sábado, maio 28, 2005

Cavaco é o pai do "monstro"

É um texto explosivo. Miguel Cadilhe, o mais emblemático ministro das Finanças de Cavaco Silva, acusa-o de ser o principal responsável pelo Novo Sistema Retributivo da Função Pública, que conduziu ao enorme aumento da massa salarial dos funcionários no início dos anos 90 e que representa hoje 15% do PIB, sendo a terceira administração pública mais cara da União Europeia. in Expresso

Uma questão de independência... TOTAL

Se em 2009 as contas públicas estiverem equilibradas, se se notar uma inversão na actual tendência da taxa de desemprego e se o país tiver a crescer a taxas de 3%, com toda a certeza votarei PS.

E vocês Pires, Nuno Leal e Johny? Serão capazes de fazer o mesmo?

Imaginemos que são. Serão capazes de o admitir nas reuniões do vosso partido?

Eu quero ser independente. Como disse atrás, PS e PSD são praticamente iguais. Então as suas "jotas" ainda mais semelhanças apresentam.

Repetindo uma citação de Março:

"Ser da esquerda é, como ser da direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher para ser um imbecil: ambas, com efeito, são formas da hemiplegia moral."
Ortega y Gasset, in 'A Rebelião das Massas'

Vergonha

Este é daqueles posts que tinha que colocar no meu blogue e neste.
É pena que os srs. deputados à AR não tenham vergonha na cara. Nota-se que não gostam, também eles, de pagar a crise. É bonito ser deputado, não é? Veja-se aqui.

Europa Atenta

O Futuro da União Europeia, pode ser decidido ou hipotecado este fim-de-semana, vamos aguardar resultados do Referendo à Constituição Europeia em França.

As ultimas sondagens dão um avanço significatico do NÃO

Estou de Volta

Amigo Miguel,

De forma a dar continuidade ao post do Xavier e do consequente comentário do Nuno, os quais desde já subscrevo, gostaria de acrescentar o seguinte:

Pessoalmente tenho dias que penso exactamente como tu, considero cada vez mais como verdade que “após o 25 de Abril os Homens fizeram os partidos, hoje os partidos fazem os Homens”.

Mas, não podemos estar na politica como estamos no futebol, pois no futebol o amor à camisola é tanto grande que não conseguimos ver as faltas, os fora de jogo, os penaltys dos nossos jogadores. Lamentavelmente este fanatismo também acontece na politica, mas é fundamental despir a camisola (atenção meninas loiras, não tirem as camisolas em reuniões politicas) antes de criticar as opiniões divergentes dos outros partidos, temos de ter consciência dos erros internos do nosso partido e saber criticar os próprios dirigentes do nosso partido.

Nesse aspecto eu considero o Nuno Leal exemplar, independentemente de ser PSD soube sempre olhar para o governo de Santana Lopes com uma voz critica, eu mesmo aconselhei o “Rui Gomes da Silva” a fazer censura ao Blog dele na altura da campanha eleitoral …..:) …..Um bom exemplo de estar na política.

São partidários como tu, como o Xavier, como o Nuno que fazem falta na política.

Vamos acreditar nas palavras do próximo Presidente da Republica, “os maus políticos tem de ser substituídos por bons políticos” (Aníbal Cavaco Silva in Expresso)

Aquela Abraço,

sexta-feira, maio 27, 2005

Talvez um conselho.

Amigo Miguel Carvalho,

Peço-te que te não anules a tua militância no partido com o que te identificas (para minha infelicidade, o PSD :) ). Não o deves fazer. Custou-me muito ouvir que o Sócrates tinha decidido aumentar o IVA, mas não vou sair do PS, muito menos da JS. Uma razão, apenas, me leva a decidir deste modo, apesar de já pensar como tu, que por Lisboa eles são todos iguais. Essa razão é pensar que se eu sair, que se tu saires, que se muitas das pessoas que sentem a política na pele, que gostam disto e que acreditam nisto, sairem da vida política activa (ou semi-activa), irem-se embora por desilusão, é, na verdade, entregar isto à bicharada. Eu tento motivar-me a continuar, pois só dessa forma posso tentar mudar alguma coisa. Se atirar a toalha ao chão e sair, então de que adiantou tudo o resto? De que adiantou o 25 de Abril se deixarmos que a democracia se perca?

