quarta-feira, setembro 07, 2005

Marte




"Plesidente"


Concordando na essência dos textos do Miguel e do Jonhy relativamente às presidenciais, saliento igualmente que apoiarei o candidato do centro, sendo este o Prof. Cavaco Silva (espero bem que o seja) ou o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa.

Mas votarei no partido do Miguel, vulgo Voto Branco..... :) caso não surja um candidato do Centro, isto é, surja apenas um candidato unicamente de direita e votarei igualmente em branco caso o candidato presidencial do centro seja o Prof. Freitas do Amaral, o Dr.Santana Lopes ou até mesmo o Drº Durão Barroso …..nunca se sabe ainda falta muito tempo e como fez questão de dizer o Santana ontem à comunicação social.......” Os candidatos podem surgir ate 30 dias antes do dia do acto eleitoral”.

Mas continua a achar demasiado precipitado falar em eleições presidenciais, e continuo a achar que esta precipitação de apresentação do candidato do PS foi encomendada para desviar alguns focus de atenção menos convenientes.

PS: por falar em Presidente da Republica, quando o Marcelo disse o que disse na TVI o plesidente de alguns portugueses quis imediatamente ouvir pessoalmente o que Marcelo tinha para dizer, e agora relativamente à venda da média capital ao grupo espanhol o presidente não vai ouvir ninguém?...........outros tempos

terça-feira, setembro 06, 2005

Cavaco a Presidente

Não vou apoiar candidaturas que ainda não existem, mas estou à espera do Cavaco Silva...

Das 3 candidaturas que conheço (ainda não sei se o Manuel João Vieira já avnçou), e dando a irrelevência que merece ser dada às respectivas ideias que cada candidado tem (uma vez que não são novos na praça) parece-me que a candidatura mais sincera é a do BE com Francisco Louça, que não irá desistir...além de apreciar o facto de da rotatividade de candidatos no Bloco, sem terem ganho nada anteriormente. Este é o único candidato da esquerda em que se pode votar com convicção verdadeiramente política e não partidária! Os outros ou querem dar nas vistas durante a campanha para ver se o partido se aguenta, ou desejam dar nas vistas mais uns anos e receber altas individualidades e viajar como um grande presidente...já agora acredito que se não existisse limite de mandatos, este último outro ainda lá estava, e o Manuel Alegre e o Jorge Sampaio ainda aguardavam na fila de espera...

AlienVsPredator

Meus senhores/as,

Em primeiro lugar, sem querer ofender o colaborador em questão, achei vergonhoso o artigo de opinião deixado neste blog pelo Sr. Pires. Francamente, todos são livres de opinar, mas recuso-me a reflectir sobre opiniões proferidas por retornados fascistas. Esse tipo de "inimigos de Soares", sim, não merecem o meu mínimo respeito.
Em segundo lugar, no fórum de opinião pública na SIC Notícias, ontem, a maioria dos telespectadores repartia-se entre os amantes de Cavaco e os amantes de Soares. Ora, irrita-me um pouco esta relação de amor/ódio para com os nossos candidatos. A meu ver, na política, como em qualquer outra área, não há demónios nem anjos, todos têm os seus pontos fracos e qualidades. O Dr. Soares foi um marco da revolução e democracia portuguesa, mas tomou as medidas mais impopulares durante o processo de descolonização quando assumiu a pasta dos Negócios Estrangeiros, ainda antes de chegar ao Governo e à Presidência (o que parece ser o pecado mortal que ainda o persegue); já o Prof. Cavaco reduziu o défice, mas limitou-se a construir estradas e a desperdiçar os fundos europeus enquanto Primeiro-Ministro. Contudo, e como reforçava Inês Serra Lopes, Directora do “Independente”, nesse mesmo espaço televisivo, os/as portugueses/as parecem esquecer-se que o que está em causa são as Presidenciais e que as funções de um Presidente passam muito ao lado da governação do país…portanto sejamos realistas e escolhamos alguém que acima de tudo nos saiba representar, especialmente no exterior, e representar bem (ou que seja capaz de dissolver os governos a seu tempo)!
Por último, estou enjoada de ouvir falar da senilidade, como argumento-base de oposição à candidatura do Dr. Mário Soares. Cada um é livre de se candidatar e a velhice não é sinónimo de incompetência…também chegaremos lá um dia. Apenas considero que dois mandatos foram suficientes. Quanto ao Prof. Cavaco, que já poderia ter dado a cara, é demasiado low-profile para o meu gosto.
Por isso, o meu voto não recairá sobre nenhum destes candidatos. Eu apoiarei um homem (infelizmente, ainda não apareceu uma candidata) de acção e de intervenção! Estou seriamente a pensar votar em Francisco Louça!Este pelo menos não é acusado de ser extra-terrestre ou predador!

