alemanha, conhece o poeta Rainer Maria Rilke, com quem mantém um intenso romance e correspondência até 1926. Numa viagem à Rússia, encontra também o escritor León Tolstói. Em 1919, escreveu o seu primeiro ensaio de argumento psicológico, O Erotismo. A partir daí interessa-se pela psicanalise e torna-se discípula de Freud, passando a articular os seus maiores interesses: a arte, a religião e a experiência amorosa, como se pode verificar nos seus textos: Reflexões sobre o problema do amor (1900); Religião e Cultura (1898) e Jesus, o judeu (1886), entre outros.
Louise von Salomé teve um papel intelectual de primeira ordem na cultura européia no virar do século, encarnando uma síntese de individualidade e espírito de época raro.
| Sr. Carvalho: 1- Quanto à tua crítica: sim, gostaria de incendiar a questão (penso já me ter alongado q.b. quanto à problemática da IO entre homens e mulheres no comentário anterior!) e sim, percebi perfeitamente o que querias dizer. Mas será que TU querias mesmo dizer o que disseste? 2- Pediste-me que abordasse uma questão infindavelmente complexa e delicada, cuja discussão não tem término. Contudo, e em vias de dúvidas, aqui ficam alguns dados relativos ao aborto clandestino: Estima-se em mais de 20 mil o número de abortos realizados anualmente em Portugal, especialmente em jovens entre os 15 e 19. Nos últimos 7 anos mais de 9000 mulheres recorreram a clínicas privadas espanholas. Segundo a Organização Mundial de Saúde temos a taxa mais elevada de toda a Europa. Infelizmente também temos uma das legislações mais retrógradas da Europa, que trata as mulheres que recorrem à interrupção voluntária da gravidez como criminosas, tendo o número de pessoas acusadas de crime de aborto crescido durante a governação de PSD/PP!!! Solução? Ignorem-se os partidos elitistas, defensores das minorias, acabe-se de vez com o lobby dos médicos em Portugal e calem-se os padres! |
| Caro Miguel, Caros/as participantes, Ninguém falou em negar o direito à maternidade, pois é inegável que nos aspectos biológicos ligados à maternidade/paternidade, existem diferenças naturais entre homens e mulheres, mais por uma questão de sobrevivência do que emocional, já que o vínculo ou ligação emocional que se estabelece entre o/a filho/a e a mãe ou pai não é algo genético mas faz parte da nossa aprendizagem. Só assim se explica a existência de mães negligentes e assim se refuta a tua ideia de que o vínculo entre mãe e filho/a seja mais forte do que entre pai e filho/a. Claro que ambos os sexos são diferentes, mas isso não implica que sejam desiguais. Infelizmente ainda subsistem muitos estereótipos quando ao género feminino, especialmente a ideia de que a mulher está destinada a “dona de casa” e “mãe extremosa”, ideias eliminadas da Constituição Portuguesa há quase 30 anos… Hoje em dia, o Direito Português reconhece igualdade, direitos humanos e liberdades fundamentais para todos/as os/as cidadãos/ãs. Contudo, a distância entre a situação de facto e a teoria é grande, pois ambos os géneros desempenham papéis bem desiguais na sociedade. De facto, no que respeita os papéis sociais, a assimetria quanto a oportunidades, direitos e deveres sempre foi e continua a ser flagrante (basta ver o histórico de violência e submissão imposto às mulheres durante os séculos e a situação actual patente nos dados que a seguir apresento), especialmente porque não são dadas à mulher oportunidades de conciliação entre a vida familiar e profissional. As leis por si não chegam se o seu cumprimento não for exigido. Para além disso, se atendermos ao facto de que apenas em 1982 a violação dentro do casamento passou a ser crime e que apenas em 2000, os maus tratos perpetuados pelo cônjuge passaram a crime de natureza pública, quanto tempo não precisaremos até que as mentalidades mudem e se desmistifiquem as ideias pré-concebidas? Não se trata de querer mais direitos, mas de justiça social. Sem igualdade entre os géneros, nunca teremos uma sociedade verdadeiramente justa, democrática, desenvolvida e respeitadora dos direitos humanos. Factos… Paradoxalmente…
PS: E que tal Observador/a Cósmico/a? |