Um abraço
Xavier

Decididamente vou-me desfiliar...

O PSD foi o partido com que sempre me identifiquei por questões familiares primeiro e a partir de uma certa idade por questões de consciência, razão e pelo seu ideário. No entanto, filiei-me no partido por "imposição e massacre psicológico" do Sr. Pires (não é a meia da TVI, mas sim o nosso amigo cósmico) durante o saudoso tempo de faculdade.

Mas a política não é coerente, é falsa, feita de acordo com a posição que cada partido ocupa no momento.

O PSD chegou ao governo em 2002 e apanhou com um défice de 5,5% do PIB. Tinha prometido o choque fiscal, mas em contra-partida aumentou o IVA, congelou salários e vendeu património do Estado. Equilibrou de forma cosmética as contas do Estado. Não inicou a reforma da administração pública e por isso hoje estamos ainda pior. Ou seja, os sacrifícios destes 3 últimos anos foram infrutíferos. E mais 3 anos de sacrifíco se nos exijem, por culpa dos governos de coligação.

A reforma da administração pública continuava por fazer. O PS começou-a, sendo no entanto obrigado a aumentar o IVA, em vez das receitas extraordinárias, para haver um instrumento de efeito imediato. Actualmente estima-se que o défice ronde os 6, 5% / 7% do PIB e o PSD critica a medida do governo. Que incoerência.

Se tivessem feito aquilo que o PS está a fazer em termos de reforma da administração pública, o IVA provavelmente não necessitaria de ser novamente aumentado. Mas faltou-lhes coragem. E não ouvi uma palavra por parte dos dirigentes sociais democratas a apoiar as medidas apresentadas nesse sentido. Isto é vergonhoso, sejamos sérios.

Por isso lhe peço Sr. Pires, que me trate dos papéis de desfiliação. Só espero que não demore tanto tempo como o cartão de militante, que diga-se, ainda não chegou.

PS à direita?

Respondendo à pergunta, digamos que mais à direita do que à 10 anos atrás, posicionando-se claramente no centro e com possibilidade de tomar decisões de esquerda ou de direita consoante os cíclos económicos o exijam - a terceira via socialista, mais conhecida como o socialismo à Tony Blair.

Parabéns Sócrates. As medidas que tomou (nos post's abaixo enunciadas) vão de encontro aquilo que ouvimos todos os economistas (menos os do BE e do PCP) anunciar como a reforma urgente que a nossa economia necessita - diminuir o peso do sector público na economia. Os funcionários públicos, donos de previlégios instituidos após o 25 de Abril, precisavam de ver as suas regalias equiparadas aos do sector privado. Simplesmente porque os privados, para além de na generalidade trabalharem mais e não terem um emprego tão seguro, não podem ser obrigados a libertar os seus recursos para o Estado manter uma percentagem da população portuguesa com regalias superiores à maioria. Surpreendente foi estas medidas serem tomadas pelo partido socialista.

Aumentar o IVA tem um efeito imediato positivo nas receitas se o consumo não diminuir e se não aumentar a evasão fiscal. O IVA é o imposto que menos afecta a competitividade das empresas.

Se daqui a 3 anos se começar a verificar uma redução de impostos, é sinal que houve uma redução efectiva da depesa pública e a política económica foi bem sucedida. Apenas será possível reduzir impostos depois de emagrecer o Estado.
Restaurar o poder de compra da população e aumentar o emprego passarão então a ser os objectivos da política económica. Mas estes não serão possíveis sem equilíbrio nas finanças públicas, daí a prioridade ao défice.

A reforma da administração pública parece que finalmente arrancou. Espero que a coragem se mantenha. Mais, o cíclo político do PS é bem mais desfavorável do que foi o do PSD, com autárquicas e presidenciais à porta.

Excelente início de governação.

