sábado, junho 04, 2005

Resposta II

Bom, espero que me desculpem responder através de post aos comentários que me fazem, mas, à velocidade que este blogue tem posts é bem necessário, ou esquecíamo-nos de depois ir lá ver a resposta (acontece comigo, desculpem se vos ponho no meu patamar, cá em baixo :)).

Bom, johny, a limitação de mandatos pode ser entendida como o passar um atestado de burrice ao eleitorado. Se queres que te diga, acho que só em certas situações os mandatos devem ser limitados. Por exemplo, nas listas à A.R., ou à Assembleia Municipal. Se forem cargos eleitos directamente, como o presidente de câmara, em que votas nele e numa equipa, acho que não devem ser limitados, pois o eleitorado sabe bem em quem vota, sabe bem quem vai ser o presidente de Câmara. Agora para a Assembleia da República, tu votas, por exemplo, em Braga, numa lista com 18 caras das quais, a sua grande maioria (a não ser que estejas dentro de um partido) não sabes quem são. Como também não são cargos executivos, devias poder acabar com o carreirismo de alguns para colocar lá mais pessoas novas (politicamente), para que deixasse de existir muitos dos podres criados, de longos anos sem nada fazer na A.R.. Depois, neste caso e no da A.M., tu não votas pessoas, votas partidos, logo os partidos devem ser obrigados a renovar os seus políticos.
O caso do Pres. de Câmara é diferente. Tu votas numa pessoa e num grupo de trabalho, logo, como é um cargo executivo, votas mais na pessoa do que no partido. (Basta ver alguns resultados autárquicos para perceber que o Presidente de Câmara nunca tem um resultado igual ao resultado do partido para a A.M.). Assim sendo, o mandato do PC (e vereadores) não deve ser limitado.
O mesmo se passa com as Juntas de Freguesia, discordo que devam ser limitadas pelas mesmas razões, ainda por cima, sendo num meio mais pequeno, numa lista mais pequena, em que o cabeça de lista faz a diferença.

sexta-feira, junho 03, 2005

O Povo Também ORDENHA

O aprofundamento da União entre os povos europeus está definitivamente num grande impasse, não se conhecendo ainda as consequências destas duas "negas" ao Tratado, nem o caminho que a União deve seguir.

Há mais de 2000 anos que a Europa é provavelmente o maior centro de batalhas do mundo. A história da Europa sempre foi feita de guerras. Havia sempre um iluminado que tinha a utopia de conquistar o continente, e tornar-se assim no homem mais poderoso do mundo.
Escusado será dizer que quem mais sofria era o povo europeu.

Hoje, quando os líderes europeus estão de acordo e querem concretizar o sonho dos homens que viveram por dentro a II Guerra Mundial, vem o povo ordenhar que não.

Nem sempre a maioria tem razão. Espero estar enganado, mas daqui a 10 anos podemos estar a lamentar profundamente que este passo não tenha sido dado.

Mas quem mais ordena é povo. É assim a democracia, e temos que respeitar.

Mas neste caso o povo está a ordenhar... E depois vamos bater com a cabeça na parede... Desejo estar enganado...

Costas Largas

Não, não digo "mea culpa", isto para responder ao Xanaer. Já que iniciaste a tua reflexão sobre o voto, podemos ir um pouco mais além e reflectir se um voto (ou uma maioria) num determinado partido, com um determinado candidato a Primeiro-Ministro, dá direito à mudança a meio do mandato, com oferta de viagem para Bruxelas a quem saiu. Já sei, responderão que em Portugal não se vota no PM, mas sim nos deputados à AR. Ora muito bem, digam-me lá a vossa reacção se Sócrates dissesse "até amanhã, camaradas" e viesse agora, sei lá, o João Soares para PM, que diriam? Bom, mas isso não interessa.
Pelo menos o meu voto dá-lhe direito para tentar pôr isto direito, até lá, por muito rigorosas que sejam as medidas, se conseguir resolver o problema, dar-lho-ei novamente. Creio que é isso que vale um voto.
Quanto às experiências com governos "cor-de-rosa", são preferíveis a experiências com Governos "laranja-queque". Claro que, já sei, a culpa é do Guterres e que só a direita tem competência para Governar, exacto...

EUROPA
Ainda ninguém percebeu que chamar o eleitorado de "burro", não é maneira de explicar as razões do "Não" ter ganho, tanto na França como na Holanda? Isto faz-me lembrar todo o discurso envolvente à maioria absoluta do PS. Como sempre, alguns partidos de direita afirmaram que o eleitorado não soube votar, patati, patatá. Ou seja, democracia para o tecto, o eleitorado se votar à direita é inteligente, se votar à esquerda é que nem um penedo. Na França e Holanda, se votarem "Sim" gostamos muito de vocês, se votarem "Não" coitadinhos que não sabem distinguir o nacional do europeu. Valha-nos...

Sê Bem-Vindo, Xanaer! - BENFICA!!!

Trat(m)ado

Depois do PS e PSD chegaram hoje a um entendimento para a revisão da Constituição, o Presidente da Republica lamentou, e muito bem, que este processo da revisão constitucional sirva apenas para resolver um problema pontual.

A presente revisão constitucional só pode ser entendida como mais um arranjo dos partidos do centro de forma a apenas os portugueses se pronunciem em referendo sobre o processo de integração europeia na mesma data das eleições autárquicas.

Mas eu continuo a dizer que votarei NIM, pelas que razões que já expressei aqui no blog. Cada vez mais considero inadmissível a realização do referendo no mesmo dia das autárquicas.

Com a vitória do NAO na França e na Holanda, está cada vez mais hipotecada a constituição Europeia, mas ainda não percebi muito bem o que acontecerá agora e porque ainda será feito os restantes referendos. Será que alguém vai obrigar a França a aceitar a constituição? Alguém acredita numa Europa mais forte e mais coesa sem a França? A França não é o nosso Portugalinho, quer a nível Económico quer a nível politico.

Mas pelo menos agora, muita gente do PSD vai defender a minha ideia da separação das autárquicas do referendo, pois hoje o Cavaco Silva, defendeu que o referendo deveria ser adiado pelo menos dois anos de forma aos líderes europeus fizessem uma pausa e parassem para reflectir. Afirmando ainda que prosseguir com os referendos tem um elevado risco e pode fragilizar ainda mais o projecto da União Europeia.

Pelo menos assim, muitos simpatizantes/militantes do PSD que ontem defendiam que não deveria haver referendo sem ser noutro dia para alem das autárquicas, amanha já defendem um adiamento ao referendo, enfim.

Mas o desejável e aconselhável seria começar pela criança, isto é, em vez de referendar a constituição Europeia, deveria ser feito um esforço para explicar o processo da constituição da União Europeia e as suas vantagens e só posteriormente referendar o Tratado de Nice, sim , sim, o Tratado de Nice.

Será que não teríamos uma surpresa? Será que até este referendo seria recusado por quem mais ordena (o Povo)?
Nunca saberemos.

quinta-feira, junho 02, 2005

Uma Palavra

CLIENTELISMO.

Um mal transversal a todos os partidos políticos que já passaram pelo poder.

Isto só aumenta a minha vontade de independência total face a este emaranhado de interesses instalados e que se vão instalando. Estas são as situações que me levam a desrespeitar a classe política. Se o Fernando Gomes vai para a Galp, ou se se começar a vislumbrar muitas mudanças nos cargos de topo da função pública e das empresas público-privadas, então o povo português deve levantar motins.

É que só exigir para o exterior praticando no interior do governo ou do aparelho precisamente o inverso está Portugal cheio.

Se a única forma de pôr estes gajos na linha é o levantamento popular, então levantemo-nos. Porque CLIENTELISMO NUNCA MAIS.

É ALTURA DE DIZER BASTA. O CLIENTELISMO EM PORTUGAL JÁ FEZ AS BODAS DE PRATA. DIVORCIEMO-NOS DELE DE UMA VEZ POR TODAS.

primeiro, de muitos... espero.

é o meu primeiro post aqui. e como tal gostava de me iniciar com um "obrigado pelo convite" e um "espero poder contribuir para os debates que aqui se travam".

o debate em torno das questoes nacionais é importante. alias, muito importante, tendo em conta que somos governados por um governo de indole socialista. ja tivemos outras experiencias com governos "cor de rosa" (sem qualquer tipo de segundo sentido, ok?) e por isso parece-me fundamental que se fale abertamente sobre as opções que são tomadas pelos nossos governantes e que nos afectam a nós, portugueses, no quotidiano.

no entanto, este debate-conversa nunca mudará o rumo das coisas. serve apenas como um exercício pessoal/grupal de motivação cívica e de estimulação do raciocinio politico. uma maioria absoluta, como diria La Palisse, é uma maioria absoluta. contra isso, só podemos fazer alguma coisa daqui a 4 anos. ate la, resta-nos ver e apreciar o trabalho que vai sendo feito... e pagar os impostos.

impostos esses que vao subir de novo.
socrates tem razao quando diz que nunca afirmou que não subiria os impostos. mas disso todos suspeitavam.
daí a insistencia de santana na questao da subida dos impostos caso o PS ganhasse as eleições, aquando da contenda eleitoral.
questão a que socrates sempre fugiu...
do lado do agora primeiro ministro está a legitimação popular massiça traduzida na maioria absoluta que bajula o Governo em todos os debates mensais e o defende no dia-a-dia parlamentar.

questão 1: o voto traduz a confiança/aceitação do eleitor relativamente ao programa/propostas apresentadas por determinado partido na campanha eleitoral?

questão 2: o voto é um cheque em branco?

minha opiniao 1: pela parca experiencia que tenho, atrevo-me a dizer que a grande maioria dos eleitores não faz ideia do que contem o programa eleitoral dos partidos, sabendo apenas as questoes essenciais. mas o que é essencial ou não é decidido, no básico, pela comunicação social. o melhor exemplo é o choque tecnológico e outros choques que se foram projectando: falou-se muito, percebeu-se muito pouco. daí que, não estando a maioria dos eleitores cientes das linhas orientadoras propostas pelos partidos o voto não é sinónimo de "confiança/aceitação" desse projecto, mas sim uma arma de castigo, como aconteceu nas ultimas eleições.

minha opiniao 2: tendo em conta o que foi dito acima, parece-me que se pode encarar o voto como um cheque em branco. depois de "voto votado" não podemos voltar atras, daí que quem votou neste Governo, o tenha legitimado para 4 anos, concordando ou não com a maioria das soluções apresentadas para o País. mais ainda: o voto chega a ser tão "cego" que muitas pessoas são "socialistas desde pequeninos" ou "laranjinhas desde que nasceram" (ou de outro partido qualquer desde tenra idade!) sem nunca terem reflectido criticamente sobre a ideologia que fundamenta o seu partido politico. por isso votam, PS, PSD, PCP, CDS, por uma simples razao: porque sim...

depois disto, resta-me dizer o seguinte: aqueles que votaram neste Governo para castigar o anterior, ou porque eram do PS "desde pequeninos", assim como aqueles que votaram no PS porque leram o programa eleitoral e concordaram com a maioria das orientações la traçadas, estando neste momento estupefactos com a subida de impostos, so tem uma coisa a fazer: bater no peito dizendo baixinho "mea culpa, mea culpa...".
Caro Nuno,

Eu compreendo como falas. Não se trata de carneirizar ou clonar, não é tornar igual, é conceder os mesmos direitos e os mesmos deveres. Nunca disse que as pessoas são iguais, mas devem ter iguais direitos e iguais deveres. Na educação, o ser livre de optar não resulta, podes consultar os dados que quiseres sobre o Sistema Educativo Americano e Britânico, pois são esses que te permitem optar.
Premiares os bons e renegares os que não conseguem, sem quereres saber o que fizeram para não conseguir e não ajudares a colmatar essas falhas não acredito que seja a melhor forma de proceder num Estado democrático. Que culpa têm todos aqueles que não conseguirem mudar para a escola que pretendem? Ou tribunal? Que culpa aqueles ou estes de não conhecerem lá alguém, ou de não terem possibilidades financeiras? Como és capaz de condenar ao fracasso os milhares de jovens que por ano entram nas escolas ditas "mais fracas"? Como és capaz de os limitar a todos os níveis, só porque os seus colegas do ano anterior eram piores, ou por haver poucos professores, dos supostamente bons, que querem ir para lá?

