
" Uma subida geral na taxa dos salários resultaria numa queda da taxa geral do lucro, mas, em termos gerais, não afectaria os preços das mercadorias"
" Aumentando a taxa de salários, cresce o consumo e, forçosamente, diminui o desemprego"
"Uma subida geral dos salários produziria uma subida na procura e, consequentemente, os capitalistas seriam compensados, pelos preços de mercado resultantes do aumento de vendas das suas mercadorias."
Karl Marx e F. Engels in "Salário, Preço e Lucro" (Edições Avante, 2004)
6 comentários:
Infelizmente existe a Inflação...e a parte em que muitos salários são pagos pelo Estado...piorando o défice!
Temos que cumprir as regras da convergência!
Tanto uma situação como outra, estão no Pacto de Estabilidade, que temos que "cumprir"...para isso não entrávamos na CEE em 1986!
O incentivo ao crescimento pelo lado da procura teve os efeitos que estão precisamente agora à vista de todos. Estamos a pagar os erros da política de Guterres, com aumentos salariais consecutivos acima do aumento da produtividade e da inflação.
Até os socialistas já descobriram que esta fórmula não resulta. Não afectaria os preços das mercadorias?!?!? Como muito bem disse o Johny, a inflação provocaria ainda menor poder de compra, a não ser que os preços fossem controlados, o que a acontecer provocaria com certeza ruptura de stocks em muitos mercados.
Quem advoga esta como sendo a solução não está a ver bem no mundo em que estamos. Quando o principal problema da nossa economia é a falta de competitividade das nossas empresas (que por sua vez se deve à reduzida produtividade, à falta de formação dos trabalhadores, à falta de capacidade de inovação e empreendorismo na gestão, etc...) advogar esta política económica seria o machadada final.
Criar instrumentos de apoio pelo lado da oferta (diminuição de IRC, apoios à inovação e desenvolvimento de novos produtos, incentivos à exportação como por exemplo fazem as regiões de Espanha, apoios à contratação de licenciados, etc...) será a solução para a competitividade da nossa economia.
O nosso problema é estar à espera que o Estado resolva todos os nossos problemas e temos o hábito de culpabilizar o Estado por tudo o que de mau nos acontece.
Sou a favor da meta final subjacente à teoria de Marx, que preconiza o aumento de poder de compra, crescimento do consumo e consequente aumento e produção de riqueza. Entendo, no entanto, que o meio a atingir tal fim, não passa pela má filosofia de aumento de salários, mas pela redução dos impostos, IVA e IRC (uma vez que o seu aumento tem provado não contribuir para resolver o problema do défice). Neste aspecto, concordo com o Miguel, ao advogar alterações pelo lado da oferta.
Uma vez que ainda não somos capazes de satisfazer as necessidades básicas de toda a população portuguesa, sou também a favor de uma (re)avaliação das prioridades do Estado, uma que atribua maior ênfase à higiene e alimentação, em detrimento da cultura ou lazer, por exemplo… Se não, veja-se: considero inadmissível que, em Portugal, um pacote de pensos higiénicos esteja abrangido por um IVA muito superior ao de uma revista ou jornal ou que o custo de uma refeição servida num restaurante chegue a equivaler o custo de uma refeição caseira! Não será então urgente redefinirmos os nossos valores, à imagem dos países nórdicos desenvolvidos, através de uma clara distinção entre os bens primários e secundários!? Mas não, o Estado prefere colmatar esta falha, através de acções de solidariedade à lá Madre Teresa de Calcutá, agravando o défice. Depois admiram-se que se espere sempre dele e o culpabilizemos… cada vez mais!
PS: Se Marx estivesse vivo, chegaria à conclusão que, hoje em dia, os subsídios são, de facto, o ópio do povo!!!
Lou, desculpa.... mas recuso-me a comentar o que disseste!!!!!
Eu percebo-te, querido...;P
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