Os candidatos a Belém

Já que o tema foi aqui abordado, escrevo este pequeno texto para expôr a minha opinião relativamente aos já anunciados candidatos a Belém e o candidato a candidato mais do que certo mas que, no entanto, ainda não formalizou a sua candidatura. A este assunto retomarei apenas depois das autárquicas.

O Sr. (se repararem, no máximo trato as pessoas por Sr., de pseudo doutores e engenheiros está o país cheio e para além disso não gosto de rótulos) Mario Soares enganou-se a si próprio quando afirmou num passado recente que jamais tornaria a exercer política de forma activa. Ainda me custa a crer que ele tenha avançado. Como li, penso que no "Linha de Rumo", nem no Vaticano, devido à idade, ele estaria apto a ser Pápa. Apesar de concordar com o Sr. Soares em muitos pontos, especialmente nas críticas à política externa norte-americana, sinto que será mais do mesmo. Sem renovação, sem ideias, sem discursos que rompam com o marasmo e estigma em que vivem a nossa sociedade. Mas, mais importante do que tudo isto, não será a alavanca que o país precisa para travar determinadas políticas que este governo está a tomar, especialmente ao nível da política económica (depois de ouvir ontem no Prós e Contras o pai do PIIP ainda mais assustado fiquei).

Relativamente ao Sr. Jerónimo, nota-se claramente que é o orgulho comunista a falar mais alto. O meu palpite é que desista a um mês das eleições, depois de ver sondagens que dão a vitória ao Sr. Cavaco logo à primeira. Como é mais do que óbvio, não será o Sr. Jerónimo que conseguirá mudar mentalidades (um Presidente da República, neste sistema, pouco mais do que mudar mentalidades pode fazer, o que já não seria pouco se conseguisse. Aliás, mudar mentalidades é o mais difícil e se nem o governo com tantos instrumentos à disposição consegue, quanto mais um Presidente da República que parece não ter mais nenhum poder para além do discurso em directo na televisão).

Quanto ao Sr. Cavaco, apesar de ainda não ser oficial, acredito que avance para a corrida. E este é o meu candidato, até ver. Dele espero um discurso realista mas, simultaneamente, um discurso que transmita confiança e que mobilize de facto o país. No âmbito da política, precisamos de um Scolari por altura do Euro. Para além disso, parece-me o único capaz de travar, em certa medida, a política ruinosa que este governo está a seguir.

No entanto, quero deixar claro que, só depois de ouvir o que todos os candidatos têm para dizer é que tomarei uma decisão final.

P.S. - Sou a favor de um sistema mais presidencialista onde, pelo menos as pastas da defesa e dos negócios estrangeiros, estejam sobre a batuta de Belém.

segunda-feira, setembro 05, 2005

Não Desapareça!

Bom, como a candidatura do Dr. Soares parece ter incomodado muita gente, já me merece uma palavra de satisfação. Se é ou não o melhor candidato, não comentarei. Apenas me questiono, por que ficou isto tudo em pulvorosa quando se falou na candidatura do Dr. Soares (facto que se confirmou).
Se estão tão certos que ele é mau, péssimo, que é velho caquético e senil, então não se preocupem tanto. Não se apoquentem tanto, se assim for o Cavaco ganha as eleições. Mas é bom ver como os peitos inchados da direita, com a certeza do seu bom candidato foram diminuindo nesta semana. É bom ver o pânico istalado.

Isto é como resposta ao artigo de opinião que sugeriste, Pires.

sexta-feira, setembro 02, 2005

Diamante? (II)

Em complemento às imagens que aqui (e ali) deixei há uns dias atrás, deixo esta que um colega me enviou por e-mail.

Não vou comentar. Apenas deixo a imagem para que cada um posso reflectir para além da obra si, na integração urbana, nos alinhamentos visuais, no planeamento urbano.


Clicar para ver foto amppliada numa janela nova.

Este é o "meu" projecto!


