quarta-feira, setembro 21, 2005

A revolução cultural maoísta enquanto motor de uma globalização justa e fraterna




" É necessário que o pensamento do homem seja revolucionado, e que todos os revolucionários cerquem as cidades e transformem cada burguês num revolucionário!E cada oprimido num revolucionário! Uni-vos!"

Mao-Tsé-Tung in "Carta da Revolução Cultural" (Celta Editores, 2002)



O que é a Política? Trata-se de uma interrogação secular, que vem de Aristóteles até aos nossos dias, e jamais cessará de ser feita. Mas a resposta à pergunta do que realmente seja a Política, dependerá sempre da óptica, da ideologia, do critério segundo o qual se responda.

Pensadores e autores vários, referindo-se à actividade ou ao exercício prático do poder, declaram que a política constitui uma arte. Os gregos definiam esta como " arte de governar os povos", Littré via-a "como a ciência de governação dos estados", Maquiavel como " a arte de mentir a propósito" e Lenine como a " a doença infantil do comunismo".

No fluir político, cada organização social está geneticamente ligada às suas antecedentes e explicará as subsquentes. A política não se processa por zonas estanques e desvinculadas, mas antes pela interacção entre o todo que constitui uma nação.

Ora, o Estado-Nação ou mesmo o Estado per si, faz parte do passado pelo que, o processo de globalização sustitui-o pelo supra- estado ou pelo infra-estado, dependendo consoante a óptica defenda o well-fare-state ou o estado guarda-nocturno. Teremos, então de olhar a política pela interacção entre o todo que constitui, já não a nação, mas todo o mundo.

Estando agora no campo do global, a política, defronta-se com uma pluralidade de organizações socias, com uma panóplia de sistemas, e cujos objectivos antagonistas.

Por isso, a governação dos povos, é hoje mais dificil que nunca. A única forma de vivermos todos em uníssono, numa fraternidade global, é a de partirmos do subjectivo para o objectivo, através de uma "revolução cultural" global.

Deve ser inculcado no indivíduo uma ideologia que radicalmente o transforme, sem ter em conta o grau da evolução económica da respectiva sociedade. Trata-se de uma revolução que toque o o homem naquilo que ele tem de mais profundo, a sua alma e o seu pensamento.

Só desta forma, asiáticos, europeus, esquimós, americanos do norte, sul americanos, africanos e àrabes poderão todos trabalhar para o mesmo fim.

É pois, fácil de compreender, o motivo por que a teoria maoísta, da revolução intelectual das massas, poderá desempenhar um papel morigerador e catalizador de uma nova ordem global.



3 comentários:

Paula Sousa disse...

Caro João da Ega,
Um novo sistema político mundial terá sempre de passar pela mudança de mentalidades e nesse aspecto concordo com a adequação de ALGUNS princípios maoístas às novas realidades.

johny disse...

Gosto...mas não acredito...a não ser que seja usada a força (coacção)como Mao usou, e como Marx já antes o advogava!

Para tocar a alma e o pensamento da humanidade...para aumentar a fraternidade...para a "revolução cultural" global, só vislumbro uma hipótese: sermos invadidos por extra-terrestres:)

Rui Damas disse...

Caro johny,

Se calhar até eramos melhor governados, caso uns seres verdinhos e inteligentes nos invadissem... E não seria para tal necessária a existência de coacção, acho que a humanidade curtia uma cena diferente!...lol

Abraço