Pois é!
Ideias não faltam, talvez não haja nada tão inútil e apaixonante como pensar e simular virtualmente modelos de sociedade...eu acho que já falei sobre isto há uns tempos...
Vou dar mais um tirito: eu já li e pensei muito sobre isto e, já concluí que desenvolver modelos que estejam completamente desfasados do nosso mundo, não passarão de modelos e belas ideias...a atitude inventora é sempre benéfica para a discussão, mas a prática de um modelo tem um ponto de partida que não se experimenta em laboratório...há que pegar sem dúvida na nossa sociedade. Para mim, que não sou fascista, é difícil dizer isto, mas eu acho que a liberdade das iniciativas individuais deve ser restringida, e para mim, deve ser pelo Estado que fornece condições à Justiça e à coacção, (A ver o debate do programa do canal 1 ontem sobre assuntos imobiliários obscuros nos municípios) tudo o que é fiscalizações e inspecções, confirmou-se de fulcral para o desenvolvimento sustentado das sociedades).
Olhando só para a Europa, pois considero o bem-estar social mundial impossível, acho que a solução é sobretudo fiscal:
Li há pouco tempo um artigo sobre Tributação Forfetária, e posso dizer que me agradou bastante. Uma empresa, por exemplo, terá que pagar um imposto fixo de X se obtiver Resultados Líquidos no mínimo de Y.Pagará o mesmo X se tiver de R.L . Y+1. Este nível de Y seria fixado governamentalmente para as diversas actividades (em género de objectivos). Esta medida ria limitar o número de empresários aos lucrativos e competitivos, e incentivar a inovação. Quem não gerasse o valor necessário, pagaria uma boa maquia para o Estado (tem que haver um líder!), que, através dos seus eficientes gabinetes (a minha utopia está aqui) proporia alternativas para a disposição de aplicação de capital do empresário!
Desta forma dava-se início a uma espécie de mistura entre a boa iniciativa privada e a bem intencionada Planificação Central. A Justiça e os seus membros inspectivos e fiscalizadores são fundamentais... talvez com grandes gastos no início, mas passados uns anos, tinham-se espantado os chicos-espertos e reeducado as pessoas!
Macau que se vai perdendo
Há 4 anos
9 comentários:
Desconhecia por completo a teoria da "tributação forfetária". Parece-me interessante, mas também um pouco injusta. De qualquer forma, o actual sistema é injusto e inoperante, pelo que devemos estar receptivos a novas contribuições e novas ideias. tenho só uma dúvida: Não iria esse sistema, criar milhares de desempregados a curto prazo?! Mas sem dúvida que potenciaria a inovação e o desenvolvimento tecnológico, bem com a necessidade de obter altas performances. O problema é o custo social que esse desenvolvimento originaria...
Concordo absolutamnete contigo quanto à necessidade de conjugação e cumplicidade entre uma economia programatica e planificada e a livre iniciativa privada.
Não posso dizer o mesmo, no que toca à coacção, porque todos os instrumentos de coacção acabam por ser opressores, mesmo os mais básicos como a Lei ou a postura de "um bom pai de familia" que o código civil prevê como comportamento de um cidadão modelar.
Seria um sistema justíssimo...e óptimo sob o ponto de vista da alocação de recursos!
Há pessoas que simplesmente cumprem a sua obrigação profissional, ou qualquer outro desígnio do social, assim só os amantes dos seus deveres, os que devotam o seu esforço ao trabalho,à produção, a causa pública, seriam incentivados, não se gastando inputs pelo caminho! Eu acho que cada um tem um papel que pode desempenhar melhor, e acho que o estado poderá ajudar aqui (utopia)! A informação disponível da economia mereceria toda a atenção do Estado, claro! Custo social, para mim, é alguém que pela sua posição de direito adquirido trava o desenvolvimento.
Isto sem uma atitude levemente coerciva :), não resultaria! tenho que tentar ser o mais coerente possível!
quanto ao desemprego, quem quiser trabalhar e tiver capacidade para tal e a desenvolver, terá a saída que o governo lhe der, e contribuirá para a causa pública...sem subsídios, tudo terá uma contrapartida! os outros, os verdadeiros desempregados, executarão as tarefas mais indiferenciadas... temos que nos convencer de uma vez por todas que temos que provavelmente passar por um choque destes par nos pormos no rumo certo...
Alguém tem que estar na esplanada a apanhar sol, e alguém tem de levar a super bock à mesa:)
Vistas as coisas do ponto de vista da tua primeira crítica (com excepção da coacção...lol) rendo-me à tua ideia. Agrada-me o facto de estarmos todos a contribuir para a mesma causa, a "res publica".
Em relação à tua segunda crítica... No way! lol Essa sociedade é demasiado classicista e estratificada e penalizaria aqueles que não gostam de trabalhar, ou os que acham, tal como eu, que o trabalho é a pior das formas de ocupação dos tempos livres e muitas vezes é, realmente,uma forma de suícidio existencial em massa.
Demasiado controlada e demasiada comunista e restringidora da iniciativa privada para o meu gosto.
Imagina um sector que tem 4 empresas instaladas a facturar o mínimo exigível. Ao fixar este mínimo estás a restringir a entrada no mercado de novos concorrentes que, compreensivelmente, começam por baixo e com níveis de facturação insustentáveis para o teu sistema. No entanto, são deveras importantes para a concorrência.
Qualquer medida que restrinja a concorrência tem a minha imediata reprovação.
Há ramos que necessitam mais de concorrência que outras em direcção à eficiência, e isso seria destrinçado pelo "all mighty state" que tomaria as devidas previdências!
O Estado como garante da boa performance privada, nos domínios mais necessitados dela!
E se ninguém quisesse trabalhar?!?!, como seria, seria sustentável...eu acho que há tempo para tudo...e até acredito que o mérito pode ser pago em horas de lazer!!!mas temos de produzir utilidades para o país...
Respeito absolutamente a tua ideia, apesar de discordar quase na totalidade de toda a sua base de sustentação. A Lei do Condicionamente Industrial foi em 1931 e atrasou Portugal ainda mais relativamente à Revolução Industrial que ocorreu 100 anos antes e que ainda estava por aqui a chegar.
Caro amigo Johny e João da Ega, defenderem um número restrito de empresas por cada mercado prejudica o bem geral (os consumidores comprarão a preços mais altos e os trabalhadores porque funcionará como um travão ABS à criação de empregos) em detrimento de um determinado número de empresário previligiados.
"Foi com o embaixador inglês John Methuen, que em 1703 D. Pedro II fez o célebre tratado, que ficou com esse nome, e que tão funesto foi para os interesses de Portugal. Este tratado levantava todas as proibições que se tinham posto à entrada das mercadorias inglesas, e em compensação dava entrada aos nossos vinhos em Inglaterra com abatimento de um terço dos direitos que pagavam na Grã-bretanha os vinhos da França. Esse tratado foi a nossa completa ruína, porque nos pôs completamente na dependência industrial da Inglaterra, e até mesmo porque, dando vantagens excecionais à cultura dos vinhos, não foi menos nefasto aos outros ramos da agricultura mais directamente necessários a um povo." Aqui está, no meu entender, o verdadeiro começo do rastilho da desgraça portuguesa, o exemplo de uma mentalidade que não sofreu grandes alterações num espaço de 3 sécs.!
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