quinta-feira, junho 30, 2005

Professores... será? II

Caro Nuno, não quis insultar ninguém, até porque adoro dar aulas e por mim passava o tempo todo com os meus alunos (mais do que com os professores). Adoro dar aulas, infelizmente este deverá ter sido o meu último ano, para o próximo desemprego/outro emprego qualquer.
Tens razão, tudo depende do grau de responsabilidade de cada professor, mas há que convir que a grande maioria não liga uma pevide àquilo, não é? Acredita que pessoas como a tua mãe, em termos de percentagem, são muito poucas. Também conheci pessoas interessadas, este ano. A minha turma tinha a professora de História, mulher correcta até ao fim. Tive pouco tempo com ela, mas, apesar de ser olhada de canto por quase todos, notava-se que só se interessava por uma coisa, os alunos. Mas, para além destes pequenos contributos, a larga maioria contribui para o mau funcionamento do sistema de ensino. Provavelmente tu e a tua mãe reflectem sobre as aulas, pensam no que correu bem, no que correu mal, tentam conhecer o contexto dos alunos, etc. Sabes quantas pessoas fazem isso? Muito poucos e nesses incluo os estagiários. O problema aqui não é só serem maus funcionários, no quais, acredita, ninguém pode mexer. O problema é serem pessoas que, chamem-me idealista, modelam o caminho de vida de um pessoa. Mais, nos professores ninguém mexe, não existe forma de avaliação de um professor. Pode ele ser mau, não acertar em nada cientificamente, fazerem uma queixa à DREN, que o máximo que lhe acontece é ser avisado de que irão assistir à aula X no dia Y. Escusado será dizer que basta ao professor preparar bem essa aula que o processo fica em águas de bacalhau. Este é o estado do ensino e Portugal.
Existem excepções, mas como diz o Miguel, as excepções deveriam ser os maus. Sabes, já pensei em forma de avaliar os professores e não encontrei, ainda, uma que fosse quase impossível de falhar. Todas elas são contornáveis. A melhor seria: os avaliadores assistirem às aulas de professores, escolhidas aleatoriamente sem qualquer aviso prévio. Aqui, acreditem, os professores até subiam paredes. Muito poucos são os professores que gostam de ter as suas aulas assistidas, estes ainda são menos do que os bons professores. Por que será? Eu não me importo, habituei-me durante este ano. :) Por isso, Nuno, é triste ver isto, tal como ver os empregados do escritório a navegar na internet, mas parece-te que a importância de um professor é a mesma? Não é, mas isso também não pode servir para legitimar benefícios superiores a qualquer cidadão. Um dos grandes problemas do ensino é ter sido curso de recurso para muitos dos professores que actualmente ensinam.

Caro Miguel, novamente te peço que não tenhas vergonha deste país. Caro johny, eu sempre disse ao Miguel que estavamos mais próximos das nossas antigas colónias do que da europa ele é que não quis acreditar. :)

Um abraço a todos e obrigado ao Miguel e ao Nuno por me terem feito escrever mais um pouco sobre Educação.

Cosmic quiz: Guiné ou Finlândia?

Qual a vossa opinião?

Espaço Cósmico de Luto

Emídio Guerreiro (1899-2005)



quarta-feira, junho 29, 2005

Professores... será?

