domingo, junho 12, 2005

Fim de semana cultural...

Na sexta fui à Feira do Livro no Porto. Voltei com algumas BD's (sim, ainda tenho a mania da BD, desde o "proscrito" Manara até ao Spirou, passando pelo Tintin, Astérix ou Michel Vaillant, Batman e Homem-Aranha...) e com três livros, que recomendo mesmo antes de os ter lido (tipo Marcelo ;) ).

Anjos e Demónios, de Dan Brown, o autor do célebre Código da Vinci, que nas últimas férias de verão devorei em 3 dias, simplesmente não conseguia parar de ler. Para quem gosta do autor, este é um livro do mesmo género.

O Nome da Rosa, de Umberto Eco, celebrizado pelo filme estrelado por Sean Connery. Este livro, conhecendo eu a história a partir do filme, julgo que me vai agradar muito pois sempre que li um livro depois de ver o filme, adorei - exactamente o contrário de quando leio o livro antes do filme, normalmente detesto o filme depois porque o livro tem normalmente muito mais pormenor e intensidade que as 2 horas de pelicula conseguem proporcionar.

Por fim, trouxe ainda o décimo livro da série Roma Sub-Rosa de Steven Saylor, intitulado A Sentença de César. Para quem gosta de romances históricos, neste caso no tempo dos romanos, de Sula a César, que misturam a ficção com a realidade dos factos que chegaram aos nossos dias, numa escrita rápida de capitulos curtos, um pouco tipo Dan Brown, então deverá ler esta colecção que começa no Sangue Romano, tal com eu tenho feito. E despachem-se pois no verão sai o décimo-primeiro, e talvez último livro da série, já que o protagonista, um detective privado da Roma imperial chamado Gordiano, o Descobridor, deve estar quase a morrer...

Para além disso, ainda fui DUAS vezes ao cinema. Na sexta vi o filme baseado na obra hómonima de Frank Miller, um dos maiores desenhadores de BD do século, Sin City, com um dedo na realização do Tarantino e um bom desempenho do Bruce Willis, numa filmagem de sequência complicada onde são narradas 3 histórias que decorrendo simultaneamente e interferindo umas nas outras, são apresentadas à vez numa pelicula muito preta mas sem ser a preto e branco, fazendo claramente recordar a BD americana de série B a duas cores, preto e uma cor primária (o amarelo, o vermelho ou o azul). Muito engraçado, mas apesar de tudo muito pouco comercial.

Ontem, sábado, dediquei duas horas e meia a ver o nascimento do maior vilão da história do cinema, Darth Vader!, em Star Wars - A Vingança dos Sith. E valeu a pena. Agora quero ver o 2 e depois quero então ver o 1. Acho que só assim faz sentido. Uma vez que estamos a andar para trás no tempo, devemos recuar um episódio de cada vez... Sempre fui fã do Star Wars, mas ainda não tinha visto nenhum dos "novos" episódios. Fui ontem e sai rendido à eficácia do George Lucas e à sua mestria no controle e produção de efeitos digitais. Não fico rendido ao seu génio pois não o acho genial, como o é muito mais o Scorcese, o Spielberg ou Clint Eastwood. Mas quando se propõe fazer um projecto, é capaz de lhe dar uma espectacularidade e encenação como só um Cecil B. De Mile, por exemplo, o fazia antigamente.

Só tenho pena é que este deve ter sido o meu último fim de semana "livre" para mim até às férias...

sexta-feira, junho 10, 2005

Luís de Camões e o soneto por Excelência...


Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

10 de Junho - Dia de Camões

“Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que para mim bastava amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Qua as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.
Errei todo o discurso dos meus anos;
Dei causa a que a fortuna castigasse
As minhas mais fundadas esperanças.
De amor não vi se não breves enganos.
Oh! Quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!”

Luís de Camões

quinta-feira, junho 09, 2005

Depois de uma larga ausência, Silvinha volta a postar!

Talvez tenham pensado que estava morta ou que ganhei o Totomilhões (ou isso :p) e estou numa ilha paradisíaca a desfrutar da beleza, da calma, do sossego que na verdade tanto anseio, mas não! Enganam-se! Acho que os motivos da minha ausência são normais em muitos blogs: a falta de inspiração para escrever... no fundo até nem tinha vontade nenhuma de escrever (eu sei que isto é grave de se dizer, mas é a verdade!!! E quem diz a verdade não merece castigo! :) Ando a mil no trabalho, não tenho tempo para pensar em mais nada e além disso o pouco tempo e energia que me restam esgoto-os nos treinos de kick... com os quais já não vivo sem...)

Hoje é véspera de feriado... Viva o 10 de Junho! Finalmente não vou ter reunião de trabalho à 6ª até às 20 (curiosamente o dia em que devia saír mais cedo)!! Finalmente é 5ª e já estou em Viana... nem me posso crer! :) Finalmente vou poder dormir a manhã toda! Finalmente um feriado prolongado!
Bom, depois de uns quantos dias de ausência (creio que duas semanas) e de um larguíssimo mau humor (o que quer dizer que quem estava perto de mim correu risco de vida, hehe) volto a postar! E vou propor aquilo que já devia ter sido feito no blog: onde está o post do jantar dos 10000??? Vou ter eu que o fazer não é? Tudo bem... quando estiver mais inspirada invento um post que convença e anime os cósmicos, mas por enquanto quero voltar à normalidade fazendo tudo com calma. É verdade Pires, tenho os links para te mandar de forma a que os ponhas aqui no blog... ainda por cima vão dar um jeitaço agora que vem o bom tempo e as férias, mas depois vocês vêem e agradecem aqui à colega cósmica ;) É só para que saibas que não me esqueci, as desculpas já estão dadas!

E pronto! Não há mais nada a dizer somente que voltei! Para ficar! Hehehe..

Comemorações 10 de Junho - Guimarães

Programa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
Guimarães 2005

Dia 9 de Junho (Quinta-Feira)

17H30 Honras Militares a Sua Excelência o Presidente da República, no Largo da República do Brasil

18H15 Sessão Solene de Boas Vindas, no Largo da Oliveira
- Hino de Guimarães pelo Coro do Convívio
- Discurso do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães
- Discurso de Sua Excelência o Presidente da República
- Hino Nacional pelo Coro do Convívio

20H30 Jantar oferecido por Sua Excelência o Presidente da República nos jardins da Pousada de Santa Marinha da Costa

22H00 Espectáculo musical popular na Praça de Santiago “Manuel d’Oliveira e Convidados”

Dia 10 de Junho (sexta-feira)

10H15 Cerimónia Militar do Içar da Bandeira no Campo de S. Mamede
- Lançamento de pára-quedistas - Içar da Bandeira - Evolução da charanga a cavalo da GNR

11H00 Cerimónia de homenagem de SEXA PR a D. Afonso Henriques por ocasião das Comemorações do Dia de Portugal em Guimarães
Descerramento de placa alusiva junto à estátua

11H20 Apresentação de cumprimentos a SEXA PR pelo Corpo Diplomático no Salão Nobre do Paço dos Duques de Bragança
- Inauguração da Exposição Sentidos de Estado organizada pelo Museu da Presidência da República
- Porto de Honra nos claustros do Paço Ducal

13H00 Almoço oferecido pela Câmara Municipal de Guimarães na Casa da Penha

16H30 Sessão Solene comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas no Pavilhão Multiusos de Guimarães
- Hino Nacional pela Orquestra do Norte
- Discurso do Presidente da Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
- Intervenção musical pela Orquestra do Norte
- Discurso de SEXA PR - Intervenção musical pela Orquestra do Norte
- Cerimónia de Imposição Solene de Insígnias das Ordens Honoríficas
- Hino Nacional pela Orquestra do Norte

Luto por Portugal

Segundo o Jornal Digital circula na Internet um apelo a todos os portugueses para que no 10 de Junho, façam «luto por Portugal», colocando uma bandeira negra nas janelas.

RIR É UMA DAS MARAVILHAS HUMANAS



Interpretações:

* Morais Sarmento a mergulhar em Cabo Verde - note-se que desapareceu do mapa o homem;
* Espetanço de Campos e Cunha, quando se soube quanto ganha mensalmente;
* Campo de férias de José Peseiro, especialmente recomendado por Anderson Polga no Brasil;
* Simão Sabrosa a mergulhar em Óbidos na semana de festejos do título - veja-se o resultado da semana seguinte;
* Piscina do centro de estágio dos jogadores do Porto - neste momento é Vitor Baía a saltar, consta-se que era viciado neste tipo de treinos;
* A Europa a saltar para o abismo - o espetanço final... vamos ver se se consegue erguer...

Berço de Portugal ;Triângulo; Salvem Mosteiró

Pois é... Todas as pessoas que conheço de Guimarães têm um amor incontrolável pela cidade e concelho, e vocês não fogem à regra, mas parecem-me muito conhecedores da vida da cidade, mais que o normal vimaranense...
Tem sido interessante, mas o Despertador está em desvantagem numérica :) Não conheço o panorama político de Guimarães, mas se o mayor, ou o seu partido, já está no poleiro à muito tempo, eu penso que melhor poderá ser feito...
Neste último ano fui algumas vezes até G e reparei que as obras aumentaram de intensidade...bem ou mal não sei...prejudicando o meu turismo, vejam lá que eu até conheço Ronfe:)
O velho Vimara Peres, que deu o nome à vossa cidade une-nos a todos: ele dominava as terras entre Guimarães, Vila do Conde e Maia (O Triângulo - não o SShopping de G) onde está na famosa estátua do Lidador, no centro da cidade!!!! Devemos ser todos primaços!
A época da "armadura e da espada" fascina-me e em G respiro esse fascínio...além de que a cidade tem um físico com características únicas (penso em janelas, fachadas e telhados muito próprios)...e tudo muito asseado!
Mas Vimara Peres, como meu antecessor, precisava de maresia, e rio Ave abaixo, instalou-se na sua foz desenvolvendo a grande cidade de Vila do Conde (penso que isto também está na base do êxodo veraneante vimarense para esta zona-estámos geneticamente ambientados a este triângulo geográfico)...Eu acho que pedir a independencia desta zona não era mal visto, que dizem? (Claro VC a capital :P)) Na fase de convergência económica, G e a Maia seriam os grandes financiadores do fundo de coesão para o desenvolvimento de VC...a mim parece-me bem!!!!

Só uma coisa séria: a minha freguesia, esse grande centro sócio-económico-recreativo-cultural chamado Mosteiró, por ter menos de 1000 habitantes, sujeita-se a ser anexada pelas tristes freguesias vizinhas :( Não me vou conformar... Somos poucos mas bons!!!Ganhámos os Jogos inter-freguesias de VC durante vários anos, sem ringue, nem campo de futebol...esta situação é inadmissível...Recuso-me a pertencer a Vilar, a Vilar do Pinheiro, ou a Guilhabreu, e nem ponho em hipótese, a terrinha do Miguel Carvalho que se chama Gião...tudo menos isso... Não façam isso a Mosteiró! :)
Aguarda-se um prime mover para a janta! Abraços

quarta-feira, junho 08, 2005

quem não sente não é filho de boa gente

não sou eu que o digo. é o POVÃO, que eu muito prezo e estimo.

peço desculpa, mas não posso deixar de defender aquele que tem sido o meu trabalho, a nivel local e perdoem-me, mas vou ter que dizer algumas coisas. eu sei que devemos observar o cósmico, mas eu quase que me transformo numa supernova se não desabafar e já!

nem vou falar da Assembleia Municipal, não vale a pena.

mas esta expressão merece um Óscar! qual deles não sei, mas na categoria de "Ficção Cientifica" alguma coisa deve haver para premiar este escrito:

"É uma realidade efectiva que: a água e saneamento já chega a cerca de 90% das casas, um que para um concelho como Guimarães é obra".

vou passar por cima, o Nuno ja esgrimiu argumentos com o Despertador, mas é um assunto que não morrera tão cedo. o que me fez escrever este post é o acento tónico das questiunculas autarquicas ser colocado no dinheiro. é natural? talvez.

porque o desenvolviemento de um concelho, seja ele qual for, carece obrigatoriamente de dinheiro para investir. mas nem tudo precisa de milhares, milhões ou ate mesmo centenas de euros. dou exemplos, do trabalho da JSD Guimaraes, da qual faço parte:

- Assembleia Municipal de Juventude: foi proposto ao Dr. Mota Prego, presidente da Assembleia Municipal. a ideia tem como objectivo trazer as associações jovens, associações de estudantes e juventudes partidárias para o debate politico e o pensamento civico e social. o funcionamento seria identico a uma assembleia municipal. REJEITADO porque: era um projecto de "dificil concretização" e porque, na optica do Dr. Mota Prego, o CMJ existe para o mesmo objectivo;

- Cartão Jovem Municipal: proposto pela JSD Guimarães e alguns meses depois a CMGuimaraes atraves da comunicação social noticia a assinatura de um protocolo com a MoviJovem para a criação de um Cartão Jovem Municipal. a JSD nunca foi ouvida nem achada no processo... ESTADO DE EVOLUÇÃO DO PROJECTO: gaveta...