P.S. - Acredito que quem tenha votado PS não se sinta satisfeito, porque a promessa de não aumento de impostos foi quebrada. Mais uma vez apelo a uma responsabilização efectiva dos políticos pelo cumprimento ou não dos programas eleitorais apresentados. É essencial para a credibilização da política e do sistema democrático.
Por isso votei em branco nas últimas eleições.

quinta-feira, maio 26, 2005

Frize: a água das medidas de contenção

A mim ningém me enganou estas eleições...as campanhas e debates eleitorais são o oásis destes feitos megalomanos de redução da carga fical e redução milagrosa do desemprego...
Não votei no Sócrates mas surpreendeu-me pela positiva com estas medidas...é que as medidas de fundo não se executam de hoje para amanhã com resultados de amanhã para depois de amanhã...e alguma vontade imediata em mostrar à Europa que estámos de espada na mão na luta ao défice...mas ao mesmo tempo, preparámos armas de destruição maciça de orçamentos deficitários (espero eu).
Mas todos nós temos um papel fulcral a desempenhar! Se produzirmos todos mais, o défice também diminui... é uma afirmação lírica e antagónica com as medidas de aumento de impostos deste governo, mas será que os nossos consumos diários vão diminuir por isto? será que as empresas vão facturar muito menos? Se sim as medidas serão um desastre a curto e a médio prazo...Se não, a coisa vai funcionar, e se for sustentada pelo corte na despesa, o problema orçamental será resolvido... a parte real da economia é que é da nossa conta...temos que nos capacitar que são estas as condições que dispomos e será com estas que temos que procurar o melhor de nós, e competir, inovar, ter um papel na sociedade nacional e internacional!

O que lá vai lá vai, não há mais culpados que não nós, vamos também procurar o mérito!
Este país somos nós!

Alberto João "Seinfeld" Jardim

«Alberto João Jardim está contra as medidas anunciadas esta quarta-feira pelo primeiro-ministro para combater o défice. O presidente do Governo Regional da Madeira considera “inadmissível” que sejam as regiões autónomas a pagar os erros dos “políticos de Lisboa”. Quanto ao aumento da tributação das sociedades financeiras inscritas na Zona Franca da Madeira, Jardim garante: “vai impugnar tudo o que puder ser impugnado”.»


É incrível ver como há certas pessoas que não mudam. Costuma-se dizer que quando o país atravessa uma fase de depressão, multiplicam-se os programas de humor e os existentes têm mais audiência. Deve ser por isso que de vez em quando fala o Alberto. Sabe fazer-nos rir como ninguém.

Doeu, doeu.

Venho aqui penitenciar-me perante vós, pois Sócrates aumentou o IVA. Eu dizia que talvez não, mas aumentou. Votei no personagem, fiz campanha e tudo e, sinceramente, o primeiro sentimento que me invadiu o corpo foi o de traição. Depois comecei a reflectir, a ouvir que outras medidas se tomaram e gostei.
Claro que o aumento do IVA me está aqui entalado. Para quem muito criticou Durão Barroso (comecei por lhe dar o benefício da dúvida), receber uma medida semelhante do governo do partida em que milito, depois de tudo o que foi dito é, realmente, pensar que "eles" são todos iguais. Talvez sejam.
Nisto, valorizo todas as outras medidas que tentam distribuir o problema por todos os portugueses. Concordo que se acabe com a progressão automática da função pública, concordo que se equipare a idade da reforma entre o privado e o publico, o mesmo com o subsídio de baixa. Concordo particularmente, com um novo escalão de IRS para as grandes riquezas e com o retirar de alguns benefícios aos políticos. Quem aperta mais o cinto são os mesmos, mas pelo menos parecerá que a coisa é para todos.
Agora o IVA, custa-me muito, porque "é o caminho errado" - afinal não é? Que falta de coerência e de bom-senso. Concordo com o Nuno Leal, não devia ter prometido, ou, pelo menos, salvaguardava-se.
Isto agora é que o dinheiro não vai chegar para nada.

Observar o "Observador" é um bom momento!

Estava a caminho da minha cama, quando me surge a curiosidade de dar uma vista de olhos no nosso blog. Tem sido bastante agradável acompanhar o desenvolvimento de opiniões e seus fundamentos, dos vários membros, e como tal vivo estes momentos de visita ao blog com a sensação de preciosismo...
O "Observador" cultiva-me e incita-me a opinar! Felizmente nem todos defendem a mema trincheira e isso é óptimo, pois fornecem aproximações diversas ao problema em causa, e não permitem descanso a oponentes, alimentando o debate.
Tinha pensado nesta vez escrever sobre o "NADA" totalmente enquadrado com a única frase que compõe a nossa "Constituição" Cósmica, que aliás é sintética mas mais que suficiente, mas é difícil...