Caro Pires,

Para mim, por enquanto, é apenas o IVA. (não foi o johny). Pouco ou nada mais, por enquanto, repito, por enquanto, tenho a apontar, mas por favor abram-me os olhos.

P.S. - Na Holanda vence o "Não". Haverá mais países?

Já acabaram as mentiras eleitorais? (publicado no Linha de Rumo)

A resposta é dada pelo Governo em peso: NÃO! A promessa dizia que ia criar 150 mil novos postos de emprego; hoje o Sr. Ministro veio esclarecer que até podem ser mais de 170 mil os empregos que a iniciativa privada vai criar... a partir de 2006, depois do desemprego ainda crescer mais um 17000 trabalhadores, diz o mesmo Ministro, ao longo deste ano de 2005 e parte de 2006...Mais uma vez pergunto eu: alguém obrigou o candidato José Sócrates andar a afixar promessas que depois devia saber não serem possiveis cumprir? Conseguirá esse senhor hoje à noite encostar a cabeça no travesseiro e dormir sossegado e de consciencia tranquila?Outro exemplo: no debate mensal no Parlamento, na semana passada, anunciou que os políticos deviam dar o exemplo nos cortes orçamentais e fez a proposta, com a devida pompa e circunstancia, de os deputados perderem o direito às subvenções vitalicias que tinham agora por cumprirem 12 anos de funções. Hoje foi tornado público que afinal essa medida vai ser progressiva e os deputados que nesta legislatura cumpram esse quesito não verão as suas expectativas defraudadas e terão direito à dita subvenção vitalicia. Coincidencia, 30 desses deputados são do PS...É este o Governo que temos, um Governo ao pior estillo demagógico e populista. Hoje anunciamos uma reforma; amanhã, em função dos protestos, adequa-se a reforma para contentar alguns. Promessas, leva-as o vento...

Continuando

Como diz o Nuno, aqui mando mais umas ferroadas e ajudo no caos. Antes isso, que ser acusado de “piroso”, ehehe

Uma das principais razões que sou do PSD (embora me considere da ala esquerda do PSD) é que acredito tal como o Nuno referiu que o papel do Estado na económica deverá ser o mais reduzido possível, sendo esta confiada à auto-regulação do mercado. O Estado deve limitar-se a facilitar a produção privada, a manter a ordem pública, fazer respeitar a justiça e proteger a propriedade.

Mas Nuno, percebi a tua ideia relativamente aos tribunais, defendo não sabendo muito bem como, a separação da justiça e do Estado…mas nunca privatizando, caso contrario teríamos tribunais na Sonae, nos hipermercados Modelo e continente…… com direito a desconto a quem abastecer combustíveis em postos Galp, ou do género, ehehehe

...continuando, em nome da famosa globalização recorre-se cada vez mais à liberdade de comércio internacional, as empresas Têxteis do Vale do Ave que o digam, com a eliminação das barreiras alfandegárias aos produtos têxteis oriundos da China.

Com o fim do proteccionismo, para tornarmos mais atractivo o nosso país para investidores nacionais e estrangeiros, deveríamos recorrer à redução dos impostos e à redução da intervenção do Estados em muitos sectores (saúde, educação, transportes, energia, comunicações, etc).

Mas ao contrário do que afirma o Jonny, eu não vejo só no aumento do IVA como a única razão para dizer mal deste Governo, o principal defeito deste Governo no meu entender é não ter coragem suficiente para combater a despesa pública e consequentemente a redução da intervenção do Estado.

Por isso, não votarei PS em 2009, mas também não votarei PS, pelo facto dos seus dirigentes enganarem os portugueses desde a hora que afirmaram que não sabiam do estado das contas públicas ate ao momento do aumento dos impostos……...mas vem mais, esperem.

Em especial ao Despertador, mas para não esquecer, guardem para 2009 o programa eleitoral apresentado pelo partido Socialista às eleições de 20 de Fevereiro de 2005, “Bases Programáticas

Pois, afinal quem tinha razão era o Pimenta Machado, afirmando “O que hoje é verdade, amanha é mentira”

quarta-feira, junho 01, 2005

Resposta

Ora meu caro Miguel, sou realmente da ala mais à esquerda, mas ainda não tive razões para dizer mal deste governo (a não ser no IVA, que ainda por aqui anda). Hei-de dizer, mas nisso, nunca há-de chegar um governo perfeito, como tal, não é por ser do PS que hei-de ser seu paladino. Agora uma coisa é certa, nenhum governo teve tão motivado para uma determinada coisa como este. Nenhum apresenta medidas tão inovadoras como este (tal como falaste, por exemplo, em relação à função pública). O nosso problema é andarmos sempre a pedir reformas, o que realmente interessa para este país andar, é pegar no que já se tem e ir fazendo ajustes. Claro que nalguns pontos são necessárias reformas, mas já chega da loucura das grandes reformas.
A iniciativa privada é boa, Miguel, nunca disse que era má. Apenas me parece que só isso, tal como só iniciativa pública, é mau e em nada desenvolve um Estado socialmente correcto, não concordas, agora, comigo?
Quanto a ti, Nuno, discordo de podermos escolher o tribunal. Se tiveres um cunhado juiz, já sabes, escolhes o tribunal, nem que seja o de Faro, seria correcto? O problema da direita, no meu entender, é esse. Partir do princípio em qe há uns que funcionam melhor e dar a possibilidade de escolher, denota, logo, pouca vontade de melhorar os que funcionam mal. Este processo é equivalente às escolas. O Governo de Durão Barroso, decidiu atribuir mais verbas às escolas com sucesso educativo, do que àquelas com menor sucesso. Palminhas, palminhas, fez muito bem. Ora... Alguém se dará ao trabalhar de ver as condições de uma e as condições de outra? Alguém compreenderá que nunca mais a escola com menor sucesso poderá ter resultados equivalente à outra, pois nunca mais as condições serão as mesmas? Alguém se dá ao trabalho de compreender que o capital cultural dos alunos, por exemplo, em pleno interior é menor do que o capital cultural dos alunos urbanos, principalmente se forem de bairros de classe média? Não, claro que não. Tudo é competição e o melhor ganha... tudo. Num estado social, s há bons, também temos que olhar para os menos bons, ajudar, principalmente esses, a chegar ao patamar dos outros. Não é como o magnífico sistema educativo Americano, em que tu escolhes a escola. Depois existem as escolinhas dos meninos e as escolas dos vadios. Isso nos tribunais teria consequências bem piores (ou não...). Escolhes o tribunal, o tribunal também terá que escolher o teu processo, porque, imaginemos, passar uma quantidade de processos para um outro tribunal, com fama de funcionar melhor, acabava no mesmo: o tribunal entupia e parava. Logo era necessário que o tribunal selecionasse. Isto implicaria que o pobre, aquele que não tem cunha, ficava no tribunal 3 anos. Aquele que tem cunha ia para o o outro e em 2 meses estava pronto. Está-me a falhar a palavra para classificar este método... Injusto. Se a injustiça já existe dentro do tribunal, imaginemos assim.

Esquerda, Direita, Hein Hein...

Discutir a diferença entre esquerda e direita enquanto filosofias de vida e de organização da sociedade é uma coisa.
Discutir a diferença entre PS e PSD é outra.

Volto a referir. Se o PSD tiver no poder um verdadeiro social democrata (como Sá Carneiro ou Filipe Menezes) e o PS um socialista de terceira via (como o Sócrates ou Vitorino), então o PS está mais à direita do que o PSD.
Se o PS tiver no poder um socialista da ala esquerda (Ferro Rodrigues ou João Soares) e o PSD um liberal (Durão Barroso ou Borges) estará o PSD mais à direita.
Isto para referir que o cruzamento ao centro está mais do que evidente nas correntes que dominam actualmente estes dois partidos (veja-se que dou sempre dois nomes). Só uma situação de Borges vs Soares poderia levar a uma distância um pouco mais acentuada.

Quero aqui afirmar mais uma vez que sou um defensor do Estado regulador e não interventivo. Fui a favor da privatização da PT, EDP, do gás, do cimento, etc... (Sou contra a privatização da água, porque defendo que a água deveria ser um bem gratuito - mas isto ainda há-de dar pano para mangas aqui no blogue). Acredito na iniciativa privada como motor da economia e da sociedade (Xavier, a soma das iniciativas privadas é que faz o progresso, olha o caso da URSS, da China ou de Cuba no que deu - já reparei que és da ala esquerda do PS e ainda vais dizer muito mal deste governo) (Nuno, tu que acreditas tanto no valor do indivíduo, e eu também, como podes dizer isso sobre Nietzsche? - Viva o Super-Homem)

Mas Nuno, tu falaste numa coisa que para mim representa o primeiro passo rumo à anarquia - escolher o tribunal onde quero ser julgado. Não podemos privatizar algo que está instituído como um dos poderes do Estado. Simplesmente não faz sentido. Ao Estado compete criar as condições para que os tribunais funcionem eficientemente e de forma imparcial e justa para existir confiança na sociedade (empresas e cidadãos).

Passando para a política económica.
Quando chegou ao poder o PSD subiu impostos. Pediu sacrifícios que não resultaram em nada e não tomou medidas para reduzir o peso do Estado, preferindo antes as medidas extraordinárias.
O PS encontrou a situação ainda mais difícil. Subiu impostos para fazer face ao desequilíbrio no curto prazo e anunciou as medidas que todos os economistas impunham como essenciais para a criação das condições para o crescimento. Iniciou a reforma da administração pública e colocou num patamar mais próximo da sociedade civil os funcionários públicos, que eram uma "classe" claramente privilegiada. Para além disso defendem uma clara aposta nas novas tecnologias, dando para isso especial destaque à iniciativa privada. Aliás, hoje em dia ouvimos "n" vezes os socialistas a falarem em iniciativa privada e ainda bem.

Para concluir. Um social-democrata e um defensor do socialismo da terceira via tem o mesmo ideário. São do mesmo partido. Estes podem ter é nomes diferentes.

Isto é entusiasmante!

É óptimo pertencer a este grupo de discussão do "tudo e do nada"...este blog testa-nos, e arrasta-nos para campos realmente interessantes!
Desde já quero esclarecer que a história dos 10 anos de atraso não foi ideia minha... eu apenas fui defendendo a tal minha "dama":)... Ninguém aqui na discussão me parece atrasado, muito pelo contrário... e acho que começo já por aí!