Para não ferir mais susceptibilidades fui obrigada a inclinar o logótipo (em cima)...


A autoria do logótipo foi da minha irmã!Que acham?

PS:Desculpa estar a mudar de assunto, Miguel, mas penso que essas imagens macabras valem por mil palavras. Eu não tive estômago...

(Era para ser palavrão)

Se conseguirem ver até ao fim, é porque têm cá um estômago...

Eu bati muito mal... www.strasbourgcurieux.com/fourrure/portugues.php

Todos as pessoas que praticam estes massacres, todos as pessoas que alimentam este negócio (indústria da alta costura), são o que de mais reles existe à face da terra.

Fátima Lopes, minha grandessíssima vaca, e outros(as) como tu, vocês estavam bem era a viver no esgoto. Vocês são podres, cheiram mal e são uma autêntica merda ambulante que anda a poluir o ar que respiramos...

Desculpem, estava a ver ao mesmo tempo que escrevia e, acreditem, para os palavrões e insultos que me estavam constantemente a surgir no pensamento, até que me contive...

Urbanismo? Ambiente? É que é já a seguir...

Já que sou chamado ao "barulho" pelo Pires, aqui vão as minhas singelas opiniões sobre o assunto, sem me alongar muito que a hora vai adiantada e amanha é dia de trabalho...

O Centro Histórico (CH), cujo plano de salvaguarda e criação do GTL foi iniciado num mandato do sr. António Xavier (PSD), o Pires já falou muito bem. Tanto assim é que uma das maiores dificuldades que o CH teve para se classificar como Património Mundial da UNESCO foi a sua Zona Tampão, isto é, a zona que rodeia esse mesmo centro histórico. Para além disso, não tendo agora presente o número de fogos em excesso no concelho, maioritariamente da cidade, sei que muitos mais se preparam para ser construídos (Monte do Cavalinho, 800 fogos, Salgueiral Sul, mais de 1000 fogos, Universidade, algumas centenas, prédio do Villa, mais de uma centena de fogos...).
Para além disso, do ponto de vista do tipo de arquitectura praticada e induzida pela construção massiva em altura, ela tem vindo a descaracterizar o concelho, ou seja, são zonas que tanto podiam ser em Guimarães como na Maia ou na Amadora) e deixa de haver o tipo de cidade que Guimarães caracterizava de bairros, zonas urbanas de baixa densidade e agradáveis de (usu)fruir, a Penha que podia ser vista de qualquer zona da cidade, etc...

Por outro lado, ambientalmente há 12 anos que prometem no final de cada mandato ter valores superiores à média nacional no que toca a cobertura de água e saneamento e sempre falharam. Isto sem contar com a contabilização de zonas cobertas por rede de saneamento mas cuja ligação aos colectores que encaminham os residuos para as etar's de tratamento ainda não estão feitas, pelo que desaguam nos ribeiros que por sua vez desaguam no Rio Ave... Como é o caso de Ronfe, talvez o mais paradigmático de todos, já que dos 85% de cobertura de saneamento apenas 10% estão ligados aos ditos colectores. E lembro que nos últimos 20 anos se investiram mais de 20 milhões de contos na despoluição do Rio Ave... Alguém já olhou (e cheirou...) o Ribeiro de Couros que atravessa a cidade e cruza o Shopping e o Hospital à sua frente? Há lá esgoto a céu aberto mais bonito?...

E pronto, por hoje fico por aqui, com toda a certeza nas próximas semanas teremos todos tempo de esgrimir muitos assuntos e temas com a paixão que nos caracteriza nesta terra que viu nascer e baptizou Afonso Henriques que um dia foi o nosso 1º Rei, deste canto da Europa que então começou a formar as suas fronteiras e que hoje assiste serenamente (ou não?) ao lançamento de candidaturas a geriatropresidentes... Nem o Vaticano, defensor das hierarquias e experiencia que a idade acarreta, aceita eleger chefes de governo com mais de 80 anos, vejam lá...

Será desta? (II)

Vimaranense Salomé,

Não querendo trazer a terreiro, um discurso de demagogo direitista, queria felicitar e desejar a anunciada renovação geracional de vila do Conde, não fosse eu um defensor da limitação de mandatos.........mas ao contrário do Marques Mendes defendo uma limitação de mandatos até para os presidentes dos governos regionais......... :), nisso falaremos mais tarde.