- Programa de Ocupação dos Tempos Livres: consistia numa serie de protocolos que permitisse aos jovens das escolas de Guimaraes a practica de desportos diferentes dos leccionados em Educação Fisica nas horas livres dos horarios escolares, como hipismo, tenis, etc. Nunca obtivemos resposta...

Programa Guias: a ideia é utilizar o voluntariado jovem para prestar auxilio/informação aos turistas em alturas de grande afluencia de visitantes ha nossa cidade, bem como dinamizar alternativas de roteiro turistico (citania, rota dos vinhos verdes, etc), como existe em grandes cidades europeias. ate hoje, nada...

como estes projectos, houve muitos mais que se foram perdendo no tempo. e não eram precisos milhoes para concretizar estes projectos que podiam fazer de Guimaraes um concelho pioneiro em politicas de Juventude e não só.

mas ha certas coisas que o tal dinheiro não compra...

Concordâncias III

Caríssimos amigos,

Peço-vos desculpa pelo tema "Guimarães". Vós já sabeis como são os vimaranenses: apaixonados e, por vezes, inconsequentes (como foi o caso). Pires, amigo, desculpa-me tu e não me censures por aqui, pois tenho gostado muito das conversas que por cá vou tendo.

Caro Nuno, que tal tomarmos um café um dia destes, para mantermos a polémica acesa, até novos episódios?

Bom, respondendo à questão do PP (Pacheco Pereira), gosto de ver as coisas pela positiva e acreditar que se vai distinguir uma coisa da outra. Agora que complica, especialmente no caso de eleitores mais idosos, isso complica. Acredito que seria mais inteligente colocar o referendo ao Aborto juntamente com as autárquicas, do que este. Afinal, como foi aqui largamente dito, neste país pouco se discute europa. No entanto, a questão do aborto já foi amplamente discutida, seria muito mais fácil os eleitores terem uma palavra a dizer para além da abstenção.

Um abraço a todos e desculpem-me a paixão.

Mea culpa

Como muito bem chama atenção o Pires, eu puchei à baila um assunto local. Mas o que me preocupa é que se trocarmos os locais onde diz Guimarães por Vale do Ave, aquilo que está escrito ainda é válido. E se dissermos Vale do Cávado também não anda longe da verdade.

O problema do emprego, do saneamento, da cultura ou das autárquicas, tendo sido focalizadas no concelho de Guimarães partindo como base do rescaldo de uma AM em Guimarães, são também eles, como muito bem escreveu o Miguel, problemas quase iguais aos que se passam por exemplo em Vila do Conde.

Mas prometo que me vou auto-moderar no sentido de abranger menos assuntos locais aqui e de tentar centrar-me mais em questões mais abrangentes, como muito bem o temos feito nestas semanas com o tema do referendo / Constituição Europeia.

Não dou por encerrada a polémica com o Xavier pois tenho a certeza que nos próximos anos vamos ter muitas oportunidades de debater nos mais diversos locais as nossas diferenças de pontos de vista. Mas vou tentar fazer uma "pausa", como dizem no anuncio de uma determinada marca de chocolates, sobre o assunto aqui no Observador Cósmico...

Referendo

O José Pacheco Pereira, o qual considero o verdadeiro e puro “Homem do Contra”, terminou ontem o debate dos Pós e Contras da RTP, levantando a questão que foi colocada aqui no nosso blog à alguns meses:

"Como é que alguém vota para as Autárquicas e se abastem para o Referendo?"

e ainda....

Depois do tempo dispendido com o meu trabalho e com o meu escritório, arranjei finalmente tempo para deixar aqui umas dicas, como diria Nuno, fomentar a confusão.

Mas a confusão está instalada, como cósmico fico triste em ver discutido os assuntos locais, no nosso blog nacional, lembrando que este blog não é um blog regionalista e não podemos discutir aqui se a freguesia A ou B do Concelho X ou Y tem saneamento e /ou agua canalizada.
Lembrem-se apenas que nem todos os Cósmicos como nem todos os visitantes são de Guimarães.

Mas, como o assunto também me diz respeito……Enfim, como ia dizer, hoje de manha dei uma vista de olhos ao Blog e decidi que quando tivesse tempo ia falar na questão do desemprego em Guimarães e respectivamente na Assembleia Municipal que ontem também presenciei, mas…entretanto o momento de oportunidade foi ultrapassado com os post que se prolongam pelo dia inteiro.

Não podendo de deixar algumas referencias à Assembleia Municipal de Guimarães de ontem à noite: Duas grandes intervenções dos deputados da Nação, Emídio Guerreiro e Miguel Laranjeiro, embora considere que as propostas do Miguel Laranjeiro são uma adaptação do PIAVE, mas muito bem, mostraram conhecimento do problema e estão empenhados na resolução/minoração do mesmo. Boa Sorte.

Dicas Negativas:
- Foram defraudadas as minhas expectativas em relação a uma pessoa que não conhecia publicamente, o chefe de gabinete do Governador Civil, pelas razões que já foram expressas, esperava que as competências do mesmo fossem equiparadas às do seu antecessor do PSD.
- A segunda nota negativa, vai para o Plesidente da AM, pela forma como mais uma vez conduziu os trabalhos (sempre de forma isenta…..:)…claro), mais uma vez confirma-se que Guimarães deve ter dos piores presidentes das Assembleias Municipais do País.
- A terceira Nota Negativa, Perdi os Prós e contras na RTP sobre a questão da "constituição Europeia"

Nuno e Xavier,
Espero que os vossos partidos possam contar com os dois para as suas bancadas, os “yes-mans” tem de ser substituídos, como diz o próximo presidente da Republica (leia-se Cavaco Silva) “è tempo de substituir os maus pelos Bons Políticos”

PS:Prometo não voltar a falar mais em particularidades de Politica Local

terça-feira, junho 07, 2005

Discordâncias II

Creio que existe alguma confusão sobre as competências da Câmara e as competências de empresas privadas e do Estado (Posto Médico e ADSL...). Quanto ao posto médico, esta câmara sempre defendeu que se mantivesse o Centro de Saúde que foi substituído pelo de Urgezes e o que fez o Governo PSD-PP... fechou um e abriu o outro, era mesmo necessário fechá-lo? Quanto à ADSL, não trabalho na PT ou na Novis, não sei.
200 contos ou mais para fazer ligação poderá ser caro, mas não nos esqueçamos que estamos a falar de preços (disponíveis no sítio da Vimágua) e que são calculados através das distâncias pelas quais terá que ser feita a ligação, isto não é aos 200 contos para todos os casos. Os 200 contos são daquelas generalizações que se tenta colar. Claro que a Câmara podia pagar tudo, mas já agora, por que não também a água, ser tudo gratuito? Quanto a Ronfe, moro cá à beira, e acredita, falta muito pouco. Brito, idem idem. As ligações dependem da vontade das pessoas em ligar. Se me disseres que convém sensibilizar, que os Presidentes de Junta devem ser os primeiros a sensibilizar, que para quantias altas deve haver um apoio, concordo, mas não se generalize.
Concordo contigo nos TUG e nos centros de Noite. Nos ATL's e nas creches, discordo. Não estou com isto a dizer que já há suficiente, não há, mas quase todas as freguesias que visitei têm um, se não têm pelo menos há um muito próximo. Podia ser melhor, mas, não sei se sabes, Guimarães é dos concelhos que mais tem investido neste tipo de infraestruturas, não tenho aqui os dados concretos que me arranjaram (voltei a pedí-los ao César Machado, mas entretanto ele teve aquele problema). Se falasses no abandono escolar, concordaria. Realmente, neste âmbito há muito para ser feito. Claro que eu já sei que enquanto há uns 8 ou 10 anos o vosso discurso era virado para o centro, pois diziam que o PS só queria saber das vilas, agora mudou, nós não queremos saber das vilas. Eu tenho a sorte de viver bem fora do centro de Guimarães, pois permite-me saber o desenvolvimento social que as freguesias têm tido e, acredita, a fatia de dinheiro que é gasta, por ano, em obras do género das que focaste nas freguesias, é muito maior que o que por ano se dá a Vila Flor ou ao Multiusos.
Acho piada a esse discurso do "eu não penso só nas elites", eu sei que não, mas ninguém pensa, nem o PS, acredita. Esse vosso discurso não pega, pois não é com os votos do centro da cidade que o PS ganha as eleições, nunca foi. Já se questionaram por que é que é com os votos das vilas? Por que é que uma junta pode ser PSD, mas dá uma larga maioria ao Presidente de Câmara? Eu sou professor e quando o sucesso dos meus alunos é menor ou maior eu tenho que reflectir também na minha praxis. Claro que é fácil dizer que a culpa é deles e ficar por aí, mas a maior parte das vezes não é. Quando um partido perde (ou ganha) a culpa não é da capacidade mental dos eleitores, mas do partido que perdeu. Quando não se sabe perder, diz-se que o árbitro roubou.

Quanto ao discurso de isto agora está bem melhor, é sempre esse em todos os partidos. Também o faço, admito. Creio que quando somos poder, fazêmo-lo sempre. Agora, o facto de estar melhor não implica que não possa estar bem melhor, nunca disse isso. Acredito que daqui a quatro anos o há-de estar. Agora, que o PS torna a ganhar as autárquicas em Guimarães, torna. Estamos a falar de uma cidade que teve Pres. da Câmara do PS e do PSD (António Xavier - de quem por vezes pensam que sou familiar), não falamos de Braga que só viu um presidente de câmara até hoje. Se o Povo soube mudar quatro vezes demonstra maturidade política. Agora, também o há-de saber fazer quando for necessário.

Discordâncias

É uma realidade efectiva que: a água e saneamento já chega a cerca de 90% das casa, um que para num concelho como Guimarães é obra, sei-o porque vivo entre Famalicão e Guimarães e o saneamento, assim como o alcatrão já cá chegaram há um tempinho. Mas há mais, o parque escolar é dos melhores existentes no distrito e até no país. Quanto às sedes Junta, talvez seja preciso fazer melhor em algumas, mas acredita que não são na maioria, pois já visitei cerca de cinquenta. Por isso, por aquilo que conheço, pois quis conhecer, esta é a realidade.

Quanto às obras faraónicas, todo a gente discorda, mas são as melhores que o país tem. Esse discurso do: como é que se gasta dinheiro nisto e naquilo e não no saneamento e em mais não sei o quê, já foi chão que deu uvas. Uma câmara não pode passar quatro anos a investir só em saneamento e não fazer obras algumas que dinamizem a vida social da cidade. É minha opinião, com certeza discordas.

Se esdtás preocupado com os erros que as pessoas do PS dão, então tens muita gente para corrigir na tua bancada. Abraço.

Não me querendo intrometer...

na luta (no bom sentido e saudável como todas deveriam ser) sobre as questões que dizem respeito ao concelho de Guimarães (não por não ser lá residente, mas antes por não ter conhecimento das matérias), duas coisas destaco por razões de semelhanças com o que se passa no meu concelho, Vila do Conde (aquela terra onde vai desaguar toda a lixeira que as indústrias vimaranenses e outras produzem).