Ser socialista não é nenhum desprimor nenhum, aliás, eu seria um excelente socialista se não tivesse o desejo secreto de querer que seja sempre um iluminado a governar. O Socialismo é realmente muito bonito e cativante, mas ( e já nem vou falar do facto de não sermos todos iguais) nem todos somos auto responsáveis e conscientes do que é bom para todos, e é isso que mina o Socialismo, no meu parco parecer. A via escolhida para a perfeição social, não existe! Mas, não quer dizer que o Socialismo não deva desempenhar o seu papel...ele é fundamental!! A preocupação socialista permite amolecer o endurecimento intrínseco ao pensamento liberal, e vice-versa (como é exemplo o sentimento de obrigatoriedade de decisões anti-sociais que este governo português conheceu assim que chegou ao poder)...é assim que tem sido, e parece-me bem!
Gostava de admitir sem medos neste blog que concordo muito facilmente com a visão dos "iluminados" do A.Herculano e do O. Martins...agora quem são os iluminados e quais as entidades que devem fiscalizar a sua luz, isso são outras núpcias...
Estou a ler um livro de História do Pensamento Económico, que nas suas imensas páginas leva-nos num passeio desde a Grécia Antiga até às correntes evolucionistas actuais...é sem dúvida na esfera económica que o desenvolvimento da Política se dá! Passei à pouco a 1ª metade do livro, e onde é que eu estou? Pouco depois da febre da Rev. Industrial e consequentes desigualdades sociais, em que os méritos e culpas do Capitalismo/Liberalismo foram experimentados, eis que surgem uma série de pensadores, muitos deles mais actuantes do que pensadores, que me têm captado a atenção pela beleza da sua ideologia social: Os primeiros socialistas! dos quais destaco o alemão Fichte (séc. XVIII/XIX) de quem retive a melhor descrição dos fins socialistas: levar à auto-extinção do Estado! (socialismo = a Estado zero - que ironia:) isto é, após gerações de Socialismo, o Estado tenderia a desaparecer porque todos os indivíduos já teriam interiorizado todo o espírito de comunidade necessário! Claro que ele, "liberalmente" falando, admite a impossibilidade deste fim... Já agora, pode-se dizer que Fichte foi o primeiro a reivindicar a necessidade de um BI, o primeiro a falar em planificação da produção e consequente abolição da propriedade privada!
Bem, já é tarde, vou ler umas páginas e vou dormir:)
Só para me contextualizarem em termos de interesses nesta área, dei a mesma especial atenção a um contemporâneo de Fichte, o inglês Malthus "um liberal de Cristo", que defendia a miséria, e o sexo apenas para procriação, no entanto marc, pela forma como justificava a ordem liberal fundada na propriedade e na desigualdade social, todo o pensamento económico até aos nossos dias...
Não sei qual deles o melhor, sinceramente, mas acho que foram os dois necessários! Abraços

terça-feira, maio 31, 2005

Há muita confusão no ar

Temos o Miguel, que já mete filósofos de segunda pelos caminhos invios da política nacional de centro a tender para a direita ou esquerda.

Temos o João que vai defendo a sua (nossa!) dama como pode.

O Pires que manda umas ferroadas e ajuda no caos.

E eu, que nem sei muito bem o que vou para aqui dizendo! ;)

Mais a sério, agora.

Discordo em absoluto que o PS hoje defenda posições do PSD de há dez anos atrás. O PS de hoje, como o de há dez anos atrás, defende sempre a mesma coisa: mais Estado, mais impostos, a menutenção do Estado-social.
O PSD de há dez anos atrás defendia, com Cavaco Silva, o contrário do que o PS hoje faz e o mesmo que o PSD hoje defende: menos Estado e melhor Estado, o Estado-regulador em vez do Estado-interventivo, maior privatização de serviços prestados pelo Estado.

Como já o disse num dos comentários, eu vejo o PS e o PSD como partidos muito próximos nos objectivos finais que pretendem - melhorar a qualidade de vida dos portugueses, aproximar-nos dos reais níveis europeus - mas vejo-os completamente separados quanto à forma de o conseguir.
O PS vai pela via, socialista/comunista, da intervenção do Estado em todas as áreas, o Estado ser o motor da economia.
O PSD vai pela via, liberal, da menor intervenção possível do Estado, limitando-se tanto quanto possível a regular, sendo a iniciativa privada o motor da economia.

E é exactamente por esse motivo que nunca poderia votar no Sócrates em 2009, seja qual for o sucesso destas suas medidas. Porque discordo total e absolutamente delas. Não quero um Estado presente em cada passo que dou, com uma estrutura pesadíssima, com cerca de 10% da população activa em Portuggal ao seu serviço, que alimente o parasistismo social através do fornecimento do peixe em vez de dar a cana e ensinar a pescar. Não quero isso. Quero um Estado que me ofereça auxilio em momentos extremos mas que me deixe a mim a capacidade de decidir o que fazer com os meus descontos, que nos deixe a nós, sociedade civil, a gestão de muitos organismos que são mal geridos pelo Estado (por exemplo, os Correios, que ainda hoje para não subir uns andares no prédio onde vivo preferiu deixar o aviso e dizer que ninguém estava em casa, coisa recorrente...). Quem me dera que o Estado não fosse o maior patrão português, que tivesse a possibilidade de escolher um tribunal como tenho de escolher um notário, que tivesse a possibilidade de optar sobre a forma como os meus descontos são geridos, que os meus impostos não fossem em grande parte para pagar ordenados e material de escritório de serviços do Estado que pouco produzem...

Portanto, a questão é a seguinte: Miguel, concordas com o constante subir de impostos necessários para a manutenção deste Estado pesado? Então vota Sócrates, que é igual a votar Guterres 95/99 ou Sampaio 91 ou Almeida Santos 87 ou Mário Soares até 85.

Ou, pelo contrário, preferes um Estado mais leve, se calhar mais liberal no sentido económico do termo? Então deverás votar no PSD do Marques Mendes se ele for o líder em 2009, que é próximo do voto no Barroso em 2002 ou igual a votar no Nogueira em 95 ou no Cavaco em 87/91 ou no Sá Carneiro em 79/81.

Essa é a grande diferença entre o PS e o PSD hoje, entre o centro da esquerda e da direita em Portugal. Mais ou menos Estado! Regulador ou interventor! Privatizado ou nacionalizado!

E se metermos a paixão pelo meio, partimos esta coisa toda em bocados porque o maior da liberdade em Portugal, do período liberal e clube não nacionalizado, é mesmo o FC Porto... e o resto é treta!

Desafio

Fui lendo o que aqui foi escrito sobre a esquerda e a direita. Agora, permitam-me, direi alguma coisa, para não permanecer calado, apenas. Primeiro, sou socialista por acreditar que primeiro vem o social e só depois a economia (como já disse ao Nuno Silva Leal). Sou socialista, porque me preocupo com a sociedade e não acredito que esta mude através da iniciativa privada, ou por puro efeito económico. O neo-liberalismo, caminho por onde o PSD, salvo raras excepções, sempre enveredou, nada trás de novo à maioria da população. Esta não enriquece só porque o Estado é rico, ou porque no seu país está o ser mais rico do planeta. A população só vai ganhando alguma coisa com as medidas socialmente benéficas, isto é, com todos os direitos sociais que tem. O simples facto das mulheres (e agora os homens) poderem ter licença de parto foi uma conquista social, o direito à greve, o direito a unir-se em associação, o direito ao fundo de desemprego, o direito à baixa, o direito às pensões, o direito ao Serviço Nacional de Saúde a custos simbólicos, o direito à educação gratuita, etc. Todos estes direitos são fruto do prevalecimento do social sobre o económico. Tudo isto tem consequências para o Estado, mas queremos ter um Estado marcadamente neo-liberal com um SN Saúde pior do que o nosso como os EUA? Queremos ter um sistema educativo tão mau como o dos EUA ou da Inglaterra? Creio que não.
Depois há outro ponto, o que é liberal e o que é neo-liberal. Ora bem, o liberalismo acreditava que a liberdade de um cidadão acabava onde a liberdade do outro começava, no individualismo. Para além disso, o liberalismo, ao contrário do que se pensa, não era democrático. Para acreditarem, leiam a correspondência entre Oliveira Martins (o tio avô do nosso contemporâneo) e Alexandre Herculano. O liberalismo acreditava que a democracia é um erro, pois nem todos os homens devem ter o direito de governar, apenas um conjunto de iluminados. Herculano defendia que era preferível a ditadura de um sobre muitos, do que a ditadura da maioria. O neo-liberalismo recupera, até certo ponto, as ideologias liberais. Os neo-liberais acreditam que o indivíduo está acima de tudo, ou seja, individualismo. O que implica que um indivíduo está acima de outras, ou seja, acredita nos iluminados liberais. Para além disso, a economia é o ponto fulcral e tudo deve girar à volta dela, logo se de quando em vez tivermos que atropelar direitos aos outros, meu filho, tem que ser. Não me esqueço que já Fernão Lopes tinha consciência de que quem faz a história é o povo, não o indivíduo.
Ora meus amigos, eu nunca olhei para os EUA e para a Inglaterra como exemplos. Sinceramente, não o são, pois grande parte da sua população tem menos direitos do que nós. No entanto, olho para a Espanha como exemplo, para França. E sou um adepto convicto daquilo que Lula da Silva faz por terras brasileiras (aconselho-vos a leitura da Courrier Internacional que saiu na Sexta).
Johny, perdoa-me, mas não podes dizer que a nossa ideologia não funciona. Se levada a extremos, concordo (porém, nem a tua). Em grande parte da Europa ela funciona. Gostava que me explicasses melhor, por que é que eu estou atrasado dez anos, e por que é que não funciona. O que disseste deu-me razão, os neo-liberais acreditam nos iluminados.

Citando

"Não tenho verdades, apenas convicções." Rostand , Jean

"Embora ela pareça susceptível de unir, nada divide tanto como a verdade." Rostand , Jean

"As nossas únicas verdades, homem, são as nossas dores." Lamartine , Alphonse de

OK! acho que estámos em sintonia!

Se cego e corrompido para ti, Miguel, é pertencer a um partido com uma ideologia de que os outros partidos se tendem a aproximar (com 10 anos de atraso-palavras tuas) e que actualmente se debate, divide e procura o melhor do futuro, internamente (palavras tuas), então sou cego e corrompido:) ... mas tenho uma voz, um grupo, com o qual me identifico, embora com algumas diferenças... que eu acho que são basicamente as tuas...só que isso não me leva à tua sede constante de mudança!!! Há mudança para os estacionários ideologicamente como tu me chamas..mas é ciente da realidade, e das ferramentas ao meu dispor...a minha individualidade não pode sempre passar por cima de tudo...Tu és capaz de criar um partido hoje (e muito bem! tens bagagem para isso, não sei é se tens assinaturas!), mas se fores coerente estás a desfiliar-te pouco depois!

E mais, eu estou esclarecido, não preciso inventar novos catálogos políticos para afiançar que a Esquerda tem tendido para a Direita, demarcando-se numa nova "via", só para não admitir a falência da sua ideologia!

A Heterogeneidade das Esquerdas e das Direitas

Não me considero um visionário infalível, muito pelo contrário. Provavelmente falho mais do que qualquer pessoa normal. Aliás, sempre fui uma pessoa com muitas dúvidas. Nem sei se tenho certeza de alguma coisa. MAS PARA ESTAR BEM COMIGO PRÓPRIO PRECISO SENTIR QUE SOU COERENTE COM A MINHA CONSCIÊNCIA, COM AQUILO QUE PENSO. Meu caro amigo João, eu que até te considero uma pessoa à frente em algumas coisas (por exemplo na música), em termos de ideologia, considero-te um estacionário.

Abordando superficialmente o debate sobre a esquerda e a direita: há várias esquerdas e várias direitas dentro das nações e a nível europeu.

A impressão que eu tenho é que os trabalhistas de Tony Blair (os socialistas que apregoam a terceira via - um termo engraçado da evolução socialista que, e ainda bem, ao contrário dos comunistas, se soube adaptar a uma realidade completamente diferente) são mais à direita do que os conservadores franceses de Jacques Chirac.

Com isto pretendo dizer que debater a diferença, a nível europeu ou global, entre esquerda e direita pode-se tornar uma discussão sem fim. Depende muito das realidade de cada sociedade. O Estado francês é por definição um Estado social, enquanto o britânico tem uma visão mais liberal e menos intervencionista. A principal razão apontada pelos especialistas e historiadores foi a revolução protestante (pra ti Johny), que atribui mais valor ao indivíduo, à sua capacidade e à sua iniciativa. Segundo os especialistas foi a sustentação teórica, social e até moral para o arranque da revolução industrial em Inglaterra. (Ler o livro "A Riqueza e a Pobreza das Nações" de David Landes - muito bom e grande em todos os aspectos).

Ao nível de Portugal: o PS fala abertamente em terceira via, ou seja, está possivelmente no campo onde estava o PSD à 10 anos. O PSD está a caminhar para um sentido que não existia em Portugal, porque parecia mal quando vinhamos de uma ditadura, que são os liberais (o termo é completamente o oposto de ditadura - não sei porque parecia mal). Esta corrente, no entanto, tem um peso semelhante ao que os verdadeiros sociais democratas têm, pelo que o partido me parece dividido ao nível da corrente ideológica a seguir. Há algumas diferenças na concepção das responsabilidades do Estado entre uma e outra corrente.