Mas em Guimarães, concordo contigo quando afirmas que no centro histórico existe algum cuidado no planeamento urbanístico, mas será que fora do centro histórico existe planeamento urbanístico?
Será que existe planeamento urbanístico nas novas construções verticais nos novos e apertados aglomerados populacionais? Pois em Guimarães existe cerca de 50000 habitações a mais para o número de famílias e.......... continuam a nascer todos os dias prédios e prédios e mais prédio..........estamos a perder qualidade de vida em Guimarães.

Estou certo que o Srº Arquitecto aqui do nosso blog fará uma achega sobre a matéria...... ele sim, é o homem do urbanismo que Guimarães precisa...... :)

Mas este é apenas o meu ponto de vista, permite-me apenas corrigir um ponto, isto é, a candidatura a Património da Humanidade foi um processo complexo e rigoroso iniciado pelo GTL na década de 80, sendo o executivo municipal da altura totalmente diferente do actual o qual merece também o reconhecimento pelo feito.

E já agora, com um orçamento de sensivelmente 10 milhões de contos anuais, o que foi feito pelo desemprego do concelho (actualmente ultrapassa os 12%...muita gente)? Quais foram os apoios concedidos para a instalação de novas industriais? Da melhor escola de engenharia do país (Uminho – Guimarães) quais foram os jovens apoiados no desenvolvimento dos seus projectos na região?

PS.(sem D): qual é a tua Freguesia?

Presidênciais

Porque ninguém comenta a candidatura do Mário Soares à Presidência da Républica? E sua longa apresentação sem qualquer tipo de ideias e visão do futuro?

E já agora o que acham da tentativa do PS em querer marcar o referendo da IVG para antes das eleições presidenciais?

Voltei

Ja falta menos de 12 Meses para as próximas FÉRIAS.....:)

quarta-feira, agosto 31, 2005

O "D. Sebastião de Cutileiro" (Foi você que pediu?;P)



Infelizmente, não encontrei na Web amostras dignas do resto do seu trabalho, mas vou continuar a procurar. Quanto a esta obra, considerada por muitos dúbia, com toda polémica que envolveu, revela-nos o preço da diferença!!!

João Cutileiro


Nascido em Lisboa em 1937, João Cutileiro é o responsável pela grande viragem da escultura portuguesa nos anos 80 e pela ruptura com a estatuária oficial, fazendo-a evoluir do classicismo estilizado para uma nova era completamente liberta da iconografia vigente.
Os seus temas são o amor, o desejo e a plenitude do ser, cuja revelação no domínio da natureza é celebrado com respeito e simplicidade.
João Cutileiro empenha o seu dia-a-dia na realização de uma criatividade muito própria e de uma atitude independente e liberta de estereótipos. Artista reconhecido internacionalmente, as suas obras são geradoras de ódios e paixões.
Fonte: www.citi.pt/cultura/artes_ plasticas/escultura/cutileiro/ (adaptado)

terça-feira, agosto 30, 2005

D. Luíz Moniz, o primeiro Rei de Portugal

Nas proximidades do palácio dos Duques de Bragança, em Guimarães, ergue-se uma altiva e nobre estátua com a seguinte inscrição: "D.Afonso Henriques, 1º Rei de Portugal". Nada mais enganador e falacioso. Na realidade, o homem de elmo, escudo e espada, representado na escultura foi o primeiro Rei de Portugal, só que ao contrário do que sustenta a doutrina vigente, não se chamava D.Afonso Henriques, mas sim, D. Luíz Moniz.

Foi durante uma visita ao Mosteiro de Arouca, que ouvi pela primeira vez esta história, pela boca de um cicerone local. Tratava-se de mais uma daquelas figuras, presentes em todos os monumentos, que são incapazes de nos deixar contemplar em silêncio a beleza do sítio e que alimentados pelos sonho de um punhado de moedas de recompensa, se prestam a contar tudo e mais alguma coisa acerca do monumento e que tanto irritam os turistas... A sua prosápia acerca da argamassa do mosteiro era tão entediante que deixei de lhe prestar atenção, mas quando, subitamente, dos seus lábios, queimados pelo vento e pelo cigarro, saíram palavras que indicavam ser ali o local de nascimento do primeiro Rei de Portugal, o caso mudou de figura. Segundo ele o "fundador" chamava-se D.Luíz Moniz, filho de D.Egas Moniz (suposto Aio de D.Afonso Henriques). Ouvi com todo o cuidado a sua história, parecia-me coerente e com algum fundamento, mas era demasiado mirabolante para ser levada em conta. Nunca mais pensei no assunto.