1.ª - Os socialistas vêm sempre com o discurso que a nossa terra está como nunca esteve no passado. É verdade, mas as câmaras governadas por socias-democratas também evoluiram positivamente. Na faixa litoral, não conheço uma terra onde as pessoas digam que estão pior do que o que estavam à 10, 15 ou 20 anos. Com isto quero dizer que faz parte natural do desenvolvimento nacional o desenvolvimento local, porque será a soma destes que gerará o primeiro. A questão está em saber se os políticos locais que estiveram no poder durante as últimas duas décadas poderiam ter feito melhor.

2.ª - Parece-me prática comum das câmaras socialistas esbanjar dinheiro com obras de fachada, visualmente apelativas para quem visita a cidade, mas inconsequentes na melhoria das condições de vidas dos habitantes locais. Para cidadãos minimamente sensatos, que têm uma visão de modernidade onde associem o progresso ao desenvolvimento sustentado, não é admissível que continuem a existir zonas do país sem saneamento básico nem água potável.

Nós recebemos milhões da UE ao longo dos últimos 20 anos... É caso para perguntar, que é feito dessa massa toda?

Há populações que das duas uma: ou simplesmente não enxergam (o que acho pouco provável) ou o poder tem os seus tentáculos bem estendidos a toda a sociedade controlando-a e mantendo-a sobre domínio.

Os portuenses à 4 anos deram uma grande lição de maturidade democrática...

Concordâncias II

Caro Nuno,

Vamos ver se eu me consigo fazer explicar. Não disse que é só pela competência que as pessoas são re-eleitas. Agora, não me parece muito abonatório para o eleitorado que este seja obrigado a mudar e não livre de mudar, apenas e só isso. O Fátima Felgueiras sim, foi re-eleita, mas se o povo quis achas mal que tivesse acontecido? Não me parece, pelo contrário. Mesmo sendo ela culpada de tudo que é acusada. O povo escolheu, logo, mal ou bem, é uma vontade expressa por uma larga maioria. Se é culpada, então há a justiça que deve funcionar. O povo é quem mais ordena e eu concordo. Não estou a dizer que vou ao sabor da maioria, apenas por ser maioria, nunca fui assim.
Analogia ridícula, mas faço-a mesmo assim. Se uma criança é constantemente amparada pelos pais, se lhes é evitado que errem, que tomem decisões, será um adulto maduro? O mesmo se passa com o eleitorado. Este não deve ser limitado, se errar, deve errar por si e amadurecer por si. Se andámos a dizer que o eleitorado é maduro para votar referendo e autárquicas, por que não há-de ser maduro para se preterir um determinado candidato?

Quanto à Assembleia Municipal, também estive lá. E não foi só o PSD que apresentou propostas. Outros partidos também apresentaram. Agora o que me deixa triste é que essas propostas foram poucas e, algumas, más. Como foi o caso de algumas das propostas do deputado André Coelho Lima. No restante, todos (e aqui inlcuo precisamente todos) disseram por várias vezes "basta de análises que o diagnóstico está feito", mas constantemente iam lá mostrar os seus conhecimentos das estatísticas, os seus conhecimentos da situação e medidas, poucas e, algumas, más. Creio que concordas comigo nisso, se não, tanto melhor que assim discutimos um pouco mais e eu durmo um pouco menos :). Gostei de duas intervenções, da do Emídio Guerreiro que apresentou propostas a ter, realmente, em conta; e da do Miguel Laranjeiro, que apesar de defender o PS nacional e o Governo, trouxe, também, uma lufada de ar fresco, falando sobre medidas concretas e fazendo (com o Emídio) uma união de vozes do PS e do PSD. O restante milho foi mau, muito dele foi péssimo.

Quanto ao Grupo Parlamentar do PS, ao qual não pertenço, concordo contigo, há muito "yes-man", mas, infelizmente, há-o em todas as bancadas (se bem que nas outras será uma espécie de "no-man"). Claro que há excepções nos partidos: o César Machado, o Martins Soares, o Miguel Laranjeiro, o Emídio Guerreiro, a Rosa Guimarães (admito que tenho gostado, por vezes, da postura do PC), entr outros. São poucos... e são abafados pelos maus parlamentares. Falas-me da qualidade geral da bancada do PS e eu falo-te da qualidade geral da bancada do PSD - neste ponto falta qualidade a ambos. Pelo que conheço das vontades do PS, no próximo mandato melhorará.

Quanto ao melhor Pres. de Câmara, discordamos, é normal. Tu conheces melhor o PSD do que eu e eu conheço melhor as pessoas do PS do que tu. Se estamos em projectos diferentes, defendemos o nosso. Agora, uma coisa é certa. As assembleias municipais sem as intervenções do Pres. de Câmara, são de pior qualidade.

Última questão, como quereis vós ganhar a Câmara Municipal com frases como: «Se os vimaranenses não o quiserem eleger e quiserem renovar o mandato ao actual presidente não vou dizer que eles são inocentes e que foram enganados. Porque para mim enganados já são há muitos muitos anos e a inocência já está perdida há muito muito tempo...»?

O desprezo pelos eleitores não é a melhor forma de os cativar para um projecto.

segunda-feira, junho 06, 2005

Boas novas para Setembro...

...assim o anunciou hoje em plena Assembleia Municipal o deputado socialista José Lopes, também chefe de gabinete do Governador Civil.

Não estou a exagerar nem a gozar, mais observadores cósmicos lá estiveram e ouviram o mesmo que eu.

Daquilo que pude descortinar do emaranhado de ideias soltas e muito genéricas que apresentou, retive que o programa VIA (como foi apresentado em Novembro naquela camara) e agora PIAVE (como foi denominado na portaria que o tornou realidade e permitiu aos empresários e aos trabalhadores terem uma ferramenta de 60 MILHÕES DE EUROS à disposição para modernização, formação e alteração de produção foi um flop de execução (por acaso o deputado José Lopes não reparou que tendo o mesmo sido criado em Janeiro e tendo o Governo mudado em Fevereiro/Março, a boa ou má execução do PIAVE é quase inteira responsabilidade do actual Governo que não promove nem utiliza esta ferramenta?) apesar de ter muitos instrumentos plenamente válidos E ÚNICOS até à data porque nem o Governo nem a Câmara Municipal apresentaram até à data qualquer proposta exequível para minorar os efeitos da crise no Vale do Ave?

Por outro lado, a outra coisa que retive foi o deputado José Lopes ter tomada a inteira responsabilidade pelo facto de os sinais que a economia apresenta serem tendentes a que em Setembro (será mesmo o de 2005?...) as coisas já estarão bem melhores.

Sejamos claros: se o rídiculo pagasse imposto, o nosso défice estava salvo nesta Assembleia Municipal! Como não paga e, pelo contrário, esta Assembleia foi extraordinária para discussão da economia e estado social do concelho de Guimarães e apenas o PSD lançou propostas para discussão (sendo que os convocantes fizeram apenas discursos miserabilistas nacionais e cumulados qual cereja no topo do bolo pelas "pérolas" previsionistas do deputado José Lopes) e que tendo todos os presentes sido pagos à razão de cerca de 70 euros cada e seriam uns 137 deputados mais 11 vereadores mais a 3 da mesa, vejam só o que não piorou o nosso défice nestas 3 horas!

E é isto a qualidade geral do PS neste concelho. Excluíndo alguns técnicos razoáveis como o Eng. Martins Soares e alguns políticos interessantes como o meu amigo César Machado, é o total deserto de ideias naquela bancada "yes-man". O que é de lamentar, porque aqueles senhores e senhoras são os nossos representantes, são a voz do Povo.

E se assim vai o Povo, explicada está a crise que nos assola...

Concordâncias I

Caro Xanaer,

Quando me referia aos governos "laranja-queque", o laranja já se sabe de quem é e o queque é do CDS-PP. Não me referia ao Governo do Cavaco Silva, apesar de já se começar a ouvir algumas vezes discordantes sobre o grande progresso económico do país nesse momento. Afinal o défice tem cerca de 15 anos.

De resto, dou-te razão, o que interessa é o bem de Portugal, nada mais.

Quanto à limitação de mandatos, nem acho que o do Jardim deva ser limitado. O povo da Madeira é que sabe. Se só com artimanhas é que ele vai lá, então o povo é que deve ver isso, eu apenas falo de como votaria. Em Guimarães, votaria e voto Magalhães. E se ele ganhou e ganhará, para além de ser por mérito próprio é-o também por alguma incompetência da oposição, a falar verdade. Nenhum outro Presidente da Câmara fez mais por Guimarães. Se outro faria melhor, talvez, mas não, com toda a certeza, Rui Vítor Costa. Quanto aos vimaranenses, se votarem PSD, não me verão chamá-los de inocentes, de que foram enganados. A democracia é assim mesmo, vamos a votos. O que aqui digo, aplico-o ao Alberto João, já por isso o seu declínio começa a ser notório, mas se os madeirenses votarem nele foram enganados?

Por isso, creio que os bons governos acabaram com o primeiro mandato do Engenheiro I (gostei da denominação que deste ao Sócrates, desculpa-me o plágio). A partir daí, têm sido fracos. Quanto ao Sócrates, desejo o mesmo que tu.

vou tentar responder

parece-me claro que PS e PSD vão utilizar o argumento do "...o teu primeiro-minitsro também se foi embora!" nos proximos 100 anos! não quero nem comparar a saida de Durao Barroso à do Engenheiro: é, pura e simplesmente, incomparável.

ainda bem que o Despertador tocou. e tocou numa questão que me parece essecial para uma verdadeira reforma do sistema politico, que é muito mais que a mera limitação de mandatos. o voto para a A.R. tem que ser utilizado de forma diferente. a criação de circulos uninominais é de uma importancia vital para a aproximação do eleitorado ao seu representante institucional. defendo os circulos uninominais porque desejo que o sistema politico "ressuscite" de uma morte anunciada ha muito tempo.

quanto há experiencia com governos "laranja queque" e "rosa choque": vamos a factos.
cavaco silva fez o que mais ninguem fez pelo desenvolvimento de Portugal (em quase todos os campos), coisa que mario soares nunca tentou (remember bloco central...?).
antonio guterres fez o que ninguem pensava que fosse possivel, mas sobre isso ja se falou tudo o que havia a falar.
durao tentou endireitar o que ja estava muito torto e santana deixou-se corroer pelo proprio partido e pela falta de preparação que tinha para ser primeiro ministro.

por fim: Socrates. Socrates, o Engenheiro II, tem agora a oportunidade que o PS merecia que lhe fosse dada pelos portugueses: Arranjar aquilo que descompuseram enquanto o Engenheiro e "sus muchachos" (des)governaram o País.

e eu espero que o componham mesmo, porque sou Português e o meu partido é Portugal.

domingo, junho 05, 2005

Dia Mundial

CDS anuncia querer criar o Dia Mundial do Óvulo Feminino e o Dia Mundial do Espermatozóide, pois acredita que o simples facto de estes, em pleno século XXI, serem constantemente assassinados demonstra que é preciso criar um dia para a sensibilização dos povos. Segundo o CDS-PP, as pessoas não se podem esquecer que sem a junção destes dois elementos, não se poderá ir para a frente com o Dia Mundial da Criança Por Nascer (outra proposta do CDS-PP). [Esta última parece mentira, não parece?]

sábado, junho 04, 2005

Resposta II

Bom, espero que me desculpem responder através de post aos comentários que me fazem, mas, à velocidade que este blogue tem posts é bem necessário, ou esquecíamo-nos de depois ir lá ver a resposta (acontece comigo, desculpem se vos ponho no meu patamar, cá em baixo :)).