Pela multiplicidade de correntes hoje existentes e pelo seu cruzamento e encontro em tantos pontos, ao contrário de à 50 anos onde apenas existiam duas correntes que ainda por cima se situavam em polos opostos, é-me muito difícil dizer que sou social democrata, socialista da terceira via ou liberal.

Sócrates descorrompeu-me. Eu que não me imaginava a votar socialista, hoje consigo perceber que não estou bem estando de certa forma condicionado por pertencer a um partido.
Se pertencer a um partido nos cega (como é o caso do Johny) eu opto por não pertencer. Corri esse risco desde que me lembro (primeiro em festas e caravanas depois como militante inactivo), mas ainda bem que não fiquei corrompido, que é como quem diz, cego.

P.S. - Aquele abraço a todos os amigos cósmicos. Peço desculpa se às vezes demonstro pouca humildade ou arrogância em demasia. Comigo está sempre tudo tranquilo... :) Se calhar foi por ter lido Nietzsche, mas eu creio que é sobretudo por defender as minhas ideias com plena convicção. Não tenho problemas em mudar de opinião, porque em mim não há dogmas que colem.

Apenas existe uma verdade absoluta. O SPORTING É O MELHOR. Foi a paixão a falar... :)

Em resposta...

Eu teria grandes problemas em votar Sócrates, se o cenário montado pelo Miguel acontecesse... Aliás, acho que votaria em branco se não visse uma alternativa melhor para o meu país vinda do meu partido, e votaria Sócrates se este só tivesse adversários à esquerda!
E isso acontecendo pode não me satisfazer...
Por vezes uma medida governamental em concreto, no meio de pacote de medidas bem sucedidas pode ter um impacto em mim tão negativo que invalide o facto de votar no responsável dessa medida!

Quanto à França e ao resultado do referendo, continuo sem saber se foi um bom resultado ou não!!!Mas acho que até Outubro vai haver muita discussão esclarecedora aqui no blog:) e hei-de decidir-me. Gostava que este resultado, que divide a França praticamente a meio, não influenciásse os outros países que ainda vão votar, mas acho que isso poderá acontecer... Acho a interpretação total (de todos os países) dos resultados parece-me a melhor e por isso é melhor esperar, porque imaginando que só a França diga que NÃO (pode ficar isolada), ou Portugal, ou a Holanda ou até os três, estes países teriam que tomar uma decisão, que pode ser por exemplo uma proposta de alteração de artigos...e tudo muda de figura...Pode acontecer também que o voto no NÃO não seja só para este passo concreto da União Política, mas para toda a Política dos seus países e da União Europeia, o que me parece mais grave...

Ministro Sampaio

Sampaio faz apelo ao "espírito patriótico" das associações sindicais e patronais para que convirjam na busca de uma solução para a grave situação das contas públicas

Alguém me sabe explicar porque o Presidente da Republica, em materia governamental, intervem mais vezes na Comunicação Social que o próprio Governo?

Relativamente ao défice já assisti a pelo menos três apelos do Presidente da Republica, dos membros do governo, só o próprio Primeiro Ministro na semana passada na Assembleia da Republica e um pequena intervenção do Ministro das finanças.

Será que:
- Mais vale estarem calados que dizer asneira?
- Só falam depois das autárquicas?
- A estratégia autárquica é igual às legislativas, isto é, estar calado para não perder votos?
- Não é preciso esclarecer os Portugueses?
- A Culpa é do Sampaio, que anda armado em Ministro?

Alguém sabe?

segunda-feira, maio 30, 2005

...!...

Acho que só agora me apercebo das tuas acusações:)
Não sou tão obcecado na mudança que apregoas todos os dias...qual visionário infalível!
As convicções que disse que tenho limitam-me a isso mesmo...Sempre tive a certeza de estar bem com cada uma delas, logo que me apercebi que os meus "paizinhos" não são as pessoas mais perfeitas deste mundo, mas sem dúvida que me apresentaram o caminho certo!!!!

Talvez a convicção religiosa seja a mais nublada de todas, talvez não seja o cristão do conceito teórico, mas eu sinto-me cristão na boa-fé do termo, sabendo filtrar aquilo que me interessa da "palavra"...Claramente que não ouço a "Voz de Fátima"!!!! É muito difícil falar deste assunto...Já agora gostava que os Cósmicos se definissem neste campo, pois é algo revelador!

Eu teria muitas dificuldades em votar Sócrates no cenário que concebeste...O meu partido será sempre o mesmo, e as suas propostas serão sempre incentivadas por mim, enquanto me parecerem úteis! Eu sou do PSD, e não é em épocas em que o país está bem, connosco na oposição (como no teu cenário) que vou deixar de acreditar na famosa História e no papel determinante no Desenvolvimento de Portugal que o meu partido teve! Votaria Sócrates se este só tivesse adversários à Esquerda! Se essas metas fossem atingidas os meus sinceros e agradecidos parabéns seriam dados neste blog, mas comigo o Sócrates não descansava (principalmente em campanha eleitoral), e além disso poderia perfeitamente ter havido uma pequena questão que para mim fosse grande, e seria prontamente criticada.
Prefiro portanto premiar a presença do meu partido em parlamento, para imputar na medida do possível, as grandes decisões do país a uma discussão proveitosa e a resultados semelhantes!

Miguel, eu acho que uma pessoa que diz vigorosamente o que diz, inconformista com o "real", capaz de atitudes categóricas como a desfiliação de um partido, não pode ter a vista curta de se ausentar do teatro político?:) ou vais para outro partido? vais fundar o teu? vais apregoar para este blog?:) Nunca cheguei a perceber muito bem qual o ponto em que não te sentiste bem com o PSD? Quando é que pensaste na desfiliação? Se a tua "mudança" é a ruptura ressabiada não vais longe!

Eu, simplesmente olho para as minhas opções em termos de partidos políticos, e não tenho necessidade (nem perfil) para criar um, sentindo-me parte do meu partido, e obtendo facilmente empatia com o seu movimento!

Não tenho tempo agora, senão...

demolia-te :)

Logo vou-me justificar...agora não posso, mas adianto-te que as 3 convicções são mais parecidas do que pensas, pelo menos no meu caso! O FCP perde e eu continuo portista...e aproveitando para responder ao teu repto que justificartei mais logo e para continuar esta analogia bola-política acho que não votaria Sócrates com candidatos à Direita no cenário que desenvolveste...

Uns são do contra, outros são rídiculos :) Abraço

O exemplo do ridículo... Johny

Para quem leu o post anterior do Johny, só pode chegar à conclusão que eu chego.

Imaginemos o seguinte:

O casamento entre homessexuais passa a ser legal assim como a adopção de crianças por parte destes. As crianças irão crescer num meio onde as relações homossexuais são elogiadas e levadas à praticada sem qualquer tipo de pudor.

Qualquer ser humano que nasça nesse meio e que pense como o Johny diria: "Eu sou homossexual, porque estes foram os valores que a minha família me incutiu, mas sou não praticante".

Comparar o futebol, com política e religião não tem qualquer sentido. A política e a religião são questões que exigem o máximo de racionalidade. Futebol é paixão.

Pior, dizer que és uma coisa que não és, apenas porque os teus paizinhos te disseram que era assim que estava bem, é parar no tempo. É seres a máquina que trava o aparecimento de novas correntes e ventos de mudança.

Não vais à missa, não acreditas na Genesis, não acreditas que Jesus Cristo ressuscitou, sabes dos actos da igreja na época da inquisição, não defendes as ideias da igreja relativamente ao aborto e ao uso do preservativo e dizes que és cristão, mas não católico. Serás um cristão protestante ou ortodoxo? Não me digas que és da IURD...

Eu, ao contrário de ti, digo que não sou cristão. Apesar de defender alguns dos valores judaico-cristãos. Mas os dogmas que sustentaram a igreja durante 1000 anos, e que deram nome à Idade Média, estão mais do que desmentidos hoje.

Depois acusam-me de ser do contra... Com certeza que sou do contra. Contra esta hipocrisia mais do que tudo.

VIVA O PARTIDO DA MUDANÇA.

NAO vs SIM

O NÃO venceu o referendo sobre a Constituição Europeia, em França, com 56% dos votos contra 44% por cento para o SIM.

E Agora?

Objecção de Consciência

Caro Cósmico Miguel;

Em resposta à tua pergunta que me foi dirigida directamente no artigo aqui do Blog gostaria de frisar que independentemente de ser militante do PSD e da JSD, nada nem ninguém me obriga a exercer disciplina de voto, caso contrario pediria de imediato a minha a demissão da minha militância.

Gostaria ainda de explicar que, antes de ser de determinado partido ou juventude partidária, sou Vimaranense e Português, com isto quero apenas dizer que, se qualquer partido da oposição ao meu partido estiver em melhores condições para exercer funções no meu País, no meu Concelho ou ate na minha Freguesia, não teria vergonha nenhuma de não votar no meu partido.

Outro exemplo, se o PSD apoiar uma eventual candidatura do Alberto João Jardim à presidência da Republica, não terei problema absolutamente nenhum em votar no candidato do centro que estivesse em melhores condições de derrotar o Jardim.

Respondendo directamente à pergunta, se Engº Sócrates conseguir resolver os problemas do país e demonstrar que esta em condições de continuar a fazer o melhor para PORTUGAL, se o PSD não tiver uma alternativa credível, em 2009 não terei objecção de consciência em votar PS.

Por Guimarães, Por Portugal

domingo, maio 29, 2005

"Voz de Fátima"

"Se as esquerdas prosseguirem no seu programa...vamos ter em todos os países e classes sociais abortos aos milhões e casamentos homossexuais aos milhares".

"...os contentores de resíduos hospitalares vão transbordar de crianças mortas.....nos países mais pobres, mesmo da europa, corpos esquartejados de bébes vão aparecer em lixeiras de toda a espécie, ao olhar horrorizado ou faminto de pessoas e animais"

e ainda

"....é previsivel que, dentro de pouco tempo, tenhamos visitas de estado ao mais alto nivel em que uma rainha....dará o braço a outra senhora com estatuto de esposa, ambas de malinha na mão"

Padre Luciano Guerra
Reitor do Santuário de Fátima - in Editorial do Jornal "voz de Fátima"

PS:
Quem não acreditar e/ou quiser consultar visitar:
http://www.santuario-fatima.pt/files/_VF05_4294ae32debcc.pdf

POC - Partido do Observador Cósmico

Este parece-me ser um bom partido para o Miguel! :)

Ser filiado por ser, ainda para mais quando se sente incomodado, não me parece correcto e não tem grande utilidade para as partes neste caso específico...O Miguel, não se revê no partido, ele é que sabe!

Eu sei que pertenço ao PSD e à JSD...é verdade que não faço falta nenhuma, nunca fui grande activista, umas coisas ali, outras acolá, acho a política partidária (especialmente a local) , muito interesseira, incapaz de se centrar nas questões essenciais, geradora de viciados em poder e especialistas em polémicas, que se desejam catapultar para cima no aparelho! Acredito que isto é uma generalização grosseira, porque sei que existe gente de valor que sobressairá (ou não) mais tarde ou mais cedo por mérito próprio, embora, ainda assim tenha que "jantar" algumas vezes com algumas pessoas...

Mas olhem, sou do FCP, não sou sócio, esta época vi um jogo, e não foi no Dragão, e não concordo com montes de situações internas do clube... não deixo de torcer com aquele orgulho!