Ora, como se falou de professores, eu senti-me (afinal faço, ainda, parte da classe). Como o Nuno Silva Leal em saiu em sua defesa, eu tinha mesmo que responder. (Estou a brincar, caro Nuno... porém, discordo de muito do que dizes).
Realmente, não é verdade que os professores trabalhem 22 horas na Escola, é, até, uma grande mentira. Os professores (a maior fatia) leccionam em 22 tempos lectivos. Cada tempo lectivo são 45 minutos, o que implica que eles só leccionem 16 horas e 30 minutos. Logo, essa história das 22 horas é uma treta pegada. Para além disso, conforme vão progredindo na carreira (e enganem-se aqueles que pensam que a progressão não é automática, mas já lá iremos) vão tendo menos horas de aulas - gostava de saber qual é a profissão em que isto acontece. Depois há todas as variantes, quem é director de turma tem redução de horário (ou seja, ficam com uma hora para atender os paizinhos e as mãezinhas, mas raramente os encontramos naquele local). Se forem presidentes de Departamento reduz-se também uns tempos, se pertencer ao Conselho Executivo também anda aliviado, entre outras excepções. Alguns professores, espertos, juntam duas ou três coisas e pimba ficam com uma turminha apenas (pode parecer mentira, mas a minha orientadora de estágio fez-me o favor de me explicar como é que ela ia fazer para isso acontecer - e é legal). Por aqui já se vê que as 22 horas não existem para todos os professores, e nem os 22 tempos existem para parte deles.
Quanto aos feriados e dias santos a trabalhar, é verdade... quando é. O que quero dizer é que a grande maioria dos professores não prepara aulas, vai para lá e vê o que acontece, ou, normalmente é o que acontece, lecciona um determinado nível durante muitos anos, para não ter que andar constantemente a estudar matéria nova e poder, assim, não ter muito trabalho a preparar as aulas. Vi, durante este ano, muitos professores a apresentarem material aos alunos ainda batido à máquina (nem uma tentativa de adaptar foi feita). Assim como testes, etc. Claro que a correcção dos testes demora, é certo, mas quando muito, uma turma de 27 alunos, à disciplina de português, demora-me, no máximo, um dia. Se és um professor normal, tens cerca de 5 turmas, logo, cerca de 10 testes por período. Ou seja, 30 testes. São 30 dias. O dia de folga que tens por semana, em nove meses, é-te suficiente para corrigires os testes, ou não?
Não creio que fales a sério quanto às reuniões, pois as de Conselho de Turma acontecem, normalmente, duas vezes por período lectivo, e as de Departamento, ordinariamente, uma vez por mês. Havendo, muito raramente, uma reunião geral de professores.
Após isto tudo e para agravar, tens mais férias do que qualquer pessoa, ou não é verdade?
Quanto à progressão na carreira, esta é automática, pois só tens que tirar uma formação em "estudo das pedras da calçada", desde que reconhecida pelo Ministério (um exemplo é: Formação em Trabalhos com Barro - esta é real) e lá vais tu. Normalmente até conheces o formador que te aprova mesmo sem lá pores os pés. Depois esta formação em nada é aplicada na escola de forma a melhorar o ensino, até porque os professores em vez de fazerem uma única por ano, faz cada um a sua, sem resultados práticos.
Por isto tudo, discordo da tua posição e concordo com o Miguel Carvalho. Concordo contigo numa coisa: os professores deveriam ter condições para trabalharem na escola, isso creio que tens toda a razão.

Vergonhoso

É vergonhoso ver juízes e funcionários judiciais a fazerem greve porque as suas férias judiciais vão ser reduzidas para 1 mês. Quando existem milhares de processos em atraso, torna-se um insulto aos cidadãos.

É vergonhoso os professores trabalharem 20 / 25 horas por semana. Imaginem se trabalhassem 40, os professores que não estariam desempregados.

É vergonhoso existirem 2 000 professores com horário zero, que trabalham apenas para os sindicatos, e o Estado pagar-lhes o ordenado. Que paguem os outros professores, afinal eles estão lá para defenderem os interesses deles.

Os professores fazem greve nos dias dos exames. Mas onde é que estamos? Que gente é esta? Que tipo de relação ou interesse teve para os seus alunos durante o ano lectivo? Nenhuma de certeza absoluta, porque senão jamais teria uma atitude destas. São professores desinteressados, maus professores. Que sejam imediatamente despedidos... É impossível? Então mude-se a Constituição para passar a ser possível punir tão maus funcionários. Mas não, para o ano serão aumentados automaticamente...

A esquerda foi a culpada de habituar os funcionários públicos, todos sem excepção, a uma vida de regalias e de estatutos especiais, porque achava que os privados é que tinham que trabalhar para eles.

NESTE MOMENTO, TENHO VERGONHA DE SER PORTUGUÊS. MERDA DE PAÍS.

Quando deviamos estar todos unidos, aqueles que mais têm e menos fazem são os que vemos a protestar.

IDE TRABALHAR MALANDROS...

Greves ou Férias?