Bom, johny, a limitação de mandatos pode ser entendida como o passar um atestado de burrice ao eleitorado. Se queres que te diga, acho que só em certas situações os mandatos devem ser limitados. Por exemplo, nas listas à A.R., ou à Assembleia Municipal. Se forem cargos eleitos directamente, como o presidente de câmara, em que votas nele e numa equipa, acho que não devem ser limitados, pois o eleitorado sabe bem em quem vota, sabe bem quem vai ser o presidente de Câmara. Agora para a Assembleia da República, tu votas, por exemplo, em Braga, numa lista com 18 caras das quais, a sua grande maioria (a não ser que estejas dentro de um partido) não sabes quem são. Como também não são cargos executivos, devias poder acabar com o carreirismo de alguns para colocar lá mais pessoas novas (politicamente), para que deixasse de existir muitos dos podres criados, de longos anos sem nada fazer na A.R.. Depois, neste caso e no da A.M., tu não votas pessoas, votas partidos, logo os partidos devem ser obrigados a renovar os seus políticos.
O caso do Pres. de Câmara é diferente. Tu votas numa pessoa e num grupo de trabalho, logo, como é um cargo executivo, votas mais na pessoa do que no partido. (Basta ver alguns resultados autárquicos para perceber que o Presidente de Câmara nunca tem um resultado igual ao resultado do partido para a A.M.). Assim sendo, o mandato do PC (e vereadores) não deve ser limitado.
O mesmo se passa com as Juntas de Freguesia, discordo que devam ser limitadas pelas mesmas razões, ainda por cima, sendo num meio mais pequeno, numa lista mais pequena, em que o cabeça de lista faz a diferença.

sexta-feira, junho 03, 2005

O Povo Também ORDENHA

O aprofundamento da União entre os povos europeus está definitivamente num grande impasse, não se conhecendo ainda as consequências destas duas "negas" ao Tratado, nem o caminho que a União deve seguir.

Há mais de 2000 anos que a Europa é provavelmente o maior centro de batalhas do mundo. A história da Europa sempre foi feita de guerras. Havia sempre um iluminado que tinha a utopia de conquistar o continente, e tornar-se assim no homem mais poderoso do mundo.
Escusado será dizer que quem mais sofria era o povo europeu.

Hoje, quando os líderes europeus estão de acordo e querem concretizar o sonho dos homens que viveram por dentro a II Guerra Mundial, vem o povo ordenhar que não.

Nem sempre a maioria tem razão. Espero estar enganado, mas daqui a 10 anos podemos estar a lamentar profundamente que este passo não tenha sido dado.

Mas quem mais ordena é povo. É assim a democracia, e temos que respeitar.

Mas neste caso o povo está a ordenhar... E depois vamos bater com a cabeça na parede... Desejo estar enganado...

Costas Largas

Não, não digo "mea culpa", isto para responder ao Xanaer. Já que iniciaste a tua reflexão sobre o voto, podemos ir um pouco mais além e reflectir se um voto (ou uma maioria) num determinado partido, com um determinado candidato a Primeiro-Ministro, dá direito à mudança a meio do mandato, com oferta de viagem para Bruxelas a quem saiu. Já sei, responderão que em Portugal não se vota no PM, mas sim nos deputados à AR. Ora muito bem, digam-me lá a vossa reacção se Sócrates dissesse "até amanhã, camaradas" e viesse agora, sei lá, o João Soares para PM, que diriam? Bom, mas isso não interessa.
Pelo menos o meu voto dá-lhe direito para tentar pôr isto direito, até lá, por muito rigorosas que sejam as medidas, se conseguir resolver o problema, dar-lho-ei novamente. Creio que é isso que vale um voto.
Quanto às experiências com governos "cor-de-rosa", são preferíveis a experiências com Governos "laranja-queque". Claro que, já sei, a culpa é do Guterres e que só a direita tem competência para Governar, exacto...

EUROPA
Ainda ninguém percebeu que chamar o eleitorado de "burro", não é maneira de explicar as razões do "Não" ter ganho, tanto na França como na Holanda? Isto faz-me lembrar todo o discurso envolvente à maioria absoluta do PS. Como sempre, alguns partidos de direita afirmaram que o eleitorado não soube votar, patati, patatá. Ou seja, democracia para o tecto, o eleitorado se votar à direita é inteligente, se votar à esquerda é que nem um penedo. Na França e Holanda, se votarem "Sim" gostamos muito de vocês, se votarem "Não" coitadinhos que não sabem distinguir o nacional do europeu. Valha-nos...

Sê Bem-Vindo, Xanaer! - BENFICA!!!

Trat(m)ado

Depois do PS e PSD chegaram hoje a um entendimento para a revisão da Constituição, o Presidente da Republica lamentou, e muito bem, que este processo da revisão constitucional sirva apenas para resolver um problema pontual.

A presente revisão constitucional só pode ser entendida como mais um arranjo dos partidos do centro de forma a apenas os portugueses se pronunciem em referendo sobre o processo de integração europeia na mesma data das eleições autárquicas.

Mas eu continuo a dizer que votarei NIM, pelas que razões que já expressei aqui no blog. Cada vez mais considero inadmissível a realização do referendo no mesmo dia das autárquicas.

Com a vitória do NAO na França e na Holanda, está cada vez mais hipotecada a constituição Europeia, mas ainda não percebi muito bem o que acontecerá agora e porque ainda será feito os restantes referendos. Será que alguém vai obrigar a França a aceitar a constituição? Alguém acredita numa Europa mais forte e mais coesa sem a França? A França não é o nosso Portugalinho, quer a nível Económico quer a nível politico.

Mas pelo menos agora, muita gente do PSD vai defender a minha ideia da separação das autárquicas do referendo, pois hoje o Cavaco Silva, defendeu que o referendo deveria ser adiado pelo menos dois anos de forma aos líderes europeus fizessem uma pausa e parassem para reflectir. Afirmando ainda que prosseguir com os referendos tem um elevado risco e pode fragilizar ainda mais o projecto da União Europeia.

Pelo menos assim, muitos simpatizantes/militantes do PSD que ontem defendiam que não deveria haver referendo sem ser noutro dia para alem das autárquicas, amanha já defendem um adiamento ao referendo, enfim.

Mas o desejável e aconselhável seria começar pela criança, isto é, em vez de referendar a constituição Europeia, deveria ser feito um esforço para explicar o processo da constituição da União Europeia e as suas vantagens e só posteriormente referendar o Tratado de Nice, sim , sim, o Tratado de Nice.

Será que não teríamos uma surpresa? Será que até este referendo seria recusado por quem mais ordena (o Povo)?
Nunca saberemos.

quinta-feira, junho 02, 2005

Uma Palavra

CLIENTELISMO.

Um mal transversal a todos os partidos políticos que já passaram pelo poder.

Isto só aumenta a minha vontade de independência total face a este emaranhado de interesses instalados e que se vão instalando. Estas são as situações que me levam a desrespeitar a classe política. Se o Fernando Gomes vai para a Galp, ou se se começar a vislumbrar muitas mudanças nos cargos de topo da função pública e das empresas público-privadas, então o povo português deve levantar motins.

É que só exigir para o exterior praticando no interior do governo ou do aparelho precisamente o inverso está Portugal cheio.

Se a única forma de pôr estes gajos na linha é o levantamento popular, então levantemo-nos. Porque CLIENTELISMO NUNCA MAIS.

É ALTURA DE DIZER BASTA. O CLIENTELISMO EM PORTUGAL JÁ FEZ AS BODAS DE PRATA. DIVORCIEMO-NOS DELE DE UMA VEZ POR TODAS.

primeiro, de muitos... espero.

é o meu primeiro post aqui. e como tal gostava de me iniciar com um "obrigado pelo convite" e um "espero poder contribuir para os debates que aqui se travam".

o debate em torno das questoes nacionais é importante. alias, muito importante, tendo em conta que somos governados por um governo de indole socialista. ja tivemos outras experiencias com governos "cor de rosa" (sem qualquer tipo de segundo sentido, ok?) e por isso parece-me fundamental que se fale abertamente sobre as opções que são tomadas pelos nossos governantes e que nos afectam a nós, portugueses, no quotidiano.

no entanto, este debate-conversa nunca mudará o rumo das coisas. serve apenas como um exercício pessoal/grupal de motivação cívica e de estimulação do raciocinio politico. uma maioria absoluta, como diria La Palisse, é uma maioria absoluta. contra isso, só podemos fazer alguma coisa daqui a 4 anos. ate la, resta-nos ver e apreciar o trabalho que vai sendo feito... e pagar os impostos.

impostos esses que vao subir de novo.
socrates tem razao quando diz que nunca afirmou que não subiria os impostos. mas disso todos suspeitavam.
daí a insistencia de santana na questao da subida dos impostos caso o PS ganhasse as eleições, aquando da contenda eleitoral.
questão a que socrates sempre fugiu...
do lado do agora primeiro ministro está a legitimação popular massiça traduzida na maioria absoluta que bajula o Governo em todos os debates mensais e o defende no dia-a-dia parlamentar.

questão 1: o voto traduz a confiança/aceitação do eleitor relativamente ao programa/propostas apresentadas por determinado partido na campanha eleitoral?

questão 2: o voto é um cheque em branco?

minha opiniao 1: pela parca experiencia que tenho, atrevo-me a dizer que a grande maioria dos eleitores não faz ideia do que contem o programa eleitoral dos partidos, sabendo apenas as questoes essenciais. mas o que é essencial ou não é decidido, no básico, pela comunicação social. o melhor exemplo é o choque tecnológico e outros choques que se foram projectando: falou-se muito, percebeu-se muito pouco. daí que, não estando a maioria dos eleitores cientes das linhas orientadoras propostas pelos partidos o voto não é sinónimo de "confiança/aceitação" desse projecto, mas sim uma arma de castigo, como aconteceu nas ultimas eleições.

minha opiniao 2: tendo em conta o que foi dito acima, parece-me que se pode encarar o voto como um cheque em branco. depois de "voto votado" não podemos voltar atras, daí que quem votou neste Governo, o tenha legitimado para 4 anos, concordando ou não com a maioria das soluções apresentadas para o País. mais ainda: o voto chega a ser tão "cego" que muitas pessoas são "socialistas desde pequeninos" ou "laranjinhas desde que nasceram" (ou de outro partido qualquer desde tenra idade!) sem nunca terem reflectido criticamente sobre a ideologia que fundamenta o seu partido politico. por isso votam, PS, PSD, PCP, CDS, por uma simples razao: porque sim...

depois disto, resta-me dizer o seguinte: aqueles que votaram neste Governo para castigar o anterior, ou porque eram do PS "desde pequeninos", assim como aqueles que votaram no PS porque leram o programa eleitoral e concordaram com a maioria das orientações la traçadas, estando neste momento estupefactos com a subida de impostos, so tem uma coisa a fazer: bater no peito dizendo baixinho "mea culpa, mea culpa...".
Caro Nuno,

Eu compreendo como falas. Não se trata de carneirizar ou clonar, não é tornar igual, é conceder os mesmos direitos e os mesmos deveres. Nunca disse que as pessoas são iguais, mas devem ter iguais direitos e iguais deveres. Na educação, o ser livre de optar não resulta, podes consultar os dados que quiseres sobre o Sistema Educativo Americano e Britânico, pois são esses que te permitem optar.
Premiares os bons e renegares os que não conseguem, sem quereres saber o que fizeram para não conseguir e não ajudares a colmatar essas falhas não acredito que seja a melhor forma de proceder num Estado democrático. Que culpa têm todos aqueles que não conseguirem mudar para a escola que pretendem? Ou tribunal? Que culpa aqueles ou estes de não conhecerem lá alguém, ou de não terem possibilidades financeiras? Como és capaz de condenar ao fracasso os milhares de jovens que por ano entram nas escolas ditas "mais fracas"? Como és capaz de os limitar a todos os níveis, só porque os seus colegas do ano anterior eram piores, ou por haver poucos professores, dos supostamente bons, que querem ir para lá?

Caro Pires,

Para mim, por enquanto, é apenas o IVA. (não foi o johny). Pouco ou nada mais, por enquanto, repito, por enquanto, tenho a apontar, mas por favor abram-me os olhos.

P.S. - Na Holanda vence o "Não". Haverá mais países?