Sigo os ideais cristãos ( acho que não sou católico), não vou à missa à anos largos, discordo completamente de questões religiosas vigentes, mas não deixo de me sentir bem com grande parte do que é feito pela Igreja em Portugal; sou consciente das contradições em que incorro, mas não é por isso que me vou tornar no Anti-Cristo!

e sou do actualmente do PSD, em primeiro lugar por empurrão familiar (assim como nas 2 convicções anteriores), participei em mais campanhas quando as bandeiras eram maiores que eu, e depois, fui constatando cada vez mais observador e compreendedor, que realmente sinto-me bem assim!... e não me julgando superior pertenço a uma facção política que julgo, tem grande capacidade de regeneração e adaptação na abordagem dos problemas portugueses, e congrega em seu redor, a gente mais capaz deste país! A História expõe as raízes de partidos como o PS e o PSD, que são indiscutivelmente diferentes ao principio, e agora apresentam-se discutivelmente iguais...Esse background permite atravès da História dividir convicções sendo fundamental para apregoar as diferenças e fomentar debates mesmo que eles sejam mais esbatidos e ridículos possível! Eu acho isso salutar! Eu sinto-me do PSD porque vibrei familiarmente com a sua História...sempre votei PSD, e em branco na Regionalização e no Aborto, não concordo com muitas coisas que leio de altos dirigentes ou ex dirigentes do partido, e o facto de ser filiado nada teve de influência nestas tomadas de posição, mas não é por isto que me vou querer desfiliar e tornar-me no Louçã da área!!!!

Nos comments do post anterior dididem-se e caracterizam-se os dois maiores partidos com base na História de que falo! repare-se que o de Esquerda tende para o de Direita nesta actualidade... É muito fácil ser escudado pela História do pensamento de Esquerda ( enfâse no"Social", no grupo, bem estar comum e geral, igualdade,justiça, e logo, ênfase no Estado) quando se procura expôr os pontos fracos da Direita (ênfase na propriedade, no mérito, na desigualdade de valências como motor da sociedade, eficiência económica à frente da social), mas quando esta executa o poder, de forma consciente, realista e global, tem que se render à evidência que as ênfases históricas da sua ideologia já de pouco valem, pelo menos em época de obrigações à Europa como agora...Eu acho que quem é de Direita e de Esquerda, sente-o e sabe relativizar as coisas! Eu acho que o PS e o PSD são os Europeus, por isso são grandes, por isso são parecidos...
Os partidos não são diferentes quando actuam quase que por imposição, se forem razoáveis!!!! Se as questões governamentais portuguesas actuais fossem: em que áreas apostar, investir, inovar e premiar este superávit no orçamento de Estado, acho que veríamos as diferenças!!!!

sábado, maio 28, 2005

Não concordo contigo, Miguel, quando dizes que as "jotas" dos PS e do PSD são iguais. Sei que foi a mim, principalmente, que "pisaste os calos", logo, tenho que me defender. A JSD e a JS são feitas de modo completamente diferente. Poder-se-á até dizer que a JS e a JSD demonstram mais as diferenças existentes entre o PS e o PSD. A JS, actualmente, é liderado por um "camarada" abertamente mais à esquerda do que a Jamila Madeira o era. Isso faz muita diferença em relação à JSD. A JSD, normalmente, tem sido liderado por pessoas mais à direita do que a génese do PSD (talvez o Pires me corrija nesse ponto, mas pelo menos ajudar-me-á).
A JS "fundou" o Bloco de Esquerda. A regulamentação da prostituição e do casamento entre homossexuais, a legalização das drogas leves, a descriminalização da IVG, entre outras, tudo isto eram bandeiras da JS, que foram faladas pela primeira vez pela JS. Logo, em comparação com a JSD, já vez que a nossa posição política é diferente.
Nada, dentro de um partido, te impede de votares noutro. Não podes ser castigado por isso. Eu sempre votei PS, mas já pensei que talvez fosse votar BE ou PC. Não votaria PSD porque estou mais à esquerda do que o próprio PS, logo, tento procurar um programa que me agrada dentro da ideologia em que acredito. Todos somos livres de votar em quem quisermos, de outra maneira os partidos seriam fascistas.

Cavaco é o pai do "monstro"

É um texto explosivo. Miguel Cadilhe, o mais emblemático ministro das Finanças de Cavaco Silva, acusa-o de ser o principal responsável pelo Novo Sistema Retributivo da Função Pública, que conduziu ao enorme aumento da massa salarial dos funcionários no início dos anos 90 e que representa hoje 15% do PIB, sendo a terceira administração pública mais cara da União Europeia. in Expresso

Uma questão de independência... TOTAL

Se em 2009 as contas públicas estiverem equilibradas, se se notar uma inversão na actual tendência da taxa de desemprego e se o país tiver a crescer a taxas de 3%, com toda a certeza votarei PS.

E vocês Pires, Nuno Leal e Johny? Serão capazes de fazer o mesmo?

Imaginemos que são. Serão capazes de o admitir nas reuniões do vosso partido?

Eu quero ser independente. Como disse atrás, PS e PSD são praticamente iguais. Então as suas "jotas" ainda mais semelhanças apresentam.

Repetindo uma citação de Março:

"Ser da esquerda é, como ser da direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser um imbecil: ambas, com efeito, são formas da hemiplegia moral."
Ortega y Gasset, in 'A Rebelião das Massas'

Vergonha

Este é daqueles posts que tinha que colocar no meu blogue e neste.
É pena que os srs. deputados à AR não tenham vergonha na cara. Nota-se que não gostam, também eles, de pagar a crise. É bonito ser deputado, não é? Veja-se aqui.

Europa Atenta

O Futuro da União Europeia, pode ser decidido ou hipotecado este fim-de-semana, vamos aguardar resultados do Referendo à Constituição Europeia em França.

As ultimas sondagens dão um avanço significatico do NÃO

Estou de Volta

Amigo Miguel,

De forma a dar continuidade ao post do Xavier e do consequente comentário do Nuno, os quais desde já subscrevo, gostaria de acrescentar o seguinte:

Pessoalmente tenho dias que penso exactamente como tu, considero cada vez mais como verdade que “após o 25 de Abril os Homens fizeram os partidos, hoje os partidos fazem os Homens”.

Mas, não podemos estar na politica como estamos no futebol, pois no futebol o amor à camisola é tanto grande que não conseguimos ver as faltas, os fora de jogo, os penaltys dos nossos jogadores. Lamentavelmente este fanatismo também acontece na politica, mas é fundamental despir a camisola (atenção meninas loiras, não tirem as camisolas em reuniões politicas) antes de criticar as opiniões divergentes dos outros partidos, temos de ter consciência dos erros internos do nosso partido e saber criticar os próprios dirigentes do nosso partido.

Nesse aspecto eu considero o Nuno Leal exemplar, independentemente de ser PSD soube sempre olhar para o governo de Santana Lopes com uma voz critica, eu mesmo aconselhei o “Rui Gomes da Silva” a fazer censura ao Blog dele na altura da campanha eleitoral …..:) …..Um bom exemplo de estar na política.

São partidários como tu, como o Xavier, como o Nuno que fazem falta na política.

Vamos acreditar nas palavras do próximo Presidente da Republica, “os maus políticos tem de ser substituídos por bons políticos” (Aníbal Cavaco Silva in Expresso)

Aquela Abraço,

sexta-feira, maio 27, 2005

Talvez um conselho.

Amigo Miguel Carvalho,

Peço-te que te não anules a tua militância no partido com o que te identificas (para minha infelicidade, o PSD :) ). Não o deves fazer. Custou-me muito ouvir que o Sócrates tinha decidido aumentar o IVA, mas não vou sair do PS, muito menos da JS. Uma razão, apenas, me leva a decidir deste modo, apesar de já pensar como tu, que por Lisboa eles são todos iguais. Essa razão é pensar que se eu sair, que se tu saires, que se muitas das pessoas que sentem a política na pele, que gostam disto e que acreditam nisto, sairem da vida política activa (ou semi-activa), irem-se embora por desilusão, é, na verdade, entregar isto à bicharada. Eu tento motivar-me a continuar, pois só dessa forma posso tentar mudar alguma coisa. Se atirar a toalha ao chão e sair, então de que adiantou tudo o resto? De que adiantou o 25 de Abril se deixarmos que a democracia se perca?

Um abraço
Xavier

Decididamente vou-me desfiliar...

O PSD foi o partido com que sempre me identifiquei por questões familiares primeiro e a partir de uma certa idade por questões de consciência, razão e pelo seu ideário. No entanto, filiei-me no partido por "imposição e massacre psicológico" do Sr. Pires (não é a meia da TVI, mas sim o nosso amigo cósmico) durante o saudoso tempo de faculdade.

Mas a política não é coerente, é falsa, feita de acordo com a posição que cada partido ocupa no momento.

O PSD chegou ao governo em 2002 e apanhou com um défice de 5,5% do PIB. Tinha prometido o choque fiscal, mas em contra-partida aumentou o IVA, congelou salários e vendeu património do Estado. Equilibrou de forma cosmética as contas do Estado. Não inicou a reforma da administração pública e por isso hoje estamos ainda pior. Ou seja, os sacrifícios destes 3 últimos anos foram infrutíferos. E mais 3 anos de sacrifíco se nos exijem, por culpa dos governos de coligação.

A reforma da administração pública continuava por fazer. O PS começou-a, sendo no entanto obrigado a aumentar o IVA, em vez das receitas extraordinárias, para haver um instrumento de efeito imediato. Actualmente estima-se que o défice ronde os 6, 5% / 7% do PIB e o PSD critica a medida do governo. Que incoerência.

Se tivessem feito aquilo que o PS está a fazer em termos de reforma da administração pública, o IVA provavelmente não necessitaria de ser novamente aumentado. Mas faltou-lhes coragem. E não ouvi uma palavra por parte dos dirigentes sociais democratas a apoiar as medidas apresentadas nesse sentido. Isto é vergonhoso, sejamos sérios.

Por isso lhe peço Sr. Pires, que me trate dos papéis de desfiliação. Só espero que não demore tanto tempo como o cartão de militante, que diga-se, ainda não chegou.

PS à direita?

Respondendo à pergunta, digamos que mais à direita do que à 10 anos atrás, posicionando-se claramente no centro e com possibilidade de tomar decisões de esquerda ou de direita consoante os cíclos económicos o exijam - a terceira via socialista, mais conhecida como o socialismo à Tony Blair.

Parabéns Sócrates. As medidas que tomou (nos post's abaixo enunciadas) vão de encontro aquilo que ouvimos todos os economistas (menos os do BE e do PCP) anunciar como a reforma urgente que a nossa economia necessita - diminuir o peso do sector público na economia. Os funcionários públicos, donos de previlégios instituidos após o 25 de Abril, precisavam de ver as suas regalias equiparadas aos do sector privado. Simplesmente porque os privados, para além de na generalidade trabalharem mais e não terem um emprego tão seguro, não podem ser obrigados a libertar os seus recursos para o Estado manter uma percentagem da população portuguesa com regalias superiores à maioria. Surpreendente foi estas medidas serem tomadas pelo partido socialista.

Aumentar o IVA tem um efeito imediato positivo nas receitas se o consumo não diminuir e se não aumentar a evasão fiscal. O IVA é o imposto que menos afecta a competitividade das empresas.

Se daqui a 3 anos se começar a verificar uma redução de impostos, é sinal que houve uma redução efectiva da depesa pública e a política económica foi bem sucedida. Apenas será possível reduzir impostos depois de emagrecer o Estado.
Restaurar o poder de compra da população e aumentar o emprego passarão então a ser os objectivos da política económica. Mas estes não serão possíveis sem equilíbrio nas finanças públicas, daí a prioridade ao défice.

A reforma da administração pública parece que finalmente arrancou. Espero que a coragem se mantenha. Mais, o cíclo político do PS é bem mais desfavorável do que foi o do PSD, com autárquicas e presidenciais à porta.

Excelente início de governação.