Mais uma greve da função pública à sexta (15 de Julho). Que bom que é, fins-de-semana prolongados. É por estas e outras que eu adoro a vontade de trabalhar destes tipos.

terça-feira, junho 28, 2005

Eu estou do lado do agricultor...sempre:)

A minha sociedade ideal tem uma permissa inviolável: a propriedade privada! A família do agricultor já lá semeava e colhia provavelmente nem comboios existiam... Esta é das situações que nos defininem em termos de Economia Política! Se acreditámos no bem-estar geral e no "Well-Fare State" a indeminização é a solução mais justa, embora provavelmente um pouco parca para a história do terreno de cultivo como disse o Nuno. Eu acredito mais na propriedade privada: esta é o verdadeiro motor da Economia! Tenho que clarificar uma coisa: Eu não quis dizer que ningém melhor que o Estado para gerar eficiência...Acho é que o Estado investido da sua função reguladora pode ser determinante para catapultar esta propriedade privada para a senda do crescimento, na senda do bom investimento...se realmente a produção do milho no campo não passasse de uma teimosia do agricultor,´seria obrigação do Estado regulador de canalizar a potencialidade do terreno para boas aplicações! Se a teimosia continuásse, poderia impôr por exemplo um Volume de Negócios mínimo ao agricultor, que uma vez não cumprido, pagaria um imposto proporcional ao custo de oportunidade de não ter ouvido o bom conselho do Governo...
Mais uma vez só vejo 2 soluções para enveredar nesta minha utopia: Ou um ditador genial e bom, com uma equipa genial e boa (impossível) ou então temos que beber todos do mesmo espírito colectivo que eu considero que é cada vez maior...como disse ontem, há manifs que vão deixar de se reparar porque não têm sentido nenhum!
Eu acho que isto não é contraditório mas sim conciliador...Liberalismo, mas atenção que não jogámos sozinhos, estámos na equipa da Europa (Comunitária e não só)!
Quem não tem, tem de procurar ter mais, com intervenção não doadora do Estado, mas sim destinadora de soluções, de trabalho, etc...e quem tem, tem de procurar ter mais, pois o capital estático não é bom para a comunidade.Também aqui com ajuda orientadora do Governo!!!

A mim parece-me bem! A despesa pública pode ser a mesma a médio-longo prazo, o produto é que tem que subir em virtude da maior eficiência produtiva não do Estado, mas dos detentores da propriedade privada, e logo a receita do Estado também subirá! Não me parece nada contraditório!!!

Neo-proteccionismo?!?!? Tirem lá essa palavra daqui...

Sinceramente, tou à 10 minutos para começar a "bater no Johny" mas nem sei por onde começar. Tantas contradições do membro mais neoliberal do nosso blog. Vou tentar dividir isto por pontos, porque senão tá visto que não arranco mesmo...

"porque há tanta coisa útil a fazer...e quem melhor para isso que o Estado?!" - quando tens uma afirmação destas estás a contradizer tudo aquilo que disseste até hoje, a própria realidade do país e o próprio Medina Carreira. Os quadros ontem mostram que, se há um motivo "mor" para a crise que estamos a atravessar, este prende-se precisamente com a ineficiência do sector público. Mas haverá alguma empresa a utilizar tantos recursos e que comercialize produtos ou preste serviços de tão má qualidade? Os quadros ontem mostraram: por cada 100 u.m. de riqueza que o país crie o Estado gasta 50. Já chega, ou melhor, é preciso reduzir bastante.

"Representaria mais despesa? Sim! Só que esta pode ser bem aplicada...A despesa poder-se-ia aténão reduzir se fosse bem destinada..." - o que urge fazermos é precisamente o contrário, porque acabamos de sofrer um downgrading no rating para o país, o que equivale a dizer que as taxas de juro irão subir. Portugal necessita é de cortes radicais na despesa, gerir a educação e a saúde de uma forma eficaz e eficiente. Se somos incapazes de aumentar a nossa produtividade para vivermos melhor, então teremos que trabalhar mais. Já aqui disse que uma das medidas para equilibrar o país seria trabalhar 45 horas por semana. Ou seja, reduzir o valor/hora de trabalho.