No passado mês de Abril comprei a "História Misteriosade Portugal" de Victor Mendanha e " A Descoberta do Brasil" do eminente historiador Paulo Alexandre Loução e surpreendentemente, pude constatar, que eles assumiam como provável que o filho de Egas Moniz, teria sido o primeiro monarca luso, o que muda toda a perspectiva histórica sobre a fundação do Reino. Paulo Loução considera que " a sustentação científica desta versão é difícil, no entanto a descoberta de pergaminhos do séc.XI na Torre do Tombo, provindos do Mosteiro de Alcobaça, que corroboram os factos, são um forte alicerce".
Eis, então, os factos:
D. Teresa, enviou por sua vontade expressa o filho, D.Afonso Henriques, de apenas três anos de idade, para as terras de Arouca, para aí ser educado por D. Egas Moniz. Desde há centenas de anos que é ponto assente, para muitos habitantes daqueles antigos domínios de D. Egas Moniz, não passar o infante D. Afonso de" um enfezado deficiente físico" quando o entregaram aos cuidados do Aio, mais como o Conde D.Henrique, falecera, residia" na criança raquítica a única esperança da independência do Condado Portucalense e até da construção do futuro país".
Um dia levaram o menino a uma igreja dedicada à virgem de Carquere, com a finalidade de implorarem milagre capaz de o transformar em criança saudável, só que, durante a novena, o lume das velas propagou-se-lhe às roupas, o que lhe provocou queimaduras e mais tarde a morte.
Os reinos e os condados vizinhos desejavam anexar o Condado Portucalense e a única forma de não facilitarem tal desastre foi o de substituirem o cadáver do pequeno Afonso por um filho vivo de Egas Moniz, por sinal com a mesma idade, guardando o máximo sigilo quanto à troca, ficando o terrível segredo confinado a três ou quatro pesoas, incluindo D.teresa e a mulher de Egas Moniz.
Apesar de as únicas bases desta teoria serem a "vox populi" da região de Lamego e alguns pergaminhos recém descobertos, não faltarão, porém, indícios mais que suspeitos:
Desde essa altura precisa D.teresa investe o Aio no elevado cargo de "principe coliumbriense", denominação honorífica pertencente ao falecido esposo e, além deste pormenor de espantar, Egas Moniz passa a ser chamado na corte e em todo o condado, de "príncipe nosso", qualificação que segundo Victor Mendanha é "insólita por se tratar de título somente conferido a governantes soberanos".
Também a partir de 1115, o" principe nosso" assume um papel cada vez mais preponderante nos negócios do condado, sendo até a ele que o Papa se dirige, "conforme carta de Pascoal II", o papa vigente na altura dos factos.
Outro facto digno de registo, reside na romagem penitente de Egas Moniz, com toda a família e de corda ao pescoço, até junto do Rei de Leão e Castela, por ter empenhado a palavra em nome do soberano português e D. Afonso Henriques não a ter honrado, ao fugir à promessa de obdiência resultante da derrota na batalha de Arcos de Valdevez.
Podemos considerar igualmente estranha, a ligeireza com que Afonso Henriques afronta militarmente a presuntiva mãe, atitude muito mais própria de quem não tem o mesmo sangue, do que de um filho.

A História, mãe de povos e avó de revoluções, guarda em si a verdade sobre estes factos, mas pelo menos fica aqui registada a versão embaraçante.

Para bom entendedor...

Achei por bem dedicar algum tempo neste espaço à gramática. Não pretendo fazer as vezes dos entendidos na matéria, nem com isto ferir susceptibilidades, pois eu também possuo lacunas (especialmente no que toca a pontuação) e não estou isenta de falhas. No entanto, tenho observado entre colegas e amigos/as, com formação superior, erros gramaticais comuns e insistentes, cometidos esporadicamente, quer a nível oral e escrito, sobretudo no que concerne a morfologia. Assim sendo, aqui ficam algumas correcções que considero mais pertinentes, devido à regularidade do erro sobre o qual incidem, no seio desta população. Embora tendo deixado algumas explicações gramaticais por esclarecer, espero, no entanto, ter elucidado os/as leitores/as de alguma forma e, consequentemente, contribuído para uma não futura (re)formulação dos seguintes erros:

  1. “Tu fizeste” e não “tu fizes-te” ; “nós fizemos” e não “nós fize-mos” - No Pretérito Perfeito, a raiz do verbo não se separa com um hífen.
  2. muito tempo” e não “à muito tempo”.
  3. Havia/ Houve muitas desistências” e não “haviam/ houveram muitas desistências”. Mas: “Após eles haverem sido…”; “…haviam sido queimados.” - O verbo haver só se conjuga no plural quando substitui, como auxiliar, o verbo ter, e nunca com o sentido de existir.
  4. Hás-de” e não “ha-des”.
  5. “Ir ao encontro” e não “ir de encontro a “.
  6. Pessoas do sexo feminino deverão dizer e escrever “obrigada”, pessoas do sexo masculino, “obrigado”.

    Obrigada pela atenção!

segunda-feira, agosto 29, 2005

Será desta?

Recentemente tive conhecimento de duas sondagens feitas em Vila do Conde em que a vitória era atribuída ao candidato do PSD.

Se assim for, será uma das maiores alegrias políticas que terei. Não por ser o PSD a ganhar ao PS, não, mas antes por ser uma demonstração de alguma maturidade democrática, por sinal tardia, do povo da minha terra. Se fosse o PSD que tivesse lá plantado à mais de 25 anos, o meu voto iria direitinho para o partido da rosa encarnada.

Imagino que a percentagem de municípios onde ainda não tenha havido rotatividade partidária seja bastante reduzido. Esses, do meu ponto de vista, estão consciente e/ou inconscientemente subjugados ao aparelhismo local.

A renovação geracional poderá vir a ser o factor decisivo para a mudança. Por isso, acredito que, se há alguma classe ou grupo ou faixa etária capaz de derrotar o PS em Vila do Conde, são os jovens. E aí sim, dariamos uma lição aos adultos e idosos da nossa terrinha, aqueles da geração do 25 de Abril...

quinta-feira, agosto 25, 2005

Ainda os Incêndios

Se a memória não me falha, este é o terceiro/quarto ano consecutivo em que o país é varrido por um verdadeiro tsunami de fogo, de norte a sul. Se a memória não me falha, este é também o terceiro/quarto ano consecutivo em que o governo do momento apresenta um plano de prevenção de incêndios.

Eu pergunto: Que falhas na salvaguarda da nossa floresta foram detectadas nos planos de prevenção de incêndios? Quais as medidas que foram tomadas tendo por base os tais planos? Onde está a avaliação e os resultados da implementação dos planos?

Pelo menos a uma das três perguntas sou capaz de responder: os resultados estão à vista de todos. Ah!, e uma das medidas foi disponibilizar telemóveis aos pastores para um aviso mais rápido aos bombeiros...

Apresentar um plano de prevenção de incêndios depois de termos a floresta ardida está a tornar-se um hábito dos governantes. Já me parece a palavra reforma antes de umas eleições...

Toda a gente se queixa da falta de meios, mas preferimos comprar dois submarinos que dariam seguramente para 10 helicópeteros de combate aos fogos. A limpeza das matas, de quem o Estado é o maior proprietário, é igualmente fundamental na prevenção de focos de incêndio. Mão pesada para os criminosos. E a televisão, em vez se passarem apenas imagens sensacionalistas, que realce os criminosos e noticie as penas a que estes estão sujeitos, assim como casos passados de incendiários que ainda estão na prisão. Estarão? Eu creio que sim, mas até tenho curiosidade em saber.

É mesmo caso para dizer que os nossos políticos só falam e não fazem nada. É uma vergonha. Tem que haver responsabilização política, com consequências na "carteira" de quem elabora e apresenta estes planos e depois os resultados são estes que estão à vista. Porque, será que uma equipa da Protecção Civil, um Secretário de Estado ou um Ministro que apresentem planos cujos resultados são estes, mereceram ganhar o que ganharam?

Apesar de saber que as condições atmosféricas dificilmente poderiam ser mais adversas, começam a ser muitos anos seguidos sem resultados visíveis e sempre a apresentarem novos planos.

P.S. - Envergonha-me e entristece-me ver bombeiros a pedir nos semáforos e nas rotundas... Ainda temos algumas coisas de terceiro mundo...