O post do Nuno pôs-me a pensar... este governo já está realmente a surpreender! Talvez a procissão ainda vá no adro, isso assusta mais, mas eu pensava como tu: isto até às autárquicas ia em "automáticas", e depois sim pensar-se ia em governar, mas não!
Acho que se despertou toda a gente para a situação, e o governo optou por accionar algumas das ferramentas que tem ao seu dispôr para o combate ainda com tácticas de guerrilha de "dá e foge" para de momento amenizar no pouco que é possível, o défice do Orçamento do Estado, vamos lá a ver é se o TPC em relação a medidas de fundo do lado da Despesa se faz...porque sou sincero: parece-me uma atitude acertada e acredito no esforço de Sócrates para a parte mais complicada do ataque ao défice, a Despesa (as promessas já lá vão - engana-se quem quer...sou muito duvidoso em relação à qualidade de muitos votantes portugueses, mas resigno-me pois é um pensamento muito fascita, por isso bato palmas e esqueço esta parte!), e segundo o Miguel há a possibilidade de votar Sócrates daqui a 4 anos:)
Atenção que o problema do défice não é bem o exemplo que deste, Nuno. O défice é normal existir, é ususal o Estado gastar mais que o ganha, durante alguns períodos, noutros não, são ciclos. Um défice como o concebes no exemplo, segundo o que percebi, é um défice relativamente à receita que é estimada, e esse se fôr de 6% é baixo. O que aqui se passa é a análise do valor do défice relativamente ao nosso Produto Interno Bruto, que é avaliado nos tais ridículos 6, 83% do PIB, penso que à volta 10 mil milhões de euros nunca decoro os valores nem me preocupo, ultrapassando os 3% do PIB permitidos no PEC do tratdo de Maastricht (bela cidade). A precisão à centésima da percentagem é ridícula e logo aí retiro ideias negativas do trabalho de ESTIMATIVA deste valor! Pode ser menos, mas aparenta ser mais porque a ter fé no buraco das Câmaras em todo o país (especialmente em ano de eleições) ela elevár-se-á, mas não possuo grande ideia do método de estimação do Governador do BP.
Mas, alegrem-se!... está-me finalmente a dar sono, bocejei!
Gostei da atitude do Sócrates que está a saber dramatizar esta situação e preparar a opinião pública e a mentalizar as pessoas, e já gostava da do Santana que agia por via do encorajamento e promoção subliminar da palavra "retoma" dando sinais de confiança, só anulada pela abordagem de big brother dada à vida do seu governo pela comunicação social! 2 meios diferentes, mas que quanto mim , esforçados e casados com o espírito de missão necessária a um governante... Serei um inocente? ou perceberei as dificuldades e a difícil tarefa de optar por um labirinto de instrumentos vários, com comparações de custo-benefício impossíveis de fazer!

Vou continuar atento,

Boa Noite, até amanhã

Doeu muito?

"-Pronto, já está, já passou!"
"-Como vê, não doeu nada..."

Podia ser a conversa entre enfermeiro e paciente após uma injecção, mas também pode ser a conversa entre José Sócrates e quem nele votou. Afinal, quem andou a fazer uma campanha eleitoral baseada na promessa que não aumentava impostos (podia ter dito "espero não ser obrigado a aumentar" mas preferiu dizer "não está nos planos aumentar") e quem já empossado como primeiro ministro com 30 dias de trabalho (?) disse "que aumentar impostos é a receita errada" foi ele.

E quem votou nele e acreditou que ele era diferente, agora deve ter pesadelos esta noite com cruzes, boletins de votos e rosas... E é muito bem feito!