Já acabaram as mentiras eleitorais? (publicado no Linha de Rumo)

A resposta é dada pelo Governo em peso: NÃO! A promessa dizia que ia criar 150 mil novos postos de emprego; hoje o Sr. Ministro veio esclarecer que até podem ser mais de 170 mil os empregos que a iniciativa privada vai criar... a partir de 2006, depois do desemprego ainda crescer mais um 17000 trabalhadores, diz o mesmo Ministro, ao longo deste ano de 2005 e parte de 2006...Mais uma vez pergunto eu: alguém obrigou o candidato José Sócrates andar a afixar promessas que depois devia saber não serem possiveis cumprir? Conseguirá esse senhor hoje à noite encostar a cabeça no travesseiro e dormir sossegado e de consciencia tranquila?Outro exemplo: no debate mensal no Parlamento, na semana passada, anunciou que os políticos deviam dar o exemplo nos cortes orçamentais e fez a proposta, com a devida pompa e circunstancia, de os deputados perderem o direito às subvenções vitalicias que tinham agora por cumprirem 12 anos de funções. Hoje foi tornado público que afinal essa medida vai ser progressiva e os deputados que nesta legislatura cumpram esse quesito não verão as suas expectativas defraudadas e terão direito à dita subvenção vitalicia. Coincidencia, 30 desses deputados são do PS...É este o Governo que temos, um Governo ao pior estillo demagógico e populista. Hoje anunciamos uma reforma; amanhã, em função dos protestos, adequa-se a reforma para contentar alguns. Promessas, leva-as o vento...

Continuando

Como diz o Nuno, aqui mando mais umas ferroadas e ajudo no caos. Antes isso, que ser acusado de “piroso”, ehehe

Uma das principais razões que sou do PSD (embora me considere da ala esquerda do PSD) é que acredito tal como o Nuno referiu que o papel do Estado na económica deverá ser o mais reduzido possível, sendo esta confiada à auto-regulação do mercado. O Estado deve limitar-se a facilitar a produção privada, a manter a ordem pública, fazer respeitar a justiça e proteger a propriedade.

Mas Nuno, percebi a tua ideia relativamente aos tribunais, defendo não sabendo muito bem como, a separação da justiça e do Estado…mas nunca privatizando, caso contrario teríamos tribunais na Sonae, nos hipermercados Modelo e continente…… com direito a desconto a quem abastecer combustíveis em postos Galp, ou do género, ehehehe

...continuando, em nome da famosa globalização recorre-se cada vez mais à liberdade de comércio internacional, as empresas Têxteis do Vale do Ave que o digam, com a eliminação das barreiras alfandegárias aos produtos têxteis oriundos da China.

Com o fim do proteccionismo, para tornarmos mais atractivo o nosso país para investidores nacionais e estrangeiros, deveríamos recorrer à redução dos impostos e à redução da intervenção do Estados em muitos sectores (saúde, educação, transportes, energia, comunicações, etc).

Mas ao contrário do que afirma o Jonny, eu não vejo só no aumento do IVA como a única razão para dizer mal deste Governo, o principal defeito deste Governo no meu entender é não ter coragem suficiente para combater a despesa pública e consequentemente a redução da intervenção do Estado.

Por isso, não votarei PS em 2009, mas também não votarei PS, pelo facto dos seus dirigentes enganarem os portugueses desde a hora que afirmaram que não sabiam do estado das contas públicas ate ao momento do aumento dos impostos……...mas vem mais, esperem.

Em especial ao Despertador, mas para não esquecer, guardem para 2009 o programa eleitoral apresentado pelo partido Socialista às eleições de 20 de Fevereiro de 2005, “Bases Programáticas

Pois, afinal quem tinha razão era o Pimenta Machado, afirmando “O que hoje é verdade, amanha é mentira”

quarta-feira, junho 01, 2005

Resposta

Ora meu caro Miguel, sou realmente da ala mais à esquerda, mas ainda não tive razões para dizer mal deste governo (a não ser no IVA, que ainda por aqui anda). Hei-de dizer, mas nisso, nunca há-de chegar um governo perfeito, como tal, não é por ser do PS que hei-de ser seu paladino. Agora uma coisa é certa, nenhum governo teve tão motivado para uma determinada coisa como este. Nenhum apresenta medidas tão inovadoras como este (tal como falaste, por exemplo, em relação à função pública). O nosso problema é andarmos sempre a pedir reformas, o que realmente interessa para este país andar, é pegar no que já se tem e ir fazendo ajustes. Claro que nalguns pontos são necessárias reformas, mas já chega da loucura das grandes reformas.
A iniciativa privada é boa, Miguel, nunca disse que era má. Apenas me parece que só isso, tal como só iniciativa pública, é mau e em nada desenvolve um Estado socialmente correcto, não concordas, agora, comigo?
Quanto a ti, Nuno, discordo de podermos escolher o tribunal. Se tiveres um cunhado juiz, já sabes, escolhes o tribunal, nem que seja o de Faro, seria correcto? O problema da direita, no meu entender, é esse. Partir do princípio em qe há uns que funcionam melhor e dar a possibilidade de escolher, denota, logo, pouca vontade de melhorar os que funcionam mal. Este processo é equivalente às escolas. O Governo de Durão Barroso, decidiu atribuir mais verbas às escolas com sucesso educativo, do que àquelas com menor sucesso. Palminhas, palminhas, fez muito bem. Ora... Alguém se dará ao trabalhar de ver as condições de uma e as condições de outra? Alguém compreenderá que nunca mais a escola com menor sucesso poderá ter resultados equivalente à outra, pois nunca mais as condições serão as mesmas? Alguém se dá ao trabalho de compreender que o capital cultural dos alunos, por exemplo, em pleno interior é menor do que o capital cultural dos alunos urbanos, principalmente se forem de bairros de classe média? Não, claro que não. Tudo é competição e o melhor ganha... tudo. Num estado social, s há bons, também temos que olhar para os menos bons, ajudar, principalmente esses, a chegar ao patamar dos outros. Não é como o magnífico sistema educativo Americano, em que tu escolhes a escola. Depois existem as escolinhas dos meninos e as escolas dos vadios. Isso nos tribunais teria consequências bem piores (ou não...). Escolhes o tribunal, o tribunal também terá que escolher o teu processo, porque, imaginemos, passar uma quantidade de processos para um outro tribunal, com fama de funcionar melhor, acabava no mesmo: o tribunal entupia e parava. Logo era necessário que o tribunal selecionasse. Isto implicaria que o pobre, aquele que não tem cunha, ficava no tribunal 3 anos. Aquele que tem cunha ia para o o outro e em 2 meses estava pronto. Está-me a falhar a palavra para classificar este método... Injusto. Se a injustiça já existe dentro do tribunal, imaginemos assim.

Esquerda, Direita, Hein Hein...

Discutir a diferença entre esquerda e direita enquanto filosofias de vida e de organização da sociedade é uma coisa.
Discutir a diferença entre PS e PSD é outra.

Volto a referir. Se o PSD tiver no poder um verdadeiro social democrata (como Sá Carneiro ou Filipe Menezes) e o PS um socialista de terceira via (como o Sócrates ou Vitorino), então o PS está mais à direita do que o PSD.
Se o PS tiver no poder um socialista da ala esquerda (Ferro Rodrigues ou João Soares) e o PSD um liberal (Durão Barroso ou Borges) estará o PSD mais à direita.
Isto para referir que o cruzamento ao centro está mais do que evidente nas correntes que dominam actualmente estes dois partidos (veja-se que dou sempre dois nomes). Só uma situação de Borges vs Soares poderia levar a uma distância um pouco mais acentuada.

Quero aqui afirmar mais uma vez que sou um defensor do Estado regulador e não interventivo. Fui a favor da privatização da PT, EDP, do gás, do cimento, etc... (Sou contra a privatização da água, porque defendo que a água deveria ser um bem gratuito - mas isto ainda há-de dar pano para mangas aqui no blogue). Acredito na iniciativa privada como motor da economia e da sociedade (Xavier, a soma das iniciativas privadas é que faz o progresso, olha o caso da URSS, da China ou de Cuba no que deu - já reparei que és da ala esquerda do PS e ainda vais dizer muito mal deste governo) (Nuno, tu que acreditas tanto no valor do indivíduo, e eu também, como podes dizer isso sobre Nietzsche? - Viva o Super-Homem)

Mas Nuno, tu falaste numa coisa que para mim representa o primeiro passo rumo à anarquia - escolher o tribunal onde quero ser julgado. Não podemos privatizar algo que está instituído como um dos poderes do Estado. Simplesmente não faz sentido. Ao Estado compete criar as condições para que os tribunais funcionem eficientemente e de forma imparcial e justa para existir confiança na sociedade (empresas e cidadãos).

Passando para a política económica.
Quando chegou ao poder o PSD subiu impostos. Pediu sacrifícios que não resultaram em nada e não tomou medidas para reduzir o peso do Estado, preferindo antes as medidas extraordinárias.
O PS encontrou a situação ainda mais difícil. Subiu impostos para fazer face ao desequilíbrio no curto prazo e anunciou as medidas que todos os economistas impunham como essenciais para a criação das condições para o crescimento. Iniciou a reforma da administração pública e colocou num patamar mais próximo da sociedade civil os funcionários públicos, que eram uma "classe" claramente privilegiada. Para além disso defendem uma clara aposta nas novas tecnologias, dando para isso especial destaque à iniciativa privada. Aliás, hoje em dia ouvimos "n" vezes os socialistas a falarem em iniciativa privada e ainda bem.

Para concluir. Um social-democrata e um defensor do socialismo da terceira via tem o mesmo ideário. São do mesmo partido. Estes podem ter é nomes diferentes.

Isto é entusiasmante!

É óptimo pertencer a este grupo de discussão do "tudo e do nada"...este blog testa-nos, e arrasta-nos para campos realmente interessantes!
Desde já quero esclarecer que a história dos 10 anos de atraso não foi ideia minha... eu apenas fui defendendo a tal minha "dama":)... Ninguém aqui na discussão me parece atrasado, muito pelo contrário... e acho que começo já por aí!

Ser socialista não é nenhum desprimor nenhum, aliás, eu seria um excelente socialista se não tivesse o desejo secreto de querer que seja sempre um iluminado a governar. O Socialismo é realmente muito bonito e cativante, mas ( e já nem vou falar do facto de não sermos todos iguais) nem todos somos auto responsáveis e conscientes do que é bom para todos, e é isso que mina o Socialismo, no meu parco parecer. A via escolhida para a perfeição social, não existe! Mas, não quer dizer que o Socialismo não deva desempenhar o seu papel...ele é fundamental!! A preocupação socialista permite amolecer o endurecimento intrínseco ao pensamento liberal, e vice-versa (como é exemplo o sentimento de obrigatoriedade de decisões anti-sociais que este governo português conheceu assim que chegou ao poder)...é assim que tem sido, e parece-me bem!
Gostava de admitir sem medos neste blog que concordo muito facilmente com a visão dos "iluminados" do A.Herculano e do O. Martins...agora quem são os iluminados e quais as entidades que devem fiscalizar a sua luz, isso são outras núpcias...
Estou a ler um livro de História do Pensamento Económico, que nas suas imensas páginas leva-nos num passeio desde a Grécia Antiga até às correntes evolucionistas actuais...é sem dúvida na esfera económica que o desenvolvimento da Política se dá! Passei à pouco a 1ª metade do livro, e onde é que eu estou? Pouco depois da febre da Rev. Industrial e consequentes desigualdades sociais, em que os méritos e culpas do Capitalismo/Liberalismo foram experimentados, eis que surgem uma série de pensadores, muitos deles mais actuantes do que pensadores, que me têm captado a atenção pela beleza da sua ideologia social: Os primeiros socialistas! dos quais destaco o alemão Fichte (séc. XVIII/XIX) de quem retive a melhor descrição dos fins socialistas: levar à auto-extinção do Estado! (socialismo = a Estado zero - que ironia:) isto é, após gerações de Socialismo, o Estado tenderia a desaparecer porque todos os indivíduos já teriam interiorizado todo o espírito de comunidade necessário! Claro que ele, "liberalmente" falando, admite a impossibilidade deste fim... Já agora, pode-se dizer que Fichte foi o primeiro a reivindicar a necessidade de um BI, o primeiro a falar em planificação da produção e consequente abolição da propriedade privada!
Bem, já é tarde, vou ler umas páginas e vou dormir:)
Só para me contextualizarem em termos de interesses nesta área, dei a mesma especial atenção a um contemporâneo de Fichte, o inglês Malthus "um liberal de Cristo", que defendia a miséria, e o sexo apenas para procriação, no entanto marc, pela forma como justificava a ordem liberal fundada na propriedade e na desigualdade social, todo o pensamento económico até aos nossos dias...
Não sei qual deles o melhor, sinceramente, mas acho que foram os dois necessários! Abraços

terça-feira, maio 31, 2005

Há muita confusão no ar

Temos o Miguel, que já mete filósofos de segunda pelos caminhos invios da política nacional de centro a tender para a direita ou esquerda.