"Sob o nome de neo-proteccionismo ou não, parece-me um bom caminho" - isto sobre medidas proteccionistas para defender indústrias absoletas e sem valor acrescentado... Mas voltamos ao tempo da política de substituição das importações à custa de subsídios?!? Quem perde é sempre o consumidor final. É a economia... O que eu defendo não é fechar as portas ao comércio que vem da China ou que há-de vir de África com os produtos agrícolas. Defendo para estes países mecanismos ao nível da OMC que os obrigassem, progressivamente, a adoptar políticas de trabalho e de defesa ambiental mais uniformes com o seu grau de desenvolvimento. Porque nós nos anos 50 e 60 também crescemos à custa de baixos salários e péssimas condições de trabalho.

Concordo contigo numa coisa... DEPENDE DE NÓS ANDARMOS COM ISTO PARA A FRENTE.
Se estivermos à espera que os nossos governantes façam alguma coisa, acho melhor hibernarmos todos... POR ISSO DEFENDO MENOS ESTADO...
O que me ficou do teu texto foi: Depende de nós andarmos com isto para a frente. Por isso defendo mais Estado...

Sobre a questão que colocas, o que eu acho que deve estar previsto na lei é uma compensação monetária ao agricultor de acordo com os prejuízos causados.

Eu confesso...+ Cosmic Quiz

O Dr. Medina Carreira nos "Prós e Contras" da RTP, disse o seguinte: «Eu sou muito céptico em relação à inovação como saída para a competitividade da Europa, porque os outros também inovam...e inovam mais barato e com muita técnica e capital europeu»...«A Europa devia apostar numa espécie de neo-proteccionismo...eu sei que os economistas se arrepiam só de ouvir isto, mas quando o desemprego estiver maior, vamos ver o que os governos vão fazer»

Eu confesso... (eu acho que qualquer pessoa é economista) que não me arrepio, mas bastava mudar a palavra "Europa" para "Portugal" que eu nem sequer considerava colocá-la no Observador!

Eu revejo-me bastante nesta ideia...Uma Europa unida não deve competir mas colaborar, não podemos estar agarrados a um pedaço de terra...Portugal é um conjunto de pessoas...Portugal está por todo o mundo...temos é que fazer aquilo que gostámos no espaço europeu mais vocacionado para isso...ser bom em Portugal pode ser mau...A Europa tem de ser o termo de comparação! Como tal, nós os europeus temos que nos defender da degradação social gerada por, é preciso admitir, produções de bens mais eficientes de outros lados do globo, embora à custa de mdo barata garantida por reservas demográficas rurais à procura de melhoria de vida (é claro, penso na China)...
Temos que inovar sim senhor, e é importante, mas de igual maneira gostaria de ver instalações fabris e o capital humano das empresas que falem ou que estão em dificuldades, direccionadas para algo melhor e útil...porque há tanta coisa útil a fazer...e quem melhor para isso que o Estado?! Sob o nome de neo-proteccionismo ou não, parece-me um bom caminho, desde que se adoptem também contra-medidas para combater o empreendedor estático, amorfo e com ideias de investimento banais...
Representaria mais despesa? Sim! Só que esta pode ser bem aplicada...A despesa poder-se-ia aténão reduzir se fosse bem destinada...Sinceramente, estando as pessoas na mesma vontade e sintonia colectiva, isto não me parece muito dificíl...Como diz o Dr. Medina Carreira «são mais importantes as não manifestações daqueles que ficam sem o seu ganha pão do aqueles que fazem manifestações porque perdem 5 ou 10 euros» o facto destas manifestações acontecerem, demonstram que a sintonia não é colectiva... isto leva-me aonde eu sempre vou: A verdadeira mudança é nas pessoas, o Estado pode e deve ajudar, mas isto está a depender só de nós! Após interiorizarmos isto ninguém nos pára...

Eu acho que isto ainda é Abril a acontecer... a Revolução levou à liberdade, mas a liberdade tem de ser crítica e concensiosa, há demasiada poluição no ar...ou temos um bom ditador a pegar no país (impossível) ou temos que ser ditadores de nós próprios levando ao extermínio tudo o que é falso e lesivo para o que nos rodeia...a brasa tem de chegar a todas as sardinhas...a Revolução já lá vai, urge a Evolução...
Hoje Abril é Evolução!