P.S. - Acredito que quem tenha votado PS não se sinta satisfeito, porque a promessa de não aumento de impostos foi quebrada. Mais uma vez apelo a uma responsabilização efectiva dos políticos pelo cumprimento ou não dos programas eleitorais apresentados. É essencial para a credibilização da política e do sistema democrático.
Por isso votei em branco nas últimas eleições.

quinta-feira, maio 26, 2005

Frize: a água das medidas de contenção

A mim ningém me enganou estas eleições...as campanhas e debates eleitorais são o oásis destes feitos megalomanos de redução da carga fical e redução milagrosa do desemprego...
Não votei no Sócrates mas surpreendeu-me pela positiva com estas medidas...é que as medidas de fundo não se executam de hoje para amanhã com resultados de amanhã para depois de amanhã...e alguma vontade imediata em mostrar à Europa que estámos de espada na mão na luta ao défice...mas ao mesmo tempo, preparámos armas de destruição maciça de orçamentos deficitários (espero eu).
Mas todos nós temos um papel fulcral a desempenhar! Se produzirmos todos mais, o défice também diminui... é uma afirmação lírica e antagónica com as medidas de aumento de impostos deste governo, mas será que os nossos consumos diários vão diminuir por isto? será que as empresas vão facturar muito menos? Se sim as medidas serão um desastre a curto e a médio prazo...Se não, a coisa vai funcionar, e se for sustentada pelo corte na despesa, o problema orçamental será resolvido... a parte real da economia é que é da nossa conta...temos que nos capacitar que são estas as condições que dispomos e será com estas que temos que procurar o melhor de nós, e competir, inovar, ter um papel na sociedade nacional e internacional!

O que lá vai lá vai, não há mais culpados que não nós, vamos também procurar o mérito!
Este país somos nós!

Alberto João "Seinfeld" Jardim

«Alberto João Jardim está contra as medidas anunciadas esta quarta-feira pelo primeiro-ministro para combater o défice. O presidente do Governo Regional da Madeira considera “inadmissível” que sejam as regiões autónomas a pagar os erros dos “políticos de Lisboa”. Quanto ao aumento da tributação das sociedades financeiras inscritas na Zona Franca da Madeira, Jardim garante: “vai impugnar tudo o que puder ser impugnado”.»


É incrível ver como há certas pessoas que não mudam. Costuma-se dizer que quando o país atravessa uma fase de depressão, multiplicam-se os programas de humor e os existentes têm mais audiência. Deve ser por isso que de vez em quando fala o Alberto. Sabe fazer-nos rir como ninguém.

Doeu, doeu.

Venho aqui penitenciar-me perante vós, pois Sócrates aumentou o IVA. Eu dizia que talvez não, mas aumentou. Votei no personagem, fiz campanha e tudo e, sinceramente, o primeiro sentimento que me invadiu o corpo foi o de traição. Depois comecei a reflectir, a ouvir que outras medidas se tomaram e gostei.
Claro que o aumento do IVA me está aqui entalado. Para quem muito criticou Durão Barroso (comecei por lhe dar o benefício da dúvida), receber uma medida semelhante do governo do partida em que milito, depois de tudo o que foi dito é, realmente, pensar que "eles" são todos iguais. Talvez sejam.
Nisto, valorizo todas as outras medidas que tentam distribuir o problema por todos os portugueses. Concordo que se acabe com a progressão automática da função pública, concordo que se equipare a idade da reforma entre o privado e o publico, o mesmo com o subsídio de baixa. Concordo particularmente, com um novo escalão de IRS para as grandes riquezas e com o retirar de alguns benefícios aos políticos. Quem aperta mais o cinto são os mesmos, mas pelo menos parecerá que a coisa é para todos.
Agora o IVA, custa-me muito, porque "é o caminho errado" - afinal não é? Que falta de coerência e de bom-senso. Concordo com o Nuno Leal, não devia ter prometido, ou, pelo menos, salvaguardava-se.
Isto agora é que o dinheiro não vai chegar para nada.

Observar o "Observador" é um bom momento!

Estava a caminho da minha cama, quando me surge a curiosidade de dar uma vista de olhos no nosso blog. Tem sido bastante agradável acompanhar o desenvolvimento de opiniões e seus fundamentos, dos vários membros, e como tal vivo estes momentos de visita ao blog com a sensação de preciosismo...
O "Observador" cultiva-me e incita-me a opinar! Felizmente nem todos defendem a mema trincheira e isso é óptimo, pois fornecem aproximações diversas ao problema em causa, e não permitem descanso a oponentes, alimentando o debate.
Tinha pensado nesta vez escrever sobre o "NADA" totalmente enquadrado com a única frase que compõe a nossa "Constituição" Cósmica, que aliás é sintética mas mais que suficiente, mas é difícil...

O post do Nuno pôs-me a pensar... este governo já está realmente a surpreender! Talvez a procissão ainda vá no adro, isso assusta mais, mas eu pensava como tu: isto até às autárquicas ia em "automáticas", e depois sim pensar-se ia em governar, mas não!
Acho que se despertou toda a gente para a situação, e o governo optou por accionar algumas das ferramentas que tem ao seu dispôr para o combate ainda com tácticas de guerrilha de "dá e foge" para de momento amenizar no pouco que é possível, o défice do Orçamento do Estado, vamos lá a ver é se o TPC em relação a medidas de fundo do lado da Despesa se faz...porque sou sincero: parece-me uma atitude acertada e acredito no esforço de Sócrates para a parte mais complicada do ataque ao défice, a Despesa (as promessas já lá vão - engana-se quem quer...sou muito duvidoso em relação à qualidade de muitos votantes portugueses, mas resigno-me pois é um pensamento muito fascita, por isso bato palmas e esqueço esta parte!), e segundo o Miguel há a possibilidade de votar Sócrates daqui a 4 anos:)
Atenção que o problema do défice não é bem o exemplo que deste, Nuno. O défice é normal existir, é ususal o Estado gastar mais que o ganha, durante alguns períodos, noutros não, são ciclos. Um défice como o concebes no exemplo, segundo o que percebi, é um défice relativamente à receita que é estimada, e esse se fôr de 6% é baixo. O que aqui se passa é a análise do valor do défice relativamente ao nosso Produto Interno Bruto, que é avaliado nos tais ridículos 6, 83% do PIB, penso que à volta 10 mil milhões de euros nunca decoro os valores nem me preocupo, ultrapassando os 3% do PIB permitidos no PEC do tratdo de Maastricht (bela cidade). A precisão à centésima da percentagem é ridícula e logo aí retiro ideias negativas do trabalho de ESTIMATIVA deste valor! Pode ser menos, mas aparenta ser mais porque a ter fé no buraco das Câmaras em todo o país (especialmente em ano de eleições) ela elevár-se-á, mas não possuo grande ideia do método de estimação do Governador do BP.
Mas, alegrem-se!... está-me finalmente a dar sono, bocejei!
Gostei da atitude do Sócrates que está a saber dramatizar esta situação e preparar a opinião pública e a mentalizar as pessoas, e já gostava da do Santana que agia por via do encorajamento e promoção subliminar da palavra "retoma" dando sinais de confiança, só anulada pela abordagem de big brother dada à vida do seu governo pela comunicação social! 2 meios diferentes, mas que quanto mim , esforçados e casados com o espírito de missão necessária a um governante... Serei um inocente? ou perceberei as dificuldades e a difícil tarefa de optar por um labirinto de instrumentos vários, com comparações de custo-benefício impossíveis de fazer!

Vou continuar atento,

Boa Noite, até amanhã

Doeu muito?

"-Pronto, já está, já passou!"
"-Como vê, não doeu nada..."

Podia ser a conversa entre enfermeiro e paciente após uma injecção, mas também pode ser a conversa entre José Sócrates e quem nele votou. Afinal, quem andou a fazer uma campanha eleitoral baseada na promessa que não aumentava impostos (podia ter dito "espero não ser obrigado a aumentar" mas preferiu dizer "não está nos planos aumentar") e quem já empossado como primeiro ministro com 30 dias de trabalho (?) disse "que aumentar impostos é a receita errada" foi ele.

E quem votou nele e acreditou que ele era diferente, agora deve ter pesadelos esta noite com cruzes, boletins de votos e rosas... E é muito bem feito!

A realidade é que ao fim de dois meses já quebrou uma promessa, uma das mais importantes e que poderá ter valido a maioria absoluta. e quebrou, com toda a certeza, o elo de confiança que teria com quem nele votou. Felizmente que a mim a única surpresa é o tempo: esperava isto após as autárquicas e nunca neste momento, pensei que ele fosse andar a não governar durante meio ano para não prejudicar o seu partido. É que como é moda agora dizer-se, "não há almoços grátis" e o PS vai cobrar o apoio que deu aos liberais PS para recuperarem o poder... E o pagamento da factura já começou: ou o que é isto de substituir o melhor gestor e equipa de gestão de sempre da GALP (maiores lucros trimestrais da GALP na sua história, 2004 foi um dos melhores anos de sempre na história da empresa, apesar da enorme subida de preços dos combustiveis que aconteceu no último ano, logo num ano desforável e onde apresentar resultados menos bons até seria aceitável...) por um gestor que ficou conhecido por concentrar a comunicação social num grupo de telecomunicações e por um deputado que que foi derrotado nas eleições autárquicas, foi um péssimo ministro e já admitiu não perceber nada de petróleos?

Caros amigos cósmicos, eu por mim já não me surpreendo com IVA's a 21% e o desaparecimento da categoria intermédia de 12% ou com mais impostos sobre produtos petroliferos vindos de quem vem, porque há 30 anos que sempre que o PS teve o poder aplicou a mesma receita.

Como muito bem frisou Marques Mendes no debate hoje à tarde, com este PSD pode o governo contar para cortar nas despesas da gestão da coisa pública. Pode até contar para subir impostos sobre vicios, que é como quem diz, alcool e tabaco. Mas para impostos que vão cair em cima de todos os portugueses, em particular sobre as empresas aumentando os custos de produção (energia mais cara, transportes mais caros, logo matéria prima mais cara e produção mais cara) e aumentando os impostos directos que farão retrair ainda mais o consumo, aumentando a carga fiscal sobre as firmas e originando com isto, com toda a certeza, uma nova vaga de falências e um disparo da taxa de desemprego nos próximos meses.

Quem votou nele agora que trabalhe para o tirar de lá antes que isto não tenha salvação possivel, porque só quem não souber da forma como a despesa (não) é controlada nos organismos públicos é que não percebe como é que o défice é o que é!

E por último, que isto já vai longo: há aí algum economista que me explique como é que pode haver uma previsão de défice? É que eu só conheço défices de execução. Explicando: se eu tenho 100 para gastar este ano e tenho planos para gastar 106, há uma previsão de um défice de 6. Mas o défice no final só o será de facto de 6 se eu gastar mesmo os 106 sabendo de antemão que só tenho 100! Porque o que uma pessoa normal faz com o seu orçamento é tentar controlar os gastos de forma a tentar fazer as mesmas coisas que custariam 106 por 100 ou menos ou, na pior das hipóteses, abdica de fazer algumas das coisas planeadas para gastar no máximo os 100 que dispõe, ficando no final com um défice 0 ou até nem tendo défice orçamental nenhum, antes tendo um superavite que permitirá, talvez, no ano seguinte, fazer cumprir aquilo que não foi feito no ano anterior! Agora virem dizer que no final deste ano vai haver um défice de 6,83 (reparem no preciosismo, não é 6,8, não, é 6,83!) e atirarem as culpas para trás é que não! Porque quem está a gerir os dinheiros desde 12 ou 13 de Março, não me recordo, é este governo! Logo se houver um défice no final do ano ele é practicamente e exclusivamente da responsabilidade dele, que não quis alterar aquilo que era preciso para conter as despesas e preferiu aumentar a carga fiscal, aumentando as receitas, para retirar apenas 0,6 ao défice anunciado pela "Comissão Constancio"...

quarta-feira, maio 25, 2005

A Europa Kantiana já existe: É preciso ir mais longe

O termo federação, na linguagem Kantiana, deve ser entendido como a criação de laços institucionais permanentes entre Estados soberanos para regularem as suas relações políticas e resolverem os seus conflitos de um modo pacífico. in www.ipri.pt.

Isto foi aquilo que os Estado europeus fizeram aquando da formação da CECA e mais tarde da CEE. Criaram laços e instituições comuns para evitarem guerras entre eles.

O que se passa hoje é que, a federação é necessária não para manter a paz entre os países europeus, mas sim para a Europa ter voz nas decisões que poderão influenciar a paz mundial.

Volto a insistir, porque para mim trata-se da questão fundamental. Se houver uma outra forma de se criar uma verdadeira política externa e de defesa comum, eu ainda não ouvi ou li alguma coisa sobre isso.

Citando um dos fundadores da Europa

"Não coligamos Estados, unimos homens".

Jean Monnet

...

Antes de mais, agradeço ao Miguel pelos elogios que colocou como comentário a um post que tinha no meu blogue. Depois queria acrescentar uma ou outra coisa ao debate europeu (por nem sequer querer pensar que o PM em que votei vai aumentar o IVA...). Primeiro, eu defendo a Europa e a União Europeia, mas considero que a federação é estragar o sonho europeu. Nenhum dos sonhadores da europa unida, a viu como federação, apenas como uma união política, económica e social. E, o interessante estava em conseguir que os países se unissem sem federalizar isto da Suécia a Portugal). Unimo-nos, para quê a federação? Tenho orgulho na UE, por ser isso mesmo, uma união de livre e espontânea vontade, onde, mesmo assim, os países mantêm a sua independência e a liberdade de escolha. Claro que a UE já via ditando muitas regras, até o tamanho que os frangos devem ter para poderem ser "sacrificados" já quiseram ditar.
Quanto à constituição, a lei base de qualquer país tem que estar ligado com a sociedade em que impera, e, mesmo que muitos dos nossos valores sejam "europeus", as culturas e principalmente as línguas diferem e separam. O velho exemplo dos esquimós que têm uma enormidade de palavras para nomear a neve ou o gelo, aqui também se aplica, porque eles têm uma visão do mundo e nós temos outra.
Sim ou Não à adesão à UE da Turquia? Sim ou Não à remota possibilidade de adesão de Cabo Verde?

"Antevisão da Futebolada"

O SLB ainda tem de terminar a temporada com o jogo da final da taça de Portugal, taça esta que espero que seja entregue ao V.Setubal, mas depois, fará uma digressão por Portugal inteiro e Angola a festejar o título do campeonato nacional, até pelo menos ao Natal, porque afinal só daqui a dez anos é que eles vão festejar novamente.
Na próxima época aquele que se intitula como o grande maestro da conquista do SLB no campeonato, o José Veiga, irá novamente contratar jogadores de grande qualidade, como os trouxe no início da época que agora terminou.
O Trap, confessou hoje não sabe se fica no benfica porque a mulher ainda não decidiu.
Já se ouve entre os adeptos, “Daqui a dez anos é que vai ser”

O FCP ainda não tinha terminado o campeonato e já tinha vendido três jogadores, até ao início da temporada vende mais meia dúzia e compra jogadores de qualidade, como o Léo Lima ou o Pitbull, estrangeiros claro.
Não há nada como dar uma ajuda à balança de transacções correntes de Portugal e encher os bolsos de alguns empresários e dirigentes.
O treinador novo, o tal “del Neri Holandês" pelo menos já sabe como vencer o SCP.
Os adeptos esses vão dizendo”não ganhamos o campeonato, mas mostramos quem manda nos aliados”

O SCP, o clube que esteve para ganhar tudo e não ganhou nada, “para o Ano é que vai ser”, parece que finalmente arranjou alguém que dê algum dinheiro pelo Ricardo, como já referi lamentável uma equipa que luta pelo título ter apenas um jogador convocado para a selecção principal do seu país, e com a qualidade do Ricardo, ufa….só por isso, um 3º lugar justo.
O peseiro continuará no dilema dos Adeptos e dirigentes,... Bestial, Besta, Bestial, Besta.

Um conselho aos clubes, apostem no mercado Nacional, quer em Jogadores como em Treinadores (para os mais lunáticos como o Dias da Cunha, eu não estou a dizer para ir comprar ao Nacional da Madeira, tenha calma, isto não é nenhum sistema)
e Fair Play

terça-feira, maio 24, 2005

Isenção em Pessoa

O Jorge Sampaio afirmou hoje que "problema do défice é complicado e difícil", afirmando ainda que "todos os portugueses têm que ter consciência do muito trabalho que há a fazer"

Lembramos apenas as palavras proferidas pelo dignifico e imparcial Presidente da Republica à dois anos atrás, “Há mais vida para além do Orçamento”, criticando a obsessão da ex-ministra das Finanças em 2003.

Como as pessoas mudam de opinião rapidamente.

:(

Desculpem a sinceridade

Quanto mais leio e oiço os argumentos do "Não", mais convencido fico de que o meu voto será "SIM".

Os apoiantes do "Não" são a favor de uma Europa mais forte (menos o Xavier, que tem uma visão atlanticista). Pelos vistos a nossa amiga Silvinha até federalista é... "eu também sou a favor da unicidade em todos os sentidos da Europa". Ainda estou à espera que os apoiantes do "Não" me digam se preferem que fique tudo como está...

Maiores poderes para o parlamento europeu, sistema de dupla maioria bastante democrático, criação da figura do presidente e do MNE da Europa são alterações que considero positivas e que aproximarão os cidadãos das instituições. Como disse num post anterior, o ponto onde estou mais em desacordo é no papel do BCE. Mas isso a nossa geração encarregar-se-á de alterar...

Acusam-me de ser optimista. Discordo. Quando eu defendo uma Europa forte e unida, é precisamente porque há a possibilidade de os valores do iluminismo europeu precisarem, num futuro não muito longínquo, de serem defendidos e preservados. Se esperasse um mundo cor-de-rosa, era indiferente a questão da Europa.

Mas, porque o mundo não é perfeito, e porque, apesar das 2 guerras mundiais, confio mais nos europeus (porque me sinto como tal) do que nos americanos, chineses ou russos é que sou a favor de uma Europa Federal.

Portugal e os portugueses, enquanto nação e povo, terão mais capacidade de actuar sobre o mundo inseridos numa Europa Federal do que individualmente.

Chamam a isto optimismo? Isto é a realidade. Ninguém sabe para onde caminha o mundo e como estaremos daqui a 5, 10 ou 15 anos. Podemos apenas traçar cenários. Não considero este, traçado por mim, um cenário optimista.

Apenas tenho a convicção ou crença de que uma Europa a uma só voz seria capaz de construir um mundo cada vez melhor.

HaHa - Dá para rir e gargalhar

Ontem assisti a um debate onde estavam presentes alguns dos responsáveis pela actual crise das contas públicas. No campo teórico razoáveis (o melhor para mim foi Eduardo Catroga, sem dúvida). No campo prático ministros ou secretários de estado razoáveis, maus ou muito maus (o melhor, e os resultados asssim o demonstram, continua a ser Catroga).

O Pina Moura veio dizer que o problema das contas públicas começa essencialmente em 1991 (ano de eleições), quando Miguel Beleza (outro opionion-maker da nossa praça), na altura ministro das finanças, aprovou medidas que provocaram um aumento real das despesas na ordem dos 15%. Por este andar, daqui a 1 ano estamos a culpar o Salazar...

Pelo que ouvi, os últimos 15 minutos foram os únicos que me acrescentaram algum conhecimento. O resto do programa foi conversa de xaxa, que andamos a ouvir à cerca de 4 anos.

Problema(s): Aumentar a produtividade e a competitividade e equilibrar as contas públicas.
Como: Medidas para o fazer???

Este tem obrigatoriamente de ser o cerne do debate. Os problemas já estão diagnosticados há muito. Queremos a vacina. Que também já todos descobriram. O problema é que a picada é muito dolorosa. E não temos "médicos" com coragem.

3 Medidas para diminuir o défice:
Aumentar o horário laboral para 45 horas semanais (mais 30 minutos por dia) - na Alemanha os operários de fábricas da Opel e da Volkswagen aceitaram aumentar as horas de trabalho para manterem os seus empregos;
Subsídio de doença dos funcionários públicos semelhante ao dos trabalhadores do sector privado (65% do seu salário) - a lei actual é um incentivo ao absentismo, como disse e muito bem Bagão Félix;
Partir de um orçamento zero nos ministérios da educação e da saúde - É imperioso atacar as despesas destas áreas. É preciso elaborar um plano de gestão, hospital a hospital e escola a escola, e racionalizar os custos. Um bom gestor encontrará sempre onde poupar.

Isto para não mencionar aquelas que já estamos fartos de ouvir: acabar com as SCUT, manter as cativações (que nem sei muito bem o que é) e apostar no combate à fraude e evasão fiscal.

Os programas do género do que assisti ontem, onde os intervenientes são os próprios responsáveis pela calamidade actual, é que inspiram frases como esta:

Falam, falam, falam, mas ninguém os vê a fazer nada...

Engº Socratres

Segundo noticia avançada pelo estação televisiva SIC, o primeiro-ministro, José Sócrates, pediu a todos os ministérios para apresentarem esta terça-feira programas de redução de despesas.

Muito bem e boa sorte Sr. Eng.º, embora considero que não conseguirá reduzir significativamente a despesa pública, claro que espero que o consiga,......lamento apenas que esta medida não tenha sido prevista na elaboração do Programa de Governo ou até mesmo na elaboração do programa eleitoral do partido socialista realizado pelos iluminados das “Novas Fronteiras”.

Tenha Coragem,

PS: Não Esquecer que este valor para o défice não contempla ainda as despesas publicas "normais" de fim de mandato dos Ex.mos “Xicos-Espertos” Plesidentes de Autarquias.

segunda-feira, maio 23, 2005

6,83%

O Partido Social Democrata comentou o valor de 6,83% de previsão défice por Dulce Franco, responsabilizando o governo de António Guterres pelo défice apurado pela comissão independente às contas públicas nacionais.

"Como é bem sabido vem na linha de uma crise orçamental que eclodiu com toda a gravidade em 2001 no tempo anterior Governo socialista, que deixou aumentar entre 1996 e 2001 a dimensão do Estado em contra-ciclo com as economias nossas concorrentes"

:(

Tá bonito...

Défice: Bruxelas prepara processo contra Portugal se valor for confirmado

A Comissão Europeia prepara-se para abrir um procedimento de défice excessivo contra Portugal, se o Governo português confirmar que o saldo negativo das contas públicas ultrapassará o limite de 3% do PIB este ano.

(sem ideias para títulos)

"O país está francamente melhor!" - foi há pouco mais de um ano que Marques Mendes proferiu esta preciosidade numa entrevista a Maria Flor Pedroso da Antena 1

Isto para falar um pouco do défice (ou deficit). Estou extremamente agradado com a forma como isto vai. Mais uma vez a culpa morre solteira. Para o Jorge Coelho nas suas declarações, que considero infelizes, a culpa é do Durão Barroso e da Manuela Ferreira Leita, do Santana Lopes e do Bagão Félix. Para o PSD, adivinhem lá de quem é a culpa? Do Eng. Guterres, claro está.
Eu questiono-me, se a culpa é de tanta gente e tanta gente sabe de quem ela é, por que é não se coloca em tribunal um processo por gestão danosa? Não, como verdadeiros miúdos, andamos aqui no "foi ele, foi ele".
Bom, passando à frente, ainda não ouvi medidas da boca do Primeiro-Ministro ou do Ministro das Finanças, até lá mantenho-me, também, calado.

Gostaria de terminar com uma analogia. O ex-Ministro das Finanças Bagão Félix é o coroar do que os portugueses têm de pior. Enquanto que o comum dos mortais mexe com uns milhares de contos para a casinha ou para o carrinho. O Sr. Bagão Félix só fica contente com espertezas económicas, mas de milhões. Parabéns, Sr. ex-Ministro (dou graças pelo "ex"), conseguiu ser a caricatura do portuga.

"NÃO" por uma Europa mais Ambiciosa!

Acho que um último post acerca do Não que vale um Sim à Europa ainda faz sentido...
Ora bem, assim como o caro colega Johny e creio que como os restantes colegas cósmicos, eu também sou a favor da unicidade em todos os sentidos da Europa, e assim como o Johny pese embora sem dúvidas, também não partilho do optimismo do Miguel.
Votar "Não" à Constituição Europeia não é sinónimo de rejeição à ideia de Europa mas sim sinónimo de rejeição ao tão pouco que se nos oferece. As consequências fariam com que os políticos vissem a Europa de forma diferente não tão restrictamente como o fazem.
É verdade que a Nova Constituição consagra direitos e conquistas fundamentais mas são exactamente os mesmos de hoje, nem mais nem menos! Os governos e os partidos continuam a ser os protagonistas e os cidadãos continuarão ausentes. Porque é uma constituição feita por políticos para políticos!
Concordo novamente com o Johny em que a Europa é a vontade dos europeus, e que temos que fazer tudo para sermos bons e ricos de espírito mas para isso é necessário votar "Não" para alcançar objectivos importantes que levarão o civismo a uma Europa muito mais ambiciosa!
E com isto espero ter-te tirado algumas dúvidas observador Johny ;)

Ainda estou a buscar a certeza...

Pois é, muito se aprende neste blog! Para já ningém me convenceu, mas não votar é que não! Aliás, o Miguel já tinha levantado esta engraçada questão de como é que se abstem do voto na Constituição Europeia votando para as autárquicas!?!? Mas não façam isso pá...

Sou a favor da união política da Europa e estivesse à 4/5 anos atrás nem precisaria de me questionar ou informar...teria toda a confiança nos construtores do tratado, porque mas isto dos pactos e tratados não têm resultado muito bem na Europa, parece-me! Tenho assistido a muitas críticas a imposições europeias como o PEC, muitas vezes convencendo-me, sendo que na altura do seu nascimento, talvez apanhado na corrente optimista de todos os meus professores, tudo me parecia muito moderno, muito bom, muito europeu...muito fácil!

Porque é que agora se submetem mais assuntos deste género ao sufrágio popular?!?! Terá alguma coisa a ver com isto?
Como já foi dito, são páginas e páginas de Direito constitucional, não disponível ao comum europeu! Sou a favor da unicidade em todos os sentidos da Europa, e aí tou com o Miguel, mas não partilho do seu optimismo e tenho muitas dúvidas... Gostava de confiar no meu parlamento, e no meu governo, tanto a nível local, nacional como europeu, e nem precisar de me preocupar com esta questão que seria resolvida em mais uma dúzia de cimeiras, mas tal não se passa...mas no caso do voto popular também não tenho confiança nas pessoas com tal direito, tanto no meu país como na Europa... Agora toda a gente deve votar, nem que seja em branco, não votar é mau, de princípio...

A Europa é a vontade dos europeus, temos é que fazer tudo para sermos bons e ricos de espírito não nos desviando da noção de utópica de bem-estar geral! Vou parar este post porque estou com cada vez mais dúvidas...



Isto não está nada fácil...estou muito

Cartoon "A Bola"

O défice que está a esgotar a já desgastada credibilidade dos políticos

Antes de mais Silvinha, um dos pontos fundamentais do projecto de tratado é precisamente conceder ao Parlamento Europeu (o único orgão eleito directamente pelos europeus, logo Democratia) maiores poderes legislativos.
Bom, quanto à questão de maiores ou menores semelhanças, a língua é de facto aquilo que mais separa os europeus. Mas como disse anteriormente, a aliança mais antiga entre povos europeus pertence a Portugal e Inglaterra, onde as línguas nada têm em comum. Mas deixarei este debate para outro post.

Adiante. Vamos à política económica nacional. Acho muito bem que o PS mantenha as SCUT, construa todos os hospitais prometidos, ou seja, que faça tudo aquilo que vá de encontro às suas promessas. Os socialistas durante a campanha falavam em equilíbrio das contas públicas, apenas não diziam por que lado esse equilíbrio seria conseguido. Como eu imaginava, pelo lado das receitas, apesar de terem igualmente prometido que não subiriam os impostos. Mais uma vez, o grande problema dos socialistas - a falta de coragem para tomar medidas difíceis - evidenciou-se.

Mas, infelizmente, eu penso que a medida enunciada de subida de impostos é precisamente a inversa daquela que o país necessitava. Votei PSD nas penúltimas eleições, porque votei num choque fiscal. Foi pelo incumprimento desta promessa que tanto critiquei a sua política económica. É pelo mesmo caminho que este governo vai seguir que eu critíco esta política.

Subir o IVA nos restaurantes provocará maior fuga fiscal ou um menor valor absoluto de imposto arrecadado, porque com certeza serão menos as pessoas a usufruirem de tais serviços. Ao invés, mas porque é uma promessa eleitoral das populistas, decidem manter as SCUT, aquele imposto bastante justo do não-utilizador pagador.

Subir o IVA para 21% agrava mais a gestão quotidiana das contas familiares do que uma subida de 1pp na taxa de juro. Quem está a pagar uma casa sabe disso.

Apenas queria lançar um alerta às populações onde foi prometida a manutenção das SCUT. Também a vós, que imaginemos gastariam em média 2 euros por dia em portagens, vos sairá mais caro a subida do IVA. Por razões directas e indirectas.

Porque Somos Campeões?

Ganhamos sofrida e merecidamente porque somos os melhores do país! E aí estão os 28 campeonatos que não deixam provar o contrário! Finalmente, após 11 anos os 6 milhões de benfiquistas mais outros tantos milhões espalhados pelo resto do Mundo (dps do que viram ontem quem pode duvidar??) explodiram de alegria e mostraram quem realmente é grande, quem tem a Chama que Nos Ilumina!!

SER BENFIQUISTA É SER CAMPEÃO! OBRIGADA BENFICA!

Palavras para quê?

domingo, maio 22, 2005

Benfica

Estes últimos dias têm sido os mais frutíferos, para mim, em termos de discussão Europeia. Mais uma razão para um esclarecimento alargado dos cidadãos e não uma campanha SIM, porque sim e NÃO, porque não. Aqui discute-se e muito me tem agradado discutir com o Miguel :).

Sobre a Europa, realmente, Miguel, levantas uma questão importante, como evitar os problemas nas votações europeias. Não podemos, contudo, defender uma constituição pelos problemas das votações. Defendes a federação e por isso os meus argumentos nunca "colarão" em ti, creio que por vermos a coisa de locais opostos.
Não concordas comigo quando digo que temos mais em comum com os Sul-Americanos e com os Africanos (nestes pontos referia-me, em particular, aos países de língua portuguesa). Defendeste-te no facto de, por exemplo, o iluminismo ter nascido na europa. Compreendo onde queres chegar, e concordo que temos muito em comum com a França, com a Espanha e com a Itália, países que ao longo dos mil anos que temos nos influenciaram muito. Porém, a visão do mundo dum povo não se fica pelas correntes filosóficas, vai para além delas, ou seja, é a língua. Eu sou português e tal como Agostinho da Silva disse, acredito que ser português é ser daqui, de Angola, de Moçambique, do Brasil, de Timor, etc. Primeira questão lateral: concordam com a possível adesão de Cabo Verde à UE?
Afirmas que foi na europa que apareceram as grandes correntes artísticas e filosóficas e que por isso existe toda uma comunidade europeia culturalmente unida. Mas não foram todas essas teorias para além das fronteiras da europa? Logo, é todo um património do mundo ocidental e do mundo ocidental fazem parte muitos países não europeus. Segunda pergunta lateral: concordam com a adesão da Turquia à UE? (esta pergunta surge, porque os valores que defendes pouco ou nada se verificam neste país).
Quanto ao resto, a Silvinha salvou-me de argumentar mais. Concordo com o que ela disse.

Bom, como o Sr. Pires atacou aqui o partido que está no Governo que, por coincidência, é o meu. Cabe-me dizer uma ou outra coisa. Acerca das promessas, já falei. Se o PS apanhou um susto com as contas públicas, não devia. Quanto à notícia do Expresso, não a li. Porém, e aqui me informarás, Pires, se o Campos e Cunha declarou ao jornal que se ia embora, é grave. Se é notícia para vender sem uma declaração do ministro é grave, mas para o jornal. Com Santana Lopes, o país assistia aos desmentidos e "mentidos" no jornal, às vezes em directo.
Sei que isto vai soar a partidarismo, mas o que Campos e Cunha referiu e Sócrates assinou por baixo foi que as medidas ditas difíceis só seriam aplicadas a médio prazo se as outras não resultassem. Não é, propriamente, uma contradição. A ver vamos e na quarta-feira cá estaremos para discutir.

P.S. - Como o título do post é Benfica, achei por bem dizer qualquer coisa sobre isso. Não tenho fé que ganhe o campeonato, mas ficaria muito feliz.

sábado, maio 21, 2005

A 3 pontos apenas...

...amanhã, seja no Estádio do Dragão, na rua, nos cafés ou até nos Aliados (enquanto não são destruídos da sua beleza pelo projecto cinzento do duo maravilha Siza-Souto) hehe - onde é que já li isto? - como dizia, o Dragão irá comemorar o tricampeonato!

Porque o FC Porto "no teu pendão levas o escudo da cidade que na história deu o nome a Portugal"!

Porto, Porto, Porto,
És a nossa glória,
Dá-nos neste dia
Mais uma alegria,
Mais uma vitória!

A um ponto apenas...

Amanhã, seja no estádio, na rua, no café ou em casa ou até nos aliados hehe, a águia vai renascer novamente e vamos realizar o sonho e ambição de milhões de benfiquistas!
Eu acredito no meu Benfica porque somos: “ De um clube lutador, que na luta com fervor, nunca encontrou rival, neste nosso Portugal!!”

Ser Benfiquista
é ter na alma a chama imensa
que nos conquista
e leva à alma a luz intensa
do sol que lá no céu
risonho vem beijar
com orgulho muito seu
as camisolas berrantes
que nos campos a vibrar
são papoilas saltitantes.


O porquê do Não

Trata-se de uma carta magna com 350 páginas mais um anexo com 700 e continuas referências a outros documentos e tratados. Não há paciência! Nem a de Jó! Uma constituição deve ser curta e perceptível para qualquer cidadão mesmo que não entenda nada de Direito Constitucional!
Além de entregar poder excessivo a França e Alemanha outorga direitos aos países e não aos cidadãos!
Consagra a única instituição para a qual nós cidadãos podemos eleger os parasitas, que na realidade não têm poder algum... o parlamento europeu!
Penso que ao que temos que responder neste referendo é mais ou menos à seguinte questão: “Aprova o projecto do tratado pelo qual se estabelece uma constituição para a Europa?” Esta pergunta deixa uma porta aberta a que a constituição seja alterada depois de aprovada sem que para isso se volte a consultar os cidadãos!
Esta constituição consagra uma Europa libertina dirigida desde Bruxelas por elites burocratas.
O meu voto será um definitivo Não!

Sim, não ou talvez?

Isto está animado, no que toca à discussão sobre o referendo europeu... Já há aqui gente a entrar em órbita, diria eu, mesmo sabendo que nada mais do que normal isso será ou não fossemos todos "observadores cósmicos"...

Quanto à minha posição, ela tendencialmente será SIM mas ainda não está fechada.

Porque se a minha inclinação europeista me leva a optar pelo sim, julgo não reunir ainda as condições necessárias de conhecimento do dossier "Constituição da Europa" (salvo erro umas 400 páginas?) nem li/ouvi argumentário suficiente para decidir.

Mas para ficar um pouco mais claro, sugiro a leitura deste meu post sobre o assunto no meu blog Linha de Rumo.

A discussão está boa aqui, prometo participar mais conforme o tempo assim me permitir...

Apelo ao Presidente da Republica

Depois de se verificar em apenas dois meses de Governação, Ministro desmentido pelo primeiro-ministro, Ministro que ameaça demitir-se caso as suas propostas não sejam aceites e ainda Promessas eleitorais que passaram ao esquecimento, por favor não destitua o Governo e a Assembleia da Republica.

Por favor continue apenas a sua em campanha pelo SIM nas escolas, como refere Pacheco Pereira.

Pelo bem do seu Partido, pelo bem de Portugal.

É preciso ter "lata"

O presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Fernando Ruas, solicitou ao primeiro-ministro, o fim dos actuais limites ao endividamento dos municípios, rejeitou ainda a ideia de que os municípios tenham contribuído para a actual crise orçamental.