Temos o João que vai defendo a sua (nossa!) dama como pode.

O Pires que manda umas ferroadas e ajuda no caos.

E eu, que nem sei muito bem o que vou para aqui dizendo! ;)

Mais a sério, agora.

Discordo em absoluto que o PS hoje defenda posições do PSD de há dez anos atrás. O PS de hoje, como o de há dez anos atrás, defende sempre a mesma coisa: mais Estado, mais impostos, a menutenção do Estado-social.
O PSD de há dez anos atrás defendia, com Cavaco Silva, o contrário do que o PS hoje faz e o mesmo que o PSD hoje defende: menos Estado e melhor Estado, o Estado-regulador em vez do Estado-interventivo, maior privatização de serviços prestados pelo Estado.

Como já o disse num dos comentários, eu vejo o PS e o PSD como partidos muito próximos nos objectivos finais que pretendem - melhorar a qualidade de vida dos portugueses, aproximar-nos dos reais níveis europeus - mas vejo-os completamente separados quanto à forma de o conseguir.
O PS vai pela via, socialista/comunista, da intervenção do Estado em todas as áreas, o Estado ser o motor da economia.
O PSD vai pela via, liberal, da menor intervenção possível do Estado, limitando-se tanto quanto possível a regular, sendo a iniciativa privada o motor da economia.

E é exactamente por esse motivo que nunca poderia votar no Sócrates em 2009, seja qual for o sucesso destas suas medidas. Porque discordo total e absolutamente delas. Não quero um Estado presente em cada passo que dou, com uma estrutura pesadíssima, com cerca de 10% da população activa em Portuggal ao seu serviço, que alimente o parasistismo social através do fornecimento do peixe em vez de dar a cana e ensinar a pescar. Não quero isso. Quero um Estado que me ofereça auxilio em momentos extremos mas que me deixe a mim a capacidade de decidir o que fazer com os meus descontos, que nos deixe a nós, sociedade civil, a gestão de muitos organismos que são mal geridos pelo Estado (por exemplo, os Correios, que ainda hoje para não subir uns andares no prédio onde vivo preferiu deixar o aviso e dizer que ninguém estava em casa, coisa recorrente...). Quem me dera que o Estado não fosse o maior patrão português, que tivesse a possibilidade de escolher um tribunal como tenho de escolher um notário, que tivesse a possibilidade de optar sobre a forma como os meus descontos são geridos, que os meus impostos não fossem em grande parte para pagar ordenados e material de escritório de serviços do Estado que pouco produzem...

Portanto, a questão é a seguinte: Miguel, concordas com o constante subir de impostos necessários para a manutenção deste Estado pesado? Então vota Sócrates, que é igual a votar Guterres 95/99 ou Sampaio 91 ou Almeida Santos 87 ou Mário Soares até 85.

Ou, pelo contrário, preferes um Estado mais leve, se calhar mais liberal no sentido económico do termo? Então deverás votar no PSD do Marques Mendes se ele for o líder em 2009, que é próximo do voto no Barroso em 2002 ou igual a votar no Nogueira em 95 ou no Cavaco em 87/91 ou no Sá Carneiro em 79/81.

Essa é a grande diferença entre o PS e o PSD hoje, entre o centro da esquerda e da direita em Portugal. Mais ou menos Estado! Regulador ou interventor! Privatizado ou nacionalizado!

E se metermos a paixão pelo meio, partimos esta coisa toda em bocados porque o maior da liberdade em Portugal, do período liberal e clube não nacionalizado, é mesmo o FC Porto... e o resto é treta!

Desafio

Fui lendo o que aqui foi escrito sobre a esquerda e a direita. Agora, permitam-me, direi alguma coisa, para não permanecer calado, apenas. Primeiro, sou socialista por acreditar que primeiro vem o social e só depois a economia (como já disse ao Nuno Silva Leal). Sou socialista, porque me preocupo com a sociedade e não acredito que esta mude através da iniciativa privada, ou por puro efeito económico. O neo-liberalismo, caminho por onde o PSD, salvo raras excepções, sempre enveredou, nada trás de novo à maioria da população. Esta não enriquece só porque o Estado é rico, ou porque no seu país está o ser mais rico do planeta. A população só vai ganhando alguma coisa com as medidas socialmente benéficas, isto é, com todos os direitos sociais que tem. O simples facto das mulheres (e agora os homens) poderem ter licença de parto foi uma conquista social, o direito à greve, o direito a unir-se em associação, o direito ao fundo de desemprego, o direito à baixa, o direito às pensões, o direito ao Serviço Nacional de Saúde a custos simbólicos, o direito à educação gratuita, etc. Todos estes direitos são fruto do prevalecimento do social sobre o económico. Tudo isto tem consequências para o Estado, mas queremos ter um Estado marcadamente neo-liberal com um SN Saúde pior do que o nosso como os EUA? Queremos ter um sistema educativo tão mau como o dos EUA ou da Inglaterra? Creio que não.
Depois há outro ponto, o que é liberal e o que é neo-liberal. Ora bem, o liberalismo acreditava que a liberdade de um cidadão acabava onde a liberdade do outro começava, no individualismo. Para além disso, o liberalismo, ao contrário do que se pensa, não era democrático. Para acreditarem, leiam a correspondência entre Oliveira Martins (o tio avô do nosso contemporâneo) e Alexandre Herculano. O liberalismo acreditava que a democracia é um erro, pois nem todos os homens devem ter o direito de governar, apenas um conjunto de iluminados. Herculano defendia que era preferível a ditadura de um sobre muitos, do que a ditadura da maioria. O neo-liberalismo recupera, até certo ponto, as ideologias liberais. Os neo-liberais acreditam que o indivíduo está acima de tudo, ou seja, individualismo. O que implica que um indivíduo está acima de outras, ou seja, acredita nos iluminados liberais. Para além disso, a economia é o ponto fulcral e tudo deve girar à volta dela, logo se de quando em vez tivermos que atropelar direitos aos outros, meu filho, tem que ser. Não me esqueço que já Fernão Lopes tinha consciência de que quem faz a história é o povo, não o indivíduo.
Ora meus amigos, eu nunca olhei para os EUA e para a Inglaterra como exemplos. Sinceramente, não o são, pois grande parte da sua população tem menos direitos do que nós. No entanto, olho para a Espanha como exemplo, para França. E sou um adepto convicto daquilo que Lula da Silva faz por terras brasileiras (aconselho-vos a leitura da Courrier Internacional que saiu na Sexta).
Johny, perdoa-me, mas não podes dizer que a nossa ideologia não funciona. Se levada a extremos, concordo (porém, nem a tua). Em grande parte da Europa ela funciona. Gostava que me explicasses melhor, por que é que eu estou atrasado dez anos, e por que é que não funciona. O que disseste deu-me razão, os neo-liberais acreditam nos iluminados.

Citando

"Não tenho verdades, apenas convicções." Rostand , Jean

"Embora ela pareça susceptível de unir, nada divide tanto como a verdade." Rostand , Jean

"As nossas únicas verdades, homem, são as nossas dores." Lamartine , Alphonse de

OK! acho que estámos em sintonia!

Se cego e corrompido para ti, Miguel, é pertencer a um partido com uma ideologia de que os outros partidos se tendem a aproximar (com 10 anos de atraso-palavras tuas) e que actualmente se debate, divide e procura o melhor do futuro, internamente (palavras tuas), então sou cego e corrompido:) ... mas tenho uma voz, um grupo, com o qual me identifico, embora com algumas diferenças... que eu acho que são basicamente as tuas...só que isso não me leva à tua sede constante de mudança!!! Há mudança para os estacionários ideologicamente como tu me chamas..mas é ciente da realidade, e das ferramentas ao meu dispor...a minha individualidade não pode sempre passar por cima de tudo...Tu és capaz de criar um partido hoje (e muito bem! tens bagagem para isso, não sei é se tens assinaturas!), mas se fores coerente estás a desfiliar-te pouco depois!

E mais, eu estou esclarecido, não preciso inventar novos catálogos políticos para afiançar que a Esquerda tem tendido para a Direita, demarcando-se numa nova "via", só para não admitir a falência da sua ideologia!

A Heterogeneidade das Esquerdas e das Direitas

Não me considero um visionário infalível, muito pelo contrário. Provavelmente falho mais do que qualquer pessoa normal. Aliás, sempre fui uma pessoa com muitas dúvidas. Nem sei se tenho certeza de alguma coisa. MAS PARA ESTAR BEM COMIGO PRÓPRIO PRECISO SENTIR QUE SOU COERENTE COM A MINHA CONSCIÊNCIA, COM AQUILO QUE PENSO. Meu caro amigo João, eu que até te considero uma pessoa à frente em algumas coisas (por exemplo na música), em termos de ideologia, considero-te um estacionário.

Abordando superficialmente o debate sobre a esquerda e a direita: há várias esquerdas e várias direitas dentro das nações e a nível europeu.

A impressão que eu tenho é que os trabalhistas de Tony Blair (os socialistas que apregoam a terceira via - um termo engraçado da evolução socialista que, e ainda bem, ao contrário dos comunistas, se soube adaptar a uma realidade completamente diferente) são mais à direita do que os conservadores franceses de Jacques Chirac.

Com isto pretendo dizer que debater a diferença, a nível europeu ou global, entre esquerda e direita pode-se tornar uma discussão sem fim. Depende muito das realidade de cada sociedade. O Estado francês é por definição um Estado social, enquanto o britânico tem uma visão mais liberal e menos intervencionista. A principal razão apontada pelos especialistas e historiadores foi a revolução protestante (pra ti Johny), que atribui mais valor ao indivíduo, à sua capacidade e à sua iniciativa. Segundo os especialistas foi a sustentação teórica, social e até moral para o arranque da revolução industrial em Inglaterra. (Ler o livro "A Riqueza e a Pobreza das Nações" de David Landes - muito bom e grande em todos os aspectos).

Ao nível de Portugal: o PS fala abertamente em terceira via, ou seja, está possivelmente no campo onde estava o PSD à 10 anos. O PSD está a caminhar para um sentido que não existia em Portugal, porque parecia mal quando vinhamos de uma ditadura, que são os liberais (o termo é completamente o oposto de ditadura - não sei porque parecia mal). Esta corrente, no entanto, tem um peso semelhante ao que os verdadeiros sociais democratas têm, pelo que o partido me parece dividido ao nível da corrente ideológica a seguir. Há algumas diferenças na concepção das responsabilidades do Estado entre uma e outra corrente.

Pela multiplicidade de correntes hoje existentes e pelo seu cruzamento e encontro em tantos pontos, ao contrário de à 50 anos onde apenas existiam duas correntes que ainda por cima se situavam em polos opostos, é-me muito difícil dizer que sou social democrata, socialista da terceira via ou liberal.

Sócrates descorrompeu-me. Eu que não me imaginava a votar socialista, hoje consigo perceber que não estou bem estando de certa forma condicionado por pertencer a um partido.
Se pertencer a um partido nos cega (como é o caso do Johny) eu opto por não pertencer. Corri esse risco desde que me lembro (primeiro em festas e caravanas depois como militante inactivo), mas ainda bem que não fiquei corrompido, que é como quem diz, cego.

P.S. - Aquele abraço a todos os amigos cósmicos. Peço desculpa se às vezes demonstro pouca humildade ou arrogância em demasia. Comigo está sempre tudo tranquilo... :) Se calhar foi por ter lido Nietzsche, mas eu creio que é sobretudo por defender as minhas ideias com plena convicção. Não tenho problemas em mudar de opinião, porque em mim não há dogmas que colem.

Apenas existe uma verdade absoluta. O SPORTING É O MELHOR. Foi a paixão a falar... :)

Em resposta...

Eu teria grandes problemas em votar Sócrates, se o cenário montado pelo Miguel acontecesse... Aliás, acho que votaria em branco se não visse uma alternativa melhor para o meu país vinda do meu partido, e votaria Sócrates se este só tivesse adversários à esquerda!
E isso acontecendo pode não me satisfazer...
Por vezes uma medida governamental em concreto, no meio de pacote de medidas bem sucedidas pode ter um impacto em mim tão negativo que invalide o facto de votar no responsável dessa medida!