Cosmic quiz! Tenho uma pergunta para os cósmicos: Um agricultor cultiva milho nos seus terrenos, e é instalada uma linha férrea no limite dos seus terrenos... o agricultor repara que a sua produção decaiu tanto de qualidade no milho que a sua venda está a gerar prejuízo...estudos demonstram que são gases emitidos pelas locomotivas que provocam esta queda na qualidade do milho...e estudos também demonstram que o bem estar geral sai a ganhar com a existência da linha férrea! O caso está em tribunal e vocês são os juízes...comentem please porque tá tudo demasiado resignado, eu sempre que posso digo a minha barbaridade...façam o mesmo!

domingo, junho 26, 2005

Por falar em música...

Depois de alguns dias de afastamento quase completo desta vida cósmica (mesmo o meu Raíz está em velocidade cruzeiro) voltei, pois sinto-me incentivado pelo post do nosso "camarada" (desculpem o tique esquerdista) Pires.
Por falar em música, ultimamente tenho andado a ouvir música portuguesa, da verdadeira música portuguesa, daquela música feita por nós e para nós, em que cantar em inglês não era moda... Todos esses grandes músicos e grandes poetas, da geração libertadora, estão esquecidos, infelizmente. Sérgio Godinho, José Mário Branco, Adriano Correia de Oliveira, Fausto, Janita Salomé, Vitorino Salomé, Ary dos Santos, Manuel Alegre, Manuel Freire, António Gedeão e o grande José Afonso. Há muitos mais, mas se estes já andam esquecidos em Portugal, então os outros que aqui faltam, muito mais.
Aquele que me faz ficar mais entristecido pelo esquecimento a que foi prostrado é José Afonso. Poeta e músico acima da média, bem acima da média. No entanto, infelizmente, a posição política dos nossos mortos há-de persegui-los durante muitos anos... Antero de Quental, por exemplo, fundador do Socialismo em Portugal, um dos melhores poetas portuguesas, aproximando-se bastante de Pessoa e Camões, é outro que cada vez mais se esquece. Ary dos Santos, não é bom lembrar.
No entanto, ouvir a música portuguesa que se fazia naquela altura, faz-me dar valor à liberdade. Não faço como muitos, que criticam a revolução, que criticam o PREC, que criticam o 25 de Novembro, não critico, agradeço a liberdade que tenho, agradeço a liberdade que me deram sem me pedirem nada em troca. Porém, sinto a obrigação de tentar merecer essa liberdade. Sei que não é o dia, mas "Viva o 25 de Abril!" E, já agora, Abrila é REVOLUÇÃO!!!

Música

Hoje , isto é ontem, fui ver Adriana Calcanhotto, na apresentação do seu novo album -Adriana Partimpim, no Multiusos de Portugal, ......ups , Multiusos de Guimarães.

Aconselhado para quem quer relaxar um pouco e apreciar música, mesmo musica (palavras da minha namorada)
:) ....eu não aconselho, prefiro Música Portugesa, de PORTUGAL

sexta-feira, junho 24, 2005

"Dia Um de Portugal"



Em 24 de Junho de 1128, dá-se em Guimarães a Batalha de S. Mamede. Esta batalha é travada entre as hostes de D. Afonso Henriques e as de sua mãe, D. Teresa e do Conde de Trava de Galiza, em que os primeiros defendiam a independência do condado face ao reino de Leão. Esta batalha é vencida por D. Afonso Henriques marcando assim os alicerces da nação Portuguesa.

Por isso hoje é feriado em Guimarães, ao contrário do que muita gente pensa o feriado municipal de Guimarães é o 24 de Junho o “Dia Um de Portugal” e não se comemora o dia Sº de João, como em muitos concelhos de Portugal. Em Guimarães, comemora-se apenas o primeiro grande acontecimento susceptível de criar uma nação independente que se chama hoje "Portugal", A Batalha de S. Mamede.

A batalha consagra, o afastamento definitivo entre Portugal e a Galiza, marca o início da independência portuguesa.

Obrigada D.Afonso Henriques
Viva Guimarães
Viva Portugal

Greves

Últimos Resultados:
Governo 1 - Professores -2
Governo 0 - Forças de Segurança 1
Magistrados 0 - Governo 1

Classificação Actual:
Portugal 6,83

PS: Aguarda-se resultados dos próximos encontros

Açores vs Portugal

"É um pronunciamento sobre um despacho que é do governo regional, num tribunal que é dos Açores, que não é de Lisboa e não respeita à república portuguesa. Portanto, não respeita ao nosso sistema"

Ministra da Educação

quinta-feira, junho 23, 2005

S.JOAO, Obrigado!

