Estava a caminho da minha cama, quando me surge a curiosidade de dar uma vista de olhos no nosso blog. Tem sido bastante agradável acompanhar o desenvolvimento de opiniões e seus fundamentos, dos vários membros, e como tal vivo estes momentos de visita ao blog com a sensação de preciosismo...
O "Observador" cultiva-me e incita-me a opinar! Felizmente nem todos defendem a mema trincheira e isso é óptimo, pois fornecem aproximações diversas ao problema em causa, e não permitem descanso a oponentes, alimentando o debate.
Tinha pensado nesta vez escrever sobre o "NADA" totalmente enquadrado com a única frase que compõe a nossa "Constituição" Cósmica, que aliás é sintética mas mais que suficiente, mas é difícil...
O post do Nuno pôs-me a pensar... este governo já está realmente a surpreender! Talvez a procissão ainda vá no adro, isso assusta mais, mas eu pensava como tu: isto até às autárquicas ia em "automáticas", e depois sim pensar-se ia em governar, mas não!
Acho que se despertou toda a gente para a situação, e o governo optou por accionar algumas das ferramentas que tem ao seu dispôr para o combate ainda com tácticas de guerrilha de "dá e foge" para de momento amenizar no pouco que é possível, o défice do Orçamento do Estado, vamos lá a ver é se o TPC em relação a medidas de fundo do lado da Despesa se faz...porque sou sincero: parece-me uma atitude acertada e acredito no esforço de Sócrates para a parte mais complicada do ataque ao défice, a Despesa (as promessas já lá vão - engana-se quem quer...sou muito duvidoso em relação à qualidade de muitos votantes portugueses, mas resigno-me pois é um pensamento muito fascita, por isso bato palmas e esqueço esta parte!), e segundo o Miguel há a possibilidade de votar Sócrates daqui a 4 anos:)
Atenção que o problema do défice não é bem o exemplo que deste, Nuno. O défice é normal existir, é ususal o Estado gastar mais que o ganha, durante alguns períodos, noutros não, são ciclos. Um défice como o concebes no exemplo, segundo o que percebi, é um défice relativamente à receita que é estimada, e esse se fôr de 6% é baixo. O que aqui se passa é a análise do valor do défice relativamente ao nosso Produto Interno Bruto, que é avaliado nos tais ridículos 6, 83% do PIB, penso que à volta 10 mil milhões de euros nunca decoro os valores nem me preocupo, ultrapassando os 3% do PIB permitidos no PEC do tratdo de Maastricht (bela cidade). A precisão à centésima da percentagem é ridícula e logo aí retiro ideias negativas do trabalho de ESTIMATIVA deste valor! Pode ser menos, mas aparenta ser mais porque a ter fé no buraco das Câmaras em todo o país (especialmente em ano de eleições) ela elevár-se-á, mas não possuo grande ideia do método de estimação do Governador do BP.
Mas, alegrem-se!... está-me finalmente a dar sono, bocejei!
Gostei da atitude do Sócrates que está a saber dramatizar esta situação e preparar a opinião pública e a mentalizar as pessoas, e já gostava da do Santana que agia por via do encorajamento e promoção subliminar da palavra "retoma" dando sinais de confiança, só anulada pela abordagem de big brother dada à vida do seu governo pela comunicação social! 2 meios diferentes, mas que quanto mim , esforçados e casados com o espírito de missão necessária a um governante... Serei um inocente? ou perceberei as dificuldades e a difícil tarefa de optar por um labirinto de instrumentos vários, com comparações de custo-benefício impossíveis de fazer!
Vou continuar atento,
Boa Noite, até amanhã
Macau que se vai perdendo
Há 4 anos
1 comentário:
Talvez seja um pouco de inocencia porque estas medidas, como as do Santana, são mais do mesmo que aplicamos há muitos anos com o sucesso que se vê.
Ainda ontem num jantar de amigos estava um que foi alto dirigente em Lisboa num instituto público com a pasta financeira e contou-nos que aquilo não tem governo: horas extras é às pazadas porque não há controlo de quem as paga, contas de telemoveis astronómicas, nem sequer havia uma central telefónica inteligente, reduziu o custo de papel em 30%, ou seja, ele foi o Cristo que pagou com o corpo as reformas e em 3 meses libertou UM MILHÃO DE EUROS de despesas destas com pequenas alterações de gestão para INVESTIR efectivamente nas actividades do instituto público. Agora multipliquem isto por N institutos públicos, 50 secretarias de estado, 20 ministérios... e aí está o défice! Continuo na minha: não é um problema de receitas, é de despesas e mais, só conmheço défices de execução por só depois de executado é que há défice, porque antes se se prevê a existência dele altera-se o planeamento para que o mesmo não aconteça quando se fecharem as contas...
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