Quanto à França e ao resultado do referendo, continuo sem saber se foi um bom resultado ou não!!!Mas acho que até Outubro vai haver muita discussão esclarecedora aqui no blog:) e hei-de decidir-me. Gostava que este resultado, que divide a França praticamente a meio, não influenciásse os outros países que ainda vão votar, mas acho que isso poderá acontecer... Acho a interpretação total (de todos os países) dos resultados parece-me a melhor e por isso é melhor esperar, porque imaginando que só a França diga que NÃO (pode ficar isolada), ou Portugal, ou a Holanda ou até os três, estes países teriam que tomar uma decisão, que pode ser por exemplo uma proposta de alteração de artigos...e tudo muda de figura...Pode acontecer também que o voto no NÃO não seja só para este passo concreto da União Política, mas para toda a Política dos seus países e da União Europeia, o que me parece mais grave...

Ministro Sampaio

Sampaio faz apelo ao "espírito patriótico" das associações sindicais e patronais para que convirjam na busca de uma solução para a grave situação das contas públicas

Alguém me sabe explicar porque o Presidente da Republica, em materia governamental, intervem mais vezes na Comunicação Social que o próprio Governo?

Relativamente ao défice já assisti a pelo menos três apelos do Presidente da Republica, dos membros do governo, só o próprio Primeiro Ministro na semana passada na Assembleia da Republica e um pequena intervenção do Ministro das finanças.

Será que:
- Mais vale estarem calados que dizer asneira?
- Só falam depois das autárquicas?
- A estratégia autárquica é igual às legislativas, isto é, estar calado para não perder votos?
- Não é preciso esclarecer os Portugueses?
- A Culpa é do Sampaio, que anda armado em Ministro?

Alguém sabe?

segunda-feira, maio 30, 2005

...!...

Acho que só agora me apercebo das tuas acusações:)
Não sou tão obcecado na mudança que apregoas todos os dias...qual visionário infalível!
As convicções que disse que tenho limitam-me a isso mesmo...Sempre tive a certeza de estar bem com cada uma delas, logo que me apercebi que os meus "paizinhos" não são as pessoas mais perfeitas deste mundo, mas sem dúvida que me apresentaram o caminho certo!!!!

Talvez a convicção religiosa seja a mais nublada de todas, talvez não seja o cristão do conceito teórico, mas eu sinto-me cristão na boa-fé do termo, sabendo filtrar aquilo que me interessa da "palavra"...Claramente que não ouço a "Voz de Fátima"!!!! É muito difícil falar deste assunto...Já agora gostava que os Cósmicos se definissem neste campo, pois é algo revelador!

Eu teria muitas dificuldades em votar Sócrates no cenário que concebeste...O meu partido será sempre o mesmo, e as suas propostas serão sempre incentivadas por mim, enquanto me parecerem úteis! Eu sou do PSD, e não é em épocas em que o país está bem, connosco na oposição (como no teu cenário) que vou deixar de acreditar na famosa História e no papel determinante no Desenvolvimento de Portugal que o meu partido teve! Votaria Sócrates se este só tivesse adversários à Esquerda! Se essas metas fossem atingidas os meus sinceros e agradecidos parabéns seriam dados neste blog, mas comigo o Sócrates não descansava (principalmente em campanha eleitoral), e além disso poderia perfeitamente ter havido uma pequena questão que para mim fosse grande, e seria prontamente criticada.
Prefiro portanto premiar a presença do meu partido em parlamento, para imputar na medida do possível, as grandes decisões do país a uma discussão proveitosa e a resultados semelhantes!

Miguel, eu acho que uma pessoa que diz vigorosamente o que diz, inconformista com o "real", capaz de atitudes categóricas como a desfiliação de um partido, não pode ter a vista curta de se ausentar do teatro político?:) ou vais para outro partido? vais fundar o teu? vais apregoar para este blog?:) Nunca cheguei a perceber muito bem qual o ponto em que não te sentiste bem com o PSD? Quando é que pensaste na desfiliação? Se a tua "mudança" é a ruptura ressabiada não vais longe!

Eu, simplesmente olho para as minhas opções em termos de partidos políticos, e não tenho necessidade (nem perfil) para criar um, sentindo-me parte do meu partido, e obtendo facilmente empatia com o seu movimento!

Não tenho tempo agora, senão...

demolia-te :)

Logo vou-me justificar...agora não posso, mas adianto-te que as 3 convicções são mais parecidas do que pensas, pelo menos no meu caso! O FCP perde e eu continuo portista...e aproveitando para responder ao teu repto que justificartei mais logo e para continuar esta analogia bola-política acho que não votaria Sócrates com candidatos à Direita no cenário que desenvolveste...

Uns são do contra, outros são rídiculos :) Abraço

O exemplo do ridículo... Johny

Para quem leu o post anterior do Johny, só pode chegar à conclusão que eu chego.

Imaginemos o seguinte:

O casamento entre homessexuais passa a ser legal assim como a adopção de crianças por parte destes. As crianças irão crescer num meio onde as relações homossexuais são elogiadas e levadas à praticada sem qualquer tipo de pudor.

Qualquer ser humano que nasça nesse meio e que pense como o Johny diria: "Eu sou homossexual, porque estes foram os valores que a minha família me incutiu, mas sou não praticante".

Comparar o futebol, com política e religião não tem qualquer sentido. A política e a religião são questões que exigem o máximo de racionalidade. Futebol é paixão.

Pior, dizer que és uma coisa que não és, apenas porque os teus paizinhos te disseram que era assim que estava bem, é parar no tempo. É seres a máquina que trava o aparecimento de novas correntes e ventos de mudança.

Não vais à missa, não acreditas na Genesis, não acreditas que Jesus Cristo ressuscitou, sabes dos actos da igreja na época da inquisição, não defendes as ideias da igreja relativamente ao aborto e ao uso do preservativo e dizes que és cristão, mas não católico. Serás um cristão protestante ou ortodoxo? Não me digas que és da IURD...

Eu, ao contrário de ti, digo que não sou cristão. Apesar de defender alguns dos valores judaico-cristãos. Mas os dogmas que sustentaram a igreja durante 1000 anos, e que deram nome à Idade Média, estão mais do que desmentidos hoje.

Depois acusam-me de ser do contra... Com certeza que sou do contra. Contra esta hipocrisia mais do que tudo.

VIVA O PARTIDO DA MUDANÇA.

NAO vs SIM

O NÃO venceu o referendo sobre a Constituição Europeia, em França, com 56% dos votos contra 44% por cento para o SIM.

E Agora?

Objecção de Consciência

Caro Cósmico Miguel;

Em resposta à tua pergunta que me foi dirigida directamente no artigo aqui do Blog gostaria de frisar que independentemente de ser militante do PSD e da JSD, nada nem ninguém me obriga a exercer disciplina de voto, caso contrario pediria de imediato a minha a demissão da minha militância.

Gostaria ainda de explicar que, antes de ser de determinado partido ou juventude partidária, sou Vimaranense e Português, com isto quero apenas dizer que, se qualquer partido da oposição ao meu partido estiver em melhores condições para exercer funções no meu País, no meu Concelho ou ate na minha Freguesia, não teria vergonha nenhuma de não votar no meu partido.

Outro exemplo, se o PSD apoiar uma eventual candidatura do Alberto João Jardim à presidência da Republica, não terei problema absolutamente nenhum em votar no candidato do centro que estivesse em melhores condições de derrotar o Jardim.

Respondendo directamente à pergunta, se Engº Sócrates conseguir resolver os problemas do país e demonstrar que esta em condições de continuar a fazer o melhor para PORTUGAL, se o PSD não tiver uma alternativa credível, em 2009 não terei objecção de consciência em votar PS.

Por Guimarães, Por Portugal

domingo, maio 29, 2005

"Voz de Fátima"

"Se as esquerdas prosseguirem no seu programa...vamos ter em todos os países e classes sociais abortos aos milhões e casamentos homossexuais aos milhares".

"...os contentores de resíduos hospitalares vão transbordar de crianças mortas.....nos países mais pobres, mesmo da europa, corpos esquartejados de bébes vão aparecer em lixeiras de toda a espécie, ao olhar horrorizado ou faminto de pessoas e animais"

e ainda

"....é previsivel que, dentro de pouco tempo, tenhamos visitas de estado ao mais alto nivel em que uma rainha....dará o braço a outra senhora com estatuto de esposa, ambas de malinha na mão"

Padre Luciano Guerra
Reitor do Santuário de Fátima - in Editorial do Jornal "voz de Fátima"

PS:
Quem não acreditar e/ou quiser consultar visitar:
http://www.santuario-fatima.pt/files/_VF05_4294ae32debcc.pdf

POC - Partido do Observador Cósmico

Este parece-me ser um bom partido para o Miguel! :)

Ser filiado por ser, ainda para mais quando se sente incomodado, não me parece correcto e não tem grande utilidade para as partes neste caso específico...O Miguel, não se revê no partido, ele é que sabe!

Eu sei que pertenço ao PSD e à JSD...é verdade que não faço falta nenhuma, nunca fui grande activista, umas coisas ali, outras acolá, acho a política partidária (especialmente a local) , muito interesseira, incapaz de se centrar nas questões essenciais, geradora de viciados em poder e especialistas em polémicas, que se desejam catapultar para cima no aparelho! Acredito que isto é uma generalização grosseira, porque sei que existe gente de valor que sobressairá (ou não) mais tarde ou mais cedo por mérito próprio, embora, ainda assim tenha que "jantar" algumas vezes com algumas pessoas...

Mas olhem, sou do FCP, não sou sócio, esta época vi um jogo, e não foi no Dragão, e não concordo com montes de situações internas do clube... não deixo de torcer com aquele orgulho!

Sigo os ideais cristãos ( acho que não sou católico), não vou à missa à anos largos, discordo completamente de questões religiosas vigentes, mas não deixo de me sentir bem com grande parte do que é feito pela Igreja em Portugal; sou consciente das contradições em que incorro, mas não é por isso que me vou tornar no Anti-Cristo!

e sou do actualmente do PSD, em primeiro lugar por empurrão familiar (assim como nas 2 convicções anteriores), participei em mais campanhas quando as bandeiras eram maiores que eu, e depois, fui constatando cada vez mais observador e compreendedor, que realmente sinto-me bem assim!... e não me julgando superior pertenço a uma facção política que julgo, tem grande capacidade de regeneração e adaptação na abordagem dos problemas portugueses, e congrega em seu redor, a gente mais capaz deste país! A História expõe as raízes de partidos como o PS e o PSD, que são indiscutivelmente diferentes ao principio, e agora apresentam-se discutivelmente iguais...Esse background permite atravès da História dividir convicções sendo fundamental para apregoar as diferenças e fomentar debates mesmo que eles sejam mais esbatidos e ridículos possível! Eu acho isso salutar! Eu sinto-me do PSD porque vibrei familiarmente com a sua História...sempre votei PSD, e em branco na Regionalização e no Aborto, não concordo com muitas coisas que leio de altos dirigentes ou ex dirigentes do partido, e o facto de ser filiado nada teve de influência nestas tomadas de posição, mas não é por isto que me vou querer desfiliar e tornar-me no Louçã da área!!!!