Mais um feriado, mais uma alegria! Não há nada como um feriadito pegado ao fds!
E digo sinceramente que não vejo utilidade nenhuma em celebrar este dia...acho que são dias para inebriar as pessoas pelo convívio, abstraindo-as das durezas da vida...De certeza que foi um líder de direita que o impôs...claramente apoiado pelo líder da força de trabalho da altura de ideologia de esquerda, claramente diluido pelo lobby da pesca da sardinha e da plantação de manjericos:)
Será que alguém me sabe dizer algo sobre o S. João!!! e porque que é que este dia não é dedicado ao Santo Agapito, por exemplo?

Eu acho que a importância que as pessoas dão a estes dias está completamente desligada da sua génese, com algumas excepções (Natal, por exemplo)... O 25 de Abril, é um desses casos, se o governo decretasse o seu fim como feriado, duvido que a maioria da população portuguesa, estando naturalmente contra, o soubesse contrapor com a verdadeira importância desse dia...

Apesar de saber o que foi o 25 de Abril razoavelmente bem, pertenço a esta classe de portugueses ingratos, que não valorizam os feriados pelo que eles são...provavelmente fui para a noite a 24 e dormi durante todo o 25 de Abril...o Salgueiro Maia e outros arrependiam-se se soubessem de gajos como eu!
Bem...nada de muito grave!
São dias encarados com agrado porque pode ser o tal dia da preguiça...preguissem a vontade:) abraços

quarta-feira, junho 22, 2005

A Apologia da Preguiça (só por um dia)

O caminho dos preguiçosos é cheio de obstáculos, ao passo que o do diligente não tem quaisquer embaraços. Franklin , Benjamim

Vencer a preguiça é a primeira coisa que o homem deve procurar, se quiser ser dono do seu destino. Atkinson , Thomas

Pois bem, a estes pensadores eu hoje digo. Viva a preguiça por um dia. Preguiçar pode ser um prazer enorme.
E o meu único obstáculo hoje, se eu pudesse, seriam as dunas até chegar à praia. E se fosse dono do meu destino tava neste momento a dar um mergulho no mar.

Como facilmente se contradiz dois pseudo intelectuais...

ERRATA :)

Tenho um sério problema com muitas coisas, mas com o "tracinho - se" é demais evidente :) mas não há-de ser nada... trabalhasse trabalhasse...

Támos mesmo mornos! Será do tempo?

Então? Não há nada para dizer mal? nada para atacar? :)

Tá bom é para ir à praia, não é? Em Portugal, é natural que com este tempo o trabalho seja um sacrifício, mesmo para quem trabalha em "arrastões" ou a vender gelados nas praias...enquanto que noutros países se trabalha e não se pensa em mais nada, aqui ao trabalhar discute-se o dilema "ar condicionado/janelas abertas", pelo menos no meu local de trabalho, e coloco-me em mente a comer a minha baguete de delícias do mar à sombra do meu guarda-sol com o rádio a tocar!!! Esta propensão para o lazer em dias de Verão é mesmo uma coisa muito forte...é impossível ficar em casa depois do jantar pois preciso de arejar... disfrutar de um bom ambiente, rir, combinar coisas, ouvir música, beber e comer bem, olhar prás meninas que por sua vez olham para os meninos ( ou não?!)...
Será que o tuga foi mesmo feito para trabalhar? pelo menos alguns tem que ser, pois se não, quem atenderia os pedidos na esplanada? Vamos fechar as fronteiras, viver do ócio e esquecer a modernidade...cultivar o prazer físico e mental... retirar o dinheiro da circulação e trabalhar 2/3 hora por dia para a comunidade em troca de tempo de lazer...quem mais trabalha-se teria mais lazer... :)

Agora a sério, a evolução, a mudança e a modernidade que vivemos até hoje, só serviu para aumentar a clivagem entre pobres e ricos...devia ser primordial pensar no bem-estar global..mas ao mesmo tempo este é impossível... A solução deste mundo será sempre um compromisso entre o individual e o comum, e isto penso ser possível entre a Europa, mas não entre Portugal e o Uganda! O Capitalismo é inevitável porque a diferença entre regiões é brutal e da relação entre eles só se pode falar em ajuda de uma parte à outra... infelizmente em troca de favores e privilégios que aumentam ainda mais a clivagem...

