quinta-feira, novembro 03, 2005

Crónica Semanal


O PERFIL DOS CANDIDATOS
Caros leitores:
Muito se tem falado de eleições presidenciais nos últimos tempos. Aliás, este tema ocupa a maior parte dos artigos de opinião dos jornais nacionais bem como o magno do tempo de antena das televisões. Obviamente, que o "Observador Cósmico " não foge à regra e muita tinta tem corrido sobre o assunto.

Hoje, apetecia-me dissertar sobre Extra-Terrestres, Ovnis e Marcianos, mas o repto lançado pelo meu caro colega cósmico "Despertador" é demasiado acutiltante para ser desconsiderado. Se bem que a diferença entre visitantes do espaço e candidatos à República Portuguesa, é muito ténue, porque neste momento é tudo, ainda, muito inverosímel e distante.

O Cargo de Presidente reveste três funções: Representativa, conciliadora, e executiva ad-hoc. O inquilino do Palácio de Belém é o representante do Estado e o garante da independência nacional, é o àrbitro que modera a vida pública nacional e tem funções executivas, strictu-sensu, em casos de crise ou quando estão em causa "o regular funcionamento das instituições democráticas".

Portanto, o Presidente da República terá de ser uma personalidade com uma formação humanista e com um carisma apreciável para ser a voz de toda uma nação; terá de ter uma posição forte, vincada e alicerçada em quase mil anos de independência nacional para ser o garante da nossa soberania e da nossa independênca, bem como terá de ser pragmático em relação à nossa especifcidade periférica, atlântica e à atitude que devemos ter perante o hegemonismo e belicismo económica dos nuestros hermanos; O Chefe de estado terá de ser uma pessoa impoluta, livre, sonhadora e conciliadora para moderar a vida política e para catalizar os portugueses para um desiderato colectivo; Por último, terá de ser uma pessoa com experiência e provas dadas em situações de risco e crise para ter o sangue-frio necessário para tomar a melhor opção nos casos em que o P.R. tenha de assumir o poder executivo.

Visto o perfil que o P.R. deverá ostentar, passemos à análise dos três candidatos, por ordem de idade:

Mário Soares, é de todos os candidatos o que apresenta mais carisma e é uma personalidade com relações singulares no exterior. No entanto, é um federalista convicto e não acredita na europa das nações, da qual Portugal é o símbolo máximo por ser o único Estado-Nação e apresenta sérias dificuldades em catalizar e motivar os portugueses; É também uma pessoa demasiado ligada ao Partido Socialista e a José Sócrates, para poder arbitrar com imparcialidade a causa pública; Por último, tem a experiência necessária e suficiente para governar em tempos de crise.

Jerónimo de Sousa, não preenche nenhum dos requisitos necessários para o cargo.

Manuel Alegre, é uma figura histórica da Democracia, tem carisma, é um bon vivant, representará Portugal no exterior singularmente. Acredita no Portugal de Pessoa e no Portugal dos portugueses e o facto de ser poeta, pode catapultar toda a naçãoa para um desafio colectivo; A sua voz independente e cáustica será uma mais valia para derimir a vida pública e em caso de crise, a sua experiência de parlamentar e de exilado em Argel, será decisiva se for preciso assumir as rédeas Nacionais.

Cavaco Silva, é um economista, pragmático e frio, terá dificuldades em representar a especificidade lusitana no exterior e, tal como Soares, é um adepto do federalismo ( o que, no meu entendor é muito muito pernicioso); Enquanto àrbitro, julgo que as suas posições estarãso bastante próximas das políticas nefastas económicas levadas a cabo por Sócrtaes pelo que não será uma mais valia; Tem a experiência e o pragmatismo necessários para assumir o poder executivo em caso de emergência.

Francisco Louça, tal como o candidato do PCP, não tem perfil para o cargo.

De entre todos o único que preenche os requisitos necessários é Manuel Alegre e deve, portanto, ser eleito como o mais alto magistrado da Nação.

5 comentários:

Bequitas disse...

Ruizinho,

Eu acho-te uma excelente pessoa, mas será possível que não consigas publicar outra coisa além de politiquices?!!!

Tenta lá qualquer coisa diferente, vá lá!

Beijinhos

johny disse...

Eu escolho este presidente independentemente do primeiro ministro,,,que ainda por cima não foi eleito por mim, embora na minha humilde opinião nefasto-economiscista tem governado bem económicamente mas com muitas dúvidas na execução da sua soberania política!!!

Não gosto muito de poetas, ainda por cima num cargo de responsabilidades mais objectivas que o que se pensa, e que tu muito bem descreveste!

Cavaco tem a postura que quero para o presidente do meu país...

Integridade, discrição, competência, frieza e pragmatismo (palavras tuas) e independência são qualidades que mais nenhum candidato tem!!!!! e mais, esforçam-se diariamente para não tê-las...

Tou ansioso para ver a falta de nivel dos outros candidatos no debate...

Tudo bem, Alegre em segundo lugar...meramente por simpatia à sua irreverência

"Fernando Pessoa" disse...

Eu concordo com o Jonhy,

"Integridade, discrição, competência, frieza e pragmatismo e independência são qualidades que mais nenhum candidato tem!!!!!"

Eu Voto Cavaco, Por Portugal

XanaeR disse...

porque será que não me surpreendeu a tua conclusão...?

apesar de simpatizar com o candidato poeta, discordo que as caracteristicas de alegre façam dele um bom PR, porque parece-m que ser PR é muito mais do que "ser mais alto (...) ser maior do que os homens"...

Soares tem carisma?! isso foi no tempo em que os amigos dele (miterrand e afins) eram vivos! as sondagens provam que o carisma de soares anda pelas ruas da amrgura...

Cavaco... bem, nem é preciso dizer mais nada!

Manuel Fernandes Silva disse...

Grande Rui, bem sei que gostavas de ter um poeta nos corredores de Belém, de levar um je ne sais qua de onírico para o mais alto cargo do país...mas, desde logo, Alegre enferma dos males de todos os outros candidatos, excepto Cavaco... Todos eles se candidatam contra Cavaco e não pelo país. No caso de Alegre há um duplo revanchismo: contra a direita (essa medusa perigosíssima!!) e contra o candidato escolhido pelo sinistro aparelho que habita o Largo do Rato. Ainda assim, se não houvesse Cavaco, votaria no teu candidato. Mas não votaria alegre...

Abraço.