Nos comments do post anterior dididem-se e caracterizam-se os dois maiores partidos com base na História de que falo! repare-se que o de Esquerda tende para o de Direita nesta actualidade... É muito fácil ser escudado pela História do pensamento de Esquerda ( enfâse no"Social", no grupo, bem estar comum e geral, igualdade,justiça, e logo, ênfase no Estado) quando se procura expôr os pontos fracos da Direita (ênfase na propriedade, no mérito, na desigualdade de valências como motor da sociedade, eficiência económica à frente da social), mas quando esta executa o poder, de forma consciente, realista e global, tem que se render à evidência que as ênfases históricas da sua ideologia já de pouco valem, pelo menos em época de obrigações à Europa como agora...Eu acho que quem é de Direita e de Esquerda, sente-o e sabe relativizar as coisas! Eu acho que o PS e o PSD são os Europeus, por isso são grandes, por isso são parecidos...
Os partidos não são diferentes quando actuam quase que por imposição, se forem razoáveis!!!! Se as questões governamentais portuguesas actuais fossem: em que áreas apostar, investir, inovar e premiar este superávit no orçamento de Estado, acho que veríamos as diferenças!!!!

sábado, maio 28, 2005

Não concordo contigo, Miguel, quando dizes que as "jotas" dos PS e do PSD são iguais. Sei que foi a mim, principalmente, que "pisaste os calos", logo, tenho que me defender. A JSD e a JS são feitas de modo completamente diferente. Poder-se-á até dizer que a JS e a JSD demonstram mais as diferenças existentes entre o PS e o PSD. A JS, actualmente, é liderado por um "camarada" abertamente mais à esquerda do que a Jamila Madeira o era. Isso faz muita diferença em relação à JSD. A JSD, normalmente, tem sido liderado por pessoas mais à direita do que a génese do PSD (talvez o Pires me corrija nesse ponto, mas pelo menos ajudar-me-á).
A JS "fundou" o Bloco de Esquerda. A regulamentação da prostituição e do casamento entre homossexuais, a legalização das drogas leves, a descriminalização da IVG, entre outras, tudo isto eram bandeiras da JS, que foram faladas pela primeira vez pela JS. Logo, em comparação com a JSD, já vez que a nossa posição política é diferente.
Nada, dentro de um partido, te impede de votares noutro. Não podes ser castigado por isso. Eu sempre votei PS, mas já pensei que talvez fosse votar BE ou PC. Não votaria PSD porque estou mais à esquerda do que o próprio PS, logo, tento procurar um programa que me agrada dentro da ideologia em que acredito. Todos somos livres de votar em quem quisermos, de outra maneira os partidos seriam fascistas.

Cavaco é o pai do "monstro"

É um texto explosivo. Miguel Cadilhe, o mais emblemático ministro das Finanças de Cavaco Silva, acusa-o de ser o principal responsável pelo Novo Sistema Retributivo da Função Pública, que conduziu ao enorme aumento da massa salarial dos funcionários no início dos anos 90 e que representa hoje 15% do PIB, sendo a terceira administração pública mais cara da União Europeia. in Expresso

Uma questão de independência... TOTAL

Se em 2009 as contas públicas estiverem equilibradas, se se notar uma inversão na actual tendência da taxa de desemprego e se o país tiver a crescer a taxas de 3%, com toda a certeza votarei PS.

E vocês Pires, Nuno Leal e Johny? Serão capazes de fazer o mesmo?

Imaginemos que são. Serão capazes de o admitir nas reuniões do vosso partido?

Eu quero ser independente. Como disse atrás, PS e PSD são praticamente iguais. Então as suas "jotas" ainda mais semelhanças apresentam.

Repetindo uma citação de Março:

"Ser da esquerda é, como ser da direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser um imbecil: ambas, com efeito, são formas da hemiplegia moral."
Ortega y Gasset, in 'A Rebelião das Massas'

Vergonha

Este é daqueles posts que tinha que colocar no meu blogue e neste.
É pena que os srs. deputados à AR não tenham vergonha na cara. Nota-se que não gostam, também eles, de pagar a crise. É bonito ser deputado, não é? Veja-se aqui.

Europa Atenta

O Futuro da União Europeia, pode ser decidido ou hipotecado este fim-de-semana, vamos aguardar resultados do Referendo à Constituição Europeia em França.

As ultimas sondagens dão um avanço significatico do NÃO

Estou de Volta

Amigo Miguel,

De forma a dar continuidade ao post do Xavier e do consequente comentário do Nuno, os quais desde já subscrevo, gostaria de acrescentar o seguinte:

Pessoalmente tenho dias que penso exactamente como tu, considero cada vez mais como verdade que “após o 25 de Abril os Homens fizeram os partidos, hoje os partidos fazem os Homens”.

Mas, não podemos estar na politica como estamos no futebol, pois no futebol o amor à camisola é tanto grande que não conseguimos ver as faltas, os fora de jogo, os penaltys dos nossos jogadores. Lamentavelmente este fanatismo também acontece na politica, mas é fundamental despir a camisola (atenção meninas loiras, não tirem as camisolas em reuniões politicas) antes de criticar as opiniões divergentes dos outros partidos, temos de ter consciência dos erros internos do nosso partido e saber criticar os próprios dirigentes do nosso partido.

Nesse aspecto eu considero o Nuno Leal exemplar, independentemente de ser PSD soube sempre olhar para o governo de Santana Lopes com uma voz critica, eu mesmo aconselhei o “Rui Gomes da Silva” a fazer censura ao Blog dele na altura da campanha eleitoral …..:) …..Um bom exemplo de estar na política.

São partidários como tu, como o Xavier, como o Nuno que fazem falta na política.

Vamos acreditar nas palavras do próximo Presidente da Republica, “os maus políticos tem de ser substituídos por bons políticos” (Aníbal Cavaco Silva in Expresso)

Aquela Abraço,

sexta-feira, maio 27, 2005

Talvez um conselho.

Amigo Miguel Carvalho,

Peço-te que te não anules a tua militância no partido com o que te identificas (para minha infelicidade, o PSD :) ). Não o deves fazer. Custou-me muito ouvir que o Sócrates tinha decidido aumentar o IVA, mas não vou sair do PS, muito menos da JS. Uma razão, apenas, me leva a decidir deste modo, apesar de já pensar como tu, que por Lisboa eles são todos iguais. Essa razão é pensar que se eu sair, que se tu saires, que se muitas das pessoas que sentem a política na pele, que gostam disto e que acreditam nisto, sairem da vida política activa (ou semi-activa), irem-se embora por desilusão, é, na verdade, entregar isto à bicharada. Eu tento motivar-me a continuar, pois só dessa forma posso tentar mudar alguma coisa. Se atirar a toalha ao chão e sair, então de que adiantou tudo o resto? De que adiantou o 25 de Abril se deixarmos que a democracia se perca?

Um abraço
Xavier

Decididamente vou-me desfiliar...

O PSD foi o partido com que sempre me identifiquei por questões familiares primeiro e a partir de uma certa idade por questões de consciência, razão e pelo seu ideário. No entanto, filiei-me no partido por "imposição e massacre psicológico" do Sr. Pires (não é a meia da TVI, mas sim o nosso amigo cósmico) durante o saudoso tempo de faculdade.

Mas a política não é coerente, é falsa, feita de acordo com a posição que cada partido ocupa no momento.

O PSD chegou ao governo em 2002 e apanhou com um défice de 5,5% do PIB. Tinha prometido o choque fiscal, mas em contra-partida aumentou o IVA, congelou salários e vendeu património do Estado. Equilibrou de forma cosmética as contas do Estado. Não inicou a reforma da administração pública e por isso hoje estamos ainda pior. Ou seja, os sacrifícios destes 3 últimos anos foram infrutíferos. E mais 3 anos de sacrifíco se nos exijem, por culpa dos governos de coligação.

A reforma da administração pública continuava por fazer. O PS começou-a, sendo no entanto obrigado a aumentar o IVA, em vez das receitas extraordinárias, para haver um instrumento de efeito imediato. Actualmente estima-se que o défice ronde os 6, 5% / 7% do PIB e o PSD critica a medida do governo. Que incoerência.

Se tivessem feito aquilo que o PS está a fazer em termos de reforma da administração pública, o IVA provavelmente não necessitaria de ser novamente aumentado. Mas faltou-lhes coragem. E não ouvi uma palavra por parte dos dirigentes sociais democratas a apoiar as medidas apresentadas nesse sentido. Isto é vergonhoso, sejamos sérios.

Por isso lhe peço Sr. Pires, que me trate dos papéis de desfiliação. Só espero que não demore tanto tempo como o cartão de militante, que diga-se, ainda não chegou.

PS à direita?

Respondendo à pergunta, digamos que mais à direita do que à 10 anos atrás, posicionando-se claramente no centro e com possibilidade de tomar decisões de esquerda ou de direita consoante os cíclos económicos o exijam - a terceira via socialista, mais conhecida como o socialismo à Tony Blair.

Parabéns Sócrates. As medidas que tomou (nos post's abaixo enunciadas) vão de encontro aquilo que ouvimos todos os economistas (menos os do BE e do PCP) anunciar como a reforma urgente que a nossa economia necessita - diminuir o peso do sector público na economia. Os funcionários públicos, donos de previlégios instituidos após o 25 de Abril, precisavam de ver as suas regalias equiparadas aos do sector privado. Simplesmente porque os privados, para além de na generalidade trabalharem mais e não terem um emprego tão seguro, não podem ser obrigados a libertar os seus recursos para o Estado manter uma percentagem da população portuguesa com regalias superiores à maioria. Surpreendente foi estas medidas serem tomadas pelo partido socialista.

Aumentar o IVA tem um efeito imediato positivo nas receitas se o consumo não diminuir e se não aumentar a evasão fiscal. O IVA é o imposto que menos afecta a competitividade das empresas.

Se daqui a 3 anos se começar a verificar uma redução de impostos, é sinal que houve uma redução efectiva da depesa pública e a política económica foi bem sucedida. Apenas será possível reduzir impostos depois de emagrecer o Estado.
Restaurar o poder de compra da população e aumentar o emprego passarão então a ser os objectivos da política económica. Mas estes não serão possíveis sem equilíbrio nas finanças públicas, daí a prioridade ao défice.

A reforma da administração pública parece que finalmente arrancou. Espero que a coragem se mantenha. Mais, o cíclo político do PS é bem mais desfavorável do que foi o do PSD, com autárquicas e presidenciais à porta.

Excelente início de governação.

P.S. - Acredito que quem tenha votado PS não se sinta satisfeito, porque a promessa de não aumento de impostos foi quebrada. Mais uma vez apelo a uma responsabilização efectiva dos políticos pelo cumprimento ou não dos programas eleitorais apresentados. É essencial para a credibilização da política e do sistema democrático.
Por isso votei em branco nas últimas eleições.

quinta-feira, maio 26, 2005

Frize: a água das medidas de contenção

A mim ningém me enganou estas eleições...as campanhas e debates eleitorais são o oásis destes feitos megalomanos de redução da carga fical e redução milagrosa do desemprego...
Não votei no Sócrates mas surpreendeu-me pela positiva com estas medidas...é que as medidas de fundo não se executam de hoje para amanhã com resultados de amanhã para depois de amanhã...e alguma vontade imediata em mostrar à Europa que estámos de espada na mão na luta ao défice...mas ao mesmo tempo, preparámos armas de destruição maciça de orçamentos deficitários (espero eu).
Mas todos nós temos um papel fulcral a desempenhar! Se produzirmos todos mais, o défice também diminui... é uma afirmação lírica e antagónica com as medidas de aumento de impostos deste governo, mas será que os nossos consumos diários vão diminuir por isto? será que as empresas vão facturar muito menos? Se sim as medidas serão um desastre a curto e a médio prazo...Se não, a coisa vai funcionar, e se for sustentada pelo corte na despesa, o problema orçamental será resolvido... a parte real da economia é que é da nossa conta...temos que nos capacitar que são estas as condições que dispomos e será com estas que temos que procurar o melhor de nós, e competir, inovar, ter um papel na sociedade nacional e internacional!

O que lá vai lá vai, não há mais culpados que não nós, vamos também procurar o mérito!
Este país somos nós!

Alberto João "Seinfeld" Jardim

«Alberto João Jardim está contra as medidas anunciadas esta quarta-feira pelo primeiro-ministro para combater o défice. O presidente do Governo Regional da Madeira considera “inadmissível” que sejam as regiões autónomas a pagar os erros dos “políticos de Lisboa”. Quanto ao aumento da tributação das sociedades financeiras inscritas na Zona Franca da Madeira, Jardim garante: “vai impugnar tudo o que puder ser impugnado”.»


É incrível ver como há certas pessoas que não mudam. Costuma-se dizer que quando o país atravessa uma fase de depressão, multiplicam-se os programas de humor e os existentes têm mais audiência. Deve ser por isso que de vez em quando fala o Alberto. Sabe fazer-nos rir como ninguém.