Se toda a gente fosse como eu este mundo seria perfeito :) Já tenho o meu compromisso : vou trabalhar...
mas ao fim da tarde vou à esplanada! Abraços

terça-feira, junho 21, 2005

A minha estreia na Casa da Musica

Ontem fui com o cósmico Miguel à Casa da Música! Já estava combinado à algum tempo irmos ver LCD Soundsystem, um dos expoentes da música electrónica actual made in NY, que actuou no LUX (LX) e agora vinha à CdM. O entusiasmo estava ao rubro entre nós...lá chegados fiquei agradado com o impacto visual interior do espaço, o exterior por si só não me convence pela envolvente dissonante! É com regozijo e orgulho que vejo este espaço no Porto...
Mas fiquei danado (para não usar palavrões neste blog respeitável) com o facto de uma entidade que quer "divulgar a música na cidade do Porto" o faça para 650 pessoas (informação recolhida por mim no balcão de venda de bilhetes! Mas isto é só para alguns?!
No LUX, ainda não investiguei mas, a lotação deve ter sido muito superior! Que vergonha!!!
Provavelmente se tivesse tido bilhete nem estava agora a ressabiar, mas sinto-me muito desiludido...
Para esquecer fomos ao "Casa Agrícola" regar as mágoas, mas foi altamente lesivo para a minha percepção do espaço embaixador por natureza da variante artística que mais aprecio... Se eu ganhasse o EUROMILHÕES havia musica para todos!!!

Eu começo a pensar é que sou acima detudo um gajo que farta-se de criticar tudo, estará tudo mal ou eu é que cedo demasiado à crítica em detrimento das virtudes de quem age!

Apetece mesmo dizer palavrões, e digo...mas não escrevo!

segunda-feira, junho 20, 2005

Europa adiada?

Parece-me que o problema da liderança na Europa não é a falta de líderes, é a falta de visão dos líderes, é a falta de capacidade dos líderes em traçarem um objectivo e um rumo bem claro e definido para a nova Europa que deveria surgir após o quase total sucesso que foi a Europa económica que Dellors, Miterrand, Cavaco ou Kohl iniciaram em meados dos anos 80 e foi concluído no final do século passado.

Depois da construção de uma Europa sem fronteiras e livre circulação e de uma Europa com uma moeda única e forte, impunha-se definir com muita clareza qual a melhor forma de dar o passo seguinte e construir com muita calma o edificio que deverá levar ao nascimento, mais década menos década, de algo tipo "Estados Unidos da Europa", seja num modelo semelhante ao americano seja num modelo novo e construído especificamente para os Estados da "velha Europa".

Acho que os actuais líderes europeus foram com muita pressa ao jarro de mel e ele agora quebrou-se. A construção da Europa económica demorou mais de 15 anos. O inicio do processo de integração europeu começou há muitas décadas, no pós-guerra, com a Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo, a Comunidade do Aço e do Carvão, se a minha memória não me engana). Este processo que se queria de fazer uma "Constituição Europeia" de raiz aconteceu em 2/3 anos. As populações da Europa não tiveram tempo de assimilar a ideia, de a discutir e compreender, de entender o alcançe desta medida. O resultado negativo foi a França a demonstrar, mas podia ter sido outro qualquer país europeu, da "velha Europa Comunitária" a dizer o mesmo, que os da "nova" Europa que acabaram de entrar e sair do longo Inverno comunista já compreenderam as vantagens que tem esta Europa a 25 concorrente do Japão e dos EUA, da grande Rússia e da poderosa China.

O adiamento do referendo e do processo todo já começou a provocar danos colaterais. Um dos meus (e de muitos) referenciais sobre a discussão do assunto, o Sitio do Não do Pacheco Pereira, acabou por motivos óbvios, conforme explica o autor nesta nota de encerramento. É pena, porque o que significa, pelo menos em Portugal, é que tão cedo o assunto por cá não vai ser discutido novamente. Restarão, se calhar, alguns, poucos, lunáticos que de tanto observarem o cosmos que os rodeia lá continuarão a fazer de um pequeno espaço bloguistico um "farol" da discussão da Europa...