O Dr. Medina Carreira nos "Prós e Contras" da RTP, disse o seguinte: «Eu sou muito céptico em relação à inovação como saída para a competitividade da Europa, porque os outros também inovam...e inovam mais barato e com muita técnica e capital europeu»...«A Europa devia apostar numa espécie de neo-proteccionismo...eu sei que os economistas se arrepiam só de ouvir isto, mas quando o desemprego estiver maior, vamos ver o que os governos vão fazer»
Eu confesso... (eu acho que qualquer pessoa é economista) que não me arrepio, mas bastava mudar a palavra "Europa" para "Portugal" que eu nem sequer considerava colocá-la no Observador!
Eu revejo-me bastante nesta ideia...Uma Europa unida não deve competir mas colaborar, não podemos estar agarrados a um pedaço de terra...Portugal é um conjunto de pessoas...Portugal está por todo o mundo...temos é que fazer aquilo que gostámos no espaço europeu mais vocacionado para isso...ser bom em Portugal pode ser mau...A Europa tem de ser o termo de comparação! Como tal, nós os europeus temos que nos defender da degradação social gerada por, é preciso admitir, produções de bens mais eficientes de outros lados do globo, embora à custa de mdo barata garantida por reservas demográficas rurais à procura de melhoria de vida (é claro, penso na China)...
Temos que inovar sim senhor, e é importante, mas de igual maneira gostaria de ver instalações fabris e o capital humano das empresas que falem ou que estão em dificuldades, direccionadas para algo melhor e útil...porque há tanta coisa útil a fazer...e quem melhor para isso que o Estado?! Sob o nome de neo-proteccionismo ou não, parece-me um bom caminho, desde que se adoptem também contra-medidas para combater o empreendedor estático, amorfo e com ideias de investimento banais...
Representaria mais despesa? Sim! Só que esta pode ser bem aplicada...A despesa poder-se-ia aténão reduzir se fosse bem destinada...Sinceramente, estando as pessoas na mesma vontade e sintonia colectiva, isto não me parece muito dificíl...Como diz o Dr. Medina Carreira «são mais importantes as não manifestações daqueles que ficam sem o seu ganha pão do aqueles que fazem manifestações porque perdem 5 ou 10 euros» o facto destas manifestações acontecerem, demonstram que a sintonia não é colectiva... isto leva-me aonde eu sempre vou: A verdadeira mudança é nas pessoas, o Estado pode e deve ajudar, mas isto está a depender só de nós! Após interiorizarmos isto ninguém nos pára...
Eu acho que isto ainda é Abril a acontecer... a Revolução levou à liberdade, mas a liberdade tem de ser crítica e concensiosa, há demasiada poluição no ar...ou temos um bom ditador a pegar no país (impossível) ou temos que ser ditadores de nós próprios levando ao extermínio tudo o que é falso e lesivo para o que nos rodeia...a brasa tem de chegar a todas as sardinhas...a Revolução já lá vai, urge a Evolução...
Hoje Abril é Evolução!
Cosmic quiz! Tenho uma pergunta para os cósmicos: Um agricultor cultiva milho nos seus terrenos, e é instalada uma linha férrea no limite dos seus terrenos... o agricultor repara que a sua produção decaiu tanto de qualidade no milho que a sua venda está a gerar prejuízo...estudos demonstram que são gases emitidos pelas locomotivas que provocam esta queda na qualidade do milho...e estudos também demonstram que o bem estar geral sai a ganhar com a existência da linha férrea! O caso está em tribunal e vocês são os juízes...comentem please porque tá tudo demasiado resignado, eu sempre que posso digo a minha barbaridade...façam o mesmo!
Macau que se vai perdendo
Há 5 anos
2 comentários:
Começando pelo fim: então o agricultor não sabe que a UE anda a pagar para não produzir? ;) Mais a sério, parece-me um caso em que a indemenização que possa ter recebido pelo terreno não cobre as despesas extras em que incorreu, pelo que deveria ser ressarcido disso mesmo...
Quando ao proteccionismo (neo, ou outro qualquer...) causa-me arrepios quando se fala em mais proteccionismo social sem cortar em muitas despesas que o estado já tem (os estados sociais nórdicos diminuiram as suas despesas de cerca de 70% do PIB para cerca de 50% do PIB em cerca de 10 anos). Nós não temos recursos infinitos que nos permitam viver como ricos que não somos desde a independencia do Brasil. Cortar despesas primeiro, depois pensar em (mais) proteccionismo social. Se falarmos em empresarial (por exemplo, em relação à China) aí poderei estar de acordo como forma de regular o mercado (função que eu atribuo ao Estado) já que a produção nesses países é feita à base da exploração da mão de obra que se reflecte nos preços abaixo da nossa produção, pelo que urge proteger o nosso mercado produtor.
Segundo li, tu defendeste proteccionismo pra Europa, manutenção ou aumento das despesas actuais, ou seja, manutenção do nível de impostos (tudo em termos relativos)e afirmaste que ninguém melhor que o Estado para gerar eficiência.
Mas faz-me o desenho, que se calhar não percebo português...
COERÊNCIA, MEU CARO AMIGO. COERÊNCIA.
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