A realidade é que ao fim de dois meses já quebrou uma promessa, uma das mais importantes e que poderá ter valido a maioria absoluta. e quebrou, com toda a certeza, o elo de confiança que teria com quem nele votou. Felizmente que a mim a única surpresa é o tempo: esperava isto após as autárquicas e nunca neste momento, pensei que ele fosse andar a não governar durante meio ano para não prejudicar o seu partido. É que como é moda agora dizer-se, "não há almoços grátis" e o PS vai cobrar o apoio que deu aos liberais PS para recuperarem o poder... E o pagamento da factura já começou: ou o que é isto de substituir o melhor gestor e equipa de gestão de sempre da GALP (maiores lucros trimestrais da GALP na sua história, 2004 foi um dos melhores anos de sempre na história da empresa, apesar da enorme subida de preços dos combustiveis que aconteceu no último ano, logo num ano desforável e onde apresentar resultados menos bons até seria aceitável...) por um gestor que ficou conhecido por concentrar a comunicação social num grupo de telecomunicações e por um deputado que que foi derrotado nas eleições autárquicas, foi um péssimo ministro e já admitiu não perceber nada de petróleos?

Caros amigos cósmicos, eu por mim já não me surpreendo com IVA's a 21% e o desaparecimento da categoria intermédia de 12% ou com mais impostos sobre produtos petroliferos vindos de quem vem, porque há 30 anos que sempre que o PS teve o poder aplicou a mesma receita.

Como muito bem frisou Marques Mendes no debate hoje à tarde, com este PSD pode o governo contar para cortar nas despesas da gestão da coisa pública. Pode até contar para subir impostos sobre vicios, que é como quem diz, alcool e tabaco. Mas para impostos que vão cair em cima de todos os portugueses, em particular sobre as empresas aumentando os custos de produção (energia mais cara, transportes mais caros, logo matéria prima mais cara e produção mais cara) e aumentando os impostos directos que farão retrair ainda mais o consumo, aumentando a carga fiscal sobre as firmas e originando com isto, com toda a certeza, uma nova vaga de falências e um disparo da taxa de desemprego nos próximos meses.

Quem votou nele agora que trabalhe para o tirar de lá antes que isto não tenha salvação possivel, porque só quem não souber da forma como a despesa (não) é controlada nos organismos públicos é que não percebe como é que o défice é o que é!

E por último, que isto já vai longo: há aí algum economista que me explique como é que pode haver uma previsão de défice? É que eu só conheço défices de execução. Explicando: se eu tenho 100 para gastar este ano e tenho planos para gastar 106, há uma previsão de um défice de 6. Mas o défice no final só o será de facto de 6 se eu gastar mesmo os 106 sabendo de antemão que só tenho 100! Porque o que uma pessoa normal faz com o seu orçamento é tentar controlar os gastos de forma a tentar fazer as mesmas coisas que custariam 106 por 100 ou menos ou, na pior das hipóteses, abdica de fazer algumas das coisas planeadas para gastar no máximo os 100 que dispõe, ficando no final com um défice 0 ou até nem tendo défice orçamental nenhum, antes tendo um superavite que permitirá, talvez, no ano seguinte, fazer cumprir aquilo que não foi feito no ano anterior! Agora virem dizer que no final deste ano vai haver um défice de 6,83 (reparem no preciosismo, não é 6,8, não, é 6,83!) e atirarem as culpas para trás é que não! Porque quem está a gerir os dinheiros desde 12 ou 13 de Março, não me recordo, é este governo! Logo se houver um défice no final do ano ele é practicamente e exclusivamente da responsabilidade dele, que não quis alterar aquilo que era preciso para conter as despesas e preferiu aumentar a carga fiscal, aumentando as receitas, para retirar apenas 0,6 ao défice anunciado pela "Comissão Constancio"...

quarta-feira, maio 25, 2005

A Europa Kantiana já existe: É preciso ir mais longe

O termo federação, na linguagem Kantiana, deve ser entendido como a criação de laços institucionais permanentes entre Estados soberanos para regularem as suas relações políticas e resolverem os seus conflitos de um modo pacífico. in www.ipri.pt.

Isto foi aquilo que os Estado europeus fizeram aquando da formação da CECA e mais tarde da CEE. Criaram laços e instituições comuns para evitarem guerras entre eles.

O que se passa hoje é que, a federação é necessária não para manter a paz entre os países europeus, mas sim para a Europa ter voz nas decisões que poderão influenciar a paz mundial.

Volto a insistir, porque para mim trata-se da questão fundamental. Se houver uma outra forma de se criar uma verdadeira política externa e de defesa comum, eu ainda não ouvi ou li alguma coisa sobre isso.

Citando um dos fundadores da Europa

"Não coligamos Estados, unimos homens".

Jean Monnet

...

Antes de mais, agradeço ao Miguel pelos elogios que colocou como comentário a um post que tinha no meu blogue. Depois queria acrescentar uma ou outra coisa ao debate europeu (por nem sequer querer pensar que o PM em que votei vai aumentar o IVA...). Primeiro, eu defendo a Europa e a União Europeia, mas considero que a federação é estragar o sonho europeu. Nenhum dos sonhadores da europa unida, a viu como federação, apenas como uma união política, económica e social. E, o interessante estava em conseguir que os países se unissem sem federalizar isto da Suécia a Portugal). Unimo-nos, para quê a federação? Tenho orgulho na UE, por ser isso mesmo, uma união de livre e espontânea vontade, onde, mesmo assim, os países mantêm a sua independência e a liberdade de escolha. Claro que a UE já via ditando muitas regras, até o tamanho que os frangos devem ter para poderem ser "sacrificados" já quiseram ditar.
Quanto à constituição, a lei base de qualquer país tem que estar ligado com a sociedade em que impera, e, mesmo que muitos dos nossos valores sejam "europeus", as culturas e principalmente as línguas diferem e separam. O velho exemplo dos esquimós que têm uma enormidade de palavras para nomear a neve ou o gelo, aqui também se aplica, porque eles têm uma visão do mundo e nós temos outra.
Sim ou Não à adesão à UE da Turquia? Sim ou Não à remota possibilidade de adesão de Cabo Verde?

"Antevisão da Futebolada"

O SLB ainda tem de terminar a temporada com o jogo da final da taça de Portugal, taça esta que espero que seja entregue ao V.Setubal, mas depois, fará uma digressão por Portugal inteiro e Angola a festejar o título do campeonato nacional, até pelo menos ao Natal, porque afinal só daqui a dez anos é que eles vão festejar novamente.
Na próxima época aquele que se intitula como o grande maestro da conquista do SLB no campeonato, o José Veiga, irá novamente contratar jogadores de grande qualidade, como os trouxe no início da época que agora terminou.
O Trap, confessou hoje não sabe se fica no benfica porque a mulher ainda não decidiu.
Já se ouve entre os adeptos, “Daqui a dez anos é que vai ser”

O FCP ainda não tinha terminado o campeonato e já tinha vendido três jogadores, até ao início da temporada vende mais meia dúzia e compra jogadores de qualidade, como o Léo Lima ou o Pitbull, estrangeiros claro.
Não há nada como dar uma ajuda à balança de transacções correntes de Portugal e encher os bolsos de alguns empresários e dirigentes.
O treinador novo, o tal “del Neri Holandês" pelo menos já sabe como vencer o SCP.
Os adeptos esses vão dizendo”não ganhamos o campeonato, mas mostramos quem manda nos aliados”

O SCP, o clube que esteve para ganhar tudo e não ganhou nada, “para o Ano é que vai ser”, parece que finalmente arranjou alguém que dê algum dinheiro pelo Ricardo, como já referi lamentável uma equipa que luta pelo título ter apenas um jogador convocado para a selecção principal do seu país, e com a qualidade do Ricardo, ufa….só por isso, um 3º lugar justo.
O peseiro continuará no dilema dos Adeptos e dirigentes,... Bestial, Besta, Bestial, Besta.

Um conselho aos clubes, apostem no mercado Nacional, quer em Jogadores como em Treinadores (para os mais lunáticos como o Dias da Cunha, eu não estou a dizer para ir comprar ao Nacional da Madeira, tenha calma, isto não é nenhum sistema)
e Fair Play

terça-feira, maio 24, 2005

Isenção em Pessoa

O Jorge Sampaio afirmou hoje que "problema do défice é complicado e difícil", afirmando ainda que "todos os portugueses têm que ter consciência do muito trabalho que há a fazer"

Lembramos apenas as palavras proferidas pelo dignifico e imparcial Presidente da Republica à dois anos atrás, “Há mais vida para além do Orçamento”, criticando a obsessão da ex-ministra das Finanças em 2003.

Como as pessoas mudam de opinião rapidamente.

:(

Desculpem a sinceridade

Quanto mais leio e oiço os argumentos do "Não", mais convencido fico de que o meu voto será "SIM".

Os apoiantes do "Não" são a favor de uma Europa mais forte (menos o Xavier, que tem uma visão atlanticista). Pelos vistos a nossa amiga Silvinha até federalista é... "eu também sou a favor da unicidade em todos os sentidos da Europa". Ainda estou à espera que os apoiantes do "Não" me digam se preferem que fique tudo como está...

Maiores poderes para o parlamento europeu, sistema de dupla maioria bastante democrático, criação da figura do presidente e do MNE da Europa são alterações que considero positivas e que aproximarão os cidadãos das instituições. Como disse num post anterior, o ponto onde estou mais em desacordo é no papel do BCE. Mas isso a nossa geração encarregar-se-á de alterar...

Acusam-me de ser optimista. Discordo. Quando eu defendo uma Europa forte e unida, é precisamente porque há a possibilidade de os valores do iluminismo europeu precisarem, num futuro não muito longínquo, de serem defendidos e preservados. Se esperasse um mundo cor-de-rosa, era indiferente a questão da Europa.

Mas, porque o mundo não é perfeito, e porque, apesar das 2 guerras mundiais, confio mais nos europeus (porque me sinto como tal) do que nos americanos, chineses ou russos é que sou a favor de uma Europa Federal.

Portugal e os portugueses, enquanto nação e povo, terão mais capacidade de actuar sobre o mundo inseridos numa Europa Federal do que individualmente.

Chamam a isto optimismo? Isto é a realidade. Ninguém sabe para onde caminha o mundo e como estaremos daqui a 5, 10 ou 15 anos. Podemos apenas traçar cenários. Não considero este, traçado por mim, um cenário optimista.

Apenas tenho a convicção ou crença de que uma Europa a uma só voz seria capaz de construir um mundo cada vez melhor.

HaHa - Dá para rir e gargalhar

Ontem assisti a um debate onde estavam presentes alguns dos responsáveis pela actual crise das contas públicas. No campo teórico razoáveis (o melhor para mim foi Eduardo Catroga, sem dúvida). No campo prático ministros ou secretários de estado razoáveis, maus ou muito maus (o melhor, e os resultados asssim o demonstram, continua a ser Catroga).

O Pina Moura veio dizer que o problema das contas públicas começa essencialmente em 1991 (ano de eleições), quando Miguel Beleza (outro opionion-maker da nossa praça), na altura ministro das finanças, aprovou medidas que provocaram um aumento real das despesas na ordem dos 15%. Por este andar, daqui a 1 ano estamos a culpar o Salazar...

Pelo que ouvi, os últimos 15 minutos foram os únicos que me acrescentaram algum conhecimento. O resto do programa foi conversa de xaxa, que andamos a ouvir à cerca de 4 anos.

Problema(s): Aumentar a produtividade e a competitividade e equilibrar as contas públicas.
Como: Medidas para o fazer???

Este tem obrigatoriamente de ser o cerne do debate. Os problemas já estão diagnosticados há muito. Queremos a vacina. Que também já todos descobriram. O problema é que a picada é muito dolorosa. E não temos "médicos" com coragem.

3 Medidas para diminuir o défice:
Aumentar o horário laboral para 45 horas semanais (mais 30 minutos por dia) - na Alemanha os operários de fábricas da Opel e da Volkswagen aceitaram aumentar as horas de trabalho para manterem os seus empregos;
Subsídio de doença dos funcionários públicos semelhante ao dos trabalhadores do sector privado (65% do seu salário) - a lei actual é um incentivo ao absentismo, como disse e muito bem Bagão Félix;
Partir de um orçamento zero nos ministérios da educação e da saúde - É imperioso atacar as despesas destas áreas. É preciso elaborar um plano de gestão, hospital a hospital e escola a escola, e racionalizar os custos. Um bom gestor encontrará sempre onde poupar.

Isto para não mencionar aquelas que já estamos fartos de ouvir: acabar com as SCUT, manter as cativações (que nem sei muito bem o que é) e apostar no combate à fraude e evasão fiscal.

Os programas do género do que assisti ontem, onde os intervenientes são os próprios responsáveis pela calamidade actual, é que inspiram frases como esta:

Falam, falam, falam, mas ninguém os vê